domingo, 4 de junho de 2017

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO NA MISSA DA SOLENIDADE DO PENTECOSTES 2017


O Papa Francisco celebrou a Solenidade de Pentecostes com a Santa Missa que presidiu na Praça de São Pedro junto a milhares de peregrinos provenientes de todo o mundo.
Em sua homilia, o Pontífice advertiu contra a tentação da “diversidade sem a unidade de da “unidade sem diversidade” e assegurou que o EspíritoSanto ajuda a perdoar.
“Eis o início da Igreja, eis a cola que nos mantém unidos, o cimento que une os tijolos da casa: o perdão”. “Com efeito, o perdão é o dom elevado à potência infinita, é o amor maior, aquele que mantém unido não obstante tudo, que impede de soçobrar, que reforça e solidifica. O perdão liberta o coração e permite recomeçar: o perdão dá esperança; sem perdão, não se edifica a Igreja”, afirmou.
A seguir, o texto completo da homilia do Papa:
Chega hoje ao seu termo o tempo de Páscoa, desde a Ressurreição de Jesus até ao Pentecostes: cinquenta dias caraterizados de modo especial pela presença do Espírito Santo. De facto, o Dom pascal por excelência é Ele: o Espírito criador, que não cessa de realizar coisas novas. As Leituras de hoje mostram-nos duas novidades: na primeira, o Espírito faz dos discípulos um povo novo; no Evangelho, cria nos discípulos um coração novo.
Um povo novo. No dia de Pentecostes o Espírito desceu do céu em «línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas» (At 2, 3-4). Com estas palavras, é descrita a ação do Espírito: primeiro, pousa sobre cada um e, depois, põe a todos em comunicação. A cada um dá um dom e reúne a todos na unidade. Por outras palavras, o mesmo Espírito cria a diversidade e a unidade e, assim, molda um povo novo, diversificado e unido: a Igreja universal. Em primeiro lugar, com fantasia e imprevisibilidade, cria a diversidade; com efeito, em cada época, faz florescer carismas novos e variados. Depois, o mesmo Espírito realiza a unidade: liga, reúne, recompõe a harmonia. «Com a sua presença e ação, congrega na unidade espíritos que, entre si, são distintos e separados» (Cirilo de Alexandria, Comentário ao Evangelho de João, XI, 11). E desta forma temos a unidade verdadeira, a unidade segundo Deus, que não é uniformidade, mas unidade na diferença.
Para se conseguir isso, ajuda-nos o evitar duas tentações frequentes. A primeira é procurar a diversidade sem a unidade. Sucede quando se quer distinguir, quando se formam coligações e partidos, quando se obstina em posições excludentes, quando se fecha nos próprios particularismos, porventura considerando-se os melhores ou aqueles que têm sempre razão - são os chamados guardiões da verdade. Desta maneira escolhe-se a parte, não o todo, pertencer primeiro a isto ou àquilo e só depois à Igreja; tornam-se «adeptos» em vez de irmãos e irmãs no mesmo Espírito; cristãos «de direita ou de esquerda» antes de o ser de Jesus; inflexíveis guardiães do passado ou vanguardistas do futuro em vez de filhos humildes e agradecidos da Igreja. Assim, temos a diversidade sem a unidade. Por sua vez, a tentação oposta é procurar a unidade sem a diversidade. Mas, deste modo, a unidade torna-se uniformidade, obrigação de fazer tudo juntos e tudo igual, de pensar todos sempre do mesmo modo. Assim, a unidade acaba por ser homologação, e já não há liberdade. Ora, como diz São Paulo, «onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade» (2 Cor 3, 17).
Então a nossa oração ao Espírito Santo é pedir a graça de acolhermos a sua unidade, um olhar que, independentemente das preferências pessoais, abraça e ama a sua Igreja, a nossa Igreja; pedir a graça de nos preocuparmos com a unidade entre todos, de anular as murmurações que semeiam cizânia e as invejas que envenenam, porque ser homens e mulheres de Igreja significa ser homens e mulheres de comunhão; é pedir também um coração que sinta a Igreja como nossa Mãe e nossa casa: a casa acolhedora e aberta, onde se partilha a alegria multiforme do Espírito Santo.
E passemos agora à segunda novidade: um coração novo. Quando Jesus ressuscitado aparece pela primeira vez aos seus, diz-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados» (Jo 20, 22-23). Jesus não condenou os seus, que O abandonaram e renegaram durante a Paixão, mas dá-lhes o Espírito do perdão. O Espírito é o primeiro dom do Ressuscitado, tendo sido dado, antes de mais nada, para perdoar os pecados. Eis o início da Igreja, eis a cola que nos mantém unidos, o cimento que une os tijolos da casa: o perdão. Com efeito, o perdão é o dom elevado à potência infinita, é o amor maior, aquele que mantém unido não obstante tudo, que impede de soçobrar, que reforça e solidifica. O perdão liberta o coração e permite recomeçar: o perdão dá esperança; sem perdão, não se edifica a Igreja.
O Espírito do perdão, que tudo resolve na concórdia, impele-nos a recusar outros caminhos: os caminhos apressados de quem julga, os caminhos sem saída de quem fecha todas as portas, os caminhos de sentido único de quem critica os outros. Ao contrário, o Espírito exorta-nos a percorrer o caminho com duplo sentido do perdão recebido e do perdão dado, da misericórdia divina que se faz amor ao próximo, da caridade como «único critério segundo o qual tudo deve ser feito ou deixado de fazer, alterado ou não» (Isaac da Estrela, Discurso 31). Peçamos a graça de tornar o rosto da nossa Mãe Igreja cada vez mais belo, renovando-nos com o perdão e corrigindo-nos a nós mesmos: só então poderemos corrigir os outros na caridade.
Peçamos ao Espírito Santo, fogo de amor que arde na Igreja e dentro de nós, embora muitas vezes o cubramos com a cinza das nossas culpas: «Espírito de Deus, Senhor que estais no meu coração e no coração da Igreja, Vós que fazeis avançar a Igreja, moldando-a na diversidade, vinde! Precisamos de Vós, como de água, para viver: continuai a descer sobre nós e ensinai-nos a unidade, renovai os nossos corações e ensinai-nos a amar como Vós nos amais, a perdoar como Vós nos perdoais. Amen».

sexta-feira, 2 de junho de 2017

ATIVIDADES EM JUNHO


PARÓQUIA DE SÃO FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA

ACTIVIDADES PASTORAIS / SOCIAIS – MÊS DE JUNHO 2017


DIA 1, quinta – feira, à tarde: 
Festa da Criança no Centro Juvenil P. Amadeu Pinto, sj

DIA 2, sexta-feira
– 21h15: Reunião de pais dos adolescentes do 6º  – Profissão de fé

DIA 3, sábado
15h30: Confissões dos adolescentes da Profissão de Fé
16H30: Ensaio da Festa Profissão de Fé
21h15: VIGÍLIA DE PENTECOSTES

DIA 4, Domingo
10h00: Ensaio para a Festa do Compromisso
11h30: Festa do Compromisso – 9º Ano

DIA 10, Sábado – das 9h30 às 17h30 – Retiro dos Crismandos 
(jovens e adultos), Seminário
18h00: Missa com a profissão de Fé – 6º Ano de Catequese

DIA 17, TODO O DIA – FESTA DA PARÓQUIA,
DE MANHÃ: JOGOS
DE TARDE – JOGOS; LANCHE PARA AS CRIANÇAS…
17H00 – PROCISSÃO; 18H30: MISSA, com Promessas dos nossos Escuteiros;
20H00: JANTAR PARTILHADO E CONVÍVIO (trazer alguma coisa para partilhar)

DIA 20, terça-feira – 
21h15: REUNIÃO DE AVALIAÇÃO DO ANO CATEQUÉTICO
(com todos os catequistas)

DIA 25, DOMINGO – DAS 7H ÀS 20H00 – PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL A FÁTIMA
(não se esqueça de se inscrever)
DIA 29, quinta-feiradas 16h às 18h30: tarde de Adoração

VIGÍLIA DE PENTECOSTES

VIGíLIA DE PENTECOSTES
SÁBADO, 3 JUNHO
ÀS 21H
NA PARÓQUIA DE S. F. XAVIER
Junta-te a nós
para em comunidade pedirmos
O Espírito Santo
para toda a humanidade,
para toda a Igreja,
para todas as famílias
para a nossa paróquia,

pela paz do mundo…

segunda-feira, 29 de maio de 2017

FESTA DO BATISMO E 1ª COMUNHÃO


No domingo dia 28 de maio na Eucaristia das 15h30 um grupo de crianças e adolescentes que frequentam a catequese foram baptizadas e fizeram a 1ª Comunhão

Que Jesus fique sempre nos seus corações!

FESTA DA VIDA


No sábado 27 de maio um grupo de 10 adolescentes do 8º catecismo celebrou a Festa da Vida na Eucaristia das 18h

O Padre Hermínio procedeu à benção das cruzes que depois foram oferecidas a cada um.
"Sempre que olharmos para a cruz, recordemos que nela se consumou o mistério de amor com que Cristo nos amou "
ESTAMOS AQUI PORQUE ACREDITAMOS QUE JESUS CRISTO É O ÚNICO CAPAZ DE NOS ENTUSIASMAR, DE DAR SENTIDO À NOSSA EXISTÊNCIA, DE ILUMINAR A NOSSA VIDA E, DE NOS LEVAR À CONSTRUÇÃO DO SEU REINO DE AMOR.

domingo, 28 de maio de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR (ANO A)


Mt 28,16-20 Na alocução que precedeu a oração do Regina Caeli, o Pontífice recordou a Ascensão do Senhor, celebrada neste domingo, quarenta dias depois da Páscoa.
“Os versículos que concluem o Evangelho de Mateus nos apresentam o momento da despedida definitiva do Ressuscitado aos seus discípulos. O cenário é o da Galileia, lugar onde Jesus os chamou para segui-lo e para formar o primeiro núcleo de sua comunidade nova. Agora, aqueles discípulos passaram através do fogo da paixão e da ressurreição. Ao verem Jesus ressuscitado eles se prostram diante dele, alguns porém ainda duvidam. A esta comunidade amedrontada, Jesus deixa a grande tarefa de evangelizar o mundo; e concretiza esta tarefa com o mandato de ensinar e batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” 
Segundo o Papa, “a Ascensão de Jesus ao céu constitui o fim da missão que o Filho recebeu do Pai e o início da continuação desta missão por parte da Igreja. A partir deste momento, do momento da Ascensão, a presença de Cristo no mundo é mediada através de seus discípulos, daqueles que acreditam Nele e o anunciam. Esta missão durará até o fim da história e contará todos os dias com a assistência do Senhor ressuscitado, que garante: "Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”. 
“A sua presença traz fortaleza nas perseguições, conforto nas tribulações, sustento nas situações difíceis que a missão e o anúncio do Evangelho encontram. A Ascensão nos recorda esta assistência de Jesus e de seu Espírito que dá confiança e segurança ao nosso testemunho cristão no mundo. Revela-nos porque existe a Igreja: a Igreja existe  para anunciar o Evangelho! Somente para isso! A alegria da Igreja é anunciar o Evangelho.” 
Francisco disse ainda que “todos nós batizados somos a Igreja. Hoje, somos convidados a entender melhor que Deus nos deu a grande dignidade e responsabilidade de anunciá-lo ao mundo, de torná-lo acessível à humanidade. Esta é a nossa dignidade, esta é a maior honra de cada um de nós, batizados na Igreja!”
“Nesta festa da Ascensão, enquanto voltamos o nosso olhar para o céu, onde Cristo subiu e está sentado à direita do Pai, fortalecemos os nossos passos na terra para prosseguir com entusiasmo e coragem o nosso caminho, a nossa missão de testemunhar e viver o Evangelho em qualquer ambiente. Estamos bem conscientes de que isso não depende em primeiro lugar de nossas forças, da capacidade organizacional e recursos humanos. Somente com a luz e a força do Espírito Santo podemos efetivamente cumprir a nossa missão de fazer conhecer e experimentar cada vez aos outros o amor e a ternura de Jesus.”
O Papa pediu “à Virgem Maria para nos ajudar a contemplar os bens celestes, que o Senhor nos promete, e a nos tornar testemunhas cada vez mais críveis de sua Ressurreição, da vida verdadeira.” 

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 51º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS (28.05.2017)

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O 51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Tema: «“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5).
Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo»
[28 de maio de 2017]

Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de «moer» o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).
Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, «moem» tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.
Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.
Gostaria, pois, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da «boa notícia».
A boa notícia
A vida do homem não se reduz a uma crónica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos «óculos» que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os «óculos» certos?
Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus» (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da «boa notícia», que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.
Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. «Não tenhas medo, que Eu estou contigo» (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – «Eu estou contigo» – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não dececiona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.
A confiança na semente do Reino
Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os «óculos» adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o «espaço» de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, «como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce» (Mc 4, 26-27).
O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.
Os horizontes do Espírito
A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter «plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade» (Heb 10, 19-20). Através «da força do Espírito Santo»,podemos ser «testemunhas»e comunicadores duma humanidade nova, redimida, «até aos confins da terra»(cf. At 1, 7-8).
A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.
Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi «reimpresso» em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos «canais» vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.
Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.
Franciscus

domingo, 21 de maio de 2017

FESTA DA 1ª COMUNHÃO


   Neste domingo, dia 21 de maio de 2017
      na Eucaristia das 15h30m
   comungaram pela 1ª vez 16 crianças da catequese

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO VI DOMINGO DA PÁSCOA (ANO A)


S. João 14, 15–21 O Papa Francisco recordou, hoje, o Evangelho do dia, que nos "leva àquele momento comovente e dramático que é a última ceia de Jesus com os seus discípulos. O evangelista João recolhe da boca e do coração do Senhor os seus últimos ensinamentos, antes da paixão e da morte. Jesus promete aos seus amigos que, depois d’Ele, receberão um outro paráclito, ou seja, um outro “advogado”, defensor e consolador, “o Espírito da verdade”, e acrescenta: “Não vos deixarei órfãos, virei até vocês”.
Estas palavras - prosseguiu o Papa  - transmitem a alegria de uma nova vinda de Cristo: Ele, ressuscitado e glorificado, está no Pai e, ao mesmo tempo, vem a nós no Espírito Santo. E nesta sua nova vinda se revela a nossa união com Ele e com o Pai: “Vocês saberão que eu estou no meu Pai e vocês em mim e eu em vocês”.
Meditando estas palavras de Jesus - continuou o Pontífice - hoje nós percebemos com senso de fé de sermos o povo de Deus em comunhão com o Pai e com Jesus mediante o Espírito Santo. Neste Mistério de comunhão, a Igreja encontra a fonte inexaurível da própria missão, que se realiza mediante o amor. Jesus diz no Evangelho de hoje: “Quem acolhe os meus mandamentos e os observa, estes são aqueles que me amam. Quem me ama será amado pelo meu Pai e eu também o amarei e me manifestarei nele”.
"É o amor que nos introduz o conhecimento de Jesus, graças à ação do Espírito Santo. O amor a Deus e ao próximo é o maior mandamento do Evangelho. O Senhor hoje nos chama a corresponder generosamente ao chamado evangélico ao amor, colocando Deus no centro da nossa vida e nos dedicando ao serviço dos irmãos, especialmente os mais necessitados de apoio e de consolação", afirmou Francisco.
Se existe um comportamento que não é fácil - advertiu o Papa - que não é óbvio sequer para uma comunidade cristã é justamente aquele de saber se amar, de se querer bem, a exemplo do Senhor e com a sua graça. Às vezes os contrastes, o orgulho, as invejas, as divisões deixam sinais também sobre o belo rosto da Igreja. Uma comunidade de cristãos deveria viver na caridade de Cristo, e em vez é bem ali que o maligno ‘coloca a pata’ e nós, às vezes, nos deixamos enganar. E quem sofre são as pessoas mais frágeis espiritualmente.
"Quantas delas se afastaram porque não se sentiram acolhidas, compreendidas e amadas. Até mesmo para um cristão saber amar não é algo que se conquista de uma só vez; todos os dias se deve recomeçar, se deve exercitar para que o nosso amor para com os irmãos e irmãs que encontramos passe a ser maduro e purificado dos limites ou pecados que o deixam parcial, egoísta, estéril e infiel. Todos os dias se deve aprender a arte de amar, todos os dias se deve seguir com paciência a escola de Cristo, com a ajuda de seu Espírito".
Que Nossa Senhora, perfeita discípula de seu Filho e Senhor, nos ajude a sermos sempre mais dóceis ao Paráclito, o Espírito da Verdade, para aprender todos os dias a nos amarmos como Jesus nos amou.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO, EM FÁTIMA, POR OCASIÃO DO CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES E DA CANONIZAÇÃO DOS BEATOS FRANCISCO E JACINTA MARTO


SANTA MISSA COM O RITO DA CANONIZAÇÃO 
DOS BEATOS FRANCISCO MARTO E JACINTA MARTO
HOMILIA DO SANTO PADRE
«Apareceu no Céu (…) uma mulher revestida de sol»: atesta o vidente de Patmos no Apocalipse (12, 1), anotando ainda que ela «estava para ser mãe». Depois ouvimos, no Evangelho, Jesus dizer ao discípulo: «Eis a tua Mãe» (Jo 19, 26-27). Temos Mãe! Uma «Senhora tão bonita»: comentavam entre si os videntes de Fátima a caminho de casa, naquele abençoado dia treze de maio de há cem anos atrás. E, à noite, a Jacinta não se conteve e desvendou o segredo à mãe: «Hoje vi Nossa Senhora». Tinham visto a Mãe do Céu. Pela esteira que seguiam os seus olhos, se alongou o olhar de muitos, mas… estes não A viram. A Virgem Mãe não veio aqui, para que A víssemos; para isso teremos a eternidade inteira, naturalmente se formos para o Céu.
Mas Ela, antevendo e advertindo-nos para o risco do Inferno onde leva a vida – tantas vezes proposta e imposta – sem-Deus e profanando Deus nas suas criaturas, veio lembrar-nos a Luz de Deus que nos habita e cobre, pois, como ouvíamos na Primeira Leitura, «o filho foi levado para junto de Deus» (Ap 12, 5). E, no dizer de Lúcia, os três privilegiados ficavam dentro da Luz de Deus que irradiava de Nossa Senhora. Envolvia-os no manto de Luz que Deus Lhe dera. No crer e sentir de muitos peregrinos, se não mesmo de todos, Fátima é sobretudo este manto de Luz que nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar da Terra quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe para Lhe pedir, como ensina a Salve Rainha, «mostrai-nos Jesus».
Queridos peregrinos, temos Mãe, temos Mãe! Agarrados a Ela como filhos, vivamos da esperança que assenta em Jesus, pois, como ouvíamos na Segunda Leitura, «aqueles que recebem com abundância a graça e o dom da justiça reinarão na vida por meio de um só, Jesus Cristo» (Rm 5, 17). Quando Jesus subiu ao Céu, levou para junto do Pai celeste a humanidade – a nossa humanidade – que tinha assumido no seio da Virgem Mãe, e nunca mais a largará. Como uma âncora, fundeemos a nossa esperança nessa humanidade colocada nos Céus à direita do Pai (cf. Ef 2, 6). Seja esta esperança a alavanca da vida de todos nós! Uma esperança que nos sustente sempre, até ao último respiro.
Com esta esperança, nos congregamos aqui para agradecer as bênçãos sem conta que o Céu concedeu nestes cem anos, passados sob o referido manto de Luz que Nossa Senhora, a partir deste esperançoso Portugal, estendeu sobre os quatro cantos da Terra. Como exemplo, temos diante dos olhos São Francisco Marto e Santa Jacinta, a quem a Virgem Maria introduziu no mar imenso da Luz de Deus e aí os levou a adorá-Lo. Daqui lhes vinha a força para superar contrariedades e sofrimentos. A presença divina tornou-se constante nas suas vidas, como se manifesta claramente na súplica instante pelos pecadores e no desejo permanente de estar junto a «Jesus Escondido» no Sacrário.
Nas suas Memórias (III, n. 6), a Irmã Lúcia dá a palavra à Jacinta que beneficiara duma visão: «Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não tem nada para comer? E o Santo Padre numa Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar? E tanta gente a rezar com ele?» Irmãos e irmãs, obrigado por me acompanhardes! Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas. Sob o seu manto, não se perdem; dos seus braços, virá a esperança e a paz que necessitam e que suplico para todos os meus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados. Queridos irmãos, rezamos a Deus com a esperança de que nos escutem os homens; e dirigimo-nos aos homens com a certeza de que nos vale Deus.
Pois Ele criou-nos como uma esperança para os outros, uma esperança real e realizável segundo o estado de vida de cada um. Ao «pedir» e «exigir» o cumprimento dos nossos deveres de estado (carta da Irmã Lúcia, 28/II/1943), o Céu desencadeia aqui uma verdadeira mobilização geral contra esta indiferença que nos gela o coração e agrava a miopia do olhar. Não queiramos ser uma esperança abortada! A vida só pode sobreviver graças à generosidade de outra vida. «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24): disse e fez o Senhor, que sempre nos precede. Quando passamos através dalguma cruz, Ele já passou antes. Assim, não subimos à cruz para encontrar Jesus; mas foi Ele que Se humilhou e desceu até à cruz para nos encontrar a nós e, em nós, vencer as trevas do mal e trazer-nos para a Luz.
Sob a proteção de Maria, sejamos, no mundo, sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor.

domingo, 14 de maio de 2017

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO V DOMINGO DA PÁSCOA (ANO A)


Jo. 14, 1-12 Seguir Jesus como Caminho, Verdade e Vida é a mensagem central do Evangelho deste V Domingo da Páscoa, que nos leva a vivenciar a novidade do Amor de Deus por nós, sempre original e descoberto aos poucos.
Jesus é o Caminho para o Pai. Ele veio do Pai, com o Pai é um e volta para o Pai. Ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, diz-nos o Senhor.
Jesus é a Verdade, a revelação autêntica do projeto de Deus, a manifestação visível e encarnada do amor do Pai. A verdade vos libertará. Em Jesus nos sentimos plenamente livres e amados.
Jesus é a Vida, é a própria ressurreição, a vida eterna, a Vida!
Muitas vezes em nossa vida surge uma novidade, algo com que não contávamos e que precisamos acolher, dar espaço e lugar. Precisamos saber inserir esse inesperado que parece ter vindo para ficar e modificar nosso dia a dia e até a nossa própria vida.
De acordo com as leituras de hoje é necessário que sejamos movidos pelo amor, pelo desejo de servir, que recorramos a Deus na oração e que coloquemos em prática aquilo que o Espírito Santo nos orientar. Quando Jesus diz que nos vai preparar um lugar no Céu, Ele está a prestar-nos um serviço.
Na vida cristã o maior é aquele que serve mais. A vida de Jesus foi um eterno serviço, desde o nascimento até a morte, sem deixar de lado a ressurreição e os atos após ela.
É necessário seguir Jesus, Caminho, Verdade e Vida, que se retirava em oração, ouvia o Pai e agia.
Assim, do mesmo modo como fizeram o Senhor e a primeira comunidade, estaremos anunciando que Deus nos ama e está connosco e, através de nossas ações, dos nossos serviços, continua criando o mundo». (Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos)

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Vídeo-mensagem do Papa Francisco ao Povo Português



Papa aos Portugueses "Preciso de vos ter comigo"
Num vídeo de quatro minutos, Santo Padre pediu aos portugueses que se unissem à sua oração em Fátima, de forma física ou espiritual.
#Papa2017 #SantuáriodeFátima #Portugal

P. JOSÉ MARIA BRITO NO PROGRAMA "A FALAR É QUE A GENTE SE ENTENDE" SOBRE O PAPA FRANCISCO



P. José Maria Brito, Director do Gabinete de Comunicação da Companhia de Jesus em Portugal, esteve, no passado dia 4 de Maio, no Programa "A falar é que a gente se entende" da SIC, para falar do Papa Francisco.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

PROCISSÃO DE VELAS




 No sábado 6 de Maio pelas 21h15m realizou-se a procissão com a Imagem de Nossa Senhora de Fátima, que saiu da Igreja Paroquial de S. Francisco Xavier de Caparica e percorreu algumas ruas da Paróquia com muita gente que cantou e rezou o terço a Nossa Senhora.



No final o Padre Hermínio deu a benção com o Santíssimo Sacramento e rezamos juntos a oração que o Papa Francisco fez a Nossa Senhora quando em 13 de outubro de 2013 a Imagem Peregrina foi ao Vaticano.


domingo, 7 de maio de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO IV DOMINGO DA PÁSCOA (ANO A)


Jo 10,1-10  Na alocução que precedeu o Regina Caeli o Papa Francisco deteve-se na página do Evangelho deste domingo – chamado “domingo do bom pastor”, – na qual Jesus nos apresenta duas imagens que se completam mutuamente. A imagem do pastor e a imagem da porta do aprisco.
Muitas pessoas aproximam-se do rebanho: há quem entre no aprisco passando pela porta e quem “entre passando por outro lugar”, frisou o Pontífice explicando: o primeiro é o pastor, o segundo um estranho, que não ama as ovelhas, quer entrar por outros interesses.
“Jesus identifica-se com o primeiro e manifesta uma relação de familiaridade com as ovelhas, expressa mediante a voz, com a qual as chama e que elas reconhecem e o seguem. Ele as chama para levá-las para fora, às pastagens verdejantes onde encontram bom alimento”.
A segunda imagem com a qual Jesus se identifica é a da “porta das ovelhas”. Cristo, Bom Pastor, tornou-se a porta da salvação da humanidade porque ofereceu a vida pelas suas ovelhas.
“Jesus, bom pastor e porta das ovelhas, é a cabeça cuja autoridade se expressa no serviço, uma cabeça que para comandar dá a vida e não pede a outros que a sacrifiquem. Numa cabeça assim pode confiar-se, como as ovelhas que ouvem a voz de seu pastor porque sabem que com ele se vai a pastagens boas e abundantes”, frisou Francisco.
“Basta um sinal, um chamado e elas o seguem, obedecem, encaminham-se guiadas pela voz daquele que sentem como presença amiga, forte e doce ao mesmo tempo, que encaminha, protege, consola e medica. Assim é Cristo para nós”, ressaltou o Papa fazendo uma pertinente observação:
Há uma dimensão da experiência cristã que talvez deixemos, de certo modo, à sombra: a dimensão espiritual e afetiva. O sentirmo-nos unidos por um vínculo especial ao Senhor como as ovelhas ao seu pastor. Por vezes racionalizamos por demais a fé e corremos o risco de perder a percepção do timbre daquela voz, da voz de Jesus bom pastor, que estimula e fascina.”
É a maravilhosa experiência de sentirmo-nos amados por Jesus. Perguntem-se: "Eu me sinto amado por Jesus? Eu me sinto amada por Jesus?" Para Ele jamais somos estranhos, mas amigos e irmãos. No entanto, nem sempre é fácil distinguir a voz do pastor bom. “Há sempre o perigo do ladrão e do falso pastor. Há sempre o risco de ser distraído pelo ribombar de tantas vozes”, afirmou ainda o Santo Padre.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

ATIVIDADES EM MAIO

PARÓQUIA DE SÃO FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA
ACTIVIDADES PASTORAIS / SOCIAIS – MÊS DE MAIO 2017
 

DIA 6, Sábado
10h00: Catequese especial: Primeira Comunhão
21h00: Procissão de Velas
DIA 7, Domingo: 11h30 – Dia da Mãe
                                            - Festa da Esperança – 5º Ano de catequese

DIA13, Sábado: Visita do Papa Francisco a Fátima, no Centenário das Aparições, com a    Canonização dos Pastorinhos: Francisco e Jacinta Marto
15h15: Filme Aparições de Fátima
17h00: TERÇO DAS FAMILIAS

DIA 14, Domingo:
15h00: Adoração ao Santíssimo – Pais e filhos – 1ª comunhão e Baptismo
16h00: Reunião de pais e padrinhos das crianças da catequese que vão ser batizadas

DIA 17, quarta-feira: 19h CVX
DIA 19, Sexta-feira: 21h15 – Reunião de pais das crianças da catequese, 8º Ano – Festa da Vida.

DIA 20, Sábado:
10h00: CONFISSÕES PARA A PRIMEIRA COMUNHÃO
14h30: Confissões para a Festa da Vida (8º Ano)
15h30: ENSAIO DA PRIMEIRA COMUNHÃO
18h00: Missa animada pelos Escuteiros

DIA 21, domingo – 15h30: EUCARISTIA DA PRIMEIRA COMUNHÃO

DIA 25, quinta-feira: 21h00: Ultreia dos Cursos de Cristandade

DIA 26, sexta-feira: 21h15 – Reunião dos pais das crianças do 9º Ano – Festa do Compromisso

DIA 27, Sábado:
10h00: ENSAIO PARA O BAPTISMO E PRIMEIRA COMUNHÃO
14H30: Ensaio para a Festa da Vida
18h00: Missa - FESTA DA VIDA

DIA 28, Domingo:
10h00 – Confissões para a Festa do Compromisso
15h30: MISSA COM BAPTISMOS E PRIMEIRA COMUNHÃO                                                     04/05/17, P. hv, sj

domingo, 30 de abril de 2017

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO III DOMINGO DA PÁSCOA (ANO A)


Lc. 24, 13- 35 «Jesus, o Mestre por excelência, passa três anos preparando os apóstolos e discípulos para os acontecimentos de sua Paixão. Fala dos seus sentimentos, da sua morte e da sua Ressurreição. Quando tudo isso acontece, o peso do sofrimento e da morte é tão grande que todos se esquecem do que Jesus os advertira em relação à Ressurreição. Todos ficam desapontados, tristes e reagindo como se a morte fosse a última palavra na vida de Jesus.
O Evangelho nos relata a repercussão desses fatos na vida de dois deles, os chamados discípulos de Emaús, Cléofas e seu companheiro.
Eles estão voltando para casa. O Mestre, aquele em que colocavam toda a esperança, está morto. Pelo caminho eles andam de modo acabrunhado. Contudo, Jesus, o Consolador, dirige-se-lhes com o propósito de acabar com essa tristeza. Jesus usa uma tática de não se revelar logo, mas de ir fazendo perguntas, recordando o que estava nas Escrituras a respeito d’Ele, de tal modo a que a esperança fosse recuperada.
Ao passar pela entrada de Emaús, Jesus se despede. Eles ficam desapontados com tal atitude. Aquele caminheiro que, com a sua conversa, lhes estava resgatando a esperança, vai embora e vai deixá-los sozinhos. Não, não pode ser. Eles pedem ao desconhecido que entre com eles no povoado, depois em sua casa e ceiem juntos.
Podemos ver nesse gesto de Jesus, ao deixar espaço para ser convidado, que o Senhor não se impõe a nós. Ele vem até nós e consola-nos, mas não impõe a sua presença permanente. Ele quer a nossa solicitação, Ele se oferece como hóspede – Eis que estou à porta e bato -, ele espera um ato livre da nossa vontade. Ao ser convidado, Jesus aceita e vai cear com eles.
Na hora da bênção do pão, Jesus revela-se e, como no Tabor, aparece na sua glória de Filho amado pelo Pai. Jesus revela-se e desaparece.
Não é mais necessária sua presença após a manifestação da sua glória, após a experiência é anunciar a ressurreição. 
Assim somos nós. Nos momentos difíceis da vida recordamos as palavras do Senhor?
Damos espaço para que Ele nos fale? Recorremos  às Escrituras, ao Evangelho e meditamos nas suas palavras?
A experiência que temos de Deus, compartilhamo-la com os demais?» (Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o III Domingo da Páscoa)

domingo, 23 de abril de 2017

Pastorinhos de Fátima serão canonizados a 13 de Maio


REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO II DOMINGO DA PÁSCOA (ANO A)


Jo 20,19-31 Jesus ressuscitado realiza várias iniciativas para desvendar aos discípulos, e por eles, a toda a humanidade, a novidade do seu ser e do seu agir. Encontros pessoais e comunitários, marchas e refeições, diálogos e provações. Presenças surpreendentes, ausências súbitas e apresentação das cicatrizes da paixão. Hoje, o relato do Evangelho oferece-nos uma “amostra” de algumas destas iniciativas que realçam a sua divina misericórdia.
A desolação dos discípulos contrasta fortemente com a coragem de Jesus ressuscitado. Eles, amedrontados, estão refugiados em casa trancada, a temerem o que lhes podia acontecer na sequência da condenação do seu Mestre. Este, destemido, apresenta-se no meio deles, sereno e ousado, e saúda-os amigavelmente, desejando-lhes a paz. O contraste não pode ser mais radical e provocador. A atitude de Jesus surpreende-os completamente e deixa-os expectantes. Eles ainda não o haviam reconhecido. Que carga de medo inibidor! Que urgência da “purificação” do coração e da mente para iniciar o caminho da fé no ressuscitado! Que importância atribuída à jovem comunidade reunida em assembleia neste “arranque” decisivo!
Jesus toma a iniciativa e coloca-se no meio deles. Ele é o centro para onde todos convergem e donde cada um parte em missão, para ir ao encontro das pessoas e anunciar-lhes o amor com que Deus as ama e o apelo que lhes faz para viverem como irmãos em comunidade. Que belo “desenho” da Igreja germinal que servirá sempre de referência para atestar a autenticidade das nossas atitudes e a beleza da nossa comunhão.
João, o narrador do acontecido – adianta que foi no 1º. dia da semana que é o domingo. Esta referência tem enorme importância histórica e cultural, pois testemunha as raízes pascais do Dia do Senhor, da assembleia cristã que faz a sua celebração comunitária, da certeza de que “Ele está no meio de nós”. Como os cristãos de Cartago, somos convidados a afirmar: Sem domingo, não podemos viver! Que arrojo de fé em contraste com a onda crescente de insensibilidade espiritual face à riqueza do domingo e da tendência para a sua substituição por outras ocupações e entreténs. É tarefa urgente da nova evangelização anunciar e repor as prioridades na escala de valores que humanizam a sociedade e elevam a realização integral da dignidade humana.
A acção de Jesus no encontro com os discípulos prossegue de modo exemplar para quem se inicia na fé pascal: acolher a paz, aceitar o envio, receber o Espírito, perdoar e ser perdoado, reconhecer e venerar nas chagas do mundo as cicatrizes das feridas do Crucificado/Ressuscitado, abrir-se à fé de adoração e ser coerente em atitudes práticas. Que belo e estimulante caminho!
Que reforço dá ao nosso espírito inquieto, sempre em busca, a afirmação de Jesus: “Felizes os que acreditam sem terem visto”. É a felicidade de quem encontra e sabe passar “dos olhos ao coração”, do visível ao Invisível, do aparente ao Real, das chagas dos crucificados na terra à vida nova do Ressuscitado presente em tantos gestos de amor e de serviço humilde. De facto, Ele fica e vive connosco. Ele sonha uma humanidade renovada e envia-nos em missão.
Jesus sempre no meio de nós: está em cada beijo e em cada abraço de família; na oração e no compromisso da comunidade, no grupo solidário, que semeia a esperança e o bem e se esforça por buscar a verdade e promover o progresso. Jesus sempre no meio do coração do mundo como alento e dinamismo de toda a humanidade ( cf. Pastoral das Prisões, Sevilha).

domingo, 16 de abril de 2017

PEREGRINAÇÃO A FÁTIMA


O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus”
Peregrinação Paroquial a Fátima 
Domingo 25 de Junho
Neste ano Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima  vamos todos como peregrinos agradecer a Nossa Senhora tantas graças!

ENCONTRO SOBRE A MENSAGEM DE NOSSA SENHORA NO CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES EM FÁTIMA

Convidamos todas as famílias, neste ano Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima para um encontro, 6ª feira (21 de Abril) pelas 21.15h, com o Padre Dário Pedroso, na Igreja de S. Francisco Xavier.
Vem falar-nos de Nossa Senhora e da Sua Mensagem e como corresponder aos Seus pedidos para sermos fiéis ao Amor que Deus nos tem.
Contamos com todos.