quinta-feira, 4 de maio de 2017

ATIVIDADES EM MAIO

PARÓQUIA DE SÃO FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA
ACTIVIDADES PASTORAIS / SOCIAIS – MÊS DE MAIO 2017
 

DIA 6, Sábado
10h00: Catequese especial: Primeira Comunhão
21h00: Procissão de Velas
DIA 7, Domingo: 11h30 – Dia da Mãe
                                            - Festa da Esperança – 5º Ano de catequese

DIA13, Sábado: Visita do Papa Francisco a Fátima, no Centenário das Aparições, com a    Canonização dos Pastorinhos: Francisco e Jacinta Marto
15h15: Filme Aparições de Fátima
17h00: TERÇO DAS FAMILIAS

DIA 14, Domingo:
15h00: Adoração ao Santíssimo – Pais e filhos – 1ª comunhão e Baptismo
16h00: Reunião de pais e padrinhos das crianças da catequese que vão ser batizadas

DIA 17, quarta-feira: 19h CVX
DIA 19, Sexta-feira: 21h15 – Reunião de pais das crianças da catequese, 8º Ano – Festa da Vida.

DIA 20, Sábado:
10h00: CONFISSÕES PARA A PRIMEIRA COMUNHÃO
14h30: Confissões para a Festa da Vida (8º Ano)
15h30: ENSAIO DA PRIMEIRA COMUNHÃO
18h00: Missa animada pelos Escuteiros

DIA 21, domingo – 15h30: EUCARISTIA DA PRIMEIRA COMUNHÃO

DIA 25, quinta-feira: 21h00: Ultreia dos Cursos de Cristandade

DIA 26, sexta-feira: 21h15 – Reunião dos pais das crianças do 9º Ano – Festa do Compromisso

DIA 27, Sábado:
10h00: ENSAIO PARA O BAPTISMO E PRIMEIRA COMUNHÃO
14H30: Ensaio para a Festa da Vida
18h00: Missa - FESTA DA VIDA

DIA 28, Domingo:
10h00 – Confissões para a Festa do Compromisso
15h30: MISSA COM BAPTISMOS E PRIMEIRA COMUNHÃO                                                     04/05/17, P. hv, sj

domingo, 30 de abril de 2017

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO III DOMINGO DA PÁSCOA (ANO A)


Lc. 24, 13- 35 «Jesus, o Mestre por excelência, passa três anos preparando os apóstolos e discípulos para os acontecimentos de sua Paixão. Fala dos seus sentimentos, da sua morte e da sua Ressurreição. Quando tudo isso acontece, o peso do sofrimento e da morte é tão grande que todos se esquecem do que Jesus os advertira em relação à Ressurreição. Todos ficam desapontados, tristes e reagindo como se a morte fosse a última palavra na vida de Jesus.
O Evangelho nos relata a repercussão desses fatos na vida de dois deles, os chamados discípulos de Emaús, Cléofas e seu companheiro.
Eles estão voltando para casa. O Mestre, aquele em que colocavam toda a esperança, está morto. Pelo caminho eles andam de modo acabrunhado. Contudo, Jesus, o Consolador, dirige-se-lhes com o propósito de acabar com essa tristeza. Jesus usa uma tática de não se revelar logo, mas de ir fazendo perguntas, recordando o que estava nas Escrituras a respeito d’Ele, de tal modo a que a esperança fosse recuperada.
Ao passar pela entrada de Emaús, Jesus se despede. Eles ficam desapontados com tal atitude. Aquele caminheiro que, com a sua conversa, lhes estava resgatando a esperança, vai embora e vai deixá-los sozinhos. Não, não pode ser. Eles pedem ao desconhecido que entre com eles no povoado, depois em sua casa e ceiem juntos.
Podemos ver nesse gesto de Jesus, ao deixar espaço para ser convidado, que o Senhor não se impõe a nós. Ele vem até nós e consola-nos, mas não impõe a sua presença permanente. Ele quer a nossa solicitação, Ele se oferece como hóspede – Eis que estou à porta e bato -, ele espera um ato livre da nossa vontade. Ao ser convidado, Jesus aceita e vai cear com eles.
Na hora da bênção do pão, Jesus revela-se e, como no Tabor, aparece na sua glória de Filho amado pelo Pai. Jesus revela-se e desaparece.
Não é mais necessária sua presença após a manifestação da sua glória, após a experiência é anunciar a ressurreição. 
Assim somos nós. Nos momentos difíceis da vida recordamos as palavras do Senhor?
Damos espaço para que Ele nos fale? Recorremos  às Escrituras, ao Evangelho e meditamos nas suas palavras?
A experiência que temos de Deus, compartilhamo-la com os demais?» (Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o III Domingo da Páscoa)

domingo, 23 de abril de 2017

Pastorinhos de Fátima serão canonizados a 13 de Maio


REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO II DOMINGO DA PÁSCOA (ANO A)


Jo 20,19-31 Jesus ressuscitado realiza várias iniciativas para desvendar aos discípulos, e por eles, a toda a humanidade, a novidade do seu ser e do seu agir. Encontros pessoais e comunitários, marchas e refeições, diálogos e provações. Presenças surpreendentes, ausências súbitas e apresentação das cicatrizes da paixão. Hoje, o relato do Evangelho oferece-nos uma “amostra” de algumas destas iniciativas que realçam a sua divina misericórdia.
A desolação dos discípulos contrasta fortemente com a coragem de Jesus ressuscitado. Eles, amedrontados, estão refugiados em casa trancada, a temerem o que lhes podia acontecer na sequência da condenação do seu Mestre. Este, destemido, apresenta-se no meio deles, sereno e ousado, e saúda-os amigavelmente, desejando-lhes a paz. O contraste não pode ser mais radical e provocador. A atitude de Jesus surpreende-os completamente e deixa-os expectantes. Eles ainda não o haviam reconhecido. Que carga de medo inibidor! Que urgência da “purificação” do coração e da mente para iniciar o caminho da fé no ressuscitado! Que importância atribuída à jovem comunidade reunida em assembleia neste “arranque” decisivo!
Jesus toma a iniciativa e coloca-se no meio deles. Ele é o centro para onde todos convergem e donde cada um parte em missão, para ir ao encontro das pessoas e anunciar-lhes o amor com que Deus as ama e o apelo que lhes faz para viverem como irmãos em comunidade. Que belo “desenho” da Igreja germinal que servirá sempre de referência para atestar a autenticidade das nossas atitudes e a beleza da nossa comunhão.
João, o narrador do acontecido – adianta que foi no 1º. dia da semana que é o domingo. Esta referência tem enorme importância histórica e cultural, pois testemunha as raízes pascais do Dia do Senhor, da assembleia cristã que faz a sua celebração comunitária, da certeza de que “Ele está no meio de nós”. Como os cristãos de Cartago, somos convidados a afirmar: Sem domingo, não podemos viver! Que arrojo de fé em contraste com a onda crescente de insensibilidade espiritual face à riqueza do domingo e da tendência para a sua substituição por outras ocupações e entreténs. É tarefa urgente da nova evangelização anunciar e repor as prioridades na escala de valores que humanizam a sociedade e elevam a realização integral da dignidade humana.
A acção de Jesus no encontro com os discípulos prossegue de modo exemplar para quem se inicia na fé pascal: acolher a paz, aceitar o envio, receber o Espírito, perdoar e ser perdoado, reconhecer e venerar nas chagas do mundo as cicatrizes das feridas do Crucificado/Ressuscitado, abrir-se à fé de adoração e ser coerente em atitudes práticas. Que belo e estimulante caminho!
Que reforço dá ao nosso espírito inquieto, sempre em busca, a afirmação de Jesus: “Felizes os que acreditam sem terem visto”. É a felicidade de quem encontra e sabe passar “dos olhos ao coração”, do visível ao Invisível, do aparente ao Real, das chagas dos crucificados na terra à vida nova do Ressuscitado presente em tantos gestos de amor e de serviço humilde. De facto, Ele fica e vive connosco. Ele sonha uma humanidade renovada e envia-nos em missão.
Jesus sempre no meio de nós: está em cada beijo e em cada abraço de família; na oração e no compromisso da comunidade, no grupo solidário, que semeia a esperança e o bem e se esforça por buscar a verdade e promover o progresso. Jesus sempre no meio do coração do mundo como alento e dinamismo de toda a humanidade ( cf. Pastoral das Prisões, Sevilha).

domingo, 16 de abril de 2017

PEREGRINAÇÃO A FÁTIMA


O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus”
Peregrinação Paroquial a Fátima 
Domingo 25 de Junho
Neste ano Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima  vamos todos como peregrinos agradecer a Nossa Senhora tantas graças!

ENCONTRO SOBRE A MENSAGEM DE NOSSA SENHORA NO CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES EM FÁTIMA

Convidamos todas as famílias, neste ano Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima para um encontro, 6ª feira (21 de Abril) pelas 21.15h, com o Padre Dário Pedroso, na Igreja de S. Francisco Xavier.
Vem falar-nos de Nossa Senhora e da Sua Mensagem e como corresponder aos Seus pedidos para sermos fiéis ao Amor que Deus nos tem.
Contamos com todos.

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE A LITURGIA DO DOMINGO DE PÁSCOA 2017

Jo 20,1-9 Na Missa presidida na Praça São Pedro neste Domingo de Páscoa, o Papa Francisco exortou os fiéis a repetirem em casa: “Cristo ressuscitou!”, mesmo diante das vicissitudes da vida.
“O caminho em direção ao sepulcro é a derrota, é o caminho da derrota”, disse o Papa, falando de forma espontânea. E remetendo-se à cena de Pedro, João e as mulheres diante do sepulcro vazio, observou que “foram com o coração fechado pela tristeza, a tristeza de uma derrota, o Mestre, o seu Mestre, aquele que tanto amavam, foi derrotado”.
“Mas o Anjo diz a eles: “Não está aqui, ressuscitou!”. É o primeiro anúncio, ressuscitou! E depois a confusão, o coração fechado, as aparições”, completou Francisco.
E diante de nossas derrotas, de nossos corações amedrontados, fechados, a Igreja não cessa de repetir: “Pare! O Senhor ressuscitou!”.
“Mas se o Senhor ressuscitou, como acontecem estas coisas? – questiona-se Francisco. Como acontecem tantas desgraças: doenças, tráfico de pessoas, guerras, destruições, mutilações, vinganças, ódio? Onde está o Senhor?”.
O Papa ilustra esta dúvida que percorre o coração de tantos de nós em meios às vicissitudes da vida, contando o telefonema a um jovem italiano na tarde de sábado, acometido de uma doença grave, para dar um sinal de fé: “Um jovem culto, um engenheiro.  Disse-lhe: “Mas, não existem explicações para aquilo que acontece contigo. Olha para Jesus na Cruz. Deus fez isto com o seu Filho e não existe outra explicação!”. E ele me respondeu: “Sim! Mas perguntou ao Filho e o Filho disse que sim. Mas eu não fui perguntado se eu desejava isto!”.
“Isto nos comove – disse Francisco. A nenhum de nós é perguntado: “Estás contente com aquilo que acontece no mundo?  Estás disposto a carregar esta Cruz?”. E esta Cruz acompanha. E a fé em Jesus arrefece”!
“Mas hoje – reitera o Pontífice - a Igreja continua a dizer: “Pára! Jesus Ressuscitou!” E isto não é uma fantasia, a Ressurreição de Cristo não é uma festa com muitas flores. Isto é bonito, mas não é só, é mais do que isto. É o mistério da pedra descartada que se torna o alicerce da nossa existência. Cristo Ressuscitou, este é o significado”.
“Nesta cultura do descarte, onde o que não serve segue pelo caminho do “usa e joga fora”, onde o que não serve é descartado, aquela pedra  descartada torna-se fonte de vida”: “E nós, também nós, pedrinhas por terra, nesta terra de dor, tragédias, com a fé em Cristo Ressuscitado, temos um sentido, no meio de tanta calamidade. O sentido de olhar além, o sentido de dizer: “Olha, não existe uma parede; existe um horizonte, existe a vida,  existe a alegria, existe a Cruz com esta ambivalência. Olha em frente. Não se feche! Tu, pedrinha, tens um sentido na vida porque és uma pedrinha junto àquela pedra, aquela pedra que a maldade do pecado descartou”.
“O que nos diz a Igreja hoje diante de tanta tragédia?  Simplesmente isto. A pedra descartada não resulta descartada. As pedrinhas que creem e que se apegam àquela pedra não são descartados, têm um sentido, e com este sentimento a Igreja repete, mas de dentro do coração: “Cristo ressuscitou!”.
Ao concluir, o Papa Francisco pediu a cada um de nós: “Pensemos um pouco, cada um de nós, nos problemas cotidianos, nas doenças que temos e que alguns de nossos parentes têm, nas guerras, nas tragédias humanas. E simplesmente, com voz humilde, sem flores, sózinhos, diante de nós mesmos:  “Não sei como vai acabar isto, mas estou certo de que Cristo Ressuscitou. Eu aposto nisto! Irmãos e irmãs, em casa hoje, repitam no vosso coração, Cristo ressuscitou!”.

domingo, 9 de abril de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE A CELEBRAÇÃO DE DOMINGO DE RAMOS

Mt 21, 1-11 Disse o Sumo Pontífice no Angelus, deste Domingo de Ramos: “Esta celebração tem, por assim dizer, duplo sabor: doce e amargo. É jubilosa e dolorosa, pois nela celebramos o Senhor que entra em Jerusalém, aclamado pelos seus discípulos como rei; ao mesmo tempo, porém, proclama-se solenemente a narração evangélica de sua Paixão. Por isso, o nosso coração experimenta o contraste pungente e prova, embora numa medida mínima, aquilo que deve ter sentido Jesus em seu coração naquele dia, quando rejubilou com os seus amigos e chorou sobre Jerusalém”. “Há trinta e dois anos a dimensão jubilosa deste domingo tem sido enriquecida com a festa dos jovens: a Jornada Mundial da Juventude, que, este ano, se celebra no âmbito diocesano, mas daqui a pouco viverá, nesta Praça, um momento sempre emocionante, de horizontes abertos, com a passagem da Cruz dos jovens de Cracóvia para os do Panamá.”
“O Evangelho, proclamado antes da procissão, apresenta Jesus que desce do Monte das Oliveiras montado num jumentinho, sobre o qual ainda ninguém se sentara; evidencia o entusiasmo dos discípulos, que acompanham o Mestre com aclamações festivas; e pode-se, provavelmente, imaginar que isso contagiou os adolescentes e os jovens da cidade, que se juntaram ao cortejo com os seus gritos. O próprio Jesus reconhece neste jubiloso acolhimento uma força irreprimível querida por Deus, respondendo assim aos fariseus escandalizados: «Eu vos digo, se eles se calarem, as pedras gritarão».” “Mas este Jesus, cuja entrada na Cidade Santa estava prevista precisamente assim nas Escrituras, não é um iludido que apregoa ilusões, um profeta «new age», um vendedor de fumaça. Longe disso! É um Messias bem definido, com a fisionomia concreta do servo, o servo de Deus e do homem que caminha para a paixão; é o grande sofredor da dor humana”, frisou o Papa.
“Assim, enquanto festejamos o nosso Rei, pensemos nos sofrimentos que Ele deverá padecer nesta Semana. Pensemos nas calúnias, nos ultrajes, nas ciladas, nas traições, no abandono, no julgamento iníquo, nas pancadas, na flagelação, na coroa de espinhos... e, por fim, no caminho da cruz até à crucificação.” “Ele tinha dito claramente aos seus discípulos: «Se alguém quer vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me». Nunca prometeu honras nem sucessos. Os Evangelhos são claros. Sempre avisou os seus amigos de que a sua estrada era aquela: a vitória final passaria através da paixão e da cruz. E, para nós, vale o mesmo. Para seguir fielmente a Jesus, peçamos a graça de o fazer não por palavras mas com as obras, e ter a paciência de suportar a nossa cruz: não a recusar nem jogar fora, mas, com os olhos fixos n’Ele, aceitá-la e carregá-la a cada dia.”
“Este Jesus, que aceita ser aclamado, mesmo sabendo que O espera o «crucifica-o!», não nos pede para O contemplarmos apenas nos quadros, nas fotografias, ou nos vídeos que circulam por aí. Não. Está presente em muitos dos nossos irmãos e irmãs que hoje, sim hoje, padecem tribulações como Ele: sofrem com o trabalho de escravos, sofrem com os dramas familiares, as doenças... Sofrem por causa das guerras e do terrorismo, por causa dos interesses que se movem por trás das armas que não cessam de matar. Homens e mulheres enganados, violados na sua dignidade, descartados. Jesus está neles, em cada um deles, e com aquele rosto desfigurado, com aquela voz rouca, pede para ser enxergado, reconhecido, amado.”
“Não há outro Jesus: é o mesmo que entrou em Jerusalém por entre o acenar de ramos de palmeira e oliveira. É o mesmo que foi pregado na cruz e morreu entre dois ladrões. Não temos outro Senhor para além d’Ele: Jesus, humilde Rei de justiça, misericórdia e paz.”

quinta-feira, 6 de abril de 2017

AJUDE O CENTRO SOCIAL PAROQUIAL DE CRISTO REI consignando 0,5% do IRS

A consignação de 0,5% do seu IRS é um gesto simples e gratuito que lhe permite ajudar, sem ter que gastar. 
Não lhe custa nada e ajuda muitas pessoas carenciadas!
O Centro Social Paroquial de Cristo Rei com mais de 30 anos de existência é uma Instituição Particular de Solidariedade Social sem fins lucrativos que além do Centro Comunitário tem as valências de Creche, Jardim de Infância, CATL, Apoio Domiciliário a idosos e doentes e trabalha num dos bairros mais pobres de Almada.


Para apoiar o CENTRO SOCIAL PAROQUIAL DE CRISTO REI, basta preencher o campo 11 do modelo 3 na sua Declaração de IRS com o número 501723374 e escolher “IRS”.

Para além da consignação gratuita do IRS, se quiser ser mais generoso, este ano ainda tem a possibilidade de nos ajudar com a devolução do IVA prevista na lei.
Neste caso está a abdicar deste benefício fiscal entregando-o como donativo à nossa instituição. Para o fazer, basta selecionar também a opção "IVA".


11   
CONSIGNAÇÃO DE 0,5% DO IRS/CONSIGNAÇÃO DO BENEFÍCIO DE 15% DO IVA SUPORTADO
ENTIDADES BENEFICIÁRIAS

Instituições religiosas (art.º 32.º, n.º 4, da Lei n.º 16/2001, de 22 de junho)                  

1101
          NIF

501723374
IRS

X
IVA

X
Instituições particulares de solidariedade social ou pessoas coletivas de utilidade pública
X
 (art.º 32.º, n.º 6, da Lei n.º 16/2001, de 22 de junho)

HORÁRIO DAS CELEBRAÇÕES DA SEMANA SANTA




      SEMANA SANTA                                     


   Domingo de Ramos -  Paixão do Senhor 

                            
Sábado (dia 8) – 18h00 - Bênção dos Ramos e Eucaristia Vespertina

Domingo (dia 9) - 11h30 - Bênção dos Ramos e Eucaristia



  Quinta-feira Santa – 13 de Abril


19h00 - Ceia do Senhor – com a cerimónia do Lava-pés

    “Fazei isto em memória de mim” Lc 22,19

21h00 – 00h00 - Oração Comunitária 
 
“Ficai aqui comigo… Vigiai e Orai” Mt 26,38

Sexta-feira Santa – 14 de Abril
       15h00 - Celebração da Paixão do Senhor

                        “A vida ninguém ma tira, mas sou Eu que a ofereço livremente” Jo 10,18
21h15m– VIA-SACRA
em conjunto com a Paróquia do Monte da Caparica com início na Paróquia de S. F. Xavier e fim na Paróquia do Monte da Caparica 


  Sábado Santo – 15 de Abril

 22h00 – Solene VIGÍLIA PASCAL
   “Jesus ressuscitado vem dizer-nos o que é e onde está a Vida…”

DOMINGO DE PÁSCOA    RESSURREIÇÃO DO SENHOR
       16 de Abril 
- 11h30 - EUCARISTIA SOLENE

ELE TINHA DE RESSUSCITAR DOS MORTOS”
 Jo 20, 9


domingo, 2 de abril de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO V DOMINGO DA QUARESMA (ANO A)

Jo. 11, 1-45 “As leituras de hoje falam-nos do Deus da vida, que vence a morte. Concentremo-nos, em particular, no último dos sinais milagrosos que Jesus realiza antes da sua Páscoa, no sepulcro de seu amigo Lázaro.
Ali parece que tudo acabou: o túmulo está fechado por uma grande pedra; ao redor, somente choro e desolação. Também Jesus está abalado pelo mistério dramático da perda de uma pessoa querida: “Comoveu-se profundamente” e ficou “muito perturbado”. Depois “chorou” e dirigiu-se ao sepulcro, diz o Evangelho, “mais uma vez profundamente comovido”. É este o coração de Deus: afastado do mal mas próximo de quem sofre; não faz desaparecer o mal magicamente, mas compartilha o sofrimento, o assume e o transforma habitando-o.
Observemos porém que, em meio à desolação geral pela morte de Lázaro, Jesus não se deixa tomar pelo desconforto. Mesmo sofrendo, Ele próprio, pede que se creia firmemente; não se fecha no choro, mas comovido, coloca-se a caminho em direção ao sepulcro. Não se deixa dominar pelo ambiente emotivo resignado que o circunda, mas reza com confiança e diz: “Pai, eu te dou graças”. Assim, no mistério do sofrimento, diante do qual o pensamento e o progresso se quebram como moscas no vidro, Jesus dá-nos o exemplo de como nos havemos de comportar: não foge do sofrimento, que pertence a esta vida, mas não se deixa aprisionar pelo pessimismo.
Em volta daquele sepulcro, acontece assim um grande encontro-choque. De um lado, existe a grande desilusão, a precariedade da nossa vida mortal que, atravessada pela angústia da morte, experimenta frequentemente a derrota, uma obscuridade interior que parece intransponível. A nossa alma, criada para a vida, sofre sentindo que a sua sede de eterno bem é oprimida por um mal antigo e obscuro. Por um lado existe esta derrota do sepulcro.
Mas por outro lado há a esperança que vence a morte e o mal que tem um nome: a esperança se chama Jesus. Ele não traz um pouco de bem estar ou algum remédio para prolongar a vida, mas proclama: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. Por isto decididamente diz: “Tirai a pedra!” e a Lázaro grita em alta voz: “Vem para fora!”.
Queridos irmãos e irmãs, também nós somos convidados a decidir onde queremos estar. Se do lado do sepulcro ou do lado de Jesus. Há também quem se deixe fechar na tristeza e quem se abre à esperança. Há quem permanece preso nos escombros da vida e que, como vocês, com a ajuda de Deus, levanta os escombros e reconstrói com paciente esperança.
Diante dos grandes “porquês” da vida temos dois caminhos: ficar a olhar melancolicamente os sepulcros de ontem e de hoje ou aproximar Jesus de nossos sepulcros. Sim, porque cada um de nós já tem um pequeno sepulcro, alguma zona um pouco morta dentro do coração; uma ferida, uma injustiça sofrida ou cometida, um rancor que não dá trégua, um remorso que vai e volta, um pecado que não se consegue superar.
Identifiquemos hoje estes nossos pequenos sepulcros que temos dentro e convidemos Jesus para lá ir. É estranho, mas seguidamente preferimos estar sozinhos nas grutas obscuras que temos dentro, antes que convidar Jesus para estar lá; somos tentados em buscar sempre nós mesmos, remoendo e nos afundando na angústia, lambendo as chagas, antes que ir até Ele, que diz: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”.
Não nos deixemos aprisionar pela tentação de permanecer sozinhos e desconfiados, chorando por aquilo que nos acontece; não cedamos à lógica inútil e inconclusiva do medo, do repetir resignado de que vai tudo mal e nada é como antes. Esta é a atmosfera do sepulcro; o Senhor deseja ao invés disto, abrir o caminho da vida, o do encontro com Ele, da confiança nele, da ressurreição do coração, o caminho do “Levanta-te! Levanta-te, saia!”. É isto que nos pede o Senhor, e Ele está ao nosso lado para fazer isto.
Ouçamos então como dirigidas a cada um de nós as palavras de Jesus a Lázaro: “Vem para fora!”; vem para fora do emaranhado da tristeza sem esperança; desata as vendas do medo que criam obstáculo no caminho; os laços das fraquezas e das inquietações que te bloqueiam, repete que Deus desata os nós. Seguindo Jesus aprendemos a não amarrar a nossa vida nos problemas que se apresentam; sempre existirão problemas, sempre, e quando resolvemos um, pontualmente chega outro. Podemos porém encontrar uma nova estabilidade, e esta estabilidade é precisamente Jesus, que é a ressurreição e a vida: com ele a alegria habita o coração, a esperança renasce, a dor se transforma em paz, o temor em confiança, a prova em oferta de amor. E mesmo que não faltem os pesos, haverá a sempre a sua mão que nos levanta novamente, a sua Palavra que nos encoraja e diz a todos nós, a cada um de nós: “Venha para fora! Venha para mim!”. Diz a todos nós: “Não tenham medo!”.
Também a nós hoje, como então, Jesus diz: “Tirai e pedra!”. Por mais pesado que seja o passado, grande o pecado, forte a vergonha, não barremos a entrada do Senhor. Tiremos diante d’Ele a pedra que lhe impede de entrar: é este o tempo favorável para remover o nosso pecado, o nosso apego às vaidades mundanas, o orgulho que nos bloqueia a alma, tantas inimizades entre nós, nas famílias... este é o momento favorável para remover todas estas coisas.
Visitados e libertados por Jesus, peçamos a graça de ser testemunhas de vida neste mundo que tem sede dele, testemunhas que suscitam e ressuscitam a esperança de Deus nos corações cansados e pesados pela tristeza. O nosso anúncio é a alegria do Senhor vivo, que ainda hoje diz, como a Ezequiel: “Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó meu povo”. (Papa Francisco no Angelus)

domingo, 26 de março de 2017

PAPA APROVA CANONIZAÇÃO DE FRANCISCO E JACINTA MARTO

O Papa Francisco aprovou no passado dia 23 de Março o milagre necessário para a canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, videntes de Fátima, anunciou a sala de imprensa da Santa Sé.
A canonização de Francisco (1908-1919) e Jacinta Marto (1910-1920), beatificados a 13 de maio de 2000 pelo Papa João Paulo II, em Fátima, dependia do reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão.
A data e local para a cerimónia de canonização vão ser decididos num próximo consistório (reunião de cardeais), no Vaticano, marcado para 20 de abril.
A divulgação do decreto que reconhece um milagre atribuído à intercessão dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, "crianças de Fátima", foi feita esta tarde, após uma reunião do Papa com o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.
A canonização é a confirmação, por parte da Igreja, que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.
Francisco e Jacinta Marto, irmãos pastorinhos que, segundo o testemunho reconhecido pela Igreja Católica, presenciaram as aparições da Virgem Maria na Cova da Iria e arredores, entre maio e outubro de 1917, são os mais jovens beatos não-mártires da história da Igreja Católica.
A postuladora da causa de canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, irmã Ângela Coelho, tinha referido à Agência ECCLESIA que o milagre necessário para a canonização, após a beatificação de 13 de maio de 2000, tinha “todas as condições” para ser validado.
O estudo refere-se a uma cura de uma criança, natural do Brasil.
“É bonito por isto mesmo: duas crianças cuidam de uma criança”, referiu a irmã Ângela Coelho, em entrevista que vai ser transmitida este domingo no Programa '70x7' (RTP2).
Os trâmites processuais para o reconhecimento de um milagre, por parte do Papa, acontecem segundo normas estabelecidas em 1983.
A Congregação para as Causas dos Santos (Santa Sé) promove uma consulta médica sobre a alegada cura, para saber se a mesma é inexplicável à luz da ciência atual, feita por peritos; o caso é depois submetido à avaliação de consultores teológicos e de uma sessão de cardeais e bispos.
A aprovação final depende do Papa, que detém a competência exclusiva de reconhecer uma cura como verdadeiro milagre.
A Igreja celebra a 20 de fevereiro a festa litúrgica dos beatos Francisco e Jacinta Marto, dois dos três pastorinhos videntes de Nossa Senhora, em 1917; a data coincide com a da morte da beata Jacinta Marto. OC 

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO IV DOMINGO DA QUARESMA (ANO A)


Jo 9,1-41 A cura do cego de nascença, narrada pelo Evangelho de João, proposto pela Liturgia do dia, inspirou a alocução do Papa – que precede a oração do Angelus -  neste IV Domingo da Quaresma. “Com este milagre Jesus manifesta-se e manifesta-se a nós como luz do mundo” e que acolhendo novamente nesta Quaresma a luz da fé, “também nós, a partir da nossa pobreza”, sejamos “portadores de um raio da luz de Cristo”, disse Francisco, dirigindo-se aos milhares de fieis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.
“O cego de nascença – explicou o Santo Padre -  representa cada um de nós que fomos criados para conhecer Deus, mas por causa do pecado somos como cegos, temos necessidade de uma nova luz, a da fé, que Jesus nos deu”.
Aquele cego do Evangelho, ao readquirir a visão, “abre-se ao mistério de Cristo”, disse o Pontífice, que explicou: “Este episódio nos induz a refletir sobre nossa fé em Cristo, o Filho de Deus, e ao mesmo tempo refere-se também ao Batismo, que é o primeiro Sacramento da fé: o Sacramento que nos faz “vir à luz”, mediante o renascimento da água e do Espírito Santo; assim como acontece ao cego de nascença, ao qual se abrem os olhos após ter sido lavado na água da piscina de Siloé”.
“O cego de nascença curado – completou Francisco -  representa cada um de nós quando não nos damos conta que Jesus é a luz, “a luz do mundo”, quando olhamos para outros lugares, quando preferimos confiar nas pequenas luzes, quando tateamos no escuro”: “O fato de que aquele cego não tenha um nome, nos ajuda a nos refletir com o nosso rosto e o nosso nome na sua história. Também nós fomos “iluminados” por Cristo no Batismo, e portanto somos chamados a comporta-nos como filhos da luz. E comportar-se como filhos da luz exige uma mudança radical de mentalidade, uma capacidade de julgar homens e coisas segundo uma outra escala de valores, que vem de Deus. O Sacramento do Batismo, de fato, exige a escolha firme e decidida de viver como filhos da luz e caminhar na luz”. Mas, o que significa “ter a verdadeira luz, caminhar na luz?”: “Significa, antes de tudo, abandonar as falsas luzes: a luz fria e fátua do preconceito contra os outros, porque o preconceito distorce a realidade e nos enche de aversão contra aqueles que julgamos sem misericórdia e condenamos sem apelo. Isto é pão de todo dia! Quando se fala mal dos outros, não se caminha na luz, se caminha na sombra”.
E Francisco completa: “Outra luz falsa, porque sedutora e ambígua, é aquela do interesse pessoal: se valorizamos homens e coisas baseados em critérios de nossa utilidade, do nosso prazer, do nosso prestígio, não realizamos a verdade nos relacionamentos e nas situações. Se vamos por este caminho do buscar somente o interesse pessoal, caminhamos nas sombras”.
O Papa concluiu, pedindo que a Virgem Santa obtenha para nós “a graça de acolher novamente nesta Quaresma a luz da fé, redescobrindo o dom inestimável do Batismo, que todos nós recebemos. E esta nova iluminação nos transforme nas atitudes e nas ações, para sermos também nós, a partir da nossa pobreza, portadores de um raio da luz de Cristo”.

domingo, 19 de março de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO III DOMINGO DA QUARESMA (ANO A)

Jo 4,5-42 Referindo-se ao Evangelho deste III Domingo da Quaresma, o Papa Francisco destacou que este nos apresenta o diálogo de Jesus com a Samaritana, contextualizando aquele encontro, descrito numa das páginas mais bonitas do Evangelho.
O encontro dá-se quando Jesus atravessava a Samaria, região entre a Judeia e a Galileia, habitada por pessoas que os Judeus desprezavam, “considerando-as cismáticas e heréticas”, frisou o Santo Padre, observando ter sido propriamente esta população uma das primeiras a aderir à pregação cristã dos Apóstolos.
Enquanto os discípulos vão à cidade procurar alimento, Jesus permanece onde se encontrava o poço de Jacob e ali pede água a uma mulher, que chegara para a tirar. Depois desse pedido tem início um diálogo. “Como é que tu, sendo judeu, me pedes de beber, a mim que sou samaritana?” Jesus respondeu-lhe: “Se conhecesses o dom de Deus e quem é que te diz ‘dá-me de beber’, tu é que lhe pedirias e ele te daria água viva!”, uma água que sacia toda sede e se torna fonte inesgotável no coração de quem a bebe (Jo 4,10-14).”
Ir ao poço tirar água é cansativo e monótono; seria bom ter à disposição uma fonte que jorra água! Mas Jesus fala de uma água diferente, evidenciou Francisco.
Quando a mulher se deu conta de que aquele homem, com quem estava a falar, era um profeta, abriu-se a ele e fez-lhe perguntas religiosas. “A sua sede de afeto e de vida repleta não lhe foi satisfeita pelos cinco maridos que teve, aliás, experimentou desilusões e enganos”, acrescentou o Pontífice. “Por isso a mulher fica impressionada com o grande respeito que Jesus tem por ela e quando Ele lhe fala da verdadeira fé, como relação com Deus Pai ‘em espírito e verdade’, então intui que aquele homem poderia ser o Messias, e Jesus – coisa raríssima – o confirma: ‘Sou eu, que falo contigo’. Ele diz ser o Messias a uma mulher que tinha uma vida tão desordenada”, observou.
Francisco recordou ainda que “a água que dá a vida eterna foi infundida em nossos corações no dia do nosso Batismo”, mediante o qual nos transformou e nos encheu com a sua graça. “Mas pode acontecer que este grande dom o tenhamos esquecido, ou reduzido a um mero acontecimento da nossa vida”, e talvez vamos em busca de “poços” cujas águas não nos saciam, frisou.
“Quando esquecemos a verdadeira água, vamos à procura de poços que não têm águas límpidas. Então este Evangelho é especialmente para nós! Não somente para a Samaritana, mas para nós. Jesus fala-nos como à Samaritana. É claro, já o conhecemos, mas talvez não o tenhamos encontrado pessoalmente.”
Dito isso, o Papa lembrou ainda que este tempo da Quaresma é ocasião propícia para nos aproximarmos d’Ele, para o encontrarmos na oração, num diálogo de coração para coração. Falar com Ele, escutá-lo; é a ocasião para ver o seu rosto também no rosto de um irmão ou de uma irmã que sofre. “Desse modo podemos renovar em nós a graça do Batismo, saciar-nos na fonte da Palavra de Deus e de seu Espírito Santo; e assim descobrir também a alegria de tornar-nos artífices de reconciliação e instrumentos de paz na vida cotidiana.”
“Que a Virgem Maria nos ajude a haurir constantemente à graça, aquela graça que brota da rocha que é Cristo Salvador, a fim de que possamos professar com convicção a nossa fé e anunciar com alegria as maravilhas do amor de Deus, misericordioso e fonte de todo bem”, foi o pedido do Santo Padre concluindo a alocução que precedeu o Angelus.

FESTA DO PAI NOSSO


 A Festa do Pai Nosso realizou-se na Eucaristia de sábado 18 de março às 18h com a presença de 25 crianças que frequentam o 2º catecismo e suas famílias.


 Recomendou-lhes o Padre Hermínio:
Amiguinhos continuai a crescer no amor a Jesus e uns aos outros. Com a ajuda dos vossos Pais, rezai sempre ao Pai do Céu!

"Recebe o Pai Nosso, a oração que Jesus ensinou.
Reza-a todos os dias em sinal de amor ao Pai do Céu!"

domingo, 12 de março de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO II DOMINGO DA QUARESMA (ANO A)


Mt 17,1-9 “A cruz cristã não é uma mobília ou um ornamento para vestir”. O Papa Francisco quis assim deixar bem claro, na alocução que proferiu, que a Cruz, “é um chamamento ao amor com o qual Jesus se sacrificou para salvar a humanidade do mal e do pecado”.
“Neste tempo quaresmal, contemplemos com devoção a imagem do crucifixo: esse é o símbolo da fé cristã, é o emblema de Jesus, morto e ressuscitado por nós. Façamos de modo a que a cruz marque as etapas do nosso caminho quaresmal para compreender sempre mais a gravidade do pecado e o valor do sacrifício com o qual o Redentor nos salvou”.
Jesus a caminho de Jerusalém, onde deverá sofrer a condenação à morte por crucificação, quer preparar os seus discípulos para este escândalo muito forte para a sua fé e, ao mesmo tempo, preanunciar a sua ressurreição, manifestando-se como o Messias, o Filho de Deus. Na verdade, Jesus estava-se demonstrando um Messias diferente do esperado:
“Não um rei poderoso e glorioso, mas um servo humilde, e desarmado; não um senhor de grande riqueza, sinal de bênção, mas um homem pobre que não tem onde reclinar a cabeça; não um patriarca com numerosa descendência, mas solteiro sem casa e sem ninho. É realmente uma revelação de Deus de cabeça para baixo, e o sinal mais desconcertante desta contradição é a cruz. Mas, precisamente por meio da cruz, Jesus chegará à gloriosa ressurreição”.
Esta é a mensagem de esperança, disse Francisco, que a cruz de Jesus contém. A cruz cristã não é uma mobília da casa ou um ornamento a ser usado, mas um chamamento ao amor com que Jesus se sacrificou para salvar a humanidade do mal e do pecado.
A ressurreição que vai chegar “através da cruz", observou o Papa, “será em última análise, não como a transfiguração que durou um momento, um instante"; e "a Cruz é a porta da ressurreição”.
Fazendo alusão a narração da Transfiguração, o Francisco explicou que “Jesus levou consigo três dos apóstolos, Pedro, Tiago e João, Ele subiu com eles numa alta montanha, e lá aconteceu este fenómeno singular”: o rosto de Jesus “brilhou como o sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz”. Assim, o Senhor fez resplandecer na sua própria pessoa a glória divina que se podia acolher com fé na sua pregação e nos seus gestos milagrosos.
“A ‘luminosidade’ que caracteriza este evento extraordinário simboliza a sua finalidade: iluminar as mentes e os corações dos discípulos, para que possam compreender claramente quem é o seu Mestre. É um flash de luz que se abre de repente sobre o mistério de Jesus e ilumina toda a sua pessoa e toda a sua história”.
Jesus transfigurado no Monte Tabor quis assim mostrar aos seus discípulos a sua glória não para lhes evitar de passarem através da cruz, mas para lhes indicar para onde leva a cruz. Quem morre com Cristo, com Cristo ressuscitará. Quem luta junto com Ele, com Ele triunfará.
O Papa Francisco concluiu invocando Nossa Senhora, Ela que “soube contemplar a glória de Jesus escondida na sua humanidade”. “Que Ela nos ajude a estar com Ele na oração silenciosa, a nos deixarmos iluminar pela sua presença, para levar no coração, através das noites escuras, um reflexo da sua glória”.

domingo, 5 de março de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO I DOMINGO DA QUARESMA (ANO A)


Mt 4,1-11 Antes de rezar a oração mariana do Angelus neste final de inverno chuvoso na Praça de São Pedro, o Papa Francisco comentou a passagem do Evangelho de S. Mateus, deste I Domingo da Quaresma, que narra como Jesus venceu as tentações e artimanhas sugeridas pelo Diabo: com a Palavra de Deus.
Naquela ocasião, Jesus enfrentou o diabo ‘corpo a corpo’. Às três tentações de Satanás para tentar impedi-lo de cumprir a sua missão, Ele respondeu com a Palavra e, com a força do Espírito Santo, saiu vitorioso do deserto.
“Por isso – disse o Pontífice – é preciso conhecer bem, ler, meditar e assimilar a Bíblia, pois a Palavra de Deus é sempre ‘atual e eficaz’.
“O que aconteceria se usássemos a Bíblia como usamos o nosso telemóvel? Se a levássemos sempre connosco (ou pelo menos um Evangelho de bolso), o que aconteceria? Se voltássemos quando a esquecemos, se a abríssemos várias vezes por dia; se lêssemos as mensagens de Deus contidas na Bíblia como lemos as mensagens no nosso telemóvel, o que aconteceria?. É uma comparação paradoxal, mas faz pensar...”
“Com efeito, concluiu, se tivéssemos a Palavra de Deus sempre no coração, nenhuma tentação poderia afastar-nos de Deus e nenhum obstáculo poderia desviar-nos do caminho do bem; saberíamos vencer as propostas do Mal que está dentro e fora de nós; e seríamos mais capazes de viver uma vida ressuscitada segundo o Espírito, acolhendo e amando os nossos irmãos, especialmente os mais frágeis e carentes, inclusive os nossos inimigos”.
Depois de rezar o Angelus e abençoar os fiéis, o Papa lembrou que o caminho de conversão da Quaresma requer de nós muita oração, jejum e obras de caridade.

MENSAGEM DE D. JOSÉ ORNELAS - BISPO DE SETÚBAL - PARA A QUARESMA DE 2017

 Mensagem de Quaresma 2017 

"Converter-se em Família"

Celebrar a Quaresma, neste biénio em que a nossa Diocese de Setúbal focaliza a sua atenção no tema da Família, constitui uma ocasião e um desafio de renovação para cada uma das nossas famílias, para as nossas paróquias e para toda a diocese. Converter-se à Família "Converter-se em família" significa, antes de mais, que o caminho de conversão quaresmal, assumido por cada um de nós diante de Deus, tem de começar no relacionamento com os membros da nossa família, aqueles que nos são próximos e com os quais partilhamos o mais importante da vida. Tantas vezes, vivemos na família como se ela fosse simplesmente um endereço postal comum, uma pensão onde passamos a noite e usufruímos de alguns outros serviços funcionais. "Converter-se em família" significa, dirigir para ela a atenção, o coração, o afeto; transformar os relacionamentos frios e simplesmente "funcionais", dando-lhes o calor do amor, do interessar-se, do cuidar, do estar próximo, a começar pelo tempo que dedicamos uns aos outros. A proximidade e o afeto são particularmente importantes quando alguém está fragilizado pela idade, pela doença, pelo desemprego e a precariedade económica, pelas dificuldades da vida. Este é o desafio que se coloca individualmente a cada um de nós: converter-se em família, no sentido de converter-se à família: ao marido, à mulher, aos pais, aos filhos, aos avós e a todos aqueles com quem constituímos esse ninho fundamental da vida. Converter-se como Família "Converter-se em família" quer dizer também que o caminho de conversão não pode ser apenas uma questão individual. Temos de estar juntos como família para que ela mude. Nesta Quaresma, somos chamados a sentar-nos juntos, em família, e decidir que sinais vamos dar, que atitudes vamos assumir para sermos mais família, mais família cristã. A fé tem de ter uma expressão concreta no dia-a-dia da nossa família. Neste sentido, converter-se quer dizer, entre outras coisas, habituar-se a elevar o coração para Deus na oração comum, por exemplo, às refeições; ler diariamente uma passagem da Palavra de Deus que oriente o nosso caminho e alimente a nossa fé. É importante estarmos frente a frente na partilha familiar, mas é igualmente importante voltarmo-nos todos para Deus, nosso Pai comum, no silêncio e na oração da família. Essa presença de Deus no nosso lar, vai ajudar-nos a perdoar uns aos outros como Ele nos perdoa, a superar o egoísmo que impede a nossa comunhão, a criar a alegria que cura e anima os membros da família que se encontram em dificuldade. Vai ajudar-nos a sermos, uns para os outros, as mãos e o rosto de Deus que cuidam e infundem confiança e alegria. 
Que não passe esta Quaresma sem que cada família se ponha de acordo sobre o seu caminho de converter-se como família. Converter-se em Família Solidária A conversão ao Evangelho comporta sempre uma dimensão de atenção aos outros, para além da porta da nossa casa, do círculo dos amigos, da coesão étnica ou nacional. Significa alargar os horizontes da nossa atenção e preocupação ativa à totalidade da família humana, como faz Deus, o Pai comum de toda a família humana. É esse o sentido da penitência e do jejum da Quaresma. É o privar-se de algo de que gostamos e que nos faz falta, para acudir a quem está em maior necessidade. No caminho de cada família, não pode faltar este elemento concreto de conversão que a abre às necessidades de outras famílias, na partilha dos bens e da ajuda fraterna. A Quaresma desafia cada família a fazer este caminho em conjunto com a participação de todos os seus membros, para poupar para quem precisa mais. Converter-se em Família-Igreja "Converter-se em família" tem igualmente um horizonte fundamental que é a família de Deus, a Igreja, que é uma família de famílias. Assim como não se entende uma família em que os membros não se reúnam à mesa, não falem uns com os outros e não se ajudem e amem, assim também não se entende a família de Deus sem que nos reunamos à volta da mesa da Eucaristia, da Palavra que Ele nos dirige, do encontro com os irmãos e irmãs filhos e filhas do mesmo Pai do céu. Embora nunca seja perfeita, a Igreja precisa de todos e de todas as famílias para se renovar, anunciar o Evangelho, colaborar na construção de um mundo mais humano e solidário. Se alguém falta, se faltam famílias, a Família-Igreja não está completa, não realiza o projeto do Senhor, seu Pastor e Mestre. A conversão desta Quaresma, apresenta a cada um de nós o convite e o desafio para estarmos presentes e participarmos ativamente na vida da comunidade paroquial e diocesana, a começar pela participação na Eucaristia dominical e nas atividades quaresmais oferecidas, onde se destaca a celebração do sacramento da reconciliação. Converter-se em Igreja atenta e solidária Como cada uma das nossas famílias, também a nossa Diocese é chamada, em cada Quaresma, a realizar sinais concretos de conversão, na escuta da Palavra, na comunhão fraterna e na partilha dos bens. 
Este ano, entre as várias iniciativas previstas a nível das paróquias e vigararias, desejo sublinhar duas, a nível de toda a diocese:
a) As catequeses quaresmais, que têm como tema a família e que pretendem ajudar-nos a viver com alegria e seriedade a conversão familiar e participar como tal na construção da nossa Igreja e da nossa sociedade. Terão lugar aos domingos, às 16:00 h, nos seguintes locais: 
12 de Março - Santa Maria do Barreiro 
19 de Março - Sé Catedral – Setúbal 
26 de Março - Santuário da Atalaia 
02 de Abril - Santuário de Cristo Rei – Almada 
b) A Renúncia Quaresmal, que pretende reunir aquilo que cada família conseguiu poupar com a sua penitência solidária em favor dos que se encontram em maior necessidade. Cada paróquia terá disponíveis envelopes especiais para recolher estes contributos nos dois últimos domingos da Quaresma, e enviá-los para a Diocese. A exemplo de outros anos, uma parte do produto da Renúncia Quaresmal destina-se a um objetivo interno da diocese e outra a uma necessidade solidária com os que mais desprotegidos. A nível interno, vamos em auxílio da comunidade paroquial de Arrentela, a braços com uma grande dívida, que está a impedir a sua vida e desenvolvimento. A nível externo, o que for recolhido destinar-se-á a constituir um fundo para auxiliar famílias de refugiados que buscam uma vida livre da destruição e da guerra nos seus países. Que o Espírito do Senhor nos conduza, nesta Quaresma, a uma verdadeira conversão das nossas famílias e da nossa Igreja, na escuta da sua Palavra, na oração nas nossas famílias e comunidades, na abertura às necessidades daqueles que nos cercam, tornando-nos ativamente misericordiosos e solidários na construção de um mundo mais humano, fraterno e em paz. 
                                                                                 + José Ornelas Carvalho Bispo de Setúbal