O Padre Abel veio celebrar no dia 11 de julho os 20 anos de Sacerdote na Paróquia de S. Francisco Xavier e passado uns dias voltou a Moçambique. Agora enviou estas fotos da comida que comprou e distribuiu por 8 orfanatos de crianças da Angónia e pelo dos Santos Inocentes da Beira. Agradece a generosidade de todos dizendo que o que partilharam deu para comprar 32 caixas de leite em pó, 4 caixas de carne de vaca, 4 caixas de carne de porco e 120 frangos. Alimentação suficiente para alguns meses.
sábado, 1 de setembro de 2018
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
FILME COM JOVENS
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
CARTA DO PAPA FRANCISCO AO POVO DE DEUS REFERENTE AOS ABUSOS SEXUAIS PRATICADOS POR MEMBROS DA IGREJA
CARTA DO PAPA FRANCISCO
AO POVO DE DEUS
AO POVO DE DEUS
«Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele» (1 Co 12, 26). Estas palavras de São Paulo ressoam com força no meu coração ao constatar mais uma vez o sofrimento vivido por muitos menores por causa de abusos sexuais, de poder e de consciência cometidos por um número notável de clérigos e pessoas consagradas. Um crime que gera profundas feridas de dor e impotência, em primeiro lugar nas vítimas, mas também em suas famílias e na inteira comunidade, tanto entre os crentes como entre os não-crentes. Olhando para o passado, nunca será suficiente o que se faça para pedir perdão e procurar reparar o dano causado. Olhando para o futuro, nunca será pouco tudo o que for feito para gerar uma cultura capaz de evitar que essas situações não só não aconteçam, mas que não encontrem espaços para serem ocultadas e perpetuadas. A dor das vítimas e das suas famílias é também a nossa dor, por isso é preciso reafirmar mais uma vez o nosso compromisso em garantir a protecção de menores e de adultos em situações de vulnerabilidade.
1. Um membro sofre?
Nestes últimos dias, um relatório foi divulgado detalhando aquilo que vivenciaram pelo menos 1.000 sobreviventes, vítimas de abuso sexual, de poder e de consciência, nas mãos de sacerdotes por aproximadamente setenta anos. Embora seja possível dizer que a maioria dos casos corresponde ao passado, contudo, ao longo do tempo, conhecemos a dor de muitas das vítimas e constamos que as feridas nunca desaparecem e nos obrigam a condenar veementemente essas atrocidades, bem como unir esforços para erradicar essa cultura da morte; as feridas “nunca prescrevem”. A dor dessas vítimas é um gemido que clama ao céu, que alcança a alma e que, por muito tempo, foi ignorado, emudecido ou silenciado. Mas seu grito foi mais forte do que todas as medidas que tentaram silenciá-lo ou, inclusive, que procuraram resolvê-lo com decisões que aumentaram a gravidade caindo na cumplicidade. Clamor que o Senhor ouviu, demonstrando, mais uma vez, de que lado Ele quer estar. O cântico de Maria não se equivoca e continua a se sussurrar ao longo da história, porque o Senhor se lembra da promessa que fez a nossos pais: «dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias» (Lc 1, 51-53), e sentimos vergonha quando percebemos que o nosso estilo de vida contradisse e contradiz aquilo que proclamamos com a nossa voz.
Com vergonha e arrependimento, como comunidade eclesial, assumimos que não soubemos estar onde deveríamos estar, que não agimos a tempo para reconhecer a dimensão e a gravidade do dano que estava sendo causado em tantas vidas. Nós negligenciamos e abandonamos os pequenos. Faço minhas as palavras do então Cardeal Ratzinger quando, na Via Sacra escrita para a Sexta-feira Santa de 2005, uniu-se ao grito de dor de tantas vítimas, afirmando com força: «Quanta sujeira há na Igreja, e precisamente entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a Ele! Quanta soberba, quanta autossuficiência!... A traição dos discípulos, a recepção indigna do seu Corpo e do seu Sangue é certamente o maior sofrimento do Redentor, o que Lhe trespassa o coração. Nada mais podemos fazer que dirigir-Lhe, do mais fundo da alma, este grito: Kyrie, eleison – Senhor, salvai-nos (cf. Mt 8, 25)» (Nona Estação).
2. Todos os outros membros sofrem com ele.
A dimensão e a gravidade dos acontecimentos obrigam a assumir esse facto de maneira global e comunitária. Embora seja importante e necessário em qualquer caminho de conversão tomar conhecimento do que aconteceu, isso, em si, não basta. Hoje, como Povo de Deus, somos desafiados a assumir a dor de nossos irmãos feridos na sua carne e no seu espírito. Se no passado a omissão pôde tornar-se uma forma de resposta, hoje queremos que seja a solidariedade, entendida no seu sentido mais profundo e desafiador, a tornar-se o nosso modo de fazer a história do presente e do futuro, num âmbito onde os conflitos, tensões e, especialmente, as vítimas de todo o tipo de abuso possam encontrar uma mão estendida que as proteja e resgate da sua dor (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 228). Essa solidariedade exige que, por nossa vez, denunciemos tudo o que possa comprometer a integridade de qualquer pessoa. Uma solidariedade que exige a luta contra todas as formas de corrupção, especialmente a espiritual «porque trata-se duma cegueira cómoda e autossuficiente, em que tudo acaba por parecer lícito: o engano, a calúnia, o egoísmo e muitas formas subtis de autorreferencialidade, já que “também Satanás se disfarça em anjo de luz” (2 Cor 11, 14)» (Exort. ap. Gaudete et exultate, 165). O chamado de Paulo para sofrer com quem sofre é o melhor antídoto contra qualquer tentativa de continuar reproduzindo entre nós as palavras de Caim: «Sou, porventura, o guardião do meu irmão?» (Gn 4, 9).
Reconheço o esforço e o trabalho que são feitos em diferentes partes do mundo para garantir e gerar as mediações necessárias que proporcionem segurança e protejam a integridade de crianças e de adultos em situação de vulnerabilidade, bem como a implementação da “tolerância zero” e de modos de prestar contas por parte de todos aqueles que realizem ou acobertem esses crimes. Tardamos em aplicar essas medidas e sanções tão necessárias, mas confio que elas ajudarão a garantir uma maior cultura do cuidado no presente e no futuro.
Juntamente com esses esforços, é necessário que cada batizado se sinta envolvido na transformação eclesial e social de que tanto necessitamos. Tal transformação exige conversão pessoal e comunitária, e nos leva dirigir os olhos na mesma direção do olhar do Senhor. São João Paulo II assim o dizia: «se verdadeiramente partimos da contemplação de Cristo, devemos saber vê-Lo sobretudo no rosto daqueles com quem Ele mesmo Se quis identificar» (Carta ap. Novo millennio ineunte, 49). Aprender a olhar para onde o Senhor olha, estar onde o Senhor quer que estejamos, converter o coração na Sua presença. Para isso nos ajudarão a oração e a penitência. Convido todo o Povo Santo fiel de Deus ao exercício penitencial da oração e do jejum, seguindo o mandato do Senhor[1], que desperte a nossa consciência, a nossa solidariedade e o compromisso com uma cultura do cuidado e o “nunca mais” a qualquer tipo e forma de abuso.
É impossível imaginar uma conversão do agir eclesial sem a participação activa de todos os membros do Povo de Deus. Além disso, toda vez que tentamos suplantar, silenciar, ignorar, reduzir em pequenas elites o povo de Deus, construímos comunidades, planos, ênfases teológicas, espiritualidades e estruturas sem raízes, sem memória, sem rostos, sem corpos, enfim, sem vidas[2]. Isto se manifesta claramente num modo anômalo de entender a autoridade na Igreja - tão comum em muitas comunidades onde ocorreram as condutas de abuso sexual, de poder e de consciência - como é o clericalismo, aquela «atitude que não só anula a personalidade dos cristãos, mas tende também a diminuir e a subestimar a graça batismal que o Espírito Santo pôs no coração do nosso povo»[3]. O clericalismo, favorecido tanto pelos próprios sacerdotes como pelos leigos, gera uma ruptura no corpo eclesial que beneficia e ajuda a perpetuar muitos dos males que denunciamos hoje. Dizer não ao abuso, é dizer energicamente não a qualquer forma de clericalismo.
É sempre bom lembrar que o Senhor, «na história da salvação, salvou um povo. Não há identidade plena, sem pertença a um povo. Por isso, ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado, mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na comunidade humana: Deus quis entrar numa dinâmica popular, na dinâmica dum povo» (Exort. ap. Gaudete et exultate, 6). Portanto, a única maneira de respondermos a esse mal que prejudicou tantas vidas é vivê-lo como uma tarefa que nos envolve e corresponde a todos como Povo de Deus. Essa consciência de nos sentirmos parte de um povo e de uma história comum nos permitirá reconhecer nossos pecados e erros do passado com uma abertura penitencial capaz de se deixar renovar a partir de dentro. Tudo o que for feito para erradicar a cultura do abuso em nossas comunidades, sem a participação activa de todos os membros da Igreja, não será capaz de gerar as dinâmicas necessárias para uma transformação saudável e realista. A dimensão penitencial do jejum e da oração ajudar-nos-á, como Povo de Deus, a nos colocar diante do Senhor e de nossos irmãos feridos, como pecadores que imploram o perdão e a graça da vergonha e da conversão e, assim, podermos elaborar acções que criem dinâmicas em sintonia com o Evangelho. Porque «sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo actual» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 11).
É imperativo que nós, como Igreja, possamos reconhecer e condenar, com dor e vergonha, as atrocidades cometidas por pessoas consagradas, clérigos, e inclusive por todos aqueles que tinham a missão de assistir e cuidar dos mais vulneráveis. Peçamos perdão pelos pecados, nossos e dos outros. A consciência do pecado nos ajuda a reconhecer os erros, delitos e feridas geradas no passado e permite nos abrir e nos comprometer mais com o presente num caminho de conversão renovada.
Da mesma forma, a penitência e a oração nos ajudarão a sensibilizar os nossos olhos e os nossos corações para o sofrimento alheio e a superar o afã de domínio e controle que muitas vezes se torna a raiz desses males. Que o jejum e a oração despertem os nossos ouvidos para a dor silenciada em crianças, jovens e pessoas com necessidades especiais. Jejum que nos dá fome e sede de justiça e nos encoraja a caminhar na verdade, dando apoio a todas as medidas judiciais que sejam necessárias. Um jejum que nos sacuda e nos leve ao compromisso com a verdade e na caridade com todos os homens de boa vontade e com a sociedade em geral, para lutar contra qualquer tipo de abuso de poder, sexual e de consciência.
Desta forma, poderemos tornar transparente a vocação para a qual fomos chamados a ser «um sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano» (Conc. Ecum. Vat. II, Lumen gentium, 1).
«Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele», disse-nos São Paulo. Através da atitude de oração e penitência, poderemos entrar em sintonia pessoal e comunitária com essa exortação, para que cresça em nós o dom da compaixão, justiça, prevenção e reparação. Maria soube estar ao pé da cruz de seu Filho. Não o fez de uma maneira qualquer, mas permaneceu firme de pé e ao seu lado. Com essa postura, Ela manifesta o seu modo de estar na vida. Quando experimentamos a desolação que nos produz essas chagas eclesiais, com Maria nos fará bem «insistir mais na oração» (cf. S. Inácio de Loiola, Exercícios Espirituais, 319), procurando crescer mais no amor e na fidelidade à Igreja. Ela, a primeira discípula, nos ensina a todos os discípulos como somos convidados a enfrentar o sofrimento do inocente, sem evasões ou pusilanimidade. Olhar para Maria é aprender a descobrir onde e como o discípulo de Cristo deve estar.
Que o Espírito Santo nos dê a graça da conversão e da unção interior para poder expressar, diante desses crimes de abuso, a nossa compunção e a nossa decisão de lutar com coragem.
Francisco
Cidade do Vaticano, 20 de Agosto de 2018.
domingo, 29 de julho de 2018
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Jo 6,1-5 Da passagem do
Evangelho da multiplicação dos pães e dos peixes – a passagem deste domingo - o
Papa destaca a atitude corajosa do rapaz que, vendo a multidão faminta, “coloca
à disposição tudo o que tem: cinco pães e dois peixes: “Bravo
rapaz! Ele, também ele, via a multidão; também via os cinco pães. Disse:
"Mas eu tenho isto, se serve está à disposição". Este rapaz faz-nos
pensar um pouco em nós... Aquela coragem: os jovens são assim, têm coragem.
Devemos ajudá-los a levar em frente esta coragem”.
Seguindo a reflexão,
Francisco aponta mais uma vez para a coragem e a sensibilidade do rapaz, que a
exemplo de Jesus, viu a grande multidão e entendeu a compaixão, dizendo:
"Ah, pobre gente... Eu tenho isto". A compaixão levou-o a oferecer o
que tinha.”
A
narrativa de João mostra Jesus atento às necessidades básicas das pessoas: “as
pessoas têm fome e Jesus envolve os seus discípulos, para que essa fome seja
saciada. Este é o fato concreto”: “Para as multidões, Jesus não se limitou a
dar isto - ofereceu a sua Palavra, a sua consolação, a sua salvação e
finalmente a sua vida - mas certamente fez também isso: cuidou da comida
para o corpo. E nós, seus discípulos, não podemos fazer de conta que não
sabemos nada. Somente ouvindo as demandas mais simples das pessoas e
colocando-se ao lado de suas situações existenciais concretas, poderemos ser
escutados quando se fala de valores mais elevados”.
“O amor de Deus pela
humanidade faminta de pão, de liberdade, de justiça, de paz e, acima de tudo da
sua graça divina, nunca falha”, reiterou o Santo Padre, recordando que Jesus
continua também hoje a satisfazer a fome, a tornar-se uma presença viva e
consoladora”, através de nós.
O Evangelho convida-nos
a sermos disponíveis e atuantes, como aquele rapaz que se dá conta de ter cinco
pães e diz: 'Mas, eu dou isto, depois tu verás’".
“Diante do grito de
fome - todos os tipos de "fome" - de tantos irmãos e irmãs em todas
as partes do mundo não podemos permanecer como espectadores distantes e
tranquilos.”
A ação de proximidade
e de caridade para com os pobres, os fracos, os últimos, os indefesos, é a
melhor forma de provar a qualidade de nossa fé, tanto a nível pessoal como a
nível comunitário, pois “o anúncio de Cristo, pão da vida eterna, requer
um generoso compromisso de solidariedade” para com eles.
Outra
passagem da narrativa de João, destacada por Francisco, foi a frase de Jesus
aos discípulos, após a multidão ter sido saciada: "Recolham os pedaços que
sobraram, para que nada seja perdido". O Papa propôs esta mesma frase aos
presentes na Praça de S. Pedro, chamando a atenção para o desperdício de comida,
quando tantos passam fome: “Penso nas pessoas
que têm fome e em quanta comida que sobra que deitamos fora... Cada um de nós
pense: a comida que sobra no almoço, no jantar, para onde vai? Na minha casa, o
que se faz com a comida que sobra? Deita-se fora? Não. Se você tem este
costume, dou-lhe um conselho: fale com os seus avós, que viveram no pós-guerra,
e pergunte a eles o que faziam com a comida que sobrava. Nunca deitar fora a
comida que sobra. Reutiliza-se ou dá-se a quem possa comê-la, a quem tem
necessidade. Nunca deitar fora a comida que sobra. Este é um conselho e também
um exame de consciência: o que se faz em casa com a comida que sobra?”.
“Rezemos à Virgem
Maria - disse ao concluir - para que no mundo prevaleçam os programas dedicados
ao desenvolvimento, à alimentação, à solidariedade e não os do ódio, dos
armamentos e da guerra”.
domingo, 22 de julho de 2018
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
“Sem a verdade, que é Cristo mesmo, não é possível
encontrar a justa orientação da vida. Quando nos distanciamos de Jesus e de seu
amor, nos perdemos e a existência se transforma em desilusão e insatisfação.”
Foi o que disse o Papa Francisco na alocução que precedeu a oração do Angelus,
ao meio-dia deste domingo (22/07), na qual se deteve sobre à página do Evangelho
proposta para a liturgia do dia.
O Evangelho de hoje (Mc 6,30-34), disse o Papa, conta-nos que os apóstolos, após a
primeira missão, voltam a Jesus e relatam-lhe “tudo aquilo que tinham feito e
ensinado”. Após a experiência da missão, certamente entusiasmante, mas também
cansativa, frisou Francisco, eles precisam de repouso.
O Pontífice ressaltou que Jesus preocupou-se em
assegurar-lhes um pouco de alívio, convidando-os a retirarem-se para um lugar
deserto onde pudessem recobrar as forças, mas que a multidão, tendo intuído
para onde iam, correu chegando ao lugar antes deles, mudando assim o programa.
“O mesmo
pode acontecer também hoje. Por vezes não conseguimos realizar os nossos
projetos, porque se dá um imprevisto que acaba com nossos programas e requer
flexibilidade e disponibilidade às necessidades dos outros.”
Nessas circunstâncias, exortou o Papa, “somos
chamados a imitar aquilo que fez Jesus: ‘Tendo descido da barca, ele viu uma
grande multidão, teve compaixão dela, porque eram como ovelhas sem pastor, e
pôs-se a ensinar-lhes muitas coisas’”.
Francisco destacou que o evangelista nos oferece aí
um flash de singular intensidade, fotografando os olhos do
Divino Mestre e o seu ensinamento. “Observamos os três verbos deste fotograma:
ver, ter compaixão, ensinar. Podemos chamá-los os verbos do Pastor.”
“O olhar de Jesus não é um olhar neutro ou,
pior, frio e distante, porque Jesus olha sempre com os olhos do coração. E o seu
coração é tão tenro e repleto de compaixão, que sabe colher inclusive as
necessidades mais escondidas das pessoas.”
Francisco frisou ainda que Cristo mostra com isso a
atitude e a predisposição de Deus para com o homem e a sua história. “Jesus se
apresenta como a realização da solicitude e cuidado de Deus para com o seu
povo”, acrescentou.
O Papa quis evidenciar que o primeiro pão que o
Messias oferece à multidão faminta e cansada é o pão da Palavra. “Todos nós
precisamos da palavra da verdade, que nos guie e ilumine o nosso caminho”,
prosseguiu.
“Com
Jesus ao lado pode prosseguir-se com segurança, podem-se superar as provações,
progride-se no amor a Deus e ao próximo. Jesus se fez dom para os outros,
tornando-se assim modelo de amor e de serviço para cada um de nós.”
Francisco concluiu fazendo votos de que Maria
Santíssima nos ajude a assumir os problemas, sofrimentos e dificuldades do
nosso próximo, mediante uma atitude de partilha e de serviço.
D. JOSÉ ORNELAS CARVALHO NOMEIA O PADRE JOÃO DANIEL BRITO SJ PARA QUASI-PÁROCO DE S. FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA EM SUBSTITUIÇÃO DO PADRE HERMÍNIO VITORINO SJ
D. José Ornelas Carvalho, Bispo de Setúbal a fim de prover às necessidades pastorais da Diocese - para o próximo ano pastoral - após o diálogo com os presbíteros interessados e tendo ouvido o Colégio de Consultores, nomeou, no passado dia 16 de Julho, o Pe. João Daniel Figueiredo Brito (SJ): Quasi-Pároco de São Francisco Xavier de Caparica, em substituição do Pe. Hermínio João Neves Vitorino (SJ).
No documento de nomeações, D. José Ornelas Carvalho exprime ainda gratidão à Companhia de Jesus e, especificamente, ao Pe. Hermínio João Neves Vitorino (SJ), que interrompe o ministério pastoral na Diocese, para um sabático, pedindo a bênção do Senhor para os caminhos e missões a que ele vier a ser chamado.
Para o Padre que vai iniciar novo serviço pastoral assegura a sua oração e assistência no desempenho da missão agora confiada, na certeza de que continuará a servir, com renovado entusiasmo, a Igreja diocesana.
À nossa comunidade - envolvida neste processo de mudança - pede que participemos dos mesmos sentimentos de gratidão para com o sacerdote que esteve ao nosso serviço desde 6 de Setembro de 2014 até este momento, e que acolhamos com fé e carinho o que chega para continuar esta missão.
Para o novo Pároco o Senhor Bispo invoca igualmente a bênção do Bom Pastor, bem como para a nossa Paróquia à qual ele é enviado, para que, com o impulso do Espírito Santo, possamos edificar a Igreja do Senhor na nossa comunidade e anunciar o Evangelho àqueles que ainda o não conhecem, dando especial atenção aos jovens, aos quais serão especialmente dedicados os próximos dois anos.
Que assim seja.
domingo, 15 de julho de 2018
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 6,7-13
Discípulos “livres e leves, sem apoios e sem favores”, ancorados unicamente no
amor “d’Aquele que os envia” e fortes “somente de sua palavra que irão
anunciar”. Este é o rosto que deve ter o discípulo missionário.
Inspirado no Evangelho do dia de São Marcos, que
narra o momento em que Jesus envia os doze em Missão, o Papa Francisco refletiu
sobre os dois pontos do estilo missionário: a missão tem um centro e a missão
tem um rosto.
“O discípulo missionário tem antes de tudo -
explicou o Papa - um seu centro de referência, que é a pessoa de Jesus”,
como comprova a narrativa pela série de verbos usados, a Ele referidos. Assim, o
seu modo de agir “parece como que irradiando de um centro, a recorrência da
presença e da obra de Jesus em sua ação missionária”:
“Isso mostra como os Apóstolos não têm nada de
próprio para anunciar, nem própria capacidade de demonstrar, mas falam e agem
como "enviados", como mensageiros de Jesus. É precisamente o Batismo
que nos torna missionários. Um batizado que não sente a necessidade de anunciar
o Evangelho, de anunciar Jesus, não é um bom cristão”.
Este episódio do Evangelho diz respeito também a
todos os batizados, chamados a testemunhar nos vários ambientes da vida, o
Evangelho de Cristo:
“E também para nós esta missão é autêntica,
somente a partir do seu centro imutável que é Jesus. Não é uma iniciativa
individual dos fiéis, nem dos grupos e nem mesmo das grandes agremiações, mas é
a missão da Igreja inseparavelmente unida ao seu Senhor. Nenhum cristão
proclama o Evangelho "por si mesmo", mas somente enviado pela Igreja
que recebeu o mandato do próprio Cristo”.
“A segunda característica do estilo do missionário
é, por assim dizer, um rosto, que consiste na pobreza dos meios”, disse
Francisco, ressaltando que “seu equipamento atende a um critério de
sobriedade”. Por isso, de fato, os Doze têm a ordem de "não levar nada
além de um bordão para a jornada: nem pão, nem mochila, nem dinheiro no
cinto":
“O Mestre quere-os livres e leves, sem apoios e sem
favores, seguros somente do amor d’Aquele que os envia, fortes somente da sua
palavra que irão anunciar”.
“ O bastão e as sandálias são a dotação dos
peregrinos, porque assim são os mensageiros do reino de Deus.”
O Pontífice recordou então os muitos Santos da
Diocese de Roma, da qual é bispo, que tinham este rosto, como São Filipe Neri,
São Benedito José Labre, Santo Aléssio, São Gaspar Del Bulfalo e tantos outros.
“Não eram funcionários ou empreendedores, mas humildes trabalhadores do Reino”.
Mas a evangelização requer também a coragem, que
somente pode ser encontrada se “estivermos unidos a Ele, morto e ressuscitado”:
“E a esse "rosto" também pertence a
maneira pela qual a mensagem é acolhida: de fato, pode acontecer que ela não
seja acolhida ou escutada. Isso também é pobreza: a experiência do fracasso. A
história de Jesus, que foi rejeitado e crucificado, prefigura o destino de seu
mensageiro”.“Que a Virgem Maria, primeira discípula e missionária da
Palavra de Deus, nos ajude a levar ao mundo a mensagem do Evangelho em uma
exultação humilde e radiante, para além de toda rejeição, incompreensão ou
tribulação."
quinta-feira, 12 de julho de 2018
P. ABEL BANDEIRA SJ ASSINALA 20 ANOS DE SACERDÓCIO COM EUCARISTIA NA PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA
O P. Abel Bandeira sj comemorou, ontem, 20 anos de sacerdócio e presidiu à Missa de acção de graças na Paróquia de S. Francisco Xavier, que classificou como o seu "primeiro amor". Concelebraram com ele vários sacerdotes ligados à Companhia de Jesus, que com ele deram graças a Deus por estes 20 anos de casamento abençoado com o Senhor.
Na homilia, o P. Abel referiu que a palavra "Padre" vem do latim "pater" e que significa pai, confessando que, de facto, é isso mesmo que ele tem sido: "pai espiritual" de muita gente. Sublinhou várias vezes isto, afirmando ter muitos filhos: brancos, negros, jovens, velhos, pobres, ricos repartidos por três continentes: Europa, América, África. Por fim, agradeceu a Deus esta paternidade espiritual e pediu a cada um dos presentes a sua oração por si.
Depois da Eucaristia houve jantar partilhado e convívio.
segunda-feira, 9 de julho de 2018
PROVÍNCIA PORTUGUESA DA COMPANHIA DE JESUS EM FESTA COM A ORDENAÇÃO DE 3 NOVOS SACERDOTES
O Miguel Pedro SJ, o Samuel Beirao SJ e o Rui Fernandes SJ foram ordenados em Braga, pela imposição das mãos de D. Nuno Almeida, Bispo Auxiliar de Braga.
A celebração teve lugar na Igreja de São Pedro e São Paulo (Igreja do seminário), em Braga.
domingo, 8 de julho de 2018
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 6,1-6
Na sua alocução, o Pontífice comentou o Evangelho do dia, em que Jesus volta a
Nazaré e começa a ensinar na sinagoga.
Desde que tinha começado a pregar nos povoados e
nos vilarejos das redondezas, Jesus não mais havia regressado à sua terra.
Portanto, toda a cidadezinha se reuniu para ouvir Jesus.
Mas aquilo que se anunciava um sucesso, transformou-se
numa “clamorosa rejeição”, a ponto de Jesus não poder realizar nenhum milagre,
mas somente curar alguns doentes.
Jesus utiliza uma expressão que se tornou
proverbial: "Um profeta só é desprezado na sua terra".
O Papa atribui essa transformação dos habitantes de
Nazaré ao facto de eles estarem a fazer uma comparação entre a origem humilde de
Jesus e as suas capacidades atuais: a de um carpinteiro sem estudos que se
torna um pregador melhor que os escribas. E ao invés de se abrirem à realidade,
se escandalizam.
“ É o escândalo da encarnação: o evento
desconcertante de um Deus feito carne, que pensa com a mente de um homem,
trabalha e atua com as mãos de um homem, ama com coração de homem, um Deus que
se cansa, come e dorme como um de nós. ”
O Filho de Deus, prosseguiu o Papa, inverte todo
esquema humano: não são os discípulos que lavam os pés ao Senhor, mas é o
Senhor que lava os pés aos discípulos. “Este é um motivo de escândalo e de
incredulidade em todas as épocas, inclusive hoje.”
A inversão provocada por Jesus obriga os seus
discípulos de ontem e de hoje a analisar a vida pessoal e comunitária. O Senhor
convida-nos a assumir uma atitude de escuta humilde e de espera dócil, porque a
graça de Deus com frequência se apresenta a nós de maneira surpreendente, que
não corresponde às nossas expectativas. E citou como exemplo Madre Teresa de
Calcutá, que "revolucionou a caridade na Igreja".
“ Deus não se conforma com os preconceitos.
Devemos esforçar-nos para abrir o coração e a mente, para acolher a realidade
divina que vem ao nosso encontro. Trata-se de ter fé: a falta de fé é um
obstáculo à graça de Deus. ”
Muitos batizados, afirma Francisco, vivem como se
Cristo não existisse: repetem-se os gestos e os sinais da fé, mas a eles não
corresponde uma real adesão à pessoa de Jesus e ao seu Evangelho.
Ao invés, todo cristão é chamado a aprofundar esta
pertença fundamental, buscando testemunhá-la com uma conduta de vida coerente,
cujo fio condutor é a caridade.
“Peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem
Maria, que dissolva a dureza dos corações e a limitação da mente, para que
estejamos abertos à sua graça, à sua verdade e à sua missão de bondade e de
misericórdia, que é endereçada a todos, sem qualquer exclusão.”
sexta-feira, 6 de julho de 2018
CONVITE E APELO DO P. ABEL BANDEIRA SJ, POR OCASIÃO DA CELEBRAÇÃO DOS SEUS 20 ANOS DE SACERDÓCIO
O P. Abel Bandeira sj vai fazer no próximo dia 11 de Julho (4ª feira), 20 anos de sacerdócio. Para assinalar e comemorar esta data celebrará Missa, nesse mesmo dia, na Paróquia de S. Francisco Xavier pelas 18h30. O ofertório reverterá a favor das crianças da foto e de outras crianças orfãs, de Moçambique, que precisam de leite.
A quem não puder estar presente na Missa mas queira ajudar, o P. Abel pede que transfira o que entender para a conta da PPCJ-Missões com o NIB 0033.0000.00016073288.08. Depois o P. Abel agradece que o informem dos valores transferidos para se saber que são para esta causa através do seu email abelband@hotmail.com ou pelo telemóvel: 919 224 008. O P. Abel Bandeira visitará Moçambique de 16 de Julho a 13 de Agosto deste ano.
segunda-feira, 2 de julho de 2018
PEREGRINAÇÃO DA PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER A FÁTIMA 2018 (FOTOS)
A Paróquia de S. Francisco Xavier de Caparica realizou ontem a sua peregrinação paroquial a Fátima. Foi uma peregrinação muito participada. 440 paroquianos juntamente com o seu pároco procuraram viver intensamente este dia de encontro com Deus e sua Santíssima Mãe, neste lugar santo onde há 101 anos Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta.
Depois da Eucaristia e do almoço, os que quiseram, participaram na Via Sacra que se realizou nos Valinhos e na visita ao Calvário Húngaro, à Loca do Anjo e às casas dos pastorinhos.
Na Eucaristia foi bom rever o P. Abel Bandeira sj que, coincidência, ou não, ontem também esteve em Fátima louvando Nossa Senhora.
quarta-feira, 27 de junho de 2018
Movimento Por Um Lar Cristão
O Movimento Por Um Lar Cristão (MLC) comunica a todos
os casais que, no domingo, dia 15 de julho de 2018, às 15:30, será organizada
nesta paróquia a sessão mensal de formação das famílias.
Dada a importância da formação, todas as famílias
estão convidadas.
A Coordenação
domingo, 24 de junho de 2018
VISITA DO PADRE ABEL
O Padre Abel Bandeira vem celebrar os 20 anos de sacerdote no dia 11 de Julho na Paróquia de S. Francisco Xavier de Caparica
Vamos acolhe-lo com muita alegria.
Foi entre nós que começou a sua Missão.
Convidamos a todos a participar na Celebração dos 20 anos de sacerdócio:
A EUCARISTIA NA 4ª FEIRA 11 DE JULHO É ÀS 19H.
SEGUE-SE UM CONVÍVIO - JANTAR PARTILHADO.
Como em Julho volta a Moçambique vamos entregar no ofertório da Missa a ajuda para as crianças órfãs que vivem nos orfanatos de que os jesuítas cuidam na zona de Tete.
Transcrição de parte duma entrevista ao padre Abel Bandeira sobre os Direitos Humanos de uma perspectiva católica e missionária em 2013
"Igreja não pode separar a Caridade da Evangelização"
Pode dar-nos uma ideia do seu percurso nos jesuítas? Por onde já andou e em que missões esteve?
Eu comecei como sacerdote a trabalhar no Monte da Caparica, num bairro de inserção social, depois também passei pelo ensino no Colégio São João de Brito, como professor de religião. Ultimamente tenho estado em Moçambique como pároco responsável pela paróquia de São João Baptista na arquidiocese da Beira. Este é o meu percurso durante 15 anos como sacerdote.
Tanto na Caparica como agora, na Beira, lida com pessoas em estado de pobreza…
Exactamente. No monte da Caparica, juntamente com outro jesuíta, vivemos numa casa de um bairro social. Estávamos com as pessoas que tinham sido inseridas quando vieram das antigas colónias, e outras famílias, estávamos num meio pobre. Agora aqui na paróquia de São João Baptista também é uma paróquia que apanha pessoas da periferia da cidade da Beira e tocamos a pobreza de uma forma muito directa.
As pessoas com quem trabalha gozam em pleno dos seus direitos humanos?
Sinceramente não. Aqui na paróquia praticamente todos os dias vêm pessoas pedir comida, outras que dormem ao relento e pedem dinheiro para voltar à sua terra natal, porque vieram para a Beira iludidos com pensamentos de que podiam arranjar trabalhar e acabam por ficar desalojados. Aqui na paróquia temos essa experiência de, por um lado, ajudar pessoas que precisam de comida e por outro ajudar pessoas a voltar para as suas terras para poderem voltar a ter uma ligação às suas raízes.
De que forma é que a igreja, no seu entender, ajuda a garantir os direitos humanos destas pessoas?
A Igreja, pela graça de Jesus, impele-nos à caridade. Somos convidados por Jesus a ajudar aquele que tem fome, que tem sede, daquele que precisa de roupa, do que está doente, do que está preso. O imperativo da caridade é urgente, está sempre a acontecer, temos de o actualizar permanentemente, e a Igreja só se realiza quando executa esse mandamento.
Graças a esse mandamento a Igreja está presente nos lugares mais pobres do mundo. Não é por acaso que encontramos a Igreja em bairros sociais, a fundar as escolas e hospitais em países pobres que precisam de educação e de melhoramentos de saúde. A Igreja no seu todo, e de modo especial nas periferias, marca presença para ser uma presença de Jesus Cristo através de cada um de nós que somos baptizados.
É possível separar a assistência humanitária da evangelização?
A Igreja não pode separar as duas coisas. Temos de ajudar as pessoas e também levar-lhes a Boa Nova. A Boa Nova leva-se através de obras, porque as obras falam mais alto que as palavras. A Igreja, por exemplo, acolhe refugiados de todo o mundo e muitos deles não são católicos, não são cristãos. Mas o exemplo de acolher o irmão que está numa situação de guerra e precisa de apoio. Por isso a Igreja anuncia o Evangelho com obras e também o deve fazer com palavras. Como dizia São Francisco, primeiro anunciem o Evangelho com obras e depois, se for preciso, com palavras.
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DA SOLENIDADE DO NASCIMENTO DE S. JOÃO BAPTISTA (ANO B)
Lc 1,57-66.80 O Papa Francisco rezou a oração
mariana do Angelus, deste domingo (24/06), Solenidade da Natividade de São João
Batista, com os fiéis e peregrinos de várias partes do mundo, presentes na
Praça São Pedro.
O nascimento de João Batista “é o evento que
ilumina a vida de seus pais Isabel e Zacarias, e envolve os parentes e vizinhos
na alegria e estupor. Esses pais idosos sonharam e prepararam aquele dia, mas
agora não o esperavam mais. Sentiam-se excluídos, humilhados e desiludidos: não
tinham filhos”.
“Diante do anúncio do nascimento de um filho,
Zacarias ficou incrédulo, porque as leis naturais não o permitiam: eram idosos.
Consequentemente, o Senhor o tornou mudo durante todo o tempo da gestação”,
frisou o Papa.
“É um sinal,
mas Deus não depende das nossas lógicas e capacidades humanas limitadas. É preciso
aprender a confiar e a calar-se diante do mistério de Deus e a contemplar na
humildade e no silêncio a sua obra, que se revela na história e que muitas
vezes supera a nossa imaginação.”
Agora que o evento se cumpre e Isabel e Zacarias
experimentam que “para Deus nada é impossível”, grande é a sua alegria.
“O Evangelho
deste domingo anuncia o nascimento e depois se detém no momento da imposição do
nome ao menino”, sublinhou Francisco.
“Isabel escolhe um nome estranho à tradição
familiar e diz: ‘Ele vai chamar-se João’, dom gratuito e inesperado, porque
João significa ‘Deus manifesta a sua graça’. Este menino será arauto,
testemunha da graça de Deus para os pobres que esperam com fé humilde a sua
salvação.”
Zacarias confirma inesperadamente a escolha daquele
nome, escrevendo-o numa tabuinha, porque estava mudo, e ‘no mesmo instante, a
boca de Zacarias abriu-se, a língua soltou-se, e ele começou a louvar a Deus’.
O nascimento de João Batista está envolto numa
sensação alegre de estupor, surpresa e gratidão. “Estupor, surpresa e gratidão.
As pessoas ficaram tomadas pelo temor santo de Deus, e ‘a notícia espalhou-se
por toda a região montanhosa da Judeia’.”
Segundo o Papa, “o povo fiel entende que aconteceu
algo de grande, embora humilde e escondido, e pergunta a si próprio: ‘O que virá a ser
este menino?’ O povo fiel de Deus é capaz de viver a fé com alegria, com a
sensação de estupor, surpresa e gratidão. Olhemos para as pessoas que falavam
bem sobre esse fato maravilhoso, sobre esse milagre do nascimento de João, e
faziam isso com alegria, estavam felizes, sentiam estupor, surpresa e
gratidão”.
“Olhando para isso, perguntemo-nos: como anda a
minha fé? É uma fé alegre ou uma fé sempre igual, uma fé plana? Fico surpreso
quando vejo as obras do Senhor, quando ouço falar de evangelização ou da vida
de um santo, ou quando vejo muitas pessoas boas: sinto a graça dentro ou nada
se mexe dentro do meu coração? Sinto o consolo do Espírito ou estou fechado?”
“Perguntemo-nos, cada um de nós, no exame de consciência: como está a minha fé?
É alegre? É aberta às surpresas de Deus? Porque Deus é o Deus das surpresas.
Experimentei na alma a sensação de estupor que a presença de Deus dá, o senso
de gratidão? Pensemos nessas palavras que foram de ânimo para a fé: alegria,
sensação de estupor, surpresa e gratidão”, disse o Papa.
Francisco concluiu, pedindo à “Virgem Maria que nos
ajude a entender que em cada ser humano existe a marca de Deus, fonte da vida”.
Que Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, “nos torne cada
vez mais conscientes de que na gestação de um filho os pais agem como colaboradores
de Deus. Uma missão realmente sublime que faz de toda família um santuário da
vida e desperta, todo nascimento de um filho, a alegria, o estupor e a
gratidão”.
PEREGRINAÇÃO A FÁTIMA
No domingo 1 de julho vamos em peregrinação a Fátima
A partida dos 8 autocarros é junto à Igreja na Rua das Quintas.
A saída é às 7h.
Programa:
10h00 TERÇO na Capelinha das Aparições
11h00 MISSA no altar do recinto e Procissão do
adeus
14h30
Via Sacra no Caminho dos
Pastorinhos
Oração nos Valinhos -4ªAparição
de Nossa Senhora
Oração na Loca do Anjo
Visita à Casa da Lúcia e ao Poço
Visita á Casa de Jacinta e Francisco
17h30 Procissão Eucarística
18h30 Regresso a Almada
CRISMA
No Domingo, 24 de Junho, dia de S. João Batista na Eucaristia celebrada às 11h ao ar livre presidida pelo Bispo de Setúbal, D. José Ornelas Carvalho
no Pátio da Igreja de S. Francisco Xavier de Caparica
e animada pelo grupo coral de jovens da Paróquia
receberam o Sacramento do Crisma 22 jovens e adultos
Que todos se deixem conduzir pelo Espírito Santo ao longo da sua vida.
domingo, 17 de junho de 2018
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 4,
26-34 Inspirando-se em duas breves parábolas contadas por
Jesus à multidão para explicar o Reino de Deus, o Papa Francisco explica que “a
autenticidade da missão da Igreja” é dada “pelo ir em frente com a coragem da
confiança e o humilde abandono em Deus”.
Na primeira parábola – explica o Papa – “o Reino de
Deus é comparado ao crescimento misterioso da semente, que é jogada no chão e
em seguida germina, cresce e produz a espiga, independentemente do cuidado do
agricultor, que após a maturação, faz a colheita”.
E a mensagem que tiramos, é que “por meio da
pregação e a ação de Jesus, o Reino de Deus é anunciado, irrompe no campo do
mundo e, como a semente, cresce e se desenvolve por si só, por força própria e
segundo critérios humanamente não decifráveis”.
O crescimento do Reino na história – afirma
Francisco – não depende tanto “da obra do homem”, mas acima de tudo “é
expressão do poder e da bondade de Deus, da força do Espírito Santo que leva em
frente a vida cristã no Povo de Deus”:
“Às vezes, a história, com seus acontecimentos e
os seus protagonistas, parece ir na direção oposta ao plano do Pai celeste, que
deseja para todos os seus filhos a justiça, a fraternidade, a paz. Mas nós
somos chamados a viver esses períodos como estações de provação, de esperança e
de espera vigilante da colheita”.
O Reino de Deus, ontem como hoje, “cresce no mundo
de maneira misteriosa, de maneira surpreendente, revelando o poder escondido da
pequena semente, sua vitalidade vitoriosa”. E diante dos mistérios dos
acontecimentos pessoais e sociais que parecem “o naufrágio da esperança,
devemos permanecer confiantes no agir humilde, mas poderoso de Deus”.:
“Por isto, nos momentos de escuridão e de
dificuldades, nós não nos devemos deixar abater, mas permanecer ancorados à
fidelidade de Deus, na sua presença, que sempre salva. Recordem disto: Deus
sempre salva, é o salvador”.
Francisco explicou então a segunda parábola, a do
grão de mostarda ao qual Jesus compara o Reino de Deus. Mesmo sendo uma semente
muito pequena, ela “desenvolve-se tanto que se torna a maior de todas as
plantas do jardim: um crescimento surpreendente e imprevisível”.
“ Não é fácil para nós entrar nesta lógica da
imprevisibilidade de Deus e aceitá-la em nossas vidas. ” “Mas hoje – disse
Francisco - o Senhor exorta-nos a uma atitude de fé que supera os nossos
projetos, os nossos cálculos, as nossas previsões:
“Deus é sempre o Deus das surpresas. O Senhor surpreende-nos
sempre. É um convite para nos abrirmos com mais generosidade aos planos de
Deus, tanto a nível pessoal como comunitário. Nas nossas comunidades é preciso
dar atenção às pequenas e grandes oportunidades de bem que o Senhor nos dá,
deixando-nos envolver em sua dinâmica de amor, de acolhida e de misericórdia
para com todos”.
“A autenticidade da missão da Igreja não é dada
pelo sucesso ou pela gratificação dos resultados, mas pelo ir em frente com a
coragem da confiança e o humilde abandono em Deus.”
“Ir em frente na confissão de Jesus e com a força
do Espírito Santo. É a consciência de sermos instrumentos pequenos e fracos,
que nas mãos de Deus e com a sua graça podem realizar grandes obras, fazendo
progredir o seu Reino que é “justiça, paz e alegria no Espírito Santo”.
"Que a Virgem Maria nos ajude a sermos
simples, a sermos atentos, para colaborar com a nossa fé e com o nosso trabalho
no crescimento do Reino de Deus nos corações e na história", disse o Papa
Francisco ao concluir sua reflexão.
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