Mc 12, 38-44 O evangelho deste XXXII domingo do tempo comum – disse hoje o Santo Padre
– apresenta-nos os escribas, mestres da lei, mas que se pavoneavam em público e
queriam os primeiros lugares nas sinagogas e praças. Ao contrário, o verdadeiro
exemplo de vida neste domingo vem de uma velha viúva que no Templo de Jerusalém
apenas dá duas pequenas moedinhas como oferta, mas é a ela que Jesus observa
atentamente. Depois ensina aos seus discípulos que ela deu tudo o que tinha,
enquanto os outros davam com ostentação. Quantidade e plenitude: dois vetores de
reflexão em que o segundo é nitidamente mais importante, segundo o Papa
Francisco, que contou mesmo uma pequena história: “Uma
mãe e os seus filhos estavam a comer costeletas à milanesa e um dos filhos
abriu a porta a um pedinte e disse à mãe para dar-lhe costeletas daquelas que
estavam no frigorífico. Mas a mãe cortou metade das costeletas de cada um deles
para assim partilharem aquilo que estavam a comer.” O Papa Francisco deu uma
explicação concreta a este exemplo e à importância da plenitude na vida cristã: “Perante
as necessidades do próximo, somos chamados a privarmo-nos de algo de
indispensável, não só supérfluo; somos chamados a dar o tempo necessário, não
só aquele que sobra; somos chamados a dar de imediato e sem reservas algum
nosso talento, mas não depois de o ter utilizado para os nossos desejos
pessoais ou de grupo.”
domingo, 8 de novembro de 2015
FESTA DE ACOLHIMENTO DAS CRIANÇAS DO 1º CATECISMO
No sábado dia 7 de novembro às 18h muitas das crianças dos 3 grupos de 1º catecismo participaram na Eucaristia com os seus pais. Foram acolhidas por toda a comunidade como os mais pequeninos que começam o percurso da iniciação cristã.
Quando o Pároco lhes perguntou " Querem ser amigos de Jesus?" com entusiasmo responderam" Sim queremos!"
Foram convidadas a subir até ao altar para rezarem o Pai Nosso de mãos dadas.
No final a cada um foi entregue um poster com a mensagem do amor que Deus nos tem:
Quando o Pároco lhes perguntou " Querem ser amigos de Jesus?" com entusiasmo responderam" Sim queremos!"
Foram convidadas a subir até ao altar para rezarem o Pai Nosso de mãos dadas.
No final a cada um foi entregue um poster com a mensagem do amor que Deus nos tem:
" Jesus gosta de mim"
SEMANA DOS SEMINÁRIOS (8 A 15 DE NOVEMBRO)
A Igreja Católica celebra a partir de hoje a Semana dos Seminários, este
ano dedicada ao tema da misericórdia, recordando a importância de
reconhecer o papel dos sacerdotes e de ajudar à formação de novos padres.
O presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios afirma na
mensagem para a Semana Nacional dos Seminários que um sacerdote não é
"perfeito, irrepreensível e santo", mas "alguém para quem o
Senhor olhou com misericórdia".
“O sacerdote, homem chamado e escolhido de entre os outros homens, é fruto
do olhar misericordioso de Jesus, que quer salvar a todos. Não se trata de
alguém perfeito, irrepreensível e santo, mas de alguém para quem o Senhor olhou
com misericórdia, sem explicação nem motivação compreensíveis”, escreve D.
Virgílio Antunes.
Na mensagem enviada à Agência ECCLESIA, o bispo de Coimbra explica que a
vocação sacerdotal só se compreende no contexto do “mistério do amor de Deus,
que não se explica nem se justifica”, mas simplesmente se manifesta.
Segundo o presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, como
a “característica fundamental do agir de Deus é a misericórdia” os
seminaristas, “desejosos de conhecer o mistério da sua vocação”, devem entrar
no mistério do amor de Deus “pela humanidade e por si mesmos”.
“Sintam-se sinceramente pecadores e doentes como todos os outros homens, e
darão infinitas graças a Deus por os eleger e chamar a partilhar a grandeza da
Sua companhia”, recomenda.
Na mensagem para a Semana dos Seminários, os jovens são convidados a entrar na
contemplação do rosto misericordioso de Deus que “os escolhe e os chama” e a
aceitarem “humildemente a sua condição de pecadores e necessitados” da
misericórdia de Deus que vai manifestar-se como “fonte de perdão e de
salvação”.
“Muitos sentirão o apelo a andar com o Senhor e a aprender d’Ele,
conhecerão a vocação a que os chama e terão alegria e coragem para a seguir
fielmente”, acrescenta D. Virgílio Antunes.
Para o prelado quando alguém “se deixa tocar pelo olhar misericordioso de
Jesus” torna-se disponível para ficar com Ele para sempre.
O bispo da Diocese de Coimbra contextualiza que os Evangelhos apresentam um
Jesus que passa pelos “mais variados lugares onde se desenvolve a vida humana”
e “olha com predileção para alguns, escolhe-os e chama-os para O seguirem”.
“Sem explicações que satisfaçam a sua admiração e sem argumentos que
respondam às suas interrogações, mas somente porque se sentiram tocados pelo
seu amor misericordioso, deixaram tudo e seguiram-no”, acrescenta, dando como
exemplo o chamamento de São Mateus, que antes de ser discípulo era cobrador de
impostos, “um homem considerado por todos como pecador”.
Os últimos dados disponibilizados pelo Vaticano (Anuário Estatístico da
Igreja, 2012, relativos a 31 de dezembro desse ano) sobre as 21 dioceses
portuguesas mostram que entre o ano 2000 e 2012, o número de sacerdotes
diocesanos baixou de 3159 para 2659 (menos 16%).
A situação de 2012 revela, no entanto, uma melhoria na variação do número
de padres (menos 10) face a anos anteriores (menos 45 em 2011 e menos 68 em
2008); entre 2008 e 2012, as ordenações sacerdotais foram 178, face a 355
óbitos e 27 “defeções” registadas.
Os seminaristas de filosofia e teologia também são menos, segundo os
últimos dados disponíveis: de 547, entre diocesanos e religiosos, em 2000
passou-se para 474 em 2012; este número é, ainda assim, o máximo registado nos
últimos cinco anos.
CB/PR/OC
terça-feira, 3 de novembro de 2015
VISITA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SRA DE FÁTIMA À PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA
A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima esteve ontem (2/11) na Paróquia de S. Francisco Xavier (Vigararia da Caparica). Veio em procissão até à Igreja, onde se rezou o terço e se cantou à Mãe do Céu.
Esta passagem da Virgem Peregrina de Fátima pela Igreja de S. Francisco Xavier de Caparica ficou ainda marcada pela visita surpresa do nosso Bispo: D. José Ornelas, que dirigiu algumas palavras aos paroquianos apontando a Mãe do Céu como caminho para Jesus e pedindo que rezassem por ele.
domingo, 1 de novembro de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO NA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS
Hoje, no
Angelus na Praça de S. Pedro, o Papa Francisco exortou os cristãos a imitarem
os gestos de amor e de misericórdia dos santos.
O
Santo Padre afirmou que neste dia sentimos particularmente viva a realidade
da comunhão dos santos e recordou a leitura do Livro do Apocalipse, da liturgia
do dia, que nos chama a atenção para “uma característica essencial dos santos: "são pessoas que pertencem totalmente a Deus. Representa-os como uma multidão imensa
de ‘eleitos’ vestidos de branco e assinalados com o selo de Deus”
O
Papa perguntou mesmo aos fiéis presentes na praça se sabiam o que significa ter
o selo de Deus!? E também se estão conscientes de que no Batismo receberam esse
selo do Pai Celeste tornando-se seus filhos?! Os santos são assim – disse o
Santo Padre – aqueles que “conservaram intacto o selo de Deus”.
Entretanto,
existe uma segunda característica dos Santos que é aquela de serem exemplos a
imitar – declarou o Papa Francisco – não só aqueles que foram canonizados mas
também aqueles que vivem ao nosso lado. Se calhar até conhecemos algum, pode
ser o nosso vizinho do lado, ou até tivemos algum santo na família – disse o
Santo Padre que exortou os cristãos a imitarem os santos nos seus gestos de
amor e de misericórdia:
“
Imitar os seus gestos de amor e de misericórdia é um pouco como perpetuar a sua
presença neste mundo. Efetivamente, aqueles gestos evangélicos são os únicos
que resistem à destruição da morte: um ato de ternura, uma ajuda generosa, um
tempo passado a escutar, uma visita, uma boa palavra, um sorriso… Aos nossos
olhos estes gestos podem parecer insignificantes, mas aos olhos de Deus são
eternos, porque o amor e a compaixão são mais fortes do que a morte.”
domingo, 25 de outubro de 2015
D. JOSÉ ORNELAS FOI HOJE ORDENADO BISPO DA DIOCESE DE SETÚBAL
O bispo de Setúbal afirmou hoje na primeira
saudação aos diocesanos que deseja ser acolhido “como irmão e como um dom”,
numa nova comunidade que “não é nem quer ser” uma “organização fechada”.
“Peço, pois, que me aceiteis como irmão e como um
dom. Esses são os sentimentos mais verdadeiros para convosco”, disse o novo
bispo da Diocese de Setúbal no fim da celebração de ordenação episcopal.
“A vós, pois, caros irmãos e irmãs desta Igreja de
Deus em Setúbal, peço licença! Peço-vos licença para entrar e fazer parte da
vossa comunidade. E peço igualmente que me acolhais como irmão”, acrescentou.
Para D. José Ornelas, “Igreja não é nem quer ser
uma organização fechada em si mesma”.
“Temos o gosto de ser parte da Igreja de Deus que
se estende pelo mundo inteiro”, recordou o bispo de Setúbal.
Para o novo bispo da região sadina, Igreja enfrenta
o desafio de não pensar “apenas em si própria”, mas abrir “os olhos e o
coração” e sair “ao encontro dos que mais precisam”.
D. José Ornelas recordou o encontro com o Papa Francisco,
que lhe pediu para “ser missionário em Setúbal”.
“A partir desse encontro, eu aceitei, de coração
inteiro, esta proposta, como um dom e um chamamento de Deus, confiando na
presença do seu Espírito e na vossa oração, comunhão e oração”, lembrou.
D. José Ornelas foi nomeado pelo Papa Francisco com
terceiro bispo da Diocese de Setúbal no dia 24 de agosto de 2015, sucedendo a
D. Gilberto Reis, bispo desde 1998, e a D. Manuel Martins, responsável pela
diocese deste o ano da criação, 1975, até 1998.
Superior geral dos Sacerdotes do Coração de Jesus
(Dehonianos) entre 2013 e 2015, D. José Ornelas tem 61 anos, é natural da
Madeira, foi ordenado sacerdote em 1981 e depois foi professor de Ciências
Bíblicas na Universidade Católica Portuguesa, área em que se doutorou em 1997.
PR
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 10,46-52 O
Evangelho do dia apresenta o episódio do cego Bartimeu sendo precedido na
primeira leitura pelo profeta Jeremias que em pleno desastre nacional, enquanto
o povo é deportado pelos inimigos, anuncia que “o Senhor salvou o seu
povo” “porque Ele é Pai (cf. 31, 9); e, como Pai, cuida dos seus filhos”
– afirmou o Papa.
Na sua homilia o Santo Padre referiu que “o
Evangelho de hoje liga-se diretamente à primeira Leitura: como o povo de Israel
foi libertado graças à paternidade de Deus, assim Bartimeu foi libertado graças
à compaixão de Jesus.” Jesus deixa-se comover e responde ao grito do Bartimeu:
“Jesus acaba de sair de Jericó. Mas Ele, apesar de
ter apenas iniciado o caminho mais importante, o caminho para Jerusalém,
detém-Se ainda para responder ao grito de Bartimeu. Deixa-Se comover pelo seu
pedido, interessa-Se pela sua situação. Não Se contenta em dar-lhe uma esmola,
mas quer encontrá-lo pessoalmente. Não lhe dá instruções nem respostas, mas faz
uma pergunta: «Que queres que te faça?» (Mc 10, 51).”
O Papa Francisco referiu um “detalhe interessante”:
Jesus pede aos seus discípulos que vão chamar Bartimeu e estes dirigem-se ao
cego usando duas palavras, que só Jesus utiliza no resto do Evangelho: coragem
e levanta-te – palavras de misericórdia como sublinhou o Papa:
“Primeiro, dizem-lhe “coragem!”, uma palavra que
significa, literalmente, “tem confiança, faz-te ânimo!” É que só o encontro com
Jesus dá ao homem a força para enfrentar as situações mais graves. A segunda
palavra é «levanta-te!», como Jesus dissera a tantos doentes, tomando-os pela
mão e curando-os. Os seus limitam-se a repetir as palavras encorajadoras e
libertadoras de Jesus, conduzindo diretamente a Ele sem fazer sermões.”
“A isto são chamados os discípulos de Jesus, também
hoje, especialmente hoje: pôr o homem em contacto com a Misericórdia compassiva
que salva. Quando o grito da humanidade se torna, como o de Bartimeu, ainda
mais forte, não há outra resposta senão adoptar as palavras de Jesus e,
sobretudo, imitar o seu coração. As situações de miséria e de conflitos são
para Deus ocasiões de misericórdia. Hoje é tempo de misericórdia!”
Mas há algumas tentações para quem segue Jesus. O
Evangelho põe em evidência pelo menos duas. A primeira é viver uma
“spiritualidade de miragem”, não parar, ser surdo, “estarmos com Jesus” mas
“não sermos como Jesus”, estar no seu grupo mas viver longe do seu coração:
“Podemos falar d’Ele e trabalhar para Ele, mas
viver longe do seu coração, que Se inclina para quem está ferido. Esta é a
tentação duma “espiritualidade da miragem”: podemos caminhar através dos
desertos da humanidade não vendo aquilo que realmente existe, mas o que nós
gostaríamos de ver; somos capazes de construir visões do mundo, mas não
aceitamos aquilo que o Senhor nos coloca diante dos olhos. Uma fé que não sabe
radicar-se na vida das pessoas, permanece árida e, em vez de oásis, cria outros
desertos.”
Há uma segunda tentação – assegurou o Papa – é a de
cair numa “fé de tabela”.
“Podemos caminhar com o povo de Deus, mas temos já
a nossa tabela de marcha, onde tudo está previsto: sabemos aonde ir e quanto
tempo gastar; todos devem respeitar os nossos ritmos e qualquer inconveniente
perturba-nos. Corremos o risco de nos tornarmos como “muitos” do Evangelho que
perdem a paciência e repreendem Bartimeu. Pouco antes repreenderam as crianças
(cf. 10, 13), agora o mendigo cego: quem incomoda ou não está à altura há que
excluí-lo. Jesus, pelo contrário, quer incluir, sobretudo quem está relegado
para a margem e grita por Ele. Estes, como Bartimeu, têm fé, porque saber-se
necessitado de salvação é a melhor maneira para encontrar Cristo.
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
VISITA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
"Desejaríamos que esta grande peregrinação da imagem de Nossa Senhora fosse uma forte experiência de fé, através das celebrações, momentos de oração e expressões de piedade popular; desejaríamos que fossem atingidas todas as faixas etárias e que todos tivessem oportunidade de aprofundar o conhecimento e vivência da mensagem de Fátima."
palavras do Reitor do Santuário de Fátima
A Imagem estará nas várias vigararias da Diocese de Setúbal de 25 de Outubro a 8 de Novembro.
Participemos com toda a família nas várias celebrações, rezando a Nossa Senhora, escutando a Sua mensagem, deixando que nos conduza a Jesus, louvando, agradecendo, pedindo por Sua intercessão as graças de Deus!
Programa:
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
ORDENAÇÃO EPISCOPAL DE D.JOSÉ ORNELAS CARVALHO A 25 DE OUTUBRO
Ordenação Episcopal de D. José Ornelas
Nota pastoral
Caros Diocesanos
No dia 25 vamos participar na Ordenação de D. José, nosso bispo eleito desde 24 de Agosto. É um momento grande para a Diocese como o têm sido outros: momento de festa, de alegria, de esperança, de manifestação de fé e de comunhão eclesial. Momento a que se associará a Imagem Peregrina de N.a S.ra de Fátima que nesse dia começa a sua visita à nossa Diocese.
Todos estamos chamados a participar nesse acto importante e queremos vivê-lo estando presentes na companhia dos nossos convidados. Dado que a Sé é pequena, para uma celebração tão grande, vai ser colocado um tolde no Largo em frente e com algumas cadeiras. Mas, mesmo assim, muitos terão de ficar de pé. Espero que esta circunstância não impeça ninguém de estar fisicamente presente. As pessoas que ficarem fora da Sé terão a possibilidade, umas, de estarem sob o tolde e, todas, de ver e acompanhar a celebração através de écrans que vão ficar em frente da Sé e do lado esquerdo da Sé como quem olha para a fachada da Sé.
Sei que tendes um coração grande e que ides dar provas dele novamente. Que ninguém se desmobilize pelo facto de não poder estar dentro da Sé. Vinde e tornai a festa ainda maior.
Aos idosos, aos doentes e aos que não puderem estar fisicamente presentes peço que nessa hora, onde quer que estejam, pensem no que está a acontecer e que rezem pelo D. José.
Entretanto peço a atenção para alguns pormenores:
Não haverá circulação de automóveis nem estacionamento na Praça do Quebedo e ruas adjacentes à Sé, pelo que os convidados sem livre-trânsito e os demais fiéis devem estacionar do lado nascente do apeadeiro, para lá do túnel sob a linha férrea;
A imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima estará na Sé às 15 horas onde será acolhida por mim, entrando depois na Sé;
Às 15,30 horas o Senhor D. Manuel Martins e eu próprio com o Colégio de Consultores à porta da Sé acolheremos o Senhor D. José que virá da Casa Episcopal acompanhado pelo Sr. Vigário Geral e os escuteiros;
A Celebração da Eucaristia terá início às 16 horas.
Como tem sido anunciado, no dia 26 às 18 horas, celebraremos na Sé os 40 anos da ordenação episcopal do Senhor D. Manuel Martins. Espero a vossa presença feliz e numerosa.
Que feliz coincidência! Praticamente no mesmo dia – dia 26 e dia 25 mas separados por quarenta anos – a nossa Sé será lugar da ordenação do seu primeiro e terceiro bispo!
Entretanto peço que continueis a preparar o acolhimento e a ordenação do nosso terceiro bispo com a vossa oração diária e em família, se possível. Não vos esqueçais de continuar a rezar pelos abundantes frutos do Sínodo da Família a decorrer em Roma e ainda pelos frutos da visita da Imagem peregrina à Diocese. Rezai também pelo Senhor D. Manuel Martins.
Saúdo a todos como rosto de Jesus, rezo por todos vós e confio-me à vossa oração.
Setúbal, 12/10/2015
+ Gilberto, Administrador Apostólico da Diocese de Setúbal
domingo, 18 de outubro de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 10,35-45 O
serviço e o chamado a seguir Jesus pelo caminho da humildade e da cruz foram o
eixo sobre o qual o Papa Francisco desenvolveu hoje a sua homilia na solene celebração
na Praça São Pedro, que elevou à honra dos altares quatro novos Santos, entre
os quais, os pais de Santa Teresa de Lisieux.
A
figura apresentada pelo Profeta Isaías do Servo do Senhor que suporta a
marginalização e o sofrimento até à morte para resgatar e salvar multidões foi
o ponto de partida da reflexão do Santo Padre. Jesus – observou ele - é
um personagem “que não se gaba de genealogias ilustres; mas desprezado, evitado
por todos, sabe o que é sofrer. Não se lhe atribuem empreendimentos grandiosos
nem discursos célebres, mas realiza o plano de Deus através duma presença
humilde e silenciosa, através do seu sofrimento”. Este sofrimento – explicou o
Papa – que lhe permite “compreender os que sofrem, carregar o fardo das culpas
alheias e expiá-las”.
Jesus,
é o Servo do Senhor, “a sua existência e a sua morte foram vividas inteiramente
sob a forma serviço”. Mas Tiago e João, citados na narração de Marcos,
“reivindicam lugares de honra de acordo com a própria visão hierárquica do
reino”, ainda estão inclinados por “sonhos de realização terrena”. E Jesus –
disse o Papa – recorda a eles que deverão beber o mesmo cálice que ele bebe:
“Com
esta imagem do cálice, Ele assegura aos dois discípulos a possibilidade de
serem associados plenamente ao seu destino de sofrimento, mas sem garantir os
desejados lugares de honra. A sua resposta é um convite a segui-Lo pelo caminho
do amor e do serviço, rejeitando a tentação mundana de querer sobressair e
mandar nos outros”.
Os
discípulos – recordou o Papa, referindo-se ao Evangelho do dia - são chamados a
servir, a exemplo de seu Mestre, afastando-se da luta para obter poder e
sucesso. Jesus, ao dizer “quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso
servo”, indica “o serviço como estilo da autoridade na comunidade cristã”:
“Quem
serve os outros e não goza efetivamente de prestígio, exerce a verdadeira
autoridade na Igreja. Jesus convida-nos a mudar a nossa mentalidade e passar da
ambição do poder à alegria de se ocultar e servir; desarraigar o instinto de domínio
sobre os outros e exercer a virtude da humildade”.
Após
apresentar aos discípulos o modelo a não ser imitado, Jesus oferece a si mesmo
como ideal de sofrimento: “Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas
para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. “Jesus enche de novo
sentido esta imagem – disse o Papa - especificando que Ele tem a soberania
enquanto servo, a glória enquanto capaz de abaixamento, a autoridade real
enquanto disponível ao dom total da vida”:
“Há
incompatibilidade entre uma forma de conceber o poder segundo critérios
mundanos e o serviço humilde que deveria caracterizar a autoridade segundo o
ensinamento e o exemplo de Jesus; incompatibilidade entre ambições e
carreirismo e o seguimento de Cristo; incompatibilidade entre honras, sucesso,
fama, triunfos terrenos e a lógica de Cristo crucificado”.
E
pelo contrário – precisou o Santo Padre – “há compatibilidade entre Jesus, que
sabe o que é sofrer, e o nosso sofrimento”. Jesus, de fato, “exerce
essencialmente um sacerdócio de misericórdia e compaixão”. Por ter
experimentado diretamente as nossas dificuldades, “conhece a partir de dentro a
nossa condição humana”. E o fato de ele não ter experimentado o pecado –
explica o Papa – “não o impede de compreender os pecadores”:
“A
sua glória não é a da ambição ou da sede de domínio, mas a glória de amar os
homens, assumir e compartilhar a sua fraqueza e oferecer-lhes a graça que cura,
acompanhar, com ternura infinita, o seu caminho atribulado”.
Nós
todos, enquanto batizados – prosseguiu o Papa – participamos no sacerdócio de
Cristo: “os fieis leigos no sacerdócio comum, os sacerdotes no sacerdócio
ministerial”, de forma que todos “podemos receber a caridade que brota de seu
coração aberto”, tornando-nos “canais do seu amor, da sua compaixão,
especialmente para aqueles que vivem no sofrimento, na angústia, no desânimo e
na solidão”.
domingo, 11 de outubro de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 10,17-30 Hoje, antes da recitação da oração mariana, o Santo Padre propôs uma
reflexão sobre o capítulo 10 do Evangelho de S. Marcos deste XXVIII Domingo do
Tempo Comum: deixar tudo para seguir Jesus, porque a privação dos bens dá-nos o
verdadeiro bem.
Três olhares de Jesus:
numa primeira cena vemos o jovem que se dirige ao Mestre para saber o que fazer
para ter a vida eterna. Segundo o Santo Padre, Jesus dedica-lhe um olhar de
ternura e afeto por este rapaz e faz-lhe uma proposta concreta: dar todos os
bens aos pobres e de segui-Lo. O jovem vai-se embora, e a lição do Papa é que a
fé não pode conviver com a ligação às riquezas.
Numa segunda cena
apresentada pelo evangelista, o Papa Francisco refere um segundo olhar de
Jesus, um olhar de advertência que se reproduz na expressão: “Como será difícil
para os que têm riquezas entrar no Reino dos Céus.” Perante a admiração dos
discípulos, Jesus dedica-lhes um olhar de encorajamento dizendo que a salvação
é “impossível aos homens, mas não a Deus”.
Finalmente, uma terceira
cena do Evangelho de S. Marcos que é aquela da solene declaração de Jesus que
afirma que quem deixa tudo para seguir o Senhor terá a vida eterna no futuro e
cem vezes mais já no presente. A privação dos bens dá-nos em troca o verdadeiro
bem – sublinhou o Papa que afirmou que “há mais alegria em dar do que em
receber.”
Depois, dirigindo-se aos
milhares de jovens presentes na praça, exortou-os à reflexão dizendo-lhes: Viram o olhar de Jesus
sobre vós?
O que quereis responder?
Quereis deixar esta praça
com a alegria de Jesus ou com a tristeza da mundanidade?
domingo, 4 de outubro de 2015
REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 10,2-16 No Evangelho deste XXVII domingo do tempo comum, Jesus,
confrontado com a Lei judaica do divórcio, reafirma o projecto ideal de Deus
para o homem e para a mulher: eles foram chamados a formar uma comunidade
estável e indissolúvel de amor, de partilha e de doação. A separação não está
prevista no projecto ideal de Deus, pois Deus não considera um amor que não
seja total e duradouro. Só o amor eterno, expresso num compromisso
indissolúvel, respeita o projecto primordial de Deus para o homem e para a
mulher.
“Não separe o homem o que Deus uniu…” Jesus
coloca o dedo na ferida. O divórcio é sempre um fracasso, um sofrimento. Mas
entrou nos costumes como uma realidade normal, um “direito”! Jesus está contra
a corrente. Palavra incompreensível para muitos homens e mulheres, qualquer que
seja a sua idade! Na sua resposta aos fariseus, Jesus recorre a um critério a
que geralmente se presta pouca atenção. Vai ao “princípio da criação”, à
vontade primeira, à vontade criadora de Deus. Ora, esta vontade é que os seres
humanos se tornem “imagens de Deus”, na medida em que aceitem entrar uns e
outros nas relações de amor recíproco, porque Ele, Deus, é eterno movimento de
amor no seu Ser mais profundo. O casal humano, antes mesmo da questão da
procriação, é chamado por Deus a tornar-se o primeiro lugar de incarnação deste
movimento de amor. O amor humano, sob todas as suas formas, não nasceu dos
acasos da evolução biológica. É dom de Deus. Quando os homens recusam este dom,
impedem Deus de imprimir neles a sua imagem. Na realidade, vão contra a vontade
criadora, introduzem uma desordem na criação tal como Deus a quis. Porque Ele
escuta plenamente o seu Pai e acolhe sem quaisquer reticências nem recusas a
vontade de amor do seu Pai, Jesus, e apenas Ele, pode colocar-nos na luz de Deus
Criador e da sua vontade criadora. Mas isso supõe que aceitemos escutar Jesus,
tomar Jesus na nossa vida. Só poderemos compreender a exigência de unidade e de
fidelidade no amor humano se aceitarmos tornar-nos, dia após dia, discípulos,
mais ainda, amigos de Jesus. Para resolver os nossos problemas afectivos, temos
razão em recorrer à psicologia, à psicoterapia do casal. Mas isso não basta. A
verdadeira falta é uma falta de profundidade espiritual. Não servirá de nada a
Igreja repetir sem cessar a sua oposição ao divórcio se, primeiro, não fizer
imensos esforços para ajudar a redescobrir um verdadeiro acompanhamento com
Jesus, revelador do amor do Pai.
SÍNODO DOS BISPOS SOBRE A FAMÍLIA COMEÇA HOJE NO VATICANO
Cerca de 400 representantes de mais de 110 conferências episcopais participam, a partir de hoje e até 25 de Outubro, na 14ª assembleia ordinária do sínodo dos bispos, no Vaticano.
Os desafios, a vocação e a missão das famílias católicas no mundo atual são os temas centrais do sínodo, analisados ao longo de 147 artigos do documento de trabalho, apresentado em junho à imprensa.
Entre outras, uma das
propostas em debate é a de permitir, em condições muito rigorosas, a comunhão
aos divorciados que voltaram a casar civilmente, mediante "um caminho de
penitência" sobretudo em casos de "convivência irreversível", o
que não implica uma possibilidade automática de acesso à comunhão.
O documento, que reconhece
a multiplicação da coabitação de casais e dos casamentos civis, defende a
concretização do casamento religioso.
Para os homossexuais, o
documento de trabalho evoca "projetos de acompanhamento pastoral"
para integração na Igreja. "Mas não tem qualquer fundamento o
estabelecimento de analogias, mesmo longínquas, entre uniões homossexuais e o
desígnio de Deus sobre o casamento e a família", reafirma.
Os trabalhos, sobre o tema
"A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo",
vão ser divididos em três semanas, abordando cada uma das partes do documento
de trabalho (desafios, vocação e missão) com intervenções gerais e trabalhos de
grupo semanais.
Portugal vai ter como
delegados o presidente da Conferência Episcopal e cardeal-patriarca de Lisboa,
Manuel Clemente, e o presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família, o
bispo de Portalegre-Castelo Branco, Antonino Dias.
A assembleia sinodal vai
ser também acompanhada por 14 representantes de outras Igrejas cristãs.
O sínodo dos bispos,
convocado pelo papa, é uma assembleia consultiva de representantes dos
episcopados católicos de todo o mundo.
Até hoje, realizaram-se 13
assembleias gerais ordinárias e três extraordinárias, a última das quais em
outubro do ano passado.
Lusa
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
CATEQUESE 2015-2016
Paróquia de S.
Francisco Xavier
HORÁRIO DA CATEQUESE
2015-2016
Sábado:
10h 00 —– 1º, 3º, 6º, 9º,10º
11h 30 —– 1º, 2ºe grupo especial
14h 30 —– 1º, 3º, 4º, 7º
16h
30 —– 4º, 5º, 6º
Domingo:
10h 00 —– 2º, 3º, 4º, 8º
Grupos Preparação de Adultos
para Batismo, 1ª Comunhão
--
Sábado às 16h30
--
Domingo às 10h15
Grupo Preparação de Adultos
para Crisma
--
Sábado às 16h30
Grupos Bíblicos: ---
5ªf Feira às 16h
--- 3ªf Feira às 21h
RECOMEÇOU A 26-09-2015
domingo, 27 de setembro de 2015
REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 9,38-43.45-47-48 No Evangelho deste XXVI domingo do tempo comum temos uma instrução, através da qual Jesus procura ajudar os discípulos a situarem-se na órbita do Reino. Nesse sentido, convida-os a constituírem uma comunidade que, sem arrogância, sem ciúmes, sem presunção de posse exclusiva do bem e da verdade, procura acolher, apoiar e estimular todos aqueles que actuam em favor da libertação dos irmãos; convida-os também a não excluírem da dinâmica comunitária os pequenos e os pobres; convida-os ainda a arrancarem da própria vida todos os sentimentos e atitudes que são incompatíveis com a opção pelo Reino.
Ora esta palavra é também para nós hoje. Para nós, os crentes, que achamos ou pretendemos ter o exclusivo do bem e da verdade e que, de facto, não temos. É, para nós, hoje, para que sejamos capazes de reconhecer isso e aceitar a presença e a acção do Espírito de Deus através de tantas pessoas boas que não pertencem à instituição Igreja, mas que são sinais vivos do amor de Deus no meio do mundo.
domingo, 20 de setembro de 2015
REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc
9,30-37 O Evangelho deste XXV Domingo do Tempo Comum, apresenta-nos
uma história de confronto entre a “sabedoria de Deus” e a “sabedoria do mundo”.
Jesus, imbuído da lógica de Deus, está disposto a aceitar o projecto do Pai e a
fazer da sua vida um dom de amor aos homens; os discípulos, imbuídos da lógica
do mundo, não têm dificuldade em entender essa opção e em comprometer-se com
esse projecto. Jesus avisa-os, contudo, de que só há lugar na comunidade cristã
para quem escuta os desafios de Deus e aceita fazer da vida um serviço aos
irmãos, particularmente aos humildes, aos pequenos, aos pobres.
O Evangelho de hoje
convida-nos, então, a repensar a nossa forma de nos situarmos, quer na
sociedade, quer dentro da própria comunidade cristã. A instrução de Jesus aos
discípulos que esta passagem do Evangelho nos apresenta é uma denúncia dos jogos
de poder, das tentativas de domínio sobre os irmãos, dos sonhos de grandeza,
das manobras para conquistar honras e privilégios, da busca desenfreada de
títulos, da caça às posições de prestígio… Esses comportamentos são ainda mais
graves quando acontecem dentro da comunidade cristã: trata-se de comportamentos
incompatíveis com o seguimento de Jesus. Nós, os seguidores de Jesus, não
podemos, de forma alguma, pactuar com a “sabedoria do mundo”; e uma Igreja que
se organiza e estrutura tendo em conta os esquemas do mundo não é a Igreja de
Jesus.
Na
nossa sociedade, os primeiros são os que têm dinheiro, os que têm poder, os que
frequentam as festas badaladas nas revistas da sociedade, os que vestem segundo
as exigências da moda, os que têm sucesso profissional, os que sabem colar-se
aos valores politicamente correctos. E na comunidade cristã? Quem são os
primeiros? As palavras de Jesus não deixam qualquer dúvida: “quem quiser ser o
primeiro, será o último de todos e o servo de todos”. Na comunidade cristã, a
única grandeza é a grandeza de quem, com humildade e simplicidade, faz da
própria vida um serviço aos irmãos. Na comunidade cristã não há donos, nem
grupos privilegiados, nem pessoas mais importantes do que as outras, nem distinções
baseadas no dinheiro, na beleza, na cultura, na posição social… Na comunidade
cristã há irmãos iguais, a quem a comunidade confia serviços diversos em vista
do bem de todos. Aquilo que nos deve mover é a vontade de servir, de partilhar
com os irmãos os dons que Deus nos concedeu.
A
atitude de serviço que Jesus pede aos seus discípulos deve manifestar-se, de
forma especial, no acolhimento dos pobres, dos débeis, dos humildes, dos
marginalizados, dos sem direitos, daqueles que não nos trazem o reconhecimento
público, daqueles que não podem retribuir-nos… Seremos capazes de acolher e de
amar os que levam uma vida pouco exemplar, os marginalizados, os estrangeiros,
os doentes incuráveis, os idosos, os difíceis, os que ninguém quer e ninguém
ama?
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
D. GILBERTO CANAVARRO DOS REIS AGRACIADO ONTEM COM A MEDALHA DE PRATA DA CIDADE DE SETÚBAL
D. Gilberto
Canavarro dos Reis foi agraciado ontem (15/09) com a Medalha de Prata da Cidade de
Setúbal, uma das principais condecorações desta câmara municipal.
“Fui
apanhado de surpresa. Por uma surpresa agradável”, revelou o agora
administrador apostólico da Diocese de Setúbal.
D.
Gilberto Canavarro dos Reis, à frente da Igreja sadina desde 1998, confessa que
como indivíduo leva “muitas marcas” de Setúbal depois das que tem de
Trás-os-Montes onde nasceu, concelho de Vila Pouca de Aguiar, e “muitas marcas
do Porto”, diocese que serviu como bispo-auxiliar.
O
atual administrador Apostólico da Diocese de Setúbal, natural de Barbadães de
Baixo (Diocese de Vila Real), foi ordenado padre em dezembro 1963 e nomeado
bispo auxiliar da Diocese do Porto a 16 de novembro de 1988, por São João Paulo
II; o mesmo Papa polaco nomeou-o bispo de Setúbal
em 1998.
A
cerimónia desta manhã foi um dos momentos altos da celebração do feriado
municipal de Setúbal, Dia de Bocage e da Cidade, e decorreu no Salão Nobre dos
Paços do Concelho.
Para
além da Medalha de Prata entregue ao bispo de Setúbal mais 35 personalidades e
instituições foram agraciadas com a Medalha de Honra da Cidade.
Na
lista de agraciados destacam-se ainda os nomes do padre Constantino Alves e do
padre Luís Manuel Ferreira, respetivamente párocos da igreja de Nossa Senhora
da Conceição e de Faralhão e Praias do Sado, que recebam a Medalha de Honra da
Cidade na Classe Paz e Liberdade.
Segundo
a página na
internet do município, a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira,
salientou no início da cerimónia que o cunho de Bocage ultrapassou a poesia bem
escrita, legando uma vontade permanente de lutar pela liberdade, “do
direito de querer viver melhor”.
O
Papa aceitou a 24 de agosto a renúncia de D. Gilberto Reis, bispo de Setúbal,
que a 27 de maio completou 75 anos, idade máxima determinada pelo Direito
Canónico para o exercício desta missão.
Francisco
nomeou como novo bispo D. José Ornelas Carvalho, antigo superior geral dos
Dehonianos, de 61 anos, o qual agradeceu ao seu antecessor pelo “testemunho de
pastor solícito e pela herança desafiadora que nos lega de simplicidade
evangélica, atenção aos mais débeis e sentido profético na condução do povo de
Deus”.
CB/OC
terça-feira, 15 de setembro de 2015
domingo, 13 de setembro de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 8,27-35 Da Janela do Palácio
Apostólico o Santo Padre recordou o Evangelho deste XXIV Domingo do Tempo Comum
e a questão que Jesus formula aos seus discípulos: “Quem dizem os homens que eu
sou?” (Mc. 8,27)
O Santo Padre referiu-se,
em particular, à resposta de Pedro que afirmou: “Tu és o Cristo”. Nessa ocasião
Jesus revelou aos seus discípulos que deveria sofrer e ser morto e depois de
três dias ressuscitar. Pedro ficou escandalizado – frisou o Papa – e chamou
Jesus à parte e contestou as suas afirmações.
“Vai-te Satanás!”, esta é
a resposta de Jesus a Pedro pela sua incompreensão – afirmou o Santo Padre.
“Anunciando que deverá sofrer e ser morto para depois ressuscitar, Jesus quer
fazer compreender àqueles que o seguem que Ele é um Messias humilde e servidor”
e declara: “Se alguém quiser seguir-Me renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e
siga-me.”
“Colocar-se na sequela de
Jesus significa tomar a própria cruz para acompanhá-lo no seu caminho, um
caminho incómodo que não é aquele do sucesso ou da glória terrena, mas aquele
que conduz à verdadeira liberdade. Trata-se de operar uma clara recusa daquela
mentalidade mundana que põe o próprio “eu” e os próprios interesses no centro
da existência e de perder a própria vida por Cristo e o Evangelho, para
recebê-la renovada e autêntica.”
“Decidir seguir Jesus,
Nosso Mestre e Senhor que se fez Servo de todos, exige uma forte união com Ele,
a escuta atenta e assídua da sua Palavra e a graça dos Sacramentos” – afirmou o
Santo Padre na conclusão da sua mensagem.
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
PAPA APELA ÀS PARÓQUIAS PARA ACOLHEREM REFUGIADOS
O Papa
Francisco apelou este domingo a todas as comunidades católicas da Europa para
acolherem uma família de refugiados, adiantando que as primeiras a dar o
exemplo serão as duas paróquias do Vaticano.
Pedindo um "gesto
concreto" de preparação para o Jubileu que começa em dezembro, o papa
apelou a todas as paróquias, comunidades religiosas, todos os mosteiros e
santuários para que acolham uma família de migrantes.
"Perante a tragédia de
dezenas de milhares de refugiados que fogem da morte, vítimas da guerra e da
fome, o Evangelho chama-nos e pede para estarmos mais próximos dos mais fracos
e abandonados, dando-lhes esperança", declarou o papa Francisco na oração
Angelus, perante milhares de fiéis na Praça de São Pedro.
Dirigindo-se aos "irmãos
bispos da Europa", o líder da igreja Católica apelou a que apoiem a causa
nas suas dioceses, referindo que as paróquias de Roma e do Vaticano acolherão
"nos próximos dias" duas famílias de refugiados.
As 28 nações da União Europeia
estão bastante divididas sobre o que fazer em relação aos fluxos de migrantes,
a maior parte pessoas que abandonaram os seus países para fugir aos conflitos
que grassam no Médio Oriente e Norte de África.
A Alemanha liderou os esforços
para a abertura das fronteiras, dizendo que poderia aceitar até 800.000
refugiados este ano, e apoiando planos para quotas obrigatórias nos países da
UE.
A Hungria, juntamente com
muitos países do leste que se tornaram novos membros do bloco europeu, opõem-se
ao sistema de quotas e insistem que as regras atuais devem ser aplicadas, com
os requerentes de asilo a terem de fazer o pedido no primeiro país onde chegam
e não no país para onde querem ir.
domingo, 6 de setembro de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 7,31-37 Efatá, abre-te, foi este o lema da reflexão
tecida neste domingo, pelo Papa Francisco, por ocasião da oração mariana do Angelus da janela do
Palácio Apostólico que dá para a Praça de São Pedro. Comentando o Evangelho de
São Marcos que fala da cura do surdo-mudo por Jesus, no território pagão de Decápole,
o Papa recordou que esse surdo-mudo foi levado a Jesus, o que significa que
temos de percorrer um caminho em direcção à fé. Outro símbolo expresso nesse
surdo-mudo é que a surdez impede ouvir não só as pessoas, mas também a Palavra
de Deus, pois que a fé nasce da pregação. Mais: Jesus manda afastar o surdo da
multidão, primeiro porque não quer publicidade do milagre que está para
realizar e, depois, porque não quer que a sua palavra seja encoberta pelo
barulho do ambiente circunstante. É que: “A Palavra de Deus que Cristo
nos transmite precisa de silêncio para ser acolhida como Palavra que cura, que
reconcilia e restabelece a comunicação” .
O Papa chama depois a atenção
para dois gestos realizados por Jesus: Ele toca as orelhas e a língua do
surdo-mudo – um gesto que visa restabelecer a comunicação, o contacto, e dado
que o milagre vem do Pai, Jesus eleva os olhos ao céu e ordena: “Abre-te”. O
surdo passa então a ouvir e a falar.
O ensinamento que tiramos deste
episódio da vida de Jesus – disse o Papa – é que “Deus não está fechado em si
mesmo, mas abre-se e põe-se em comunicação com a humanidade” A sua
imensa misericórdia leva-O a vir ao nosso encontro, a comunicar connosco, a
tornar-se presente em nós através do seu Filho feito homem, a Palavra que se
faz carne.
“Jesus é um grande “construtor
de pontes”, que constrói a grande ponte da comunhão plena com o Pai”.
Este Evangelho fala-nos também
a nós hoje – frisou o Papa. Com efeito, muitas vezes fechamo-nos em nós mesmos,
criamos ilhas inacessíveis e inóspitas, e nem sequer as relações humanas mais
elementares encontram espaço: casais, famílias, grupos, paróquias, pátrias fechados.
No entanto - prosseguiu
Francisco - o Baptismo, origem da nossa vida cristã, representa precisamente
esse gesto e palavra de Jesus: abre-te. Através disso somos inseridos na grande
família da Igreja, podemos ouvir Deus que nos fala e comunicar a sua Palavra.
E o Papa concluiu convidando a
invocar Nossa Senhora, mulher da escuta e do testemunho alegre, para que nos
apoie no empenho de professar a nossa fé e de comunicar as maravilhas do Senhor
a quantos passam pelo nosso caminho.
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