domingo, 24 de setembro de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 20,1-16a “Deus não exclui ninguém e quer que cada um chegue a sua plenitude”: foi o que disse o Papa Francisco comentando na sua alocução que precedeu a oração mariana do Angelus neste domingo, na Praça São Pedro, a parábola do patrão que recompensa do mesmo modo, trabalhadores que trabalharam por tempos diversos. “A recompensa – explicou – é a salvação eterna. Jesus não quer falar do problema do trabalho e do salário justo, mas do Reino de Deus! E a mensagem é essa: no Reino de Deus não há desempregados, todos são chamados a fazer a sua parte; e para todos, no final, haverá a recompensa que vem da justiça divina, não humana, para a nossa sorte, isto é a salvação que Jesus Cristo nos adquiriu com a sua morte e ressurreição”.
Em mérito a isso o Papa recordou: “a salvação não é merecida, mas doada, gratuita, porque os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos”.
Segundo Francisco, “com esta parábola, Jesus quer abrir os nossos corações à lógica do amor do Pai, que é gratuito e generoso. Trata-se de deixar-se maravilhar e fascinar pelos pensamentos e pelos caminhos de Deus, que como recorda o profeta Isaías, não são os nossos pensamentos e não são os nossos caminhos”.
“Os pensamentos humanos – disse Francisco -, são muitas vezes marcados por egoísmos e ambições pessoais, e os nossos estreitos e tortuosos caminhos não são comparáveis ​​com os caminhos largos e retos do Senhor. Ele usa misericórdia, perdoa amplamente, é cheio de generosidade e bondade que derrama sobre cada um de nós, abre a todos os territórios ilimitados de seu amor e de sua graça, que somente podem dar ao coração humano a plenitude da alegria”.
“Jesus – sintetizou o Papa -, quer que contemplemos o olhar daquele patrão: o olhar com o qual ele vê cada um dos trabalhadores que esperam trabalho, e os chama a ir à sua vinha”.
“É um olhar cheio de atenção, de benevolência; é um olhar que chama, que convida a se levantar, a caminhar, porque deseja a vida para cada um de nós, quer uma vida plena, comprometida, salvada do vazio e da inércia. Deus não exclui ninguém e quer que cada um alcance sua plenitude. É esse o amor do nosso Deus que é Pai”.
Enfim o Papa invocou Maria Santíssima para que nos ajude a acolher em nossa vida a lógica do amor, que nos liberta da presunção de merecer a recompensa de Deus e do julgamento negativo sobre os outros.

domingo, 17 de setembro de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 18,21-35 “O perdão não nega o erro sofrido, mas reconhece que o ser humano, criado à imagem de Deus, é sempre maior do que o mal que comete”. Por isso, quem experimentou "a alegria, a paz e a liberdade interior que vem do ser perdoado pode, por sua vez, abrir-se à possibilidade de perdoar".
O Papa Francisco dedicou a sua reflexão que precede a oração mariana do Angelus ao perdão, inspirando-se na passagem de Mateus proposta pela liturgia do dia.
“Perdoar setenta vezes sete, ou seja, sempre”, é a resposta de Jesus a Pedro ao ser questionado por ele sobre quantas vezes deveria perdoar. Se para ele perdoar sete vezes uma mesma pessoa já parecia ser muito, “talvez para nós pareça muito fazê-lo duas vezes”, observou o Papa.
Jesus ilustra a sua exortação com a parábola do “rei misericordioso e do servo perverso, que mostra a incoerência daquele que antes foi perdoado e depois se recusa a perdoar”:
“A atitude incoerente deste servo é também a nossa quando recusamos o perdão aos nossos irmãos. O rei da parábola, por sua vez, é a imagem de Deus que nos ama com um amor tão rico de misericórdia, que nos acolhe, nos ama e nos perdoa continuamente”.
Com o nosso Batismo – recordou o Santo Padre – Deus perdoou-nos uma “dívida insolvível”, e continua a perdoar-nos “assim que mostramos um pequeno sinal de arrependimento”. E o Santo Padre deu um conselho para quando tivermos dificuldade em perdoar: “Quando somos tentados a fechar o nosso coração a quem nos ofendeu e nos pede desculpa, recordemo-nos das palavras do Pai celeste ao servo perverso: “eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?”.
“Alguém que tenha experimentado a alegria, a paz e a liberdade interior que vem do ser perdoado pode, por sua vez, abrir-se à possibilidade de perdoar”, sublinhou o Papa Francisco, que recordou que “na oração do Pai Nosso, Jesus quis inserir o mesmo ensinamento desta parábola. Colocou em relação direta o perdão que pedimos a Deus com o perdão que devemos conceder aos nossos irmãos: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido”:
“O perdão de Deus é o sinal do seu amor transbordante por cada um de nós; é o amor que nos deixa livres para nos afastar, como o filho pródigo, mas que espera a cada dia o nosso retorno; é o amor contínuo do pastor pela ovelha perdida; é a ternura que acolhe todo pecado que bate à sua porta. O Pai celeste é pleno de amor e quer oferecê-lo, mas não o pode fazer se fechamos o nosso coração ao amor pelos outros”.
Ao concluir, o Papa pediu que “a Virgem Maria nos ajude a sermos sempre mais conscientes da gratuidade e da grandeza do perdão recebido de Deus, para nos tornarmos misericordiosos como Ele, Pai bom, lento para a ira e grande no amor”. 

NOVA DIREÇÃO E CONSELHO FISCAL DO CENTRO SOCIAL PAROQUIAL DE CRISTO REI

Na 5ª feira dia 14 de setembro na Igreja Paroquial de S. Francisco Xavier de Caparica pelas 14h tivemos o privilégio de uma Eucaristia  concelebrada por cinco jesuítas e uma boa participação de colaboradores do Centro Social Paroquial de Cristo Rei e Paroquianos! 
Foi presidida pelo Pároco Padre Hermínio Vitorino,  com a presença do Padre Dario Pedroso, Padre José Maria Brito, Padre José Pires e Padre Gonçalo Machado.


Esta Eucaristia foi um momento de ação de graças a Deus por tanto bem realizado ao longo destes mais de 30 anos ao serviço da população, a favor das pessoas, das famílias e dos utentes desde os bebés do berçário até aos idosos e doentes apoiados em casa.
Foi  também um tempo de oração pedindo a ajuda de Deus para os membros da nova Direção e Conselho Fiscal que no final da Eucaristia tomaram posse como membros dos orgãos gerentes perante o Pároco.

O Padre José Pires depois de 11 anos como Presidente do Centro Social Paroquial de Cristo Rei parte para outra Missão e é substituído no cargo pelo Eng Manuel Fraga.


Agradecemos do fundo do coração toda a ajuda e apoio que deu e o entusiasmo que nos transmitiu, tanto na preparação como no início desta nova caminhada. 


Agora é trabalhar!
sabendo que somos enviados em Missão!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

TEXTO LIDO PELO P. JOSÉ MARIA BRITO SJ NA ACÇÃO DE GRAÇAS DA MISSA EM QUE PROFESSOU OS SEUS ÚLTIMOS VOTOS COMO JESUÍTA



No dia 3 de Setembro, no final do AfterYou 2017 o P. José Maria Brito sj professou os seus últimos votos na Companhia de Jesus. Este foi o texto que leu no momento de Ação de Graças:
"3.set.2017
Eterno Senhor de todas as coisas, 
meu Amigo,
Senhor da minha vida,
Obrigado!
Escolheste este para que fosse o dia em que abraço a humildade. Não é minha a força que sustenta os braços, ou modela a voz com que me prometo a Ti. É do Pai o paciente sopro que me vai criando. É Ele, pelo Espírito, que Te vai gerando em mim. Quem sou eu para tamanho amor! Obrigado, meu amigo!
Recebo-me como dom imerecido por meio de tantos.
Queridos pais: que amor tão livre me continua a dar ao mundo.
Queridos manos: que laços tão fortes me seguram.
Família, padrinhos: como me fala de fidelidade a repetida presença.
Amigos (de antes e depois da Companhia): como é bom saber-se amado sem cobranças.
Queridos Companheiros: Amigos no Senhor, partilhando e comendo o pão de todas as horas, na alegria e na solidão. Que consolo tão grande, ao contemplar-vos, descobrir traços de santidade. Tão humana santidade.
Obrigado Senhor!
Hoje sei-me, mais do que nunca, pecador. Tantas vezes muro, impedimento do bem por Ti desejado. Sei-me frágil e tão pequeno. Sei onde está a minha força. Sei-me mais, muito mais, filho amado e agradeço tanto o convite a dizer contigo: Pai-nosso.
Sou um homem incompleto. Quero ser despojado. Chamado a amar o Amor a corpo inteiro (Casidalga).
É em Ti, Senhor da minha vida, que encontro o Pai como horizonte, a missão que rasga todas as fronteiras. Serás sempre o meu lugar e o meu consolo.
Por isso, hoje, o dia de toda a alegria que escolheste para que abraçasse a humildade, sem temer a humilhação, quero terminar com um texto escrito há uns anos – em tempo de prova – para que nunca mais me possa esquecer que és o único necessário, o único Salvador, Eterno Senhor de todas as coisas.
Outra vez
Trago os cestos vazios
não tenho nada para a nossa mesa.
apenas a dureza de ter procurado pão entre as pedras
e os lábios magoados de terem semeado em terra árida.
Lavas as minhas mãos. Dás-me a beber do vinho.
Sabes delas mais do que eu.
Ao ver-me refeito, dizes:
«Amanhã, lanças as redes.»
Obrigado Senhor!"

domingo, 10 de setembro de 2017

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 18,15-20 Nós, que cremos, deveríamos escutar hoje, mais do que nunca, o chamamento de Jesus para nos corrigirmos e ajudarmos, mutuamente, a ser melhores. Jesus convida-nos, sobretudo, a actuar com paciência e sem precipitação, aproximando-nos de maneira pessoal e amigável daqueles que estão a agir de modo errado. “Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganho o teu irmão”.
Quanto bem pode pode fazer uma crítica amiga e leal, uma observação oportuna, um apoio sincero depois de nos termos desorientado. Todo o homem é capaz de sair do pecado e voltar à razão e à bondade. Porém, necessita, com frequência, de encontrar-se com alguém que o ame de verdade, que o convide a interrogar-se e que lhe infunda um desejo novo de verdade e de generosidade.
Talvez, o que mais muda muitas pessoas não são as grandes ideias nem os belos pensamentos, mas o facto de ter-se encontrado na vida com alguém que tenha sabido aproximar-se delas amigavelmente, ajudando-as a renovarem-se.
Depois desta instrução sobre a correcção fraterna, Mateus acrescenta três “ditos” de Jesus (cf. Mt 18,18-20). O primeiro (vers. 18) refere-se ao poder, conferido à comunidade, de “ligar” e “desligar”. Entre os judeus, a expressão designava o poder para interpretar a Lei com autoridade, para declarar o que era ou não permitido e para excluir ou reintroduzir alguém na comunidade do Povo de Deus; aqui, significa que a comunidade (algum tempo antes – cf. Mt 16,19 – Jesus dissera estas mesmas palavras a Pedro; mas aí Pedro representava a totalidade da comunidade dos discípulos) tem o poder para interpretar as palavras de Jesus, para acolher aqueles que aceitam as suas propostas e para excluir aqueles que não estão dispostos a seguir o caminho que Jesus propôs.
O segundo (vers. 19) sugere que as decisões graves para a vida da comunidade devem ser tomadas em clima de oração. Assegura aos discípulos, reunidos em oração, que o Pai os escutará.
O terceiro (vers. 20) garante aos discípulos a presença de Jesus “no meio” da comunidade. Neste contexto, sugere que as tentativas de correcção e de reconciliação entre irmãos, no seio da comunidade, terão o apoio e a assistência de Jesus. 
O texto do Evangelho, tirado do capítulo 18 de Mateus, dedicado à vida da comunidade cristã, diz-nos que o amor fraterno exige também um sentido de responsabilidade recíproca, pelo que, se o meu irmão comete uma falta contra mim, devo usar de caridade para com ele e, antes de tudo, falar-lhe pessoalmente, recordando-lhe que quanto disse ou fez não é bom. Este modo de agir chama-se correcção fraterna: ela não é uma reacção à ofensa de que se foi vítima, mas é movida pelo amor ao irmão. Santo Agostinho comenta: «Aquele que te ofendeu, ao ofender-te, causou em si mesmo uma ferida grave, e não te preocupas tu pela ferida de um teu irmão? ... Deves esquecer a ofensa que recebeste, mas não a ferida de um teu irmão» (Discursos 82, 7) (Bento XVI).

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

ÚLTIMOS VOTOS DO P. ZÉ MARIA BRITO



No domingo dia 3 de setembro de 2017 no colégio de Cernache na Eucaristia pelas 15h30 presidida pelo Padre Provincial José Frazão, sj na presença de muitos jesuítas, familiares e amigos e muitos jovens o Padre José Maria Brito,sj fez os últimos votos.










domingo, 3 de setembro de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 16,21-27 Na alocução que precedeu, este domingo, a oração do Angelus, o Papa Francisco disse que “o Evangelho de hoje é a continuação do de domingo passado, que ressaltava a profissão de fé de Pedro, ‘rocha’ sobre a qual Jesus quer construir a sua Igreja. Hoje, em contraste estridente, Mateus, mostra-nos a reação do próprio Pedro quando Jesus revela aos discípulos que em Jerusalém deverá sofrer, ser morto e ressuscitar”, disse o Papa. 
“Pedro leva o Mestre para um lado e repreende-o, porque isso, diz Pedro, não pode acontecer a Cristo. Mas Jesus, por sua vez, repreende Pedro com palavras duras: «Fica longe de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, porque não pensa nas coisas de Deus, mas nas coisas dos homens!» Pouco antes, o apóstolo era abençoado pelo Pai, porque tinha recebido Dele esta revelação, era uma ‘pedra’ sólida para que Jesus pudesse construir a sua comunidade. Mas logo depois torna-se um obstáculo, uma pedra não para construir, uma pedra de tropeço no caminho do Messias. Jesus sabe muito bem que Pedro e os outros ainda têm muita estrada para percorrer para se tornarem seus apóstolos!”
Aí, o Mestre dirige-se a todos aqueles que o seguiam, apresentando-lhes claramente o caminho a ser percorrido: 
“«Se alguém quiser seguir-me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me». Sempre, e também hoje, a tentação é a de querer seguir um Cristo sem cruz, aliás, de ensinar a Deus a estrada certa; como Pedro: ‘Não, não Senhor, isso nunca acontecerá!’ Mas Jesus nos recorda que a sua estrada é a estrada do amor, e não há verdadeiro amor sem o sacrifício de si. Somos chamados a não nos deixar absorver pela visão deste mundo, mas a ser cada vez mais conscientes da necessidade e da fadiga para nós cristãos de caminhar contracorrente e em subida.” 
O Papa ressaltou que “Jesus completa a sua proposta com palavras que expressam uma grande sabedoria sempre válida, porque desafiam a mente e os comportamentos egocêntricos. Ele exorta: «Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la».” 
“Neste paradoxo está contida a regra de ouro que Deus inscreveu na natureza humana criada em Cristo: a regra de que só o amor dá sentido e felicidade à vida. Gastar os próprios talentos, as próprias energias e o próprio tempo somente para salvar, proteger e realizar-se, conduz na verdade a se perder, ou seja, a uma existência triste e estéril. Se, ao invés, vivemos para o Senhor e estabelecemos a nossa vida no amor, como Jesus fez, poderemos saborear a verdadeira alegria, e a nossa vida não será estéril, será fecunda.”
O Santo Padre frisou que “na celebração da Eucaristia revivemos o mistério da cruz; não somente recordamos, mas fazemos o memorial do Sacrifício redentor, no qual o Filho de Deus perde completamente Si mesmo para ser recebido novamente pelo Pai e assim nos reencontrar, pois estávamos perdidos, juntamente com todas as criaturas. Toda vez que participamos da Santa Missa, o amor de Cristo crucificado e ressuscitado se comunica a nós como alimento e bebida, para que possamos segui-Lo no caminho de todos os dias, no serviço concreto aos irmãos.”
“Maria Santíssima, que seguiu Jesus até o Calvário, também nos acompanhe e nos ajude a não ter medo da cruz com Jesus crucificado, não uma cruz sem Jesus, a cruz com Jesus, ou seja, a cruz de sofrer por amor a Deus e aos irmãos, pois esse sofrimento, pela graça de Cristo, é fruto de  ressurreição”, concluiu o Papa.

domingo, 27 de agosto de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


 Mt. 16, 13-20 "Cada um de nós é uma pequena pedra, mas nas mãos de Jesus participa da construção da Igreja", a Igreja que "precisa sempre de ser reformada, reparada", pois mesmo com fundamentos sólidos, tem rachas. Foi o que afirmou em síntese o Papa Francisco este domingo, na alocução que precede a oração do Angelus.
Inspirando-se no Evangelho do dia, que “nos oferece uma passagem-chave no caminho de Jesus com os seus discípulos”, o Papa falou da interrogação que Jesus coloca aos seus discípulos sobre quem ele é para eles, que são os seus seguidores mais próximos, que “estão com ele todos os dias e o conhecem”, esperando naturalmente uma resposta diferente daquela manifestada pela opinião pública, que o considerava um profeta.
E a resposta vem de Simão Pedro, que o professa como “o Cristo, o Filho do Deus vivo”:
“Simão Pedro encontra em seus lábios palavras que são maiores do que ele, palavras que não vêm das suas capacidades naturais. Talvez ele não tenha feito a escola fundamental, e é capaz de dizer estas palavras, mais fortes do que ele! Mas são inspiradas pelo Pai celeste, que revela ao primeiro dos Doze a verdadeira identidade de Jesus”.
Assim, o Mestre descobre que “graças à fé dada pelo Pai, existe um fundamento sólido sobre o qual se pode construir a sua comunidade, a sua Igreja. Por isto diz a Simão: “Tu és Pedro – isto é, rocha – e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”:
“Também connosco, hoje, Jesus quer continuar a construir a sua Igreja, esta casa com alicerces sólidos, mas onde não faltam rachaduras, e que tem contínua necessidade de ser reparada. Sempre. A Igreja sempre tem necessidade de ser reformada, reparada”.
Mas nos sentimos pedras pequenas e não rochas – observou o Papa, acrescentando:
“Todavia, nenhuma pedra pequena é inútil, antes pelo contrário, nas mãos de Jesus a menor pedra se torna preciosa, porque Ele a recolhe, a guarda com grande ternura, a trabalha com o seu Espírito, e a coloca no seu lugar certo, que Ele desde sempre pensou e onde pode ser mais útil para toda a construção. Cada um de nós é uma pequena pedra, mas nas mãos de Jesus participa da construção da Igreja”.
Assim, como pedras trabalhadas por Jesus, “todos nós, por menores que sejamos, nos tornamos “pedras vivas”, porque quando Jesus pega na sua pedra, fá-la sua, torna-a viva, cheia de vida, repleta de vida pelo Espírito Santo, repleta de vida e do seu amor, e assim temos um lugar e uma missão na Igreja: ela é comunidade de vida, feita de muitas pedras, todas diferentes, que formam um único edifício como sinal de fraternidade e  de comunhão”.
Ao recordar o martírio dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa volta ao Evangelho do dia que “nos recorda que Jesus quis para a sua Igreja um centro visível de comunhão em Pedro – também ele não é uma grande pedra, mas tocada por Jesus, torna-se o centro de comunhão – em Pedro e naqueles que o sucederiam na mesma responsabilidade”, os “Bispos de Roma”, a cidade onde “Pedro e Paulo deram o testemunho de sangue”.
Por fim, o pedido a Maria nossa Mãe, para que “nos sustente e nos acompanhe com a sua intercessão, para que realizemos plenamente a unidade e a comunhão pela qual Cristo e os Apóstolos rezaram e deram a vida”. 

domingo, 30 de julho de 2017

P. DUARTE ROSADO, SJ CELEBRA A SUA 2ª MISSA NOVA NA PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA


Hoje, o P. Duarte Rosado, sj presidiu à Eucaristia na Paróquia de S. Francisco Xavier da Caparica. Concelebraram o P. Gonçalo Machado, sj e o Pároco, o P. Hermínio Vitorino, sj. 
Visivelmente contente e um pouco emocionado por estar a celebrar a sua 2ª Missa Nova numa Paróquia que, segundo ele, marcou fortemente a sua formação, o P. Duarte Rosado referiu-se ao evangelho e ao "tesouro escondido" de que fala o evangelho, que é o próprio Jesus, por quem vale a pena se apaixonar e deixar tudo.




Depois da Eucaristia houve uma sessão de cumprimentos e um convívio jantar partilhado.




REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 13,44-52 Hoje, aos milhares de fiéis na Praça S. Pedro não obstante o calor, o Papa comentou o Evangelho do dia, sobre o discurso das parábolas de Jesus.
De modo especial, Francisco falou de duas delas: o tesouro escondido e a pérola preciosa. Ambas destacam a decisão dos protagonistas de vender qualquer coisa para obter o que descobriram. O camponês decide arriscar todos os seus pertences, assim como  o comprador decide apostar tudo naquela pérola, a ponto de vender todas as outras.
Essas semelhanças, explicou o Papa, evidenciam duas características sobre a posse do Reino de Deus: a busca e o sacrifício. O Reino de Deus é oferecido a todos, mas não é colocado à disposição num prato de prata, requer um dinamismo: se trata de buscar, caminhar, se mexer.
“A atitude da busca é a condição essencial para encontrar; é preciso que o coração arda do desejo de alcançar o bem precioso, ou seja, o Reino de Deus que se faz presente na pessoa de Jesus. É Ele o tesouro escondido, é Ele a pérola de grande valor. Ele é a descoberta fundamental que pode dar uma reviravolta decisiva à nossa vida, preenchendo-a de significado.”
Já a avaliação do valor inestimável do tesouro leva a uma decisão que implica sacrifício e renúncias. Quando o tesouro e a pérola foram descobertos, isto é, quando encontramos o Senhor, é preciso não deixar esta descoberta estéril, advertiu Francisco, mas sacrificar tudo a ela, colocando Ele em primeiro lugar. "A graça em primeiro lugar."
 “O discípulo de Cristo não é alguém que se privou de algo essencial; é alguém que encontrou muito mais: encontrou a alegria plena que somente o Senhor pode doar. Aqueles que se deixam salvar por Ele ficaram livres do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, sempre nasce e renasce a alegria.”
O Pontífice convidou os fiéis a contemplarem a alegria do camponês e do comprador de pérolas. “Rezemos, por intercessão da Virgem Maria, para que cada um de nós saiba testemunhar, com as palavras e os gestos cotidianos, a alegria de ter encontrado o tesouro do Reino de Deus, isto é, o amor que o Pai nos doou mediante Jesus.” 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

MISSA NOVA P. DUARTE ROSADO, SJ





PADRE DUARTE ROSADO, SJ

DIA 30 DE JULHO, DOMINGO
MISSA NOVA 
ÀS 18H00
SEGUIDA DE CONVÍVIO E JANTAR PARTILHADO
com o que cada um quiser trazer

na Paróquia de S. Francisco Xavier de Caparica

domingo, 23 de julho de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 13,24-43 No Angelus deste XVI Domingo do Tempo Comum, o Papa dirigiu a sua reflexão aos milhares de fieis presentes na Praça São Pedro, inspirado na Parábola do trigo e do joio, “que ilustra o problema do mal no mundo e destaca a paciência de Deus”. Quanta paciência Deus tem connosco!, exclamou Francisco.
A narrativa se desenvolve em um campo com dois opostos protagonistas, explica o Papa. De um lado o dono do campo que representa Deus e semeia a boa semente; por outro o inimigo que representa Satanás e semeia a erva ruim.
O dono e os seus servos têm comportamentos diferentes diante do crescimento do joio em meio ao trigo. Os servos pensam em arrancá-lo, mas o dono adverte que pode ser arrancado junto o trigo:
“Com esta imagem Jesus nos diz que neste mundo o bem e o mal estão de tal forma entrelaçados, que é impossível separá-los e extirpar todo o mal. Somente Deus pode fazer isto e o fará no juízo final”.
Esta situação é “o campo da liberdade dos cristãos” onde se pratica a difícil tarefa do “discernimento entre o bem e o mal. E neste campo” deve-se conjugar, “com grande confiança em Deus e na providência, dois comportamentos aparentemente contraditórios: a decisão e a paciência: “A decisão é aquela de querer ser trigo bom – todos nós o queremos -, com todas as forças, e portanto, ganhar distância do maligno e de suas seduções. A paciência, significa preferir uma Igreja que é fermento na massa, que não teme sujar as mãos lavando as roupas de seus filhos, mas uma Igreja de “puros”, que pretende julgar antes do tempo, quem está e quem não está no Reino de Deus.
O Papa recorda que com esta parábola o Senhor “nos ajuda a compreender que o bem e o mal não se podem identificar com territórios definidos ou determinados grupos humanos: “Estes são os bons, estes são os maus”, e explicou: “Ele diz-nos que a linha de separação entre o bem e o mal passa no coração de cada pessoa, passa no coração de cada um de nós, isto é: todos somos pecadores. Apetecia-me até pedir-vos: “Quem não é pecador levante a mão!”. Ninguém! Porque todos o somos, todos somos pecadores”.
Jesus deu-nos uma vida nova, com o Batismo e a Confissão, “porque temos sempre necessidade de sermos perdoados dos nossos pecados. Olhar sempre e somente o mal que está fora de nós, significa não querer reconhecer o pecado que existe também em nós”, advertiu Francisco.
Jesus – disse o Papa – também nos ensina a enxergar de modo diferente o “campo do mundo, a observar a realidade”. E enfatiza: “Somos chamados a aprender os tempos de Deus – que não são os nossos tempos - e também o “olhar” de Deus: graças ao influxo benéfico de uma trepidante espera, aquilo que era joio ou parecia joio, pode tornar-se um produto bom. É a realidade da conversão. É a perspectiva da esperança!"
Por fim, Francisco pediu que a Virgem Maria nos ajude “a colher na realidade que nos circunda não somente a sujeira e o mal, mas também o bem e o belo; a desmascarar a obra de Satanás, mas sobretudo a confiar na ação de Deus que fecunda a história”. (JE)

50 ANOS DE ORDENAÇÃO SACERDOTAL



No passado sábado, dia 15 de julho, o Padre António Morais, sacerdote jesuíta atualmente ao serviço na Quasi-Paróquia de Vale de Figueira, celebrou 50 anos de ordenação presbiteral. 
O dia foi assinalado com a celebração da Eucaristia de ação de graças, presidida por D. José Ornelas, o bispo diocesano.

Ordenado em Fátima a 15 de julho de 1967, o Padre António Morais está na comunidade jesuíta da Caparica desde 2001. Desde aí, esteve ao serviço da Diocese de Setúbal nas comunidades de Sobreda, Vila Nova da Caparica e Vale de Figueira. É nesta última que tem vindo a exercer o seu ministério sacerdotal desde 2003, há 14 anos.
Na Eucaristia do passado dia 15 de julho, D. José Ornelas deu graças a Deus pelos 50 anos de ordenação presbiteral do Padre António Morais e agradeceu a sua entrega à comunidade.
O Prelado deixou ainda uma nota de agradecimento ao trabalho apostólico dos jesuítas naquela zona pastoral e que, no futuro, se concentrará na Paróquia de S. Francisco Xavier e noutras colaborações que estão a ser articuladas para responder às necessidades pastorais da Diocese.
No final da celebração, e antes de um almoço-convívio, o Padre António Morais agradeceu a presença de todos, inclusive dos antigos militares que encontrou em Angola, onde foi capelão militar e missionário ao longo de mais de 25 anos.
“Estou muito grato por todos os estes sinais de amizade e sinto-me pequeno diante de tanta grandiosidade. Deus é grande, e quero hoje agradecer-Lhe pelo tempo que me deu ao serviço dos outros. A vós, deixo o meu apreço por tanto bem que me fazem”, assinalou.
A celebração contou ainda com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Almada, Joaquim Judas.


segunda-feira, 17 de julho de 2017

GRUPO DE JOVENS "FRANXISCOS" ORGANIZA CONVÍVIO SURPRESA PARA A COMUNIDADE

No passado sábado (15/07) o grupo de jovens "FRANXISCOS" organizou um convívio para a comunidade. Foi um convívio onde houve grelhados, música, dança e muita animação. O grupo de jovens FRANXISCOS existe na Paróquia há 3 anos.
O grupo é constituído por cerca de vinte jovens oriundos de vários países africanos de língua oficial portuguesa. Dos jovens que inicialmente fundaram o grupo apenas alguns se mantêm “activos” e participam na dinâmica do grupo..
O grupo é bastante animado. Procuram cultivar a amizade sã entre todos - vivendo como uma família- e têm como objetivo o crescimento na formação humana, cristã e cultural, vivendo o Evangelho e anunciando-o.











domingo, 16 de julho de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 13,1-23 Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice disse que “quando Jesus falava usava uma linguagem simples e usava também imagens que eram exemplos de vida cotidiana a fim de ser compreendidas facilmente por todos. Por isso, as pessoas o ouviam com boa vontade e apreciavam a sua mensagem que chegava diretamente ao coração”. 
Não era uma linguagem complicada de entender como as dos doutores da lei daquele tempo, que não se entendia muito bem, pois “era cheia de rigidez e distanciava as pessoas”. “Com essa linguagem, Jesus faz entender o mistério do Reino de Deus. Não era uma teologia complicada e o exemplo disso é-nos apresentado no Evangelho de hoje.”
“O semeador é Jesus. Observamos que com essa imagem, Ele se  apresenta como alguém que não se impõe, mas se propõe. Não nos atrai conquistando-nos, mas doando-se. Ele propaga com paciência e generosidade a sua Palavra, que não é uma gaiola ou uma emboscada, mas uma semente que pode dar fruto”, disse Francisco, se estivermos dispostos a acolhê-la.
“Portanto, a parábola diz respeito sobretudo a nós. De fato, fala mais do terreno que do semeador. Jesus faz, por assim dizer, uma radiografia espiritual do nosso coração, que é o terreno sobre o qual cai a semente da Palavra. O nosso coração, como um terreno, pode ser bom e então a Palavra dá fruto, mas pode ser também duro, impermeável. Isso acontece quando ouvimos a Palavra, mas ela bate com força sobre nós, como numa estrada.” 
Entre o terreno bom e a estrada existem dois terrenos intermédios que, em várias medidas, podem existir em nós. 
“O primeiro é o pedregoso. Vamos imaginá-lo! Um terreno pedregoso é um terreno onde não há muita terra. A semente germina, mas não consegue se enraizar profundamente. Assim, é o coração superficial, que acolhe o Senhor, quer rezar, amar e testemunhar, mas não persevera, se cansa e nunca decola. É um coração sem consistência onde as pedras da preguiça prevalecem sobre a terra boa, onde o amor é inconstante e passageiro. Quem acolhe o Senhor somente quando quer, não dá fruto.”
Depois, há o último terreno, o espinhoso, cheio de sarças que sufocam as plantas boas. 
“O que essas sarças representam? «A preocupação do mundo e a sedução da riqueza», diz Jesus. As sarças são os vícios que lutam com Deus, que sufocam a sua presença: sobretudo os ídolos da riqueza mundana, o viver com avidez, para si mesmo, para o ter e o poder. Se cultivamos essas sarças, sufocamos o crescimento de Deus em nós. Cada um pode reconhecer as suas pequenas ou grandes sarças que não agradam a Deus e impedem ter um coração limpo. É preciso arrancá-las, caso contrário a Palavra não dá fruto.” 
O Papa disse ainda que “Jesus nos convida hoje a olharmo-nos por dentro, a agradecer pelo nosso terreno bom e a trabalhar os terrenos que ainda não são bons. Perguntemo-nos se o nosso coração está aberto para acolher com fé a semente da Palavra de Deus. Perguntemo-nos se em nós as pedras da preguiça são ainda numerosas e grandes. Devemos encontrar e chamar pelo nome as sarças dos vícios. Encontremos a coragem de recuperar o terreno, levando ao Senhor na confissão e na oração as nossas pedras e nossas sarças”.
“Ao fazer isso”, sublinhou Francisco, “Jesus, o Bom semeador, ficará feliz de realizar um trabalho adicional: purificar os nossos corações, removendo as pedras e os espinhos que sufocam a sua Palavra”. 

domingo, 9 de julho de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 11,25-30 Hoje, na alocução que precede a oração mariana, Francisco comentou o Evangelho do dia, em que Jesus diz: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados, e eu vos aliviarei.” (Mt 11,28).
“Jesus sabe quanto a vida pode ser dura: desilusões e feridas do passado, fardos a carregar e incertezas e preocupações pelo futuro”, disse o Papa, acrescentando que diante disto, a primeira palavra de Jesus é um convite a se mexer e a reagir: “Vinde”.
 “O erro, quando as coisas não vão bem, é permanecer onde se está. Parece evidente, mas quanto é difícil reagir e abrir-se!”, afirmou Francisco. Jesus, disse ele,  quer tirar-nos das “areias movediças” de ficar fechado em si mesmo, remoendo quanto a vida é injusta, quanto os outros são ingratos e como o mundo é malvado.
“O caminho para sair está na relação, em estender a mão e em levantar o olhar para quem realmente nos ama”, afirmou o Pontífice. Todavia, advertiu, sair de si não basta, é preciso saber para onde ir, porque muitas metas são ilusórias, são “fogos de artifício”.
Por isso, Jesus indica onde ir: “Vinde a mim”. É sempre válido buscar um amigo ou um especialista quando estamos com um problema, mas não se deve esquecer Jesus.
“Não nos esqueçamos de nos abrir a Ele e de contar-lhe a nossa vida, confiar-lhe as pessoas e as situações. Ele nos espera, não para resolver magicamente nossos problemas, mas para nos fortalecer neles. Jesus não tira os fardos da vida, mas a angústia do coração; não nos tira a cruz, mas a carrega connosco.”
E com Ele, disse ainda o Papa, todo o fardo se torna leve, porque Ele é o descanso que buscamos. E concluiu:
“Quando Jesus entra na nossa vida, chega a paz, aquela que permanece inclusive nas provações. Vamos até Jesus, dediquemos a Ele o nosso tempo, vamos encontrá-Lo diariamente na oração, num diálogo confiante e pessoal; vamos nos familiarizar com a sua Palavra, redescobrir sem medo o seu perdão, matar a nossa fome com o seu Pão da vida e nos sentiremos amados e consolados por Ele.”

DUARTE ROSADO E OUTROS DOIS JESUÍTAS FORAM HOJE ORDENADOS SACERDOTES NA SÉ DO PORTO

Hoje (9/07), na Sé Catedral do Porto, pelas 16.00, por imposição das mãos de D. António Francisco, bispo do Porto decorreu a ordenação sacerdotal de três jesuítas: Duarte Rosado sj, João de Brito sj  e Manuel Cardoso sj. Aqui estão eles no final da celebração na Sé com a alegria estampada no rosto.



DUARTE ROSADO é do Porto e tem 31 anos. 
Antes de entrar para a Companhia de Jesus estudou psicologia. Ingressou no noviciado em 2006. O seu tempo de magistério (dois anos) foi passado na Caparica, onde colaborou com a Paróquia de São Francisco Xavier de Caparica
A poucos dias de ser ordenado sacerdote, confessou: "Já são alguns anos de estrada e pelos vistos não estraguei completamente aquilo que o Senhor foi fazendo em mim. O Senhor cumpre, de facto, a sua promessa e encontrei na vocação à Companhia e ao sacerdócio a liberdade e a alegria que não sabia sequer esperar. Encontrei também o desejo de entregar a vida ao Senhor e ao outro, para responder de algum modo à forma desmesurada com que me sinto visitado e amado."



JOÃO DE BRITO tem 31 anos e é de Odivelas. 
Antes de entrar para a Companhia de Jesus estudou durante dois anos no Instituto Superior Técnico, no curso de Engenharia Biológica.
Com 21 anos, entrou para o Noviciado. Para o agora sacerdote, "ser padre na Companhia de Jesus é, antes de mais, dar lugar na minha vida a um mistério de graça e misericórdia que o Senhor me oferece viver. Recebo essa vocação de ser um meio pelo qual cada um possa chegar a Deus e Deus a cada um, seja qual for a sua circunstância, acompanhando processos e vendo despertar-se a alegria e a reconciliação."








MANUEL CARDOSO tem 33 anos e é do Porto. 
Estudou Medicina Dentária durante dois anos e depois Medicina durante outros dois, ambos os cursos na Universidade do Porto. 
Entrou para a Companhia de Jesus em 2006 e fez o Noviciado em Coimbra.









Rezemos por eles para que amando e servindo possam ser bons pastores à maneira de Jesus. Que o seu ministério seja sempre vivido para maior glória de Deus.

domingo, 2 de julho de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt. 10, 37-42 Ao dirigir-se, hoje, aos milhares de peregrinos e turistas reunidos na Praça São Pedro para o Angelus dominical, o Papa destacou “os aspectos essenciais para a vida dos discípulos missionários”.
Para tal, Francisco inspirou sua reflexão no capítulo 10 do Evangelho de São Mateus, onde  “Jesus instrui os doze apóstolos no momento em que, pela primeira vez, os envia em missão aos povoados da Galileia e da Judéia”.
O Papa observa que na parte final da passagem, Jesus sublinha dois aspectos essenciais para a vida do discípulo missionário:
“O primeiro, que a sua ligação com Jesus seja mais forte do que qualquer outra ligação; o segundo, que o missionário não leve a si mesmo, mas Jesus, e por meio d’Ele, o amor do Pai celeste. Estes dois aspectos estão ligados, porque quanto mais Jesus está no centro do coração e da vida do discípulo, mais este discípulo é “transparente” a sua presença. Estas duas coisas caminham juntas”.
O Papa explica que quando Jesus diz que “Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim", não quer dizer que isto não seja  bom e legítimo, que “Ele nos queira sem coração e privados de reconhecimento”, mas que isto “não pode se antepor a Cristo”, “porque a condição do discípulo exige uma relação prioritária com o mestre”, tornando-se um com Ele:
“Quem se deixa atrair por este vínculo de amor e de vida com o Senhor Jesus torna-se um representante seu, um “embaixador” seu, sobretudo com o modo de ser, de viver. A tal ponto, que Jesus mesmo, enviando os discípulos em missão, diz a eles: "Quem vos recebe, a mim recebe. E quem me recebe, recebe aquele que me enviou"”.
Assim – prossegue o Papa – “é necessário  que as pessoas possam perceber que para aquele discípulo, Jesus é realmente “o Senhor”, é realmente o centro, o tudo da vida. Não importa se depois, como toda pessoa humana, tenha os seus limites e também os seus erros – desde que tenha a humildade de reconhecê-los; o importante é que não tenha o coração duplo, isto é perigoso”, adverte Francisco. "Sou cristão, sou discípulo de Jesus, sou sacerdote, sou bispo, mas tenho um coração duplo. Não, isto não está certo".
"Não se deve ter um coração duplo - alerta Francisco -  mas um coração simples, unido; que não tenha "o pé em dois calçados", mas seja honesto consigo mesmo e com os outros”:
“A duplicidade não é cristã. Por isto Jesus reza ao Pai para que os discípulos não caiam no espírito do mundo. Ou estás com Jesus, com o espírito de Jesus, ou estás com o espírito do mundo”.
Nisto o Papa ressalta que “a experiência de sacerdotes nos ensina uma coisa muito bonita e uma coisa muito importante: é justamente esta acolhida do santo povo fiel de Deus, é justamente o “copo de água fresca” – do qual fala hoje o Evangelho - dado com fé afetuosa, que te ajuda a ser um bom padre:
“Há uma reciprocidade também na missão: se tu deixas tudo por Jesus, as pessoas reconhecem em ti o Senhor; mas ao mesmo tempo te ajuda a te converteres cada dia a Ele, a te renovar e purificar dos pactos e a superar as tentações. Quanto mais um sacerdote é próximo ao povo de Deus, tanto mais se sentirá próximo a Jesus. E quanto mais um sacerdote é próximo a Jesus, tanto mais se sentirá próximo ao povo de Deus”.

“A Virgem Maria – concluiu o Papa - experimentou em primeira pessoa o que significa amar Jesus separando-se de si mesma, dando um novo sentido às ligações familiares, a partir da fé n’Ele. Que a sua materna intercessão, nos ajude a sermos livres e alegres missionários do Evangelho”. (JE)

CRISMA

 No Domingo 2 de Julho às 11h numa Eucaristia ao ar livre 
presidida pelo Senhor Bispo D. José Ornelas Carvalho 
 um grupo de 17 jovens e adultos recebeu o Crisma
foi o grupo de jovens que cantou na celebração