domingo, 28 de abril de 2019

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO II DOMINGO DA PÁSCOA (ANO C)


Jo 20,19-31 Aproximar-se de Jesus e tocar as suas chagas, nos nossos irmãos que sofrem. Este foi o convite do Papa aos milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro para a Oração do Regina Coeli - e também a nós - neste II Domingo da Páscoa, o Domingo da Divina Misericórdia.
Francisco recordou que é das chagas de Jesus que brota a misericórdia, que todos temos necessidade, e é “dali que brota a paz, a alegria e a força para a missão”.
A sua reflexão foi inspirada na passagem do Evangelho de São João, que narra a incredulidade de Tomé após a aparição de Jesus aos discípulos. Com a sua morte, “estavam desorientados e com medo”, por isso - disse Francisco - eram os primeiros a ter necessidade da paz oferecida por Jesus nas suas primeiras palavras: "A paz esteja convosco!"
Tomé, ao ser informado deste “evento extraordinário”, mantém-se incrédulo. Assim, oito dias mais tarde – exatamente hoje, observa o Papa – “a aparição se repete: Jesus vai de encontro à incredulidade de Tomé, convidando-o a tocar as suas chagas”.
É como se Jesus nos dissesse, a todos nós: "Mas se tu não estás em paz, toca as minhas chagas":
Tocar as chagas de Jesus, que são os problemas, dificuldades, perseguições, doenças, de tantas pessoas que sofrem. Tu não estás em paz? Vai, vai visitar alguém que é o símbolo da chaga de Jesus. Toca a chaga de Jesus. E daquelas chagas brota a misericórdia, por isso hoje é o Domingo da Misericórdia. Um santo dizia que o corpo do Jesus crucificado era como um mar de misericórdia, que por meio de suas chagas veio até nós”.
Assim – foi a exortação do Santo Padre – “aproximemo-nos de Jesus e toquemos as suas chagas, nos nossos irmãos que sofrem”:
“As chagas de Jesus são um tesouro, delas vem a misericórdia. Sejamos corajosos e toquemos as chagas de Jesus. Com estas chagas Ele está diante do Pai, mostra-as ao Pai, como se dissesse: "Pai, este é o preço, estas chagas são o preço que paguei pelos meus irmãos". Isto é, com as chagas, Jesus intercede diante do Pai. Dá-nos a misericórdia se nos aproximamos d’Ele e intercede por nós. Não esqueçam as chagas de Jesus.
O segundo dom que Jesus ressuscitado traz aos discípulos - acrescentou o Papa - é a alegria, como relatado pelo evangelista: "os discípulos encheram-se de alegria em ver o Senhor":
“Também nós quando alguém nos vem contar algo de incrível que aconteceu dizemos: “Eu não posso acreditar, isso não é verdade!” Assim eram os discípulos, eles não podiam acreditar em tamanha alegria. Esta é a alegria que Jesus nos traz. Se tu estás triste, se tu não estás em paz, olha para Jesus crucificado, olha para o Jesus ressuscitado, olha para as suas chagas e experimenta essa alegria”. Depois da paz e da alegria, Jesus também envia os seus discípulos em missão, dizendo: "Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio". “A ressurreição de Jesus é o início de um novo dinamismo de amor, capaz de transformar o mundo com a presença do Espírito Santo”.
Assim, neste segundo domingo de Páscoa, somos convidados a nos aproximar de Cristo com fé, abrindo o nosso coração à paz, à alegria e à missão”. "Confiemos esta oração à materna intercessão da Virgem Maria, Rainha do céu e da terra", disse o Santo Padre, antes de rezar a oração do Regina Coeli.

domingo, 21 de abril de 2019

MENSAGEM URBI ET ORBI DO PAPA FRANCISCO (PÁSCOA 2019)

MENSAGEM URBI ET ORBI
DO PAPA FRANCISCO
PÁSCOA 2019
Balcão da Basílica Vaticana
Domingo, 21 de abril de 2019


Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!
Hoje, a Igreja renova o anúncio dos primeiros discípulos: «Jesus ressuscitou!» E de boca em boca, de coração a coração, ecoa o convite ao louvor: «Aleluia!... Aleluia!» Nesta manhã de Páscoa, juventude perene da Igreja e de toda a humanidade, quero fazer chegar a cada um de vós as palavras iniciais da recente Exortação Apostólica dedicada particularmente aos jovens:
«Cristo vive: é Ele a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que toca torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida. Por isso as primeiras palavras, que quero dirigir a cada jovem [e a cada] cristão, são estas: Ele vive e quer-te vivo! Está em ti, está contigo e jamais te deixa. Por mais que te possas afastar, junto de ti está o Ressuscitado, que te chama e espera por ti para recomeçar. Quando te sentires envelhecido pela tristeza, os rancores, os medos, as dúvidas ou os fracassos, Jesus estará a teu lado para te devolver a força e a esperança» (Chistus vivit, 1-2).
Queridos irmãos e irmãs, esta mensagem é dirigida ao mesmo tempo a todas as pessoas e ao mundo inteiro. A Ressurreição de Cristo é princípio de vida nova para todo o homem e toda a mulher, porque a verdadeira renovação parte sempre do coração, da consciência. Mas a Páscoa é também o início do mundo novo, libertado da escravidão do pecado e da morte: o mundo finalmente aberto ao Reino de Deus, Reino de amor, paz e fraternidade.
Cristo vive e permanece connosco. Mostra a luz do seu rosto de Ressuscitado e não abandona os que estão na provação, no sofrimento e no luto. Que Ele, o Vivente, seja esperança para o amado povo sírio, vítima dum conflito sem fim que corre o risco de nos encontrar cada vez mais resignados e até indiferentes. Ao contrário, é hora de renovar os esforços por uma solução política que dê resposta às justas aspirações de liberdade, paz e justiça, enfrente a crise humanitária e favoreça o retorno em segurança dos deslocados, bem como daqueles que se refugiaram nos países vizinhos, especialmente no Líbano e Jordânia.
A Páscoa leva-nos a deter o olhar no Médio Oriente, dilacerado por divisões e tensões contínuas. Os cristãos da região não deixem de testemunhar, com paciente perseverança, o Senhor ressuscitado e a vitória da vida sobre a morte. O meu pensamento dirige-se de modo particular para o povo do Iémen, especialmente para as crianças definhando pela fome e a guerra. A luz pascal ilumine todos os governantes e os povos do Médio Oriente, a começar pelos israelitas e os palestinenses, e os instigue a aliviar tantas aflições e a buscar um futuro de paz e estabilidade.
Que as armas cessem de ensanguentar a Líbia, onde, nas últimas semanas, começaram a morrer pessoas indefesas, e muitas famílias se viram forçadas a deixar as suas casas. Exorto as partes interessadas a optar pelo diálogo em vez da opressão, evitando que se reabram as feridas duma década de conflitos e instabilidade política.
Cristo Vivente conceda a sua paz a todo o amado continente africano, ainda cheio de tensões sociais, conflitos e, por vezes, extremismos violentos que deixam atrás de si insegurança, destruição e morte, especialmente no Burkina Faso, Mali, Níger, Nigéria e Camarões. Penso ainda no Sudão, que está a atravessar um período de incerteza política e onde espero que todas as instâncias possam ter voz e cada um se esforce por permitir ao país encontrar a liberdade, o desenvolvimento e o bem-estar, a que há muito aspira.
O Senhor ressuscitado acompanhe os esforços feitos pelas autoridades civis e religiosas do Sudão do Sul, sustentados pelos frutos do retiro espiritual que, há poucos dias, se realizou aqui no Vaticano. Que se abra uma nova página da história do país, na qual todos os componentes políticos, sociais e religiosos se empenhem ativamente em prol do bem comum e da reconciliação da nação.
Nesta Páscoa, encontre conforto a população das regiões orientais da Ucrânia, que continua a sofrer com o conflito ainda em curso. O Senhor encoraje as iniciativas humanitárias e as iniciativas destinadas a buscar uma paz duradoura.
Que a alegria da Ressurreição encha os corações de quem sofre as consequências de difíceis situações políticas e económicas, no continente americano. Penso de modo particular no povo venezuelano: em tanta gente sem as condições mínimas para levar uma vida digna e segura, por causa duma crise que perdura e se agrava. O Senhor conceda, a quantos têm responsabilidades políticas, trabalhar para pôr fim às injustiças sociais, abusos e violências e realizar passos concretos que permitam sanar as divisões e oferecer à população a ajuda de que necessita.
O Senhor ressuscitado oriente com a sua luz os esforços que estão a ser feitos na Nicarágua para se encontrar, o mais rápido possível, uma solução pacífica e negociada em benefício de todos os nicaraguenses.
Perante os inúmeros sofrimentos do nosso tempo, o Senhor da vida não nos encontre frios e indiferentes. Faça de nós construtores de pontes, não de muros. Ele, que nos dá a paz, faça cessar o fragor das armas, tanto nos contextos de guerra como nas nossas cidades, e inspire os líderes das nações a trabalhar para acabar com a corrida aos armamentos e com a difusão preocupante das armas, de modo especial nos países mais avançados economicamente. O Ressuscitado, que escancarou as portas do sepulcro, abra os nossos corações às necessidades dos indigentes, indefesos, pobres, desempregados, marginalizados, de quem bate à nossa porta à procura de pão, dum abrigo e do reconhecimento da sua dignidade.

Queridos irmãos e irmãs, Cristo vive! Ele é esperança e juventude para cada um de nós e para o mundo inteiro. Deixemo-nos renovar por Ele! Feliz Páscoa!

VIA SACRA 2019 FOI ENCENADA PELAS CRIANÇAS DO CENTRO JUVENIL P. AMADEU PINTO (AS FOTOS)

       Na Sexta-Feira Santa (19/04) realizou-se na Paróquia, uma Via Sacra que percorreu as ruas do nosso Bairro. Esta Via Sacra foi encenada pelas crianças do Centro Juvenil e Comunitário Padre Amadeu Pinto.



     Muitos paroquianos participaram nesta Via Sacra: lendo, cantando e meditando nas várias estações que procuram retratar alguns dos acontecimentos, ou momentos, que Jesus experimentou desde a sua prisão até ao Calvário. 















domingo, 14 de abril de 2019

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR (ANO C)


Lc 22,14-23,56 O Papa Francisco presidiu à missa, deste Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor (14/04), na Praça São Pedro, que contou com a participação de milhares de fiéis.
Na sua homilia, Francisco destacou que Jesus nos mostra no Evangelho deste domingo “como enfrentar os momentos difíceis e as tentações mais insidiosas, guardando no coração uma paz que não é isolamento, nem ficar impassível mas é um confiante abandono ao Pai e à sua vontade de salvação, de vida e misericórdia”.
Na sua entrada em Jerusalém, Jesus “também nos mostra o caminho. Nesse acontecimento, o maligno, o príncipe deste mundo, tinha uma carta para jogar: a carta do triunfalismo, e o Senhor respondeu permanecendo fiel ao seu caminho, o caminho da humildade”.
Segundo o Papa, “o triunfalismo procura tornar a meta mais próxima por meio de atalhos e falsos comprometimentos. Aposta na subida para o carro do vencedor. O triunfalismo vive de gestos e palavras, que não passaram pelo caminho da cruz; alimenta-se da comparação com os outros, julgando-os sempre piores, defeituosos e falhados... Uma forma subtil de triunfalismo é a mundanidade espiritual, que é o maior perigo, a mais pérfida tentação que ameaça a Igreja. Jesus destruiu o triunfalismo com a sua Paixão”.
“O Senhor realmente aceitou e alegrou-se com a iniciativa do povo, com os jovens que gritavam o seu nome, aclamando-o Rei e Messias. O seu coração rejubilava ao ver o entusiasmo e a festa dos pobres de Israel, de tal maneira que, aos fariseus que lhe pediam para censurar os discípulos pelas suas escandalosas aclamações, Jesus respondeu: «Se eles se calarem, as pedras gritarão». Humildade não significa negar a realidade, e Jesus é realmente o Messias, o Rei.”
O Pontífice frisou que “ao mesmo tempo o coração de Cristo encontra-se noutro caminho, no caminho santo que só Ele e o Pai conhecem: aquele que vai da «condição divina» à «condição de servo», o caminho da humilhação na obediência «até à morte e morte de cruz».”
Jesus “sabe que, para chegar ao verdadeiro triunfo, deve dar espaço a Deus; e, para dar espaço a Deus, há somente uma maneira: o despojamento, o esvaziamento de si mesmo. Calar, rezar, humilhar-se. Com a cruz, não se pode negociar: é abraçá-la ou recusá-la. E, com a sua humilhação, Jesus quis abrir-nos o caminho da fé e preceder-nos nele”.
O Papa recordou que, atrás de Jesus, a primeira a percorrer esse caminho “foi a sua Mãe, Maria, a primeira discípula. A Virgem e os santos tiveram que padecer para caminhar na fé e na vontade de Deus. No meio dos acontecimentos duros e dolorosos da vida, responder com a fé custa «um particular aperto do coração». É a noite da fé. Mas, só desta noite é que desponta a aurora da ressurreição. Aos pés da cruz, Maria repensou nas palavras com as quais o Anjo lhe anunciou o seu Filho: «Ele será grande (…). O Senhor Deus dar-lhe-à o trono de seu pai David, reinará para sempre sobre a casa de Jacob e o seu reino não terá fim».”
Francisco sublinhou que “no Gólgota, Maria se depara com a negação total daquela promessa: o seu Filho agoniza numa cruz como um malfeitor. Deste modo o triunfalismo, destruído pela humilhação de Jesus, foi igualmente destruído no coração da Mãe; ambos souberam calar”. Depois de Maria, vários santos e santas “seguiram Jesus pelo caminho da humildade e da obediência”.
Segundo o Papa, “é impressionante o silêncio de Jesus na sua Paixão. Vence inclusivamente a tentação de responder, de ser «mediático». Nos momentos de escuridão e grande tribulação, é preciso ficar calado, ter a coragem de calar, contanto que seja um calar manso e não rancoroso”.
“A mansidão do silêncio nos fará parecer ainda mais frágeis, mais humilhados, e então o demónio, ganhando coragem, aparecerá. Será necessário resistir-lhe em silêncio, «conservando a posição», mas com a mesma atitude de Jesus. Ele sabe que a guerra é entre Deus e o príncipe deste mundo, e não se trata de empunhar a espada, mas de permanecer calmos e firmes na fé. Enquanto esperamos que o Senhor venha e acalme a tempestade, com o nosso testemunho silencioso na oração, demos a nós mesmos e aos outros a «razão da esperança que está em [nós]»”, concluiu Francisco.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

SEMANA SANTA 2019

Horários da Semana Santa 2019 na Paróquia de São Francisco Xavier de Caparica:


domingo, 7 de abril de 2019

TERMINOU HOJE (7/04), COM A EUCARISTIA DO ENVIO, A VISITA PASTORAL DE D. JOSÉ ORNELAS À PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA

Terminou, hoje, com a Eucaristia do envio, a visita pastoral do Senhor Bispo de Setúbal, D. José Ornelas, à paróquia de S. Francisco Xavier de Caparica. Esta visita, como outras que D. José já realizou a outras Paróquias da Diocese, teve especial enfoque na juventude, uma vez que a Diocese está a viver um biénio/tetraénio dedicado aos jovens sob o lema “Partilha-te [em novos caminhos]“. No início deste percurso, o Bispo de Setúbal dirigiu-se aos jovens e pediu-lhes que sejam protagonistas da “partilha do Evangelho” dentro e fora da comunidade. Disse ele aos jovens, nessa ocasião: “Precisamos de vocês. Deus conta convosco para mudar este mundo e vocês não podem dizer que isso não é convosco”.




D. José Ornelas, ofereceu a cada jovem, desta Paróquia, uma cruz dehoniana (usada pelos Padres e Irmãos pertencentes à Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus). Esta cruz quase equilátera - que possui os 4 lados quase iguais com um coração aberto no meio - simboliza, tal como as outras, o grande amor de Deus por nós, mas também a sua infinita misericórdia

     
 
        


Durante a visita pastoral do Senhor Bispo de Setúbal à Paróquia de S. Francisco Xavier de Caparica, D. José teve oportunidade de estar, conversar e escutar os jovens e de lhes dizer para se deixarem invadir e conquistar pelo amor e a misericórdia de Deus que os envia ao encontro daqueles que andam afastados de Deus. Ficou o repto e o compromisso dos jovens...





REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO V DOMINGO DA PÁSCOA (ANO C)


Jo 8,1-11 Abandonar as pedras da difamação e do julgamento, converter-se e recomeçar uma nova vida: esta foi a mensagem que o Papa transmitiu aos fiéis ao rezar com eles, na Praça S. Pedro, o Angelus dominical.
Antes da oração mariana, Francisco comentou a liturgia deste quinto domingo da Quaresma, que apresenta o episódio da mulher adúltera. Nele, explicou o Papa, se contrapõem duas atitudes: a dos escribas e a dos fariseus de um lado e, de outro, a de Jesus. O episódio apresenta o Mestre ensinando no templo, quando os escribas e os fariseus levam até ele uma mulher surpreendida em adultério; colocam-na no meio e perguntam a Jesus se devem apedrejá-la, como prescreve a Lei de Moisés.
“Os interlocutores de Jesus estão presos nas amarras do legalismo e querem prender o Filho de Deus na sua perspectiva de juízo e condenação”, refletiu Francisco. “Mas Cristo não veio ao mundo para julgar e condenar, mas para salvar e oferecer às pessoas uma nova vida.”
Jesus reage, antes de tudo, permanecendo um pouco em silêncio e inclinando-se para escrever algo no chão e depois diz: "Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra".m“Deste modo, Jesus faz apelo à consciência daqueles homens: eles se sentiam ‘paladinos da justiça’, mas Ele chama-os à consciência da sua condição de homens pecadores, pela qual não podem atribuir-se o direito de vida ou de morte sobre um seu semelhante.”
Os homens abandonam o local um a um e renunciam à lapidação da mulher. Para Francisco, esta cena convida cada um de nós a tomar consciência de que somos pecadores e a deixar cair das nossas mãos as pedras da difamação e da condenação que, às vezes, gostaríamos de lançar contra os outros. "Quando falamos mal dos outros, lançamos pedras, somos como eles."
No final, ficam somente Jesus e a mulher, “a miséria e a misericórdia”, diz o Papa, citando Santo Agostinho. Jesus despede-se da mulher com estas palavras: “Podes ir, e de agora em diante não peques mais”.
Este convite, acrescentou o Papa, vale para cada um de nós: "Quando nos perdoa, Jesus abre-nos um novo caminho para podermos seguir em frente". Neste tempo da Quaresma, somos chamados a reconhecermo-nos pecadores e a pedir perdão a Deus. E o perdão, por sua vez, enquanto nos reconcilia e nos dá a paz, faz-nos recomeçar uma história renovada.
“Toda a verdadeira conversão é direcionada a um futuro novo, a uma vida nova, bela, livre do pecado, generosa. Não tenhamos medo de pedir perdão a Jesus, porque Ele abre-nos esta nova vida.”

quarta-feira, 3 de abril de 2019

O SENHOR BISPO DE SETÚBAL ESTARÁ DE VISITA À PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA DE 2 A 7 DE ABRIL


De 02 a 07 de abril, o senhor Bispo de Setúbal estará de visita à nossa Quasi-Paróquia de São Francisco Xavier. Programa: http://bit.ly/2uDAdU3


domingo, 31 de março de 2019

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO IV DOMINGO DA QUARESMA (ANO C)



Lc 15,1-3.11-32 Na homilia da missa celebrada, hoje, em Rabat (Marrocos), o Papa Francisco comentou a parábola evangélica do Filho pródigo, ícone da infinita misericórdia do Pai. A “maior riqueza do cristão é participar deste amor”
 ’Tudo o que é meu é teu’ (Lc 15, 31), diz o pai ao filho mais velho. E não se refere apenas aos bens materiais, mas a ser participante do seu próprio amor e da sua compaixão. Esta é a maior herança e riqueza do cristão. Com efeito, em vez de nos medirmos ou classificarmos com base numa condição moral, social, étnica ou religiosa, podemos reconhecer que existe outra condição que ninguém poderá apagar ou aniquilar pois é um puro dom: a condição de filhos amados, esperados e festejados pelo Pai”.
Este foi um dos comentários que o Papa Francisco fez durante a sua homilia em Rabat depois da proclamação do Evangelho da parábola do pai misericordioso, mais conhecida como a do Filho pródigo. Uma parábola incômoda tanto para nós hoje, como para os homens e as mulheres dos séculos passados. Uma parábola difícil de entender e ainda mais de aceitar. Por que o Pai espera com ânsia o filho mais novo que desperdiçou e esbanjou metade das riquezas da sua herança obtida antecipadamente? Por que é que o Pai acolhe de braços abertos aquele filho malcheiroso que tinha acabado como pastor de porcos depois de levar uma vida dissoluta? Por que organiza quando ele regressa uma grande festa? Por que quase não o deixa falar, acusar-se dos seus pecados e humilhar-se citando-os? Por que é que não o castiga, não o obriga a uma justa penitência, não lhe impõe um período de reabilitação como faríamos nós?
Na resposta a estas perguntas está o coração da mensagem da misericórdia divina, gratuita e superabundante. A de um Deus para o qual não há puros e impuros, mas todos são ajudados a se levantar, somente deixando-se abraçar. Um Deus que não tem medo de entrar no escuro do pecado, que busca toda a ocasião para perdoar. A misericórdia é uma característica divina, longe das nossas mesquinharias e dos nossos cálculos.
Podemos dizer: todos nós nos reconhecemos no comportamento do filho mais velho, que reage mal diante deste amor gratuito e transbordante do Pai pelo outro filho. Aquele irmão menor que conheceu o abismo do pecado, voltou com a esperança de ser readmitido não na casa paterna, mas entre os servos da casa. E ao invés, se encontrou abraçado, voltando a ser – sem méritos segundo os cálculos humanos – plenamente filho, alvo de um amor que nunca se interrompeu e do qual ele, somente ele, quis se separar.
Nesta parábola tão difícil de aceitar por todos nós “filhos maiores”, que nos consideramos superiores, corretos, obedientes, diversos com relação aos “impuros” pecadores, há um grande ensinamento. O filho maior é chamado a participar da festa pelo irmão reencontrado e é chamado principalmente a reconhecer que a sua maior herança e riqueza é justamente participar – procurando fazer sua  – desta misericórdia sem fim.

sexta-feira, 29 de março de 2019

AJUDA PARA MOÇAMBIQUE

A Diocese de Setúbal vai enviar parte da Renúncia Quaresmal para Moçambique



Nos últimos dias, temos recebido informações dramáticas sobre as consequências trágicas do ciclone que atingiu a região central de Moçambique e outras zonas de países vizinhos, com especial gravidade na cidade da Beira.
Ninguém de nós pode ficar indiferente a esta situação e é bom ver que as autoridades e a população portuguesa se estão a mobilizar para prestar a ajuda possível e tão necessária a quem se encontra em condições tão extremas.
Também nós, comunidade cristã de Setúbal, sentimos certamente o apelo destes irmãos e irmãs e somos desafiados a partilhar, segundo as nossas possibilidades, para aliviar as ingentes dificuldades destas pessoas. Por isso, pareceu-me muito oportuno alterar parte dos destinatários da renúncia quaresmal deste ano, que ficará assim estabelecida:
  • Ajudar a Igreja da Venezuela na crise extrema dos pobres que a ela recorrem.
  • Auxiliar a Diocese da Beira – Moçambique a minorar as carências das vítimas do recente temporal.
O objetivo de contribuir para o fundo de emergência da Diocese, originalmente previsto nesta renúncia quaresmal, poderá ser parcialmente ajudado pelo peditório da Cáritas e será tido em conta por outras formas de ajuda.
Que o Senhor nos acompanhe, no caminho de Quaresma que estamos a percorrer, abrindo o nosso coração à sua Palavra e ao seu Perdão e igualmente às necessidades de quem, de perto ou de longe precisa da nossa atenção e da nossa ajuda.
+ José Ornelas Carvalho
Bispo de Setúbal

CONFISSÕES NA QUARESMA


Gostaria de vos perguntar — mas não o digais em voz alta; cada um responda no seu coração: quando foi a última vez que te confessaste? Cada um pense nisto… Há dois dias, duas semanas, dois anos, vinte anos, quarenta anos? Cada um faça as contas, mas cada um diga: quando foi a última vez que me confessei? E se já passou muito tempo, não perca nem sequer um dia; vai, que o sacerdote será bom contigo. É Jesus que está ali presente, e é mais bondoso que os sacerdotes, Jesus receber-te-á com muito amor. Sê corajoso e vai confessar-te!
Caros amigos, celebrar o Sacramento da Reconciliação significa ser envolvido por um abraço caloroso: é o abraço da misericórdia infinita do Pai.
Papa Francisco, Audiência Geral, Praça de São Pedro

Datas e horários das confissões na Quaresma 2019

Vigararia de CAPARICA

  • 26 de março, às 21h00 – Charneca de Caparica
  • 01 de abril, às 21h00 – Vale de Figueira
  • 03 de abril, às 21h00 – Vila Nova de Caparica
  • 04 de abril, às 21h00 – Sobreda 
  • 09 de abril, às 21h00 – São Francisco Xavier
  • 11 de abril, às 21h00 – Vale de Milhaços
  • 15 de abril, às 21h00 – Trafaria
  • 16 de abril, às 21h00 – Monte de Caparica

Vigararia de ALMADA

  • 10 de abril, às 21h00 – Pragal (Ermida de São Sebastião)
  • 11 de abril, às 21h00 – Cova da Piedade (Igreja de Nossa Senhora de Fátima)
  • 12 de abril, às 21h00 – Almada
  • 13 de abril, às 21h00 – Cacilhas
  • 16 de abril, às 21h00 – Feijó

NIF 501723374
A consignação de 0,5% do seu IRS é um gesto simples e gratuito que lhe permite ajudar, sem ter que gastar. 
Não lhe custa nada e ajuda muitas pessoas carenciadas!
O Centro Social Paroquial Cristo Rei com mais de 30 anos de existência é uma Instituição Particular de Solidariedade Social sem fins lucrativos que além do Centro Comunitário tem as valências de Creche, Jardim de Infância, CATL, Apoio Domiciliário a idosos e doentes e trabalha num dos bairros mais pobres de Almada.

Para apoiar o CENTRO SOCIAL PAROQUIAL CRISTO REI, basta preencher o campo 11 do modelo 3 na sua Declaração de IRS com o número 501723374 e escolher “IRS”.


Para além da consignação gratuita do IRS, se quiser ser mais generoso, este ano ainda tem a possibilidade de nos ajudar com a devolução do IVA prevista na lei.
Neste caso está a abdicar deste benefício fiscal entregando-o como donativo à nossa instituição. Para o fazer, basta selecionar também a opção "IVA".

11   
CONSIGNAÇÃO DE 0,5% DO IRS/CONSIGNAÇÃO DO BENEFÍCIO DE 15% DO IVA SUPORTADO
ENTIDADES BENEFICIÁRIAS

Instituições religiosas (art.º 32.º, n.º 4, da Lei n.º 16/2001, de 22 de junho)                  

1101
          NIF

501723374
IRS

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IVA

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Instituições particulares de solidariedade social ou pessoas coletivas de utilidade pública
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 (art.º 32.º, n.º 6, da Lei n.º 16/2001, de 22 de junho)
Caso esteja abrangido pelo IRS automático basta que faça a Consignação antes de submeter a sua Declaração.

domingo, 24 de março de 2019

V ASSEMBLEIA SOCIAL INACIANA DECORREU NO SEMINÁRIO DE ALMADA NOS DIAS 22 E 23 DE MARÇO

Teve lugar nos dias 22 e 23 de Março a V Assembleia Social Inaciana. No arranque desta Assembleia Social, que decorreu no Seminário de Almada, o P. Provincial José Frazão deixou o seguinte repto: “Mais do que uma lista de coisas a fazer, as Preferências Apostólicas (PA) Universais devem indicar um modo diferente de proceder” e de agir em toda a Companhia. 




A Assembleia Social Inaciana, reunida em Almada, escutou ainda Francisco Ferreira, presidente da associação ambientalista ZERO. Francisco Ferreira deixou pistas de reflexão para um futuro diferente.


Este encontro dos colaboradores das 26 obras e instituições sociais ligadas aos jesuítas foi, ou pretendeu ser, um tempo de debate, reflexão e partilha.



REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO III DOMINGO DA QUARESMA (ANO C)


“A possibilidade da conversão não é ilimitada; por isso é preciso aproveitar logo; caso contrário ela perde-se para sempre. Podemos confiar muito na misericórdia de Deus, mas sem abusar dela. Não devemos justificar a preguiça espiritual, mas aumentar o nosso esforço para corresponder prontamente a essa misericórdia com coração sincero.”
Foi o que disse o Papa Francisco ao meio-dia deste domingo (24/03) no Angelus rezado com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro para a oração mariana com o Santo Padre.
Na alocução que precedeu a oração, Francisco comentou a página do Evangelho deste terceiro domingo da Quaresma (Lc 13,1-9), que nos fala da misericórdia de Deus e da nossa conversão.
A página do Evangelho traz-nos nos versículos 6 a 9 a seguinte parábola contada por Jesus: “Um homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Veio a ela procurar frutos, mas não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Há três anos que venho procurar frutos nesta figueira e não encontro. Corta-a; por que há-de ela tornar a terra infrutífera? Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa-a ainda este ano para que eu cave ao redor e coloque adubo. Depois, talvez, dê frutos… Caso contrário, tu a cortarás’”.
O dono da figueira representa Deus Pai e o vinhateiro é imagem de Jesus, já o figo é símbolo da humanidade indiferente e árida, disse o Papa, acrescentando que “Jesus intercede junto do Pai em favor da humanidade – e fá-lo sempre – e pede que espere e Lhe dê mais tempo, para que nela possam germinar os frutos do amor e da justiça”.
Francisco explicou que a figueira - que o dono na parábola quer cortar - representa uma existência estéril, incapaz de doação, incapaz de fazer o bem.
“É o símbolo de quem vive para si mesmo, saciado e tranquilo, aconchegado nas suas comodidades, incapaz de voltar o olhar e o coração para aqueles estão a seu lado e se encontram em condição de sofrimento, em condição de pobreza, de dificuldade.”
O Santo Padre disse ainda que esta atitude de egoísmo e de esterilidade espiritual é contraposta pelo grande amor do vinhateiro pela figueira: tem paciência, sabe esperar e dedica-lhe o seu tempo e o seu trabalho. Esta similitude do vinhateiro manifesta a misericórdia de Deus, que nos deixa um tempo para a conversão.
“Apesar da esterilidade, que por vezes marca a nossa existência, Deus tem paciência e oferece-nos a possibilidade de mudar e de progredir no caminho do bem. Mas o prazo implorado e concedido, à espera que a árvore finalmente frutifique, indica também a urgência da conversão”.
Nesta Quaresma podemos pensar: o que devo fazer para me aproximar mais do Senhor, para me converter, para eliminar aquelas coisas que não são boas? “Não, não... esperarei a próxima Quaresma...” Mas estaremos vivos na próxima Quaresma? Cada um de nós pense hoje: o que devo fazer diante dessa misericórdia de Deus que me espera e que sempre perdoa. O que devo fazer? – interpelou o Pontífice.
“Na Quaresma, o Senhor convida-nos à conversão”, disse ainda Francisco, acrescentando: “Cada um de nós deve sentir-se interpelado por esse chamamento, corrigindo algo na nossa vida, no nosso modo de pensar, de agir e de viver as relações com o próximo. Ao mesmo tempo, devemos imitar a paciência de Deus que confia na capacidade de todos para se poderem ‘levantar’ e retomar o caminho. Deus é Pai e não apaga a chama fraca, mas acompanha e cuida de quem é frágil a fim de que se robusteça e dê a sua contribuição de amor à comunidade.”
Francisco pediu, então, à Virgem Maria que nos ajude a viver estes dias de preparação para a Páscoa como um tempo de renovação espiritual e de confiante abertura à graça de Deus e à sua misericórdia.

segunda-feira, 18 de março de 2019

VIA SACRA JOVEM 2019 (AS FOTOS)

A viver o Biénio da Juventude, a Pastoral Juvenil da Diocese de Setúbal promoveu a habitual Via-sacra Jovem no passado dia 15 de Março. Este ano com o tema Partilha-te na Cruz. Cerca de 400 jovens partilharam o seu tempo para viver um caminho que decorreu entre a Paróquia de São Francisco Xavier de Caparica e a Paróquia do Monte da Caparica.
O nosso Bispo, D. José Ornelas, acompanhou os jovens e convidou todos os presentes a caminharem juntos e a comprometerem-se com a Igreja diocesana. Aqui ficam algumas fotos...