segunda-feira, 30 de outubro de 2017

PARÓQUIA DE SÃO FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA
ACTIVIDADES PASTORAIS / SOCIAIS – MÊS DE NOVEMBRO 2017
                                  Dia 1 – 4ªFeira: Dia de Todos os Santos – Missa: 11h30
                                                      Dia 2 – 5ªFeira: Dia de Todos os Fieis Defuntos – Missas: 9h00 e 19h00  
                                                                                       16h00 às 18h45 - Adoração ao Santíssimo
                                                      Dia 3 – 6ªfeira :17h30: Adoração ao Santíssimo – 1ª sexta-feira
                  21h15 – Reunião de Pais das crianças do 4º Ano de Catequese e grupo especial –                                                                                             preparar a Missa da entrega da Bíblia
                                                     Dia 4 – Sábado :12h00: Baptismo
                                 18h00 – Missa de ACOLHIMENTO das crianças do 1º Ano de Catequese
                                                        21h15: 2ª Reunião do grupo dos EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS na Vida Quotidiana
                                                    Dia 5 – Domingo: 12h30 – Reunião da SAGRADA FAMILIA
                                                    Dia 7 – 3ª feira: 10h00 – Reunião dos Leigos para o Desenvolvimento com 
                                                                                            a Direção do Centro Social Paroquial de Cristo Rei                
                                                    Dia 8 – 4ªfeira: 19h00 – Reunião da CVX
                                                   Dia 9 – 5ªfeira: 14h00 – Reunião da Direção e Coordenadores do Centro Social 
                                                                                            Paroquial de Cristo Rei
                                                   Dia 12 – Domingo: 11h30 – Missa - Festa da Entrega da Bíblia –
                                                                                                  4º Ano de catequese e grupo especial
                           16h00 – Reunião Geral de Pais (para todos os pais) das crianças da catequese
                                                   Dia 17 – 6ªfeira: 21h00 – Vigília Jovem no Seminário de Almada –
                                                                     CONVITE A TODOS OS JOVENS A PARTICIPAR
                                                    Dia 19 – Domingo: primeiro DIA MUNDIAL DO POBRE- 11H30 – Eucaristia
                                                                                                    12h45 – Almoço / Convívio
                                          Dia 22 – 4ªfeira: 19h00 – Reunião da CVX
                            Dia 24 – 6ª-feira: Início da Novena de S. Francisco Xavier, na Missa das 18h30                                       

domingo, 29 de outubro de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 22,34-40 Antes da oração mariana do Angelus e dirigindo-se aos milhares de fiéis e peregrinos reunidos da Praça de S. Pedro, o Papa Francisco comentou a liturgia deste domingo, XXX do TC, que nos apresenta, disse, o breve texto de Mateus em que os fariseus se reúnem para experimentar Jesus e um deles, doutor da lei, lhe pergunta, qual era o maior mandamento da Lei.
Uma pergunta insidiosa, observou o Papa, porque na lei de Moisés são mencionados mais de seiscentos preceitos. Como distinguir, então, entre todos estes, o maior mandamento? Mas, sem hesitar,  Jesus responde:
"Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente". E acrescenta: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo".
A resposta de Jesus não era assim tão simples e garantida, prosseguiu o Pontífice, pois entre os muitos preceitos da lei judaica, os mais importantes eram os dez Mandamentos, comunicados directamente por Deus a Moisés, como condições do pacto de aliança com o povo. Mas Jesus quer fazer entender que, sem o amor de Deus e do próximo, não existe verdadeira fidelidade a esta aliança com o Senhor:
“Isto é confirmado por um outro texto do Livro do Êxodo, conhecido como "Código da Aliança", onde se diz que não se pode estar na Aliança com o Senhor e maltratar aqueles que gozam da sua protecção: a viúva, o órfão e o estrangeiro, ou seja, as pessoas mais sozinhas e indefesas”.
E Jesus tinha vivido mesmo assim a sua vida: pregando e fazendo aquilo que realmente conta e é essencial, isto é, o amor, porque o amor dá impulso e fecundidade à vida e ao caminho da fé: sem amor, a vida e a fé permanecem estéreis.
O que Jesus propõe neste evangelho, disse ainda o Papa, é um ideal maravilhoso que corresponde ao desejo mais autêntico do nosso coração, porque fomos criados para amar e ser amados:
“Deus, que é Amor, criou-nos para nos fazer participantes da sua vida, para sermos amados por Ele e para O amarmos, e para amarmos com Ele todas as outras pessoas. Este é o "sonho" de Deus para o homem”.
E, para realizar o sonho de Deus, precisamos da sua graça, precisamos receber em nós a capacidade de amar que vem do próprio Deus, e que Jesus nos oferece na Eucaristia, onde recebemos Jesus na expressão máxima do seu amor, quando Ele se ofereceu ao Pai para a nossa salvação.
Que a Virgem Santa nos ajude a acolher na nossa vida o "grande mandamento" do amor a Deus e ao próximo. Pois, embora o conheçamos desde quando éramos crianças, nunca acabaremos de nos converter a ele e de o pôr em prática nas diferentes situações em que nos encontramos.

domingo, 22 de outubro de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)

Mt 22,15-21 “O Evangelho deste domingo apresenta-nos um novo face a face entre Jesus e os seus opositores. O assunto é o do tributo a César: uma pergunta "espinhosa", sobre se é lícito ou não pagar o imposto ao imperador de Roma, a que foi submetida a Palestina no tempo de Jesus. As posições eram diferentes. Portanto, a pergunta feita pelos  fariseus: "É lícito ou não pagar imposto a César?" era uma armadilha para o Mestre.  De fato, dependendo de como respondesse, ele seria acusado de estar a favor ou contra Roma”, disse o Papa na alocução antes da oração. 
O Pontífice ressaltou “que Jesus, também neste caso, responde com calma e aproveita a pergunta maliciosa para dar uma lição importante, colocando-se acima da polémica”. 
Ele diz aos fariseus: Mostrem-me a moeda do imposto. Eles levaram-lhe então a moeda, e Jesus, olhando a moeda, perguntou-lhes: De quem é a figura e inscrição? Os fariseus responderam: De César. Então Jesus concluiu: «Pois deem a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.» 
“Por um lado, intimando a restituir ao imperador o que lhe pertence, Jesus declara que pagar o imposto não é um ato de idolatria, mas um ato devido à autoridade terrena; por outro lado, lembra-lhes o primado de Deus, pedindo-lhes para darem ao Senhor da vida do homem e da história o que lhe cabe.”
Segundo o Papa, “a referência à imagem de César, cunhada na moeda, diz que é justo sentir-se plenamente, com direitos e deveres, cidadãos do Estado; mas, simbolicamente, faz pensar na outra imagem impressa em cada homem: a imagem de Deus”.
“Ele é o Senhor de tudo, e nós, que fomos criados “à sua imagem” pertencemos sobretudo a Ele. A partir da pergunta colocada pelos fariseus, Jesus faz uma pergunta mais radical e vital para cada um de nós, uma pergunta que nós podemos nos fazer: a quem pertenço? À família, à cidade, aos amigos, à escola, ao trabalho, à política, ao Estado? Sim, claro. Mas primeiramente, Jesus nos recorda, você pertence a Deus. Esta é a pertença fundamental. Foi Ele que deu tudo o que você é e o que você tem. Portanto, a nossa vida, podemos e devemos vivê-la todos os dias no reconhecimento dessa nossa pertença fundamental e no reconhecimento do coração para com nosso Pai, que cria cada um de nós individualmente, único, mas sempre segundo a imagem de seu Filho amado, Jesus. É um maravilhoso mistério.”
O Papa disse ainda que “o cristão é chamado a comprometer-se concretamente nas realidades humanas e sociais sem contrapor "Deus" e "César", pois contrapor Deus e César seria um comportamento fundamentalista. O cristão é chamado a comprometer-se concretamente com as realidades terrenas, iluminando-as com a luz que vem de Deus. A confiança prioritária em Deus e a esperança Nele não levam a uma fuga da realidade, mas sim a trabalhar e dar a Deus o que lhe pertence. É por isso que o fiel olha a realidade futura, a de Deus, para viver a vida terrena em plenitude e responder com coragem aos seus desafios”.
Francisco pediu à Virgem Maria que “nos ajude a viver sempre de acordo com a imagem de Deus que trazemos em nós, dentro, dando também a nossa contribuição na construção da cidade terrena”.

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2017

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO
PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES
 2017

A missão no coração da fé cristã

Queridos irmãos e irmãs!
O Dia Mundial das Missões concentra-nos, também este ano, na pessoa de Jesus, «o primeiro e maior evangelizador» (Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 7), que incessantemente nos envia a anunciar o Evangelho do amor de Deus Pai, com a força do Espírito Santo. Este Dia convida-nos a refletir novamente sobre a missão no coração da fé cristã. De facto a Igreja é, por sua natureza, missionária; se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando duma associação entre muitas outras, que rapidamente veria exaurir-se a sua finalidade e desapareceria. Por isso, somos convidados a interrogar-nos sobre algumas questões que tocam a própria identidade cristã e as nossas responsabilidades de crentes, num mundo baralhado com tantas quimeras, ferido por grandes frustrações e dilacerado por numerosas guerras fratricidas, que injustamente atingem sobretudo os inocentes. Qual é o fundamento da missão? Qual é o coração da missão? Quais são as atitudes vitais da missão?
A missão e o poder transformador do Evangelho de Cristo, Caminho, Verdade e Vida
1. A missão da Igreja, destinada a todos os homens de boa vontade, funda-se sobre o poder transformador do Evangelho. Este é uma Boa Nova portadora duma alegria contagiante, porque contém e oferece uma vida nova: a vida de Cristo ressuscitado, o qual, comunicando o seu Espírito vivificador, torna-Se para nós Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14, 6). É Caminho que nos convida a segui-Lo com confiança e coragem. E, seguindo Jesus como nosso Caminho, fazemos experiência da sua Verdade e recebemos a sua Vida, que é plena comunhão com Deus Pai na força do Espírito Santo, liberta-nos de toda a forma de egoísmo e torna-se fonte de criatividade no amor.
2. Deus Pai quer esta transformação existencial dos seus filhos e filhas; uma transformação que se expressa como culto em espírito e verdade (cf. Jo 4, 23-24), ou seja, numa vida animada pelo Espírito Santo à imitação do Filho Jesus para glória de Deus Pai. «A glória de Deus é o homem vivo» (Ireneu, Adversus haereses IV, 20, 7). Assim, o anúncio do Evangelho torna-se palavra viva e eficaz que realiza o que proclama (cf. Is 55, 10-11), isto é, Jesus Cristo, que incessantemente Se faz carne em cada situação humana (cf. Jo 1, 14).
A missão e o kairós de Cristo
3. Por conseguinte, a missão da Igreja não é a propagação duma ideologia religiosa, nem mesmo a proposta duma ética sublime. No mundo, há muitos movimentos capazes de apresentar ideais elevados ou expressões éticas notáveis. Diversamente, através da missão da Igreja, é Jesus Cristo que continua a evangelizar e agir; e, por isso, aquela representa o kairós, o tempo propício da salvação na história. Por meio da proclamação do Evangelho, Jesus torna-Se sem cessar nosso contemporâneo, consentindo à pessoa que O acolhe com fé e amor experimentar a força transformadora do seu Espírito de Ressuscitado que fecunda o ser humano e a criação, como faz a chuva com a terra. «A sua ressurreição não é algo do passado; contém uma força de vida que penetrou o mundo. Onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado os rebentos da ressurreição. É uma força sem igual» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 276).
4. Lembremo-nos sempre de que, «ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo» (Bento XVI, Carta. enc. Deus caritas est, 1). O Evangelho é uma Pessoa, que continuamente Se oferece e, a quem A acolhe com fé humilde e operosa, continuamente convida a partilhar a sua vida através duma participação efetiva no seu mistério pascal de morte e ressurreição. Assim, por meio do Batismo, o Evangelho torna-se fonte de vida nova, liberta do domínio do pecado, iluminada e transformada pelo Espírito Santo; através da Confirmação, torna-se unção fortalecedora que, graças ao mesmo Espírito, indica caminhos e estratégias novas de testemunho e proximidade; e, mediante a Eucaristia, torna-se alimento do homem novo, «remédio de imortalidade» (Inácio de Antioquia, Epistula ad Ephesios, 20, 2).
5. O mundo tem uma necessidade essencial do Evangelho de Jesus Cristo. Ele, através da Igreja, continua a sua missão de Bom Samaritano, curando as feridas sanguinolentas da humanidade, e a sua missão de Bom Pastor, buscando sem descanso quem se extraviou por veredas enviesadas e sem saída. E, graças a Deus, não faltam experiências significativas que testemunham a força transformadora do Evangelho. Penso no gesto daquele estudante «dinka» que, à custa da própria vida, protege um estudante da tribo «nuer» que ia ser assassinado. Penso naquela Celebração Eucarística em Kitgum, no norte do Uganda – então ensanguentado pelas atrocidades dum grupo de rebeldes –, quando um missionário levou as pessoas a repetirem as palavras de Jesus na cruz: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?» (Mc 15, 34), expressando o grito desesperado dos irmãos e irmãs do Senhor crucificado. Aquela Celebração foi fonte de grande consolação e de muita coragem para as pessoas. E podemos pensar em tantos testemunhos – testemunhos sem conta – de como o Evangelho ajuda a superar os fechamentos, os conflitos, o racismo, o tribalismo, promovendo por todo o lado a reconciliação, a fraternidade e a partilha entre todos.
A missão inspira uma espiritualidade de êxodo, peregrinação e exílio contínuos
6. A missão da Igreja é animada por uma espiritualidade de êxodo contínuo. Trata-se de «sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 20). A missão da Igreja encoraja a uma atitude de peregrinação contínua através dos vários desertos da vida, através das várias experiências de fome e sede de verdade e justiça. A missão da Igreja inspira uma experiência de exílio contínuo, para fazer sentir ao homem sedento de infinito a sua condição de exilado a caminho da pátria definitiva, pendente entre o «já» e o «ainda não» do Reino dos Céus.
7. A missão adverte a Igreja de que não é fim em si mesma, mas instrumento e mediação do Reino. Uma Igreja autorreferencial, que se compraza dos sucessos terrenos, não é a Igreja de Cristo, seu corpo crucificado e glorioso. Por isso mesmo, é preferível «uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças» (Ibid., 49).
Os jovens, esperança da missão
8. Os jovens são a esperança da missão. A pessoa de Jesus e a Boa Nova proclamada por Ele continuam a fascinar muitos jovens. Estes buscam percursos onde possam concretizar a coragem e os ímpetos do coração ao serviço da humanidade«São muitos os jovens que se solidarizam contra os males do mundo, aderindo a várias formas de militância e voluntariado. (...) Como é bom que os jovens sejam “caminheiros da fé”, felizes por levarem Jesus Cristo a cada esquina, a cada praça, a cada canto da terra!» (Ibid., 106). A próxima Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que terá lugar em 2018 sobre o tema «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional», revela-se uma ocasião providencial para envolver os jovens na responsabilidade missionária comum, que precisa da sua rica imaginação e criatividade.
O serviço das Obras Missionárias Pontifícias
9. As Obras Missionárias Pontifícias são um instrumento precioso para suscitar em cada comunidade cristã o desejo de sair das próprias fronteiras e das próprias seguranças, fazendo-se ao largo a fim de anunciar o Evangelho a todos. Através duma espiritualidade missionária profunda vivida dia-a-dia e dum esforço constante de formação e animação missionária, envolvem-se adolescentes, jovens, adultos, famílias, sacerdotes, religiosos e religiosas, bispos para que, em cada um, cresça um coração missionário. Promovido pela Obra da Propagação da Fé, o Dia Mundial das Missões é a ocasião propícia para o coração missionário das comunidades cristãs participar, com a oração, com o testemunho da vida e com a comunhão dos bens, na resposta às graves e vastas necessidades da evangelização.
Fazer missão com Maria, Mãe da evangelização
10. Queridos irmãos e irmãs, façamos missão inspirando-nos em Maria, Mãe da evangelização. Movida pelo Espírito, Ela acolheu o Verbo da vida na profundidade da sua fé humilde. Que a Virgem nos ajude a dizer o nosso «sim» à urgência de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus no nosso tempo; nos obtenha um novo ardor de ressuscitados para levar, a todos, o Evangelho da vida que vence a morte; interceda por nós, a fim de podermos ter uma santa ousadia de procurar novos caminhos para que chegue a todos o dom da salvação.
Vaticano, 4 de junho – Solenidade de Pentecostes – de 2017.
FRANCISCO

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS

Os Exercícios Espirituais na Vida Corrente são uma proposta de oração segundo o método de Santo Inácio de Loyola para nos ajudar a ordenar a vida, para acolher no coração aquilo que Deus quer de nós, para nos ajudar a procurar e encontrar a vontade de Deus na nossa vida, e nos ensina modos de rezar nos quais Deus Se nos dá a conhecer. 
Na Paróquia de S. Francisco Xavier de Caparica, os Padres Jesuítas vão dar estes Exercícios ao longo do ano até Junho com encontros normalmente de 3 em 3 semanas.
O 1º encontro vai ser no Sábado dia 21 de outubro pelas 21h15m,  orientado pelo Padre Dario Pedroso, que irá explicar o modo de os fazer, deixando uma folha com ajuda para a oração diária até ao encontro seguinte.  Haverá também a ajuda do acompanhamento espiritual.

domingo, 15 de outubro de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


"A parábola, do Evangelho deste domingo, fala-nos do Reino de Deus comparando-o a uma festa de núpcias (Mt 22, 1-14). Protagonista é o filho do rei, o noivo, no qual facilmente se vislumbra Jesus. Na parábola, porém, nunca se fala da noiva, mas de muitos convidados, desejados e esperados: são eles que trazem o vestido nupcial. Tais convidados somos nós, todos nós, porque o Senhor deseja «celebrar as bodas» com cada um de nós. As núpcias inauguram uma comunhão total de vida: é o que Deus deseja ter com cada um de nós. Por isso o nosso relacionamento com Ele não se pode limitar ao dos devotados súbditos com o rei, ao dos servos fiéis com o patrão ou ao dos alunos diligentes com o mestre, mas é, antes de tudo, o relacionamento da noiva amada com o noivo. Por outras palavras, o Senhor deseja-nos, procura-nos e convida-nos, e não se contenta com o nosso bom cumprimento dos deveres e a observância das suas leis, mas quer uma verdadeira e própria comunhão de vida connosco, uma relação feita de diálogo, confiança e perdão.
Esta é a vida cristã, uma história de amor com Deus, na qual quem toma gratuitamente a iniciativa é o Senhor e nenhum de nós pode gloriar-se de ter a exclusividade do convite: ninguém é privilegiado relativamente aos outros, mas cada um é privilegiado diante de Deus. Deste amor gratuito, terno e privilegiado, nasce e renasce incessantemente a vida cristã. Podemos interrogar-nos se, ao menos uma vez por dia, confessamos ao Senhor o amor que Lhe temos; se, entre tantas palavras de cada dia, nos lembramos de Lhe dizer: «Amo-Vos, Senhor. Vós sois a minha vida». Com efeito, se se perde de vista o amor, a vida cristã torna-se estéril, torna-se um corpo sem alma, uma moral impossível, um conjunto de princípios e leis a respeitar sem um porquê. Ao contrário, o Deus da vida espera uma resposta de vida, o Senhor do amor espera uma resposta de amor. No livro do Apocalipse Ele, dirigindo-Se a uma das Igrejas, faz-lhe concretamente esta censura: «Abandonaste o teu primitivo amor» (2, 4). Aqui está o perigo: uma vida cristã rotineira, onde nos contentamos com a «normalidade», sem zelo nem entusiasmo e com a memória curta. Em vez disso, reavivemos a memória do primitivo amor: somos os amados, os convidados para as núpcias, e a nossa vida é um dom, sendo-nos dada em cada dia a magnífica oportunidade de responder ao convite.
Mas o Evangelho adverte-nos: o convite pode ser recusado. Muitos convidados disseram que não, porque estavam presos aos próprios interesses: «eles, sem se importarem – diz o texto –, foram um para o seu campo, outro para o seu negócio» (Mt 22, 5). Uma palavra reaparece: seu; é a chave para entender o motivo da recusa. De facto, os convidados não pensavam que as núpcias fossem tristes ou chatas, mas simplesmente «não se importaram»: viviam distraídos com os seus interesses, preferiam ter qualquer coisa em vez de se comprometer, como o amor exige. Vemos aqui como se afasta do amor, não por malvadez, mas porque se prefere o seu: as seguranças, a autoafirmação, as comodidades... Então reclinamo-nos nas poltronas dos lucros, dos prazeres, de qualquer passatempo que nos faça estar um pouco alegres. Mas deste modo envelhece-se depressa e mal, porque se envelhece dentro: quando o coração não se dilata, fecha-se, envelhece. E quando tudo fica dependente do próprio eu – daquilo com que concordo, daquilo que me serve, daquilo que pretendo –, tornamo-nos rígidos e maus, reagimos maltratando por nada, como os convidados do Evangelho que chegam ao ponto de insultar e até matar (cf. v. 6) aqueles que levaram o convite, apenas porque os incomodavam.
Assim, o Evangelho pergunta-nos de que parte estamos: da parte do próprio eu ou da parte de Deus? Pois Deus é o oposto do egoísmo, da autorreferencialidade. Como nos diz o Evangelho, perante as contínuas recusas, os fechamentos em relação aos seus convites, Ele prossegue, não adia a festa. Não se resigna, mas continua a convidar. Vendo os «nãos», não fecha a porta, mas inclui ainda mais. Às injustiças sofridas, Deus responde com um amor maior. Nós muitas vezes, quando somos feridos por injustiças e recusas, incubamos ressentimento e rancor. Ao contrário Deus, ao mesmo tempo que sofre com os nossos «nãos», continua a relançar, prossegue na preparação do bem mesmo para quem faz o mal. Porque assim faz o amor; porque só assim se vence o mal. Hoje, este Deus que não perde jamais a esperança, compromete-nos a fazer como Ele, a viver segundo o amor verdadeiro, a superar a resignação e os caprichos de nosso «eu» suscetível e preguiçoso.
Há um último aspeto que o Evangelho destaca: o vestido dos convidados, que é indispensável. Com efeito, não basta responder uma vez ao convite, dizer «sim» e… chega! Mas é preciso vestir o costume próprio, é preciso o hábito do amor vivido cada dia. Porque não se pode dizer «Senhor, Senhor», sem viver e praticar a vontade de Deus (cf. Mt 7, 21). Precisamos de nos revestir cada dia do seu amor, de renovar cada dia a opção de Deus. Os Santos canonizados hoje, sobretudo os numerosos Mártires, indicam-nos esta estrada. Eles não disseram «sim» ao amor com palavras e por um certo tempo, mas com a vida e até ao fim. O seu hábito diário foi o amor de Jesus, aquele amor louco que nos amou até ao fim, que deixou o seu perdão e as suas vestes a quem O crucificava. Também nós recebemos no Batismo a veste branca, o vestido nupcial para Deus. Peçamos a Ele, pela intercessão destes nossos irmãos e irmãs santos, a graça de optar por trazer cada dia esta veste e de a manter branca. Como consegui-lo? Antes de mais nada, indo sem medo receber o perdão do Senhor: é o passo decisivo para entrar na sala das núpcias e celebrar a festa do amor com Ele".

Mensagem do Papa para o encerramento do Centenário das Aparições (13.10.2017)


domingo, 8 de outubro de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


“Ser em todos os lugares, especialmente nas periferias da sociedade, a vinha que o Senhor plantou para o bem de todos e levar o vinho novo da misericórdia do Senhor.” Foi a exortação do Papa Francisco na oração do Angelus, ao meio-dia deste domingo (08/10), diante de cerca de 30 mil fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro para rezar com o Santo Padre a oração mariana. Explicando a parábola dos vinhateiros homicidas, proposta no Evangelho (Mt 21,33-43) deste XXVII Domingo do Tempo Comum, na qual estes recusam entregar a colheita aos servos do dono da vinha matando inclusive o filho deste pensando assim apoderar-se da herança, o Pontífice ressaltou que esta narração ilustra de modo alegórico aquelas recriminações que os Profetas haviam feito sobre a história de Israel.
É uma história que nos pertence – destacou o Papa: “fala-se da aliança que Deus quis estabelecer com a humanidade e à qual também nos chamou a participar”. Porém, observou Francisco, “esta história de aliança, como toda história de amor, conhece os seus momentos positivos, mas é marcada também por traições e por rejeições. Para entender como Deus Pai responde às rejeições feitas ao seu amor e à sua proposta de aliança, o trecho evangélico coloca nos lábios do dono da vinha uma pergunta: “quando vier o dono da vinha, que irá fazer com esses vinhateiros?” Essa pergunta, frisou o Santo Padre, ressalta que a desilusão de Deus pelo comportamento malvado dos homens não é a última palavra!
 “Aí está a grande novidade do Cristianismo: um Deus que, mesmo desiludido com os nossos erros e os nossos pecados, jamais falta com a sua palavra, não se detém e sobretudo não se vinga! Irmãos e irmãs, Deus não se vinga! Deus ama, não se vinga, e espera para perdoar-nos e abraçar-nos.” Através das “pedras de descarte” – e Cristo é a primeira pedra que os construtores rejeitaram –, através de situações de fraqueza e de pecado, Deus continua colocando em circulação o “vinho novo” da sua vinha, ou seja, a misericórdia”, acrescentou o Pontífice.
 “Este é o vinho novo da vinha do Senhor: a misericórdia. Há um só impedimento diante da vontade tenaz de Deus: a nossa arrogância e a nossa presunção, que por vezes se torna também violência!” O Santo Padre observou ainda que a urgência de responder com frutos, “frutos de bem ao chamamento do Senhor, que nos chama a tornar-nos vinha, ajuda-nos a entender o que há de novo e de original na fé cristã. Ela não é tanto a soma de preceitos e de normas morais, mas é, sobretudo, uma proposta de amor que Deus, através de Jesus, fez e continua a fazer à
“É um convite a entrar nesta história de amor, tornando-se uma vinha viva e aberta, rica de frutos e de esperança para todos. Uma vinha fechada pode tornar-se selvagem e produzir uva selvagem. Somos chamados a sair da vinha para colocar-nos ao serviço dos irmãos que não estão connosco, para mexer connosco reciprocamente e encorajar-nos, para nos recordarmos de ser vinha do Senhor em todo ambiente, inclusive naqueles mais distantes e em condições difíceis.”

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

PEREGRINAÇÃO DIOCESANA A FÁTIMA



A peregrinação da Diocese de Setúbal ao Santuário de Fátima realiza-se no próximo dia 28 de outubro, inserida no biénio da família e no contexto da comemoração do Centenário das Aparições de Fátima.
O programa inicia-se pelas 10h00 com a recitação do terço na Capelinha das Aparições. Segue-se, pelas 11h00, a celebração da Eucaristia na Basílica da Santíssima Trindade.
À tarde, a partir das 15h00, o painel “Fátima e Família”, também na Basílica da Santíssima Trindade, contará com a presença de vários convidados que ajudarão os peregrinos a refletir a mensagem de Fátima. O dia terminará com a oração de vésperas.

INSCREVA-SE NA PARÓQUIA

domingo, 1 de outubro de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXVI DOMINGO COMUM (ANO A)


Mt 21,28-32 A palavra-chave para “superar a hipocrisia, a duplicidade de vida, o clericalismo que acompanha o legalismo” é o arrependimento, "que permite não enrijecer-se, e transformar os “nãos” a Deus em “sim”, e os “sim” ao pecado em “não” por amor do Senhor". 
Com a celebração eucarística no Estádio de Ara, em Bolonha, o Papa concluiu a sua visita pastoral iniciada na manhã deste domingo, recordando que a Palavra de Deus, é uma Palavra viva, que “penetra a alma e traz à luz os segredos e as contradições do coração” e que nunca devemos esquecer os alimentos-base que sustentam o nosso caminho:  “a Palavra, o Pão, os pobres”.
O Santo Padre desenvolveu a sua homilia inspirando-se na parábola dos 2 filhos que, ao pedido do pai para irem para a sua vinha, um responde não, mas depois vai, enquanto o segundo diz sim, mas não vai.
“Existe uma grande diferença – observou o Papa - entre o primeiro filho, que é preguiçoso, e o segundo, que é hipócrita”. No coração do primeiro, “ainda ressoava o convite do pai”, enquanto no do segundo, “não obstante o sim, a voz do pai estava sepultada”: “A recordação do pai despertou o primeiro filho da preguiça, enquanto o segundo, mesmo conhecendo o bem, negou o dizer com o fazer. De fato, tornou-se impermeável à voz de Deus e da consciência e assim havia abraçado sem problemas a duplicidade de vida”.
Com esta parábola – explica o Papa – Jesus coloca dois caminhos diante de nós, “que nem sempre estamos prontos para dizer sim com as palavras e as obras, porque somos pecadores”: “Mas podemos escolher ser pecadores em caminho, que  permanecem na escuta do Senhor e quando caem se arrependem e se reerguem, como o primeiro filho; ou pecadores sentados, prontos a justificar-se sempre e somente em palavras, segundo o que convém”.
Jesus dirige esta parábola – explicou Francisco – a alguns chefes religiosos da  época “que se assemelhavam ao filho de vida dupla, enquanto as pessoas comuns se comportavam frequentemente como o outro filho”: “Estes chefes sabiam e explicavam tudo, em modo formalmente irrepreensível, como verdadeiros intelectuais da religião. Mas não tinham a humildade de escutar, a coragem de interrogar-se, a força de arrepender-se”.
E Jesus repreende-os de forma severa, dizendo que até mesmo os publicanos - que eram corruptos e traidores da pátria - os precederiam no reino de Deus.
O problema destes chefes religiosos – observa o Papa – é que erravam no modo de viver e pensar diante de Deus: “Eram, em palavras e com os outros, inflexíveis custódios das tradições humanas, incapazes de compreender que a vida segundo Deus é ‘em caminho’, que pede a humildade de abrir-se, arrepender-se e recomeçar”.
Isto nos ensina – ressaltou o Pontífice – que não existe uma vida cristã decidida numa conversa ao redor duma mesa, “cientificamente construída, onde basta cumprir alguns ditames para aquietar a consciência”: “A vida cristã é um caminho humilde de uma consciência nunca rígida e sempre em relação com Deus, que sabe arrepender-se e entregar-se a Ele nas suas pobrezas, sem nunca presumir bastar-se a si mesma. Assim, são superadas as edições revistas e atualizadas daquele antigo mal, denunciado por Jesus na parábola: a hipocrisia, a duplicidade de vida, o clericalismo que acompanha o legalismo, a separação das pessoas”.
Neste sentido, disse o Papa, a palavra-chave é “arrepender-se”: “É o arrependimento que permite não enrijecer-se, de transformar os “nãos” a Deus em “sim”, e os “sim” ao pecado, em “não”, por amor ao Senhor. A vontade do Pai, que a cada dia delicadamente fala à nossa consciência, se realiza somente na forma de arrependimento e da conversão contínua. Definitivamente no caminho de cada um existem duas estradas: ser pecadores arrependidos ou pecadores hipócritas”.
O que realmente conta – afirma Francisco, “não são os raciocínios que justificam e tentam salvar as aparências, mas um coração que avança com o Senhor, luta a cada dia, se arrepende e retorna para Ele. Porque o Senhor busca puros de coração, não puros “por fora’”.
A parábola é atual e diz respeito também às relações, “nem sempre fáceis, entre pais e filhos”:
“Hoje, na velocidade das transformações uma geração e outra, se constata mais forte a necessidade de autonomia do passado, às vezes até mesmo com a rebelião. Mas após os fechamentos e os longos silêncios de um lado ou de outro, é bom recuperar o encontro, mesmo se ainda habitado por conflitos, que podem tornar-se um estímulo de um novo equilíbrio”.
Assim como na família – completa o Santo Padre - “também na Igreja e na sociedade nunca se deve renunciar ao encontro, ao diálogo, em buscar novas vias para caminhar juntos”.

domingo, 24 de setembro de 2017

FALECEU ESTA TARDE D. MANUEL MARTINS, BISPO EMÉRITO DE SETÚBAL


Morreu ao começo desta tarde D. Manuel Martins, Bispo emérito de Setúbal, primeiro Bispo desta diocese. Figura de proa da Igreja Portuguesa do final do século XX, D. Manuel da Silva Martins tornou-se uma referência dos mais desprotegidos e marginalizados e um exemplo para os ricos e acomodados. Como bispo de Setúbal, notabilizou-se no combate à pobreza da década de 80 e destacou-se nas polémicas mantidas com algumas das mais altas instâncias do Poder, como o então primeiro-ministro, Mário Soares, e depois Cavaco Silva. Singular no discurso e no apontar dos erros da sociedade dos nossos dias, D. Manuel Martins nunca se resignou ao lugar que merecidamente ocupou na hierarquia católica. 
Agradecemos a sua vida que agora confiamos ao Pai.

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 20,1-16a “Deus não exclui ninguém e quer que cada um chegue a sua plenitude”: foi o que disse o Papa Francisco comentando na sua alocução que precedeu a oração mariana do Angelus neste domingo, na Praça São Pedro, a parábola do patrão que recompensa do mesmo modo, trabalhadores que trabalharam por tempos diversos. “A recompensa – explicou – é a salvação eterna. Jesus não quer falar do problema do trabalho e do salário justo, mas do Reino de Deus! E a mensagem é essa: no Reino de Deus não há desempregados, todos são chamados a fazer a sua parte; e para todos, no final, haverá a recompensa que vem da justiça divina, não humana, para a nossa sorte, isto é a salvação que Jesus Cristo nos adquiriu com a sua morte e ressurreição”.
Em mérito a isso o Papa recordou: “a salvação não é merecida, mas doada, gratuita, porque os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos”.
Segundo Francisco, “com esta parábola, Jesus quer abrir os nossos corações à lógica do amor do Pai, que é gratuito e generoso. Trata-se de deixar-se maravilhar e fascinar pelos pensamentos e pelos caminhos de Deus, que como recorda o profeta Isaías, não são os nossos pensamentos e não são os nossos caminhos”.
“Os pensamentos humanos – disse Francisco -, são muitas vezes marcados por egoísmos e ambições pessoais, e os nossos estreitos e tortuosos caminhos não são comparáveis ​​com os caminhos largos e retos do Senhor. Ele usa misericórdia, perdoa amplamente, é cheio de generosidade e bondade que derrama sobre cada um de nós, abre a todos os territórios ilimitados de seu amor e de sua graça, que somente podem dar ao coração humano a plenitude da alegria”.
“Jesus – sintetizou o Papa -, quer que contemplemos o olhar daquele patrão: o olhar com o qual ele vê cada um dos trabalhadores que esperam trabalho, e os chama a ir à sua vinha”.
“É um olhar cheio de atenção, de benevolência; é um olhar que chama, que convida a se levantar, a caminhar, porque deseja a vida para cada um de nós, quer uma vida plena, comprometida, salvada do vazio e da inércia. Deus não exclui ninguém e quer que cada um alcance sua plenitude. É esse o amor do nosso Deus que é Pai”.
Enfim o Papa invocou Maria Santíssima para que nos ajude a acolher em nossa vida a lógica do amor, que nos liberta da presunção de merecer a recompensa de Deus e do julgamento negativo sobre os outros.

domingo, 17 de setembro de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 18,21-35 “O perdão não nega o erro sofrido, mas reconhece que o ser humano, criado à imagem de Deus, é sempre maior do que o mal que comete”. Por isso, quem experimentou "a alegria, a paz e a liberdade interior que vem do ser perdoado pode, por sua vez, abrir-se à possibilidade de perdoar".
O Papa Francisco dedicou a sua reflexão que precede a oração mariana do Angelus ao perdão, inspirando-se na passagem de Mateus proposta pela liturgia do dia.
“Perdoar setenta vezes sete, ou seja, sempre”, é a resposta de Jesus a Pedro ao ser questionado por ele sobre quantas vezes deveria perdoar. Se para ele perdoar sete vezes uma mesma pessoa já parecia ser muito, “talvez para nós pareça muito fazê-lo duas vezes”, observou o Papa.
Jesus ilustra a sua exortação com a parábola do “rei misericordioso e do servo perverso, que mostra a incoerência daquele que antes foi perdoado e depois se recusa a perdoar”:
“A atitude incoerente deste servo é também a nossa quando recusamos o perdão aos nossos irmãos. O rei da parábola, por sua vez, é a imagem de Deus que nos ama com um amor tão rico de misericórdia, que nos acolhe, nos ama e nos perdoa continuamente”.
Com o nosso Batismo – recordou o Santo Padre – Deus perdoou-nos uma “dívida insolvível”, e continua a perdoar-nos “assim que mostramos um pequeno sinal de arrependimento”. E o Santo Padre deu um conselho para quando tivermos dificuldade em perdoar: “Quando somos tentados a fechar o nosso coração a quem nos ofendeu e nos pede desculpa, recordemo-nos das palavras do Pai celeste ao servo perverso: “eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?”.
“Alguém que tenha experimentado a alegria, a paz e a liberdade interior que vem do ser perdoado pode, por sua vez, abrir-se à possibilidade de perdoar”, sublinhou o Papa Francisco, que recordou que “na oração do Pai Nosso, Jesus quis inserir o mesmo ensinamento desta parábola. Colocou em relação direta o perdão que pedimos a Deus com o perdão que devemos conceder aos nossos irmãos: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido”:
“O perdão de Deus é o sinal do seu amor transbordante por cada um de nós; é o amor que nos deixa livres para nos afastar, como o filho pródigo, mas que espera a cada dia o nosso retorno; é o amor contínuo do pastor pela ovelha perdida; é a ternura que acolhe todo pecado que bate à sua porta. O Pai celeste é pleno de amor e quer oferecê-lo, mas não o pode fazer se fechamos o nosso coração ao amor pelos outros”.
Ao concluir, o Papa pediu que “a Virgem Maria nos ajude a sermos sempre mais conscientes da gratuidade e da grandeza do perdão recebido de Deus, para nos tornarmos misericordiosos como Ele, Pai bom, lento para a ira e grande no amor”. 

NOVA DIREÇÃO E CONSELHO FISCAL DO CENTRO SOCIAL PAROQUIAL DE CRISTO REI

Na 5ª feira dia 14 de setembro na Igreja Paroquial de S. Francisco Xavier de Caparica pelas 14h tivemos o privilégio de uma Eucaristia  concelebrada por cinco jesuítas e uma boa participação de colaboradores do Centro Social Paroquial de Cristo Rei e Paroquianos! 
Foi presidida pelo Pároco Padre Hermínio Vitorino,  com a presença do Padre Dario Pedroso, Padre José Maria Brito, Padre José Pires e Padre Gonçalo Machado.


Esta Eucaristia foi um momento de ação de graças a Deus por tanto bem realizado ao longo destes mais de 30 anos ao serviço da população, a favor das pessoas, das famílias e dos utentes desde os bebés do berçário até aos idosos e doentes apoiados em casa.
Foi  também um tempo de oração pedindo a ajuda de Deus para os membros da nova Direção e Conselho Fiscal que no final da Eucaristia tomaram posse como membros dos orgãos gerentes perante o Pároco.

O Padre José Pires depois de 11 anos como Presidente do Centro Social Paroquial de Cristo Rei parte para outra Missão e é substituído no cargo pelo Eng Manuel Fraga.


Agradecemos do fundo do coração toda a ajuda e apoio que deu e o entusiasmo que nos transmitiu, tanto na preparação como no início desta nova caminhada. 


Agora é trabalhar!
sabendo que somos enviados em Missão!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

TEXTO LIDO PELO P. JOSÉ MARIA BRITO SJ NA ACÇÃO DE GRAÇAS DA MISSA EM QUE PROFESSOU OS SEUS ÚLTIMOS VOTOS COMO JESUÍTA



No dia 3 de Setembro, no final do AfterYou 2017 o P. José Maria Brito sj professou os seus últimos votos na Companhia de Jesus. Este foi o texto que leu no momento de Ação de Graças:
"3.set.2017
Eterno Senhor de todas as coisas, 
meu Amigo,
Senhor da minha vida,
Obrigado!
Escolheste este para que fosse o dia em que abraço a humildade. Não é minha a força que sustenta os braços, ou modela a voz com que me prometo a Ti. É do Pai o paciente sopro que me vai criando. É Ele, pelo Espírito, que Te vai gerando em mim. Quem sou eu para tamanho amor! Obrigado, meu amigo!
Recebo-me como dom imerecido por meio de tantos.
Queridos pais: que amor tão livre me continua a dar ao mundo.
Queridos manos: que laços tão fortes me seguram.
Família, padrinhos: como me fala de fidelidade a repetida presença.
Amigos (de antes e depois da Companhia): como é bom saber-se amado sem cobranças.
Queridos Companheiros: Amigos no Senhor, partilhando e comendo o pão de todas as horas, na alegria e na solidão. Que consolo tão grande, ao contemplar-vos, descobrir traços de santidade. Tão humana santidade.
Obrigado Senhor!
Hoje sei-me, mais do que nunca, pecador. Tantas vezes muro, impedimento do bem por Ti desejado. Sei-me frágil e tão pequeno. Sei onde está a minha força. Sei-me mais, muito mais, filho amado e agradeço tanto o convite a dizer contigo: Pai-nosso.
Sou um homem incompleto. Quero ser despojado. Chamado a amar o Amor a corpo inteiro (Casidalga).
É em Ti, Senhor da minha vida, que encontro o Pai como horizonte, a missão que rasga todas as fronteiras. Serás sempre o meu lugar e o meu consolo.
Por isso, hoje, o dia de toda a alegria que escolheste para que abraçasse a humildade, sem temer a humilhação, quero terminar com um texto escrito há uns anos – em tempo de prova – para que nunca mais me possa esquecer que és o único necessário, o único Salvador, Eterno Senhor de todas as coisas.
Outra vez
Trago os cestos vazios
não tenho nada para a nossa mesa.
apenas a dureza de ter procurado pão entre as pedras
e os lábios magoados de terem semeado em terra árida.
Lavas as minhas mãos. Dás-me a beber do vinho.
Sabes delas mais do que eu.
Ao ver-me refeito, dizes:
«Amanhã, lanças as redes.»
Obrigado Senhor!"

domingo, 10 de setembro de 2017

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 18,15-20 Nós, que cremos, deveríamos escutar hoje, mais do que nunca, o chamamento de Jesus para nos corrigirmos e ajudarmos, mutuamente, a ser melhores. Jesus convida-nos, sobretudo, a actuar com paciência e sem precipitação, aproximando-nos de maneira pessoal e amigável daqueles que estão a agir de modo errado. “Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganho o teu irmão”.
Quanto bem pode pode fazer uma crítica amiga e leal, uma observação oportuna, um apoio sincero depois de nos termos desorientado. Todo o homem é capaz de sair do pecado e voltar à razão e à bondade. Porém, necessita, com frequência, de encontrar-se com alguém que o ame de verdade, que o convide a interrogar-se e que lhe infunda um desejo novo de verdade e de generosidade.
Talvez, o que mais muda muitas pessoas não são as grandes ideias nem os belos pensamentos, mas o facto de ter-se encontrado na vida com alguém que tenha sabido aproximar-se delas amigavelmente, ajudando-as a renovarem-se.
Depois desta instrução sobre a correcção fraterna, Mateus acrescenta três “ditos” de Jesus (cf. Mt 18,18-20). O primeiro (vers. 18) refere-se ao poder, conferido à comunidade, de “ligar” e “desligar”. Entre os judeus, a expressão designava o poder para interpretar a Lei com autoridade, para declarar o que era ou não permitido e para excluir ou reintroduzir alguém na comunidade do Povo de Deus; aqui, significa que a comunidade (algum tempo antes – cf. Mt 16,19 – Jesus dissera estas mesmas palavras a Pedro; mas aí Pedro representava a totalidade da comunidade dos discípulos) tem o poder para interpretar as palavras de Jesus, para acolher aqueles que aceitam as suas propostas e para excluir aqueles que não estão dispostos a seguir o caminho que Jesus propôs.
O segundo (vers. 19) sugere que as decisões graves para a vida da comunidade devem ser tomadas em clima de oração. Assegura aos discípulos, reunidos em oração, que o Pai os escutará.
O terceiro (vers. 20) garante aos discípulos a presença de Jesus “no meio” da comunidade. Neste contexto, sugere que as tentativas de correcção e de reconciliação entre irmãos, no seio da comunidade, terão o apoio e a assistência de Jesus. 
O texto do Evangelho, tirado do capítulo 18 de Mateus, dedicado à vida da comunidade cristã, diz-nos que o amor fraterno exige também um sentido de responsabilidade recíproca, pelo que, se o meu irmão comete uma falta contra mim, devo usar de caridade para com ele e, antes de tudo, falar-lhe pessoalmente, recordando-lhe que quanto disse ou fez não é bom. Este modo de agir chama-se correcção fraterna: ela não é uma reacção à ofensa de que se foi vítima, mas é movida pelo amor ao irmão. Santo Agostinho comenta: «Aquele que te ofendeu, ao ofender-te, causou em si mesmo uma ferida grave, e não te preocupas tu pela ferida de um teu irmão? ... Deves esquecer a ofensa que recebeste, mas não a ferida de um teu irmão» (Discursos 82, 7) (Bento XVI).

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

ÚLTIMOS VOTOS DO P. ZÉ MARIA BRITO



No domingo dia 3 de setembro de 2017 no colégio de Cernache na Eucaristia pelas 15h30 presidida pelo Padre Provincial José Frazão, sj na presença de muitos jesuítas, familiares e amigos e muitos jovens o Padre José Maria Brito,sj fez os últimos votos.










domingo, 3 de setembro de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 16,21-27 Na alocução que precedeu, este domingo, a oração do Angelus, o Papa Francisco disse que “o Evangelho de hoje é a continuação do de domingo passado, que ressaltava a profissão de fé de Pedro, ‘rocha’ sobre a qual Jesus quer construir a sua Igreja. Hoje, em contraste estridente, Mateus, mostra-nos a reação do próprio Pedro quando Jesus revela aos discípulos que em Jerusalém deverá sofrer, ser morto e ressuscitar”, disse o Papa. 
“Pedro leva o Mestre para um lado e repreende-o, porque isso, diz Pedro, não pode acontecer a Cristo. Mas Jesus, por sua vez, repreende Pedro com palavras duras: «Fica longe de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, porque não pensa nas coisas de Deus, mas nas coisas dos homens!» Pouco antes, o apóstolo era abençoado pelo Pai, porque tinha recebido Dele esta revelação, era uma ‘pedra’ sólida para que Jesus pudesse construir a sua comunidade. Mas logo depois torna-se um obstáculo, uma pedra não para construir, uma pedra de tropeço no caminho do Messias. Jesus sabe muito bem que Pedro e os outros ainda têm muita estrada para percorrer para se tornarem seus apóstolos!”
Aí, o Mestre dirige-se a todos aqueles que o seguiam, apresentando-lhes claramente o caminho a ser percorrido: 
“«Se alguém quiser seguir-me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me». Sempre, e também hoje, a tentação é a de querer seguir um Cristo sem cruz, aliás, de ensinar a Deus a estrada certa; como Pedro: ‘Não, não Senhor, isso nunca acontecerá!’ Mas Jesus nos recorda que a sua estrada é a estrada do amor, e não há verdadeiro amor sem o sacrifício de si. Somos chamados a não nos deixar absorver pela visão deste mundo, mas a ser cada vez mais conscientes da necessidade e da fadiga para nós cristãos de caminhar contracorrente e em subida.” 
O Papa ressaltou que “Jesus completa a sua proposta com palavras que expressam uma grande sabedoria sempre válida, porque desafiam a mente e os comportamentos egocêntricos. Ele exorta: «Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la».” 
“Neste paradoxo está contida a regra de ouro que Deus inscreveu na natureza humana criada em Cristo: a regra de que só o amor dá sentido e felicidade à vida. Gastar os próprios talentos, as próprias energias e o próprio tempo somente para salvar, proteger e realizar-se, conduz na verdade a se perder, ou seja, a uma existência triste e estéril. Se, ao invés, vivemos para o Senhor e estabelecemos a nossa vida no amor, como Jesus fez, poderemos saborear a verdadeira alegria, e a nossa vida não será estéril, será fecunda.”
O Santo Padre frisou que “na celebração da Eucaristia revivemos o mistério da cruz; não somente recordamos, mas fazemos o memorial do Sacrifício redentor, no qual o Filho de Deus perde completamente Si mesmo para ser recebido novamente pelo Pai e assim nos reencontrar, pois estávamos perdidos, juntamente com todas as criaturas. Toda vez que participamos da Santa Missa, o amor de Cristo crucificado e ressuscitado se comunica a nós como alimento e bebida, para que possamos segui-Lo no caminho de todos os dias, no serviço concreto aos irmãos.”
“Maria Santíssima, que seguiu Jesus até o Calvário, também nos acompanhe e nos ajude a não ter medo da cruz com Jesus crucificado, não uma cruz sem Jesus, a cruz com Jesus, ou seja, a cruz de sofrer por amor a Deus e aos irmãos, pois esse sofrimento, pela graça de Cristo, é fruto de  ressurreição”, concluiu o Papa.

domingo, 27 de agosto de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


 Mt. 16, 13-20 "Cada um de nós é uma pequena pedra, mas nas mãos de Jesus participa da construção da Igreja", a Igreja que "precisa sempre de ser reformada, reparada", pois mesmo com fundamentos sólidos, tem rachas. Foi o que afirmou em síntese o Papa Francisco este domingo, na alocução que precede a oração do Angelus.
Inspirando-se no Evangelho do dia, que “nos oferece uma passagem-chave no caminho de Jesus com os seus discípulos”, o Papa falou da interrogação que Jesus coloca aos seus discípulos sobre quem ele é para eles, que são os seus seguidores mais próximos, que “estão com ele todos os dias e o conhecem”, esperando naturalmente uma resposta diferente daquela manifestada pela opinião pública, que o considerava um profeta.
E a resposta vem de Simão Pedro, que o professa como “o Cristo, o Filho do Deus vivo”:
“Simão Pedro encontra em seus lábios palavras que são maiores do que ele, palavras que não vêm das suas capacidades naturais. Talvez ele não tenha feito a escola fundamental, e é capaz de dizer estas palavras, mais fortes do que ele! Mas são inspiradas pelo Pai celeste, que revela ao primeiro dos Doze a verdadeira identidade de Jesus”.
Assim, o Mestre descobre que “graças à fé dada pelo Pai, existe um fundamento sólido sobre o qual se pode construir a sua comunidade, a sua Igreja. Por isto diz a Simão: “Tu és Pedro – isto é, rocha – e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”:
“Também connosco, hoje, Jesus quer continuar a construir a sua Igreja, esta casa com alicerces sólidos, mas onde não faltam rachaduras, e que tem contínua necessidade de ser reparada. Sempre. A Igreja sempre tem necessidade de ser reformada, reparada”.
Mas nos sentimos pedras pequenas e não rochas – observou o Papa, acrescentando:
“Todavia, nenhuma pedra pequena é inútil, antes pelo contrário, nas mãos de Jesus a menor pedra se torna preciosa, porque Ele a recolhe, a guarda com grande ternura, a trabalha com o seu Espírito, e a coloca no seu lugar certo, que Ele desde sempre pensou e onde pode ser mais útil para toda a construção. Cada um de nós é uma pequena pedra, mas nas mãos de Jesus participa da construção da Igreja”.
Assim, como pedras trabalhadas por Jesus, “todos nós, por menores que sejamos, nos tornamos “pedras vivas”, porque quando Jesus pega na sua pedra, fá-la sua, torna-a viva, cheia de vida, repleta de vida pelo Espírito Santo, repleta de vida e do seu amor, e assim temos um lugar e uma missão na Igreja: ela é comunidade de vida, feita de muitas pedras, todas diferentes, que formam um único edifício como sinal de fraternidade e  de comunhão”.
Ao recordar o martírio dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa volta ao Evangelho do dia que “nos recorda que Jesus quis para a sua Igreja um centro visível de comunhão em Pedro – também ele não é uma grande pedra, mas tocada por Jesus, torna-se o centro de comunhão – em Pedro e naqueles que o sucederiam na mesma responsabilidade”, os “Bispos de Roma”, a cidade onde “Pedro e Paulo deram o testemunho de sangue”.
Por fim, o pedido a Maria nossa Mãe, para que “nos sustente e nos acompanhe com a sua intercessão, para que realizemos plenamente a unidade e a comunhão pela qual Cristo e os Apóstolos rezaram e deram a vida”.