Jo
1,29-34No seu encontro com os fiéis na Praça São Pedro,
neste domingo (15/01), o Papa explicou o sentido das palavras do Evangelho
deste dia proferidas por João Batista: “Eis o cordeiro de Deus que tira
o pecado do mundo”, nas margens do Rio Jordão.
Enquanto João batiza as pessoas, homens e mulheres
de várias idades, ele afirma que o reino dos céus está próximo e que o Messias
está para se manifestar.
“Para isso, é preciso prepararmo-nos, convertermo-nos
e agirmos corretamente”. O batismo é um sinal concreto de penitência. João sabe
que o Consagrado está a chegar e o sinal para reconhecê-lo é que Nele
repousará o Espírito Santo, que trará o verdadeiro batismo.
“Eis que naquele momento Jesus se apresenta nas
margens do rio, no meio do povo, dos pecadores, como nós. É o seu primeiro ato
público, a primeira coisa que faz quando deixa a sua casa de Nazaré: desce à
Judeia, vai ao Jordão e faz-se batizar por João Batista. Naquele momento, sobre
Jesus desce o Espírito Santo em forma de pomba e a voz do Pai o proclama Filho
predileto”.
João fica desconcertado pelo fato de o Messias se
ter manifestado de modo tão impensável, no meio dos pecadores. O Papa explicou
que iluminado pelo Espírito, João entende que assim se realizava a justiça
divina, o plano de salvação de Deus, que “como Cordeiro de Deus, toma para si
os pecados do mundo”.
Esta cena, segundo o Pontífice, é decisiva para a
nossa fé e para a missão da Igreja, que deve indicar Jesus às pessoas, como
fazem os padres na missa, todos os dias, quando apresentam o pão e o vinho aos
fiéis como o Corpo e o Sangue de Cristo:
“Este gesto
litúrgico representa toda a missão da Igreja, que não se anuncia si mesma, mas
anuncia Cristo! Ai da Igreja quando se anuncia si mesma... perde a bússola, não
sabe para onde ir. Ela não se leva a si mesma, mas leva Cristo, porque é Ele e
somente Ele que salva o povo do pecado, o liberta e o guia rumo à terra da vida
e da liberdade”.
Concluindo, o Papa rezou a oração mariana do
Angelus e pediu a Maria, Mãe do Cordeiro de Deus, que nos ajude a crer Nele e a
Segui-Lo.
Mt
2,1-12Hoje, antes da oração mariana do Angelus e, dirigindo
aos milhares de peregrinos e fiéis presentes na Praça de S. Pedro, o Papa
Francisco falou do significado da Epifania do Senhor, isto é, a manifestação de
Jesus que brilha como luz para todos povos. Símbolo desta luz que brilha no
mundo e quer iluminar a vida de cada um, disse o Papa, é a estrela que guiou os
Magos até Belém.
Também na nossa vida existem várias estrelas, luzes
que brilham e orientam, e cabe a nós escolher quais queremos seguir:
“Há luzes intermitentes, que vão e vêm, como as
pequenas satisfações da vida: embora boas, não são suficientes, porque duram
pouco e não deixam a paz que procuramos; estão depois as luzes deslumbrantes da
ribalta, do dinheiro e do sucesso, que prometem tudo e agora: são sedutoras,
mas com a sua força cegam e fazem passar dos sonhos de glória à escuridão mais
espessa. Os Magos, ao invés, nos convidam a seguir uma luz estável e suave, que
não se apaga, porque não é deste mundo: vem do céu e brilha no coração”.
Esta luz verdadeira é a luz do Senhor, ou melhor, é
o Senhor – continuou Francisco. Esta luz é para todos e chama a cada um e
podemos, assim, sentir como dirigido a nós o convite de hoje do profeta Isaías:
"Levanta-te, reveste-te de luz".
Gostaria, com muito respeito, convidar a todos a
não ter medo desta luz e a abrir-se ao Senhor. Sobretudo gostaria de dizer a
quem perdeu a força de procurar, àqueles que, subjugados pela escuridão da
vida, apagaram qualquer desejo: "Coragem, a luz de Jesus sabe vencer as
trevas mais escuras”, disse ainda o Papa.
Como podemos encontrar esta luz divina? Seguindo o
exemplo dos Magos, que o Evangelho descreve sempre em movimento, disse o Papa,
ressaltando a vida cristã é um caminho contínuo, feito de esperança e de busca;
um caminho que, como o dos Magos, continua mesmo quando a estrela desaparece de
vista momentaneamente:
“Neste caminho existem também insídias que devem
ser evitadas: as conversas superficiais e mundanas que tornam lento o passo; os
caprichos paralisantes do egoísmo; os buracos do pessimismo, que armadilha a
esperança. Estes obstáculos bloquearam os escribas, eles sabiam onde estava a
luz, mas não se mexeram. O seu conhecimento foi em vão, pois não basta saber
que Deus nasceu, se não se faz com Ele o Natal no coração.
Os Magos, pelo contrário, ao encontrar o Menino,
"se prostraram e o adoraram". E depois lhe deram ouro, incenso e
mirra, os seus bens mais preciosos. Nós também, como os Magos, ponhamo-nos a caminho, revistamo-nos de luz seguindo a estrela de Jesus, e adoremos o Senhor
com tudo aquilo que somos.
No Domingo 1 de Janeiro de 2017 a Paróquia de S. Francisco Xavier esteve em Festa.
Celebrou-se a Festa da Sagrada Família,com procissão percorrendo algumas ruas do Bairro e seguindo-se a Eucaristia Solene ao ar livre. Depois foi o almoço partilhado.
MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO 50º DIA MUNDIAL DA PAZ
1° DE JANEIRO DE 2017
A não-violência: estilo de uma política para a paz
1. No início deste novo ano, formulo sinceros votos de paz aos povos e nações do mundo inteiro, aos chefes de Estado e de governo, bem como aos responsáveis das Comunidades Religiosas e das várias expressões da sociedade civil. Almejo paz a todo o homem, mulher, menino e menina, e rezo para que a imagem e semelhança de Deus em cada pessoa nos permitam reconhecer-nos mutuamente como dons sagrados com uma dignidade imensa. Sobretudo nas situações de conflito, respeitemos esta «dignidade mais profunda»[1] e façamos da não-violência ativa o nosso estilo de vida.
Esta é a Mensagem para o 50º Dia Mundial da Paz. Na primeira, o Beato Papa Paulo VI dirigiu-se a todos os povos – e não só aos católicos – com palavras inequívocas: «Finalmente resulta, de forma claríssima, que a paz é a única e verdadeira linha do progresso humano (não as tensões de nacionalismos ambiciosos, nem as conquistas violentas, nem as repressões geradoras duma falsa ordem civil)». Advertia contra o «perigo de crer que as controvérsias internacionais não se possam resolver pelas vias da razão, isto é, das negociações baseadas no direito, na justiça, na equidade, mas apenas pelas vias dissuasivas e devastadoras». Ao contrário, citando a Pacem in terris do seu antecessor São João XXIII, exaltava «o sentido e o amor da paz baseada na verdade, na justiça, na liberdade, no amor».[2] É impressionante a atualidade destas palavras, não menos importantes e prementes hoje do que há cinquenta anos.
Nesta ocasião, desejo deter-me na não-violência como estilo duma política de paz, e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar na não-violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais. Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais. Quando sabem resistir à tentação da vingança, as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais credíveis de processos não-violentos de construção da paz. Desde o nível local e diário até ao nível da ordem mundial, possa a não-violência tornar-se o estilo caraterístico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas.
Um mundo dilacerado
2. Enquanto o século passado foi arrasado por duas guerras mundiais devastadoras, conheceu a ameaça da guerra nuclear e um grande número de outros conflitos, hoje, infelizmente, encontramo-nos a braços com uma terrível guerra mundial aos pedaços. Não é fácil saber se o mundo de hoje seja mais ou menos violento que o de ontem, nem se os meios modernos de comunicação e a mobilidade que carateriza a nossa época nos tornem mais conscientes da violência ou mais rendidos a ela.
Seja como for, esta violência que se exerce «aos pedaços», de maneiras diferentes e a variados níveis, provoca enormes sofrimentos de que estamos bem cientes: guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas de tráfico humano; a devastação ambiental. E para quê? Porventura a violência permite alcançar objetivos de valor duradouro? Tudo aquilo que obtém não é, antes, desencadear represálias e espirais de conflitos letais que beneficiam apenas a poucos «senhores da guerra»?
A violência não é o remédio para o nosso mundo dilacerado. Responder à violência com a violência leva, na melhor das hipóteses, a migrações forçadas e a atrozes sofrimentos, porque grandes quantidades de recursos são destinadas a fins militares e subtraídas às exigências do dia-a-dia dos jovens, das famílias em dificuldade, dos idosos, dos doentes, da grande maioria dos habitantes da terra. No pior dos casos, pode levar à morte física e espiritual de muitos, se não mesmo de todos.
A Boa Nova
3. O próprio Jesus viveu em tempos de violência. Ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano: «Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos» (Marcos 7, 21). Mas, perante esta realidade, a resposta que oferece a mensagem de Cristo é radicalmente positiva: Ele pregou incansavelmente o amor incondicional de Deus, que acolhe e perdoa, e ensinou os seus discípulos a amar os inimigos (cf. Mateus 5, 44) e a oferecer a outra face (cf. Mateus 5, 39). Quando impediu, aqueles que acusavam a adúltera, de a lapidar (cf. João 8, 1-11) e na noite antes de morrer, quando disse a Pedro para repor a espada na bainha (cf. Mateus 26, 52), Jesus traçou o caminho da não-violência que Ele percorreu até ao fim, até à cruz, tendo assim estabelecido a paz e destruído a hostilidade (cf. Efésios 2, 14-16). Por isso, quem acolhe a Boa Nova de Jesus, sabe reconhecer a violência que carrega dentro de si e deixa-se curar pela misericórdia de Deus, tornando-se assim, por sua vez, instrumento de reconciliação, como exortava São Francisco de Assis: «A paz que anunciais com os lábios, conservai-a ainda mais abundante nos vossos corações».[3]
Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não-violência. Esta, como afirmou o meu predecessor Bento XVI, «é realista pois considera que no mundo existe demasiada violência, demasiada injustiça e, portanto, não se pode superar esta situação, exceto se lhe contrapuser algo mais de amor, algo mais de bondade. Este “algo mais” vem de Deus».[4]E acrescentava sem hesitação: «a não-violência para os cristãos não é um mero comportamento tático, mas um modo de ser da pessoa, uma atitude de quem está tão convicto do amor de Deus e do seu poder que não tem medo de enfrentar o mal somente com as armas do amor e da verdade. O amor ao inimigo constitui o núcleo da “revolução cristã”».[5] A página evangélica – amai os vossos inimigos (cf. Lucas 6, 27) – é, justamente, considerada «a magna carta da não-violência cristã»: esta não consiste «em render-se ao mal (...), mas em responder ao mal com o bem (cf. Romanos 12, 17-21), quebrando dessa forma a corrente da injustiça».[6]
Mais poderosa que a violência
4. Por vezes, entende-se a não-violência como rendição, negligência e passividade, mas, na realidade, não é isso. Quando a Madre Teresa recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1979, declarou claramente qual era a sua ideia de não-violência ativa: «Na nossa família, não temos necessidade de bombas e de armas, não precisamos de destruir para edificar a paz, mas apenas de estar juntos, de nos amarmos uns aos outros (...). E poderemos superar todo o mal que há no mundo».[7] Com efeito, a força das armas é enganadora. «Enquanto os traficantes de armas fazem o seu trabalho, há pobres pacificadores que, só para ajudar uma pessoa, outra e outra, dão a vida»; para estes obreiros da paz, a Madre Teresa é «um símbolo, um ícone dos nossos tempos».[8] No passado mês de setembro, tive a grande alegria de a proclamar Santa. Elogiei a sua disponibilidade para com todos «através do acolhimento e da defesa da vida humana, a dos nascituros e a dos abandonados e descartados. (...) Inclinou-se sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera; fez ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes – diante dos crimes! – da pobreza criada por eles mesmos».[9] Como resposta, a sua missão – e nisto representa milhares, antes, milhões de pessoas – é ir ao encontro das vítimas com generosidade e dedicação, tocando e vendando cada corpo ferido, curando cada vida dilacerada.
A não-violência, praticada com decisão e coerência, produziu resultados impressionantes. Os sucessos alcançados por Mahatma Gandhi e Khan Abdul Ghaffar Khan, na libertação da Índia, e por Martin Luther King Jr contra a discriminação racial nunca serão esquecidos. As mulheres, em particular, são muitas vezes líderes de não-violência, como, por exemplo, Leymah Gbowee e milhares de mulheres liberianas, que organizaram encontros de oração e protesto não-violento (pray-ins), obtendo negociações de alto nível para a conclusão da segunda guerra civil na Libéria.
E não podemos esquecer também aquela década epocal que terminou com a queda dos regimes comunistas na Europa. As comunidades cristãs deram a sua contribuição através da oração insistente e a ação corajosa. Especial influência exerceu São João Paulo II, com o seu ministério e magistério. Refletindo sobre os acontecimentos de 1989, na Encíclica Centesimus annus(1991), o meu predecessor fazia ressaltar como uma mudança epocal na vida dos povos, nações e Estados se realizara «através de uma luta pacífica que lançou mão apenas das armas da verdade e da justiça».[10] Este percurso de transição política para a paz foi possível, em parte, «pelo empenho não-violento de homens que sempre se recusaram a ceder ao poder da força e, ao mesmo tempo, souberam encontrar aqui e ali formas eficazes para dar testemunho da verdade». E concluía: «Que os seres humanos aprendam a lutar pela justiça sem violência, renunciando tanto à luta de classes nas controvérsias internas, como à guerra nas internacionais».[11]
A Igreja comprometeu-se na implementação de estratégias não-violentas para promover a paz em muitos países solicitando, inclusive aos intervenientes mais violentos, esforços para construir uma paz justa e duradoura.
Este compromisso a favor das vítimas da injustiça e da violência não é um património exclusivo da Igreja Católica, mas pertence a muitas tradições religiosas, para quem «a compaixão e a não-violência são essenciais e indicam o caminho da vida».[12] Reitero-o aqui sem hesitação: «nenhuma religião é terrorista».[13] A violência é uma profanação do nome de Deus.[14] Nunca nos cansemos de repetir: «jamais o nome de Deus pode justificar a violência. Só a paz é santa. Só a paz é santa, não a guerra».[15]
A raiz doméstica duma política não-violenta
5. Se a origem donde brota a violência é o coração humano, então é fundamental começar por percorrer a senda da não-violência dentro da família. É uma componente daquela alegria do amor que apresentei na Exortação Apostólica Amoris laetitia, em março passado, concluindo dois anos de reflexão por parte da Igreja sobre o matrimónio e a família. Esta constitui o cadinho indispensável no qual cônjuges, pais e filhos, irmãos e irmãs aprendem a comunicar e a cuidar uns dos outros desinteressadamente e onde os atritos, ou mesmo os conflitos, devem ser superados, não pela força, mas com o diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão.[16] A partir da família, a alegria do amor propaga-se pelo mundo, irradiando para toda a sociedade.[17] Aliás, uma ética de fraternidade e coexistência pacífica entre as pessoas e entre os povos não se pode basear na lógica do medo, da violência e do fechamento, mas na responsabilidade, no respeito e no diálogo sincero. Neste sentido, lanço um apelo a favor do desarmamento, bem como da proibição e abolição das armas nucleares: a dissuasão nuclear e a ameaça duma segura destruição recíproca não podem fundamentar este tipo de ética.[18] Com igual urgência, suplico que cessem a violência doméstica e os abusos sobre mulheres e crianças.
O Jubileu da Misericórdia, que terminou em novembro passado, foi um convite a olhar para as profundezas do nosso coração e a deixar entrar nele a misericórdia de Deus. O ano jubilar fez-nos tomar consciência de como são numerosos e variados os indivíduos e os grupos sociais que são tratados com indiferença, que são vítimas de injustiça e sofrem violência. Fazem parte da nossa «família», são nossos irmãos e irmãs. Por isso, as políticas de não-violência devem começar dentro das paredes de casa para, depois, se difundir por toda a família humana. «O exemplo de Santa Teresa de Lisieux convida-nos a pôr em prática o pequeno caminho do amor, a não perder a oportunidade duma palavra gentil, dum sorriso, de qualquer pequeno gesto que semeie paz e amizade. Uma ecologia integral é feita também de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo».[19]
O meu convite
6. A construção da paz por meio da não-violência ativa é um elemento necessário e coerente com os esforços contínuos da Igreja para limitar o uso da força através das normas morais, mediante a sua participação nos trabalhos das instituições internacionais e graças à competente contribuição de muitos cristãos para a elaboração da legislação a todos os níveis. O próprio Jesus nos oferece um «manual» desta estratégia de construção da paz no chamado Sermão da Montanha. As oito Bem-aventuranças (cf. Mateus 5, 3-10) traçam o perfil da pessoa que podemos definir feliz, boa e autêntica. Felizes os mansos – diz Jesus –, os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça.
Este é um programa e um desafio também para os líderes políticos e religiosos, para os responsáveis das instituições internacionais e os dirigentes das empresas e dos meios de comunicação social de todo o mundo: aplicar as Bem-aventuranças na forma como exercem as suas responsabilidades. É um desafio a construir a sociedade, a comunidade ou a empresa de que são responsáveis com o estilo dos obreiros da paz; a dar provas de misericórdia, recusando-se a descartar as pessoas, danificar o meio ambiente e querer vencer a todo o custo. Isto requer a disponibilidade para «suportar o conflito, resolvê-lo e transformá-lo no elo de ligação de um novo processo».[20] Agir desta forma significa escolher a solidariedade como estilo para fazer a história e construir a amizade social. A não-violência ativa é uma forma de mostrar que a unidade é, verdadeiramente, mais forte e fecunda do que o conflito. No mundo, tudo está intimamente ligado.[21] Claro, é possível que as diferenças gerem atritos: enfrentemo-los de forma construtiva e não-violenta, de modo que «as tensões e os opostos [possam] alcançar uma unidade multifacetada que gera nova vida», conservando «as preciosas potencialidades das polaridades em contraste».[22]
Asseguro que a Igreja Católica acompanhará toda a tentativa de construir a paz inclusive através da não-violência ativa e criativa. No dia 1 de janeiro de 2017, nasce o novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que ajudará a Igreja a promover, de modo cada vez mais eficaz, «os bens incomensuráveis da justiça, da paz e da salvaguarda da criação» e da solicitude pelos migrantes, «os necessitados, os doentes e os excluídos, os marginalizados e as vítimas dos conflitos armados e das catástrofes naturais, os reclusos, os desempregados e as vítimas de toda e qualquer forma de escravidão e de tortura».[23] Toda a ação nesta linha, ainda que modesta, contribui para construir um mundo livre da violência, o primeiro passo para a justiça e a paz.
Em conclusão
7. Como é tradição, assino esta Mensagem no dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Nossa Senhora é a Rainha da Paz. No nascimento do seu Filho, os anjos glorificavam a Deus e almejavam paz na terra aos homens e mulheres de boa vontade (cf. Lucas 2, 14). Peçamos à Virgem Maria que nos sirva de guia.
«Todos desejamos a paz; muitas pessoas a constroem todos os dias com pequenos gestos; muitos sofrem e suportam pacientemente a dificuldade de tantas tentativas para a construir».[24]No ano de 2017, comprometamo-nos, através da oração e da ação, a tornar-nos pessoas que baniram dos seus corações, palavras e gestos a violência, e a construir comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. «Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz».[25]
Neste domingo, 25, Natal do Senhor, o Papa
Francisco dirigiu-se ao Balcão Central da Basílica para a tradicional benção
“Urbi et Orbi”. Na mensagem de Natal que antecedeu a benção, o Santo Padre pede
paz na Síria, na República Centro-Africana, na Terra Santa, além de recordar
problemáticas como o tráfico de seres humanos e as calamidades naturais.
O Papa recorda que a verdadeira paz não é um
equilíbrio entre coisas contrárias, mas um compromisso de todos os dias, que se
leva adiante a partir do dom de Deus. Dirige, então, o pensamento, para as
indefesas vítimas da violência em conflitos.
“Vendo o Menino no presépio, Menino de Paz,
pensemos nas crianças que são as vítimas mais frágeis das guerras, mas pensemos
também nos idosos, nas mulheres maltradas, nos doentes. As guerras dilaceram e
ferem tantas vidas, muitas dilacerou, nos últimos tempos, o conflito da Síria,
fomentando ódio e vingança. Continuemos a rezar a Deus para que Ele poupe novos
sofrimentos ao amado povo sírio e as partes em conflito ponham fim a toda
violência”.
O Santo Padre destaca também a força da oração e
expressa sua felicidade em saber que membros de outras confissões religiosas
partilham esta oração pela paz na Síra. “Nunca percamos a coragem da oração”,
disse.
A República Centro-Africana também está no coração
do Papa, que lembra que esta é uma região tantas vezes esquecida pelos homens,
mas nunca esquecida por Deus. Ainda com relação à África, o Papa reza pelo
Sudão do Sul e pela Nigéria, dilacerada por contínuos ataques que não poupam
inocentes e indefesos.
Quanto ao Oriente Médio, o Papa pede a conversão do
coração dos violentos e um final feliz para as negociações de paz entre
israelitas e palestinianos. Pede também a cura das chagas do Iraque, que sofre
frequentemente por atentados.
Francisco reza, então, pelos que são perseguidos por
causa de sua fé em Cristo e pelos refugiados, para que encontrem acolhimento e
ajuda. Recorda, nesse ponto, as tragédias que aconteceram esse ano em
Lampedusa, ilha italiana, fazendo um apelo para que elas não mais se repitam.
Quanto às calamidades naturais, o Papa lembra o povo filipino, atingido
brutalmente por um tufão neste segundo semestre do ano.
“Neste mundo, nesta humanidade, hoje nasceu o
Salvador, que é o Cristo Senhor. Detenhamo-nos diante do Menino de Belém,
deixemos que o nosso coração se comova, não tenhamos medo disso, precisamos que
o nosso coração se comova. (…) Deixemo-lo abrasar-se pela ternura de Deus,
precisamos de suas carícias. As carícias de Deus não nos ferem, mas nos dão paz
e força, precisamos de suas carícias”.
Após a mensagem, Francisco concedeu a todos a
benção Urbi et Orbi. O Santo Padre encerrou desejando a todos os seus votos de
um Feliz Natal.
Mt 1, 18-24Domingo, 18 de dezembro, IV e último Domingo do
Advento. Dirigindo-se aos milhares de fiéis presentes em São Pedro o Papa
Francisco falou da proximidade de Deus à humanidade, tema que caracteriza este
domingo, no qual o Evangelho nos apresenta Maria e José, duas pessoas que, mais
do que ninguém, estiveram envolvidas neste mistério de amor.
A profecia que diz: "Eis que a virgem
conceberá e dará à luz um filho" – prosseguiu o Santo Padre – realiza-se
em Maria, que concebeu Jesus em virtude do Espírito Santo, sem a intervenção de
José. O Filho de Deus "vem" ao seu seio para se tornar homem e ela o
acolhe. Assim, disse ainda o Papa, de uma forma única, Deus aproximou-se do ser
humano, tomando a carne de uma mulher. Mas Também de nós, de uma maneira
diferente, Deus se aproxima com a sua graça para entrar na nossa vida e
oferecer-nos como dom o seu Filho. E nós, o que fazemos, o acolhemos ou o rejeitamos?
- perguntou Francisco:
“Como Maria, oferecendo-se livremente ao Senhor da
história, permitiu-lhe mudar o destino da humanidade, assim também nós,
acolhendo Jesus e procurando segui-lo todos os dias, podemos cooperar com o seu
plano de salvação para nós próprios e para o mundo. Maria apresenta-se-nos,
portanto, como modelo que devemos olhar e apoio com o qual contar na nossa
busca de Deus e no nosso empenho para construir a civilização do amor”.
Em seguida o Papa falou de S. José. Por si só, disse,
José não pode dar-se explicação sobre o evento que via acontecer sob os seus
olhos, mas precisamente naquele momento de dúvida, Deus se aproxima dele e ele
é iluminado sobre a natureza daquela maternidade. Assim, ele confia totalmente
em Deus e não repudia sua noiva, mas leva-a consigo. Ao acolher Maria, José
acolhe conscientemente e com amor Aquele que nela foi concebido por obra
admirável de Deus, e deste modo José, homem humilde e justo, ensina-nos a
confiar sempre em Deus, a deixar-nos guiar por Ele com obediência voluntária. E
o Papa acrescentou:
“Estas duas figuras, Maria e José, as primeiras que
acolheram Jesus por meio da fé, introduzem-nos no mistério do Natal. Maria nos
ajuda a colocar-nos em atitude de disponibilidade para acolher o Filho de Deus
na nossa vida concreta, na nossa carne. José nos incentiva a buscar sempre a
vontade de Deus e a segui-la com confiança total”.
E recordando uma vez mais a profecia de
Isaías “A virgem conceberá e dará à luz um filho, que será chamado Emanuel, que
significa Deus-connosco", o Papa auspicou que este anúncio de esperança,
que se realiza no Natal, leve à sua realização a expectativa de Deus também em
cada um de nós, em toda a Igreja, e em tantos pequenos que o mundo despreza,
mas que Deus ama.
No sábado 17 de Dezembro pelas 15h foi a Festa de NATAL para a Catequese e Escuteiros.
Na Celebração da Eucaristia fez-se a representação evangélica das cenas relacionadas com o Nascimento de Jesus.
Rezamos em especial pelo Papa Francisco que neste dia fez 80 anos!
Segui-se um lanche partilhado para todos.
A todos um Santo e Feliz Natal com muitas Bençãos de Jesus!
Mt 11, 2-11Na alocução que precedeu, hoje, a oração mariana, o
Papa Francisco ressaltou que o terceiro Domingo do Advento é caracterizado pelo
convite de São Paulo: “Alegrai-vos sempre no Senhor, repito-vos, alegrai-vos, o
Senhor está próximo” (Fil 4,4-5).
“A alegria à qual nos exorta o Apóstolo não é uma
alegria superficial ou puramente emotiva, e nem mesmo mundana ou a alegria do
consumismo. Não, não é esta, mas se trata de uma alegria mais autêntica, da
qual somos chamados a redescobrir o sabor. O sabor da verdadeira alegria.”
É uma alegria que toca o íntimo do nosso ser,
continuou o Pontífice, “enquanto esperamos Jesus que veio trazer a salvação ao
mundo, o Messias prometido, nascido em Belém, nascido da Virgem Maria”.
Referindo-se à liturgia dominical, o Papa disse-nos
que esta nos dá o contexto adequado para compreender e viver esta alegria. A
salvação é finalmente anunciada: “Sede fortes! – diz o profeta Isaías (35,4).
“Eis que o vosso Deus vem para salvar-vos. E imediatamente tudo se transforma:
o deserto floresce, a consolação e a alegria invadem os corações”.
Estes sinais anunciados pelo Profeta como
reveladores da salvação já presente, se realizam em Jesus, frisou o Santo
Padre.
“Não são palavras, são fatos que demonstram como a
salvação, trazida por Jesus, alcança o ser humano em sua totalidade e o
regenera. Deus entrou na história para libertar-nos da escravidão do pecado;
colocou sua tenda no meio de nós para partilhar a nossa existência, curar as
nossas chagas, enfaixar nossas feridas e doar-nos a vida nova. A alegria é o
fruto dessa intervenção de salvação e do amor de Deus.”
“Somos chamados a deixar-nos envolver pelo
sentimento de júbilo. Este júbilo, esta alegria”, acrescentou Francisco fazendo
uma oportuna e pertinente apreciação:
“Um cristão que não é alegre, falta-lhe alguma
coisa ou não é cristão. A alegria do coração, a alegria interior nos leva
adiante e nos dá a coragem. O Senhor vem, vem em nossa vida como libertador,
vem libertar-nos de todas as escravidões internas e externas.”
O Papa lembrou ainda que o Natal está próximo, que
os sinais de seu aproximar-se são evidentes em nossas ruas, em nossas casas,
acrescentado que “estes sinais convidam-nos a acolher o Senhor que sempre vem e
bate à nossa porta, bate em nosso coração, para vir próximo a nós, convidam-nos
a reconhecer Seus passos entre aqueles irmãos que nos passam ao lado,
especialmente os mais fracos e necessitados”.
Por fim, exortou-nos a partilhar esta alegria com
os outros, dando conforto e esperança aos pobres, aos doentes, às pessoas
sozinhas e infelizes. (RL)
Mt 3, 1-12Hoje, na oração do Ângelus, o Papa Francisco revelou o que é necessário
fazer para alcançar o reino dos céus e encontrarmo-nos com Deus.
O Papa recordou que hoje celebramos o segundo
domingo do Advento e explicou que "é um anúncio
alegre: O Reino de Deus está no meio de vós!”. “Esta é a mensagem central de
toda a missão cristã”, acrescentou.
Francisco perguntou: "O que é este reino dos
céus?". “Certamente, o reino de Deus se estenderá indefinidamente para
além da vida terrena, mas a boa notícia que
Jesus nos traz - e que João antecipa - é que o reino de Deus, de alguma forma,
já está presente e podemos experimentá-lo”.
"Deus vem estabelecer o seu domínio na nossa
história, na nossa vida quotidiana; e lá, onde é acolhido com fé e humildade,
brotam o amor, a alegria e a paz”.
O Santo Padre também explicou que “a condição para
fazer parte do reino é realizar uma mudança na nossa vida, isto é
convertermo-nos, dando um passo a cada dia: trata-se de deixar os caminhos,
convenientes, mas enganosos, dos ídolos deste mundo: o sucesso a todo custo, o
poder à custa dos mais fracos, a sede de riqueza, o prazer a qualquer preço” e
“abrir o caminho ao Senhor que vem. Ele não tira a nossa liberdade, mas nos dá
a verdadeira felicidade”.
“Com o nascimento de Jesus em Belém, é o próprio
Deus que faz morada no meio de nós para nos libertar do egoísmo, do pecado e da
corrupção”.
Francisco disse que o Natal "é um dia de grande
alegria, também exterior, mas é principalmente um evento religioso, por isso é
necessária uma preparação espiritual". Assim, pediu para confessarmos
"os nossos pecados no sacramento da Penitência", pois "neste
sacramento experimentamos nos nossos corações a proximidade do reino de Deus e
a sua salvação".
“A salvação de Deus é obra de um amor maior, maior
do que nosso pecado; somente o amor de Deus pode cancelar o pecado e livrar do
mal, e somente o amor de Deus pode guiar-nos no caminho do bem”.
A Celebração da Entrega da Bíblia às crianças que frequentam o 4º ano de catequese foi feita na Eucaristia de Sábado dia 26 de Novembro às 18h.
O Padre Hermínio disse a cada um:
"Recebe
a Bíblia Sagrada, lê-a, estuda-a e medita-a para que a
Palavra de Deus ilumine e alimente a tua vida sempre."
Após terem recebido a Bíblia em conjunto
disseram:
“Aceitamos
com muita alegria a Bíblia Sagrada que nos fala de Jesus e da sua mensagem. Nós
queremos conhecer melhor Jesus porque o queremos amar cada vez mais e fazer o
que Ele nos ensina."
Mt 24, 37-44 O Papa Francisco destacou,
neste I Domingo do Advento, que este tempo de preparação para o Natal é um convite a deixar-se
surpreender por Deus e a não depender de “nossas seguranças”.
“Neste tempo do Advento, somos chamados a ampliar o
horizonte do nosso coração, a nos deixarmos surpreender pela vida que
se apresenta a cada dia com suas novidades”, disse o Papa.
Para isso, disse, é preciso “aprender a não
depender das nossas seguranças, dos nossos esquemas consolidados, porque o
Senhor vem na hora que não imaginamos”. Em suma, o Advento “vem para nos
conduzir a uma dimensão mais bonita e maior”.
Francisco assegurou que o Senhor faz “um convite à
sobriedade, a não se deixar dominar pelas coisas deste mundo, pelas realidades
materiais, mas sim a governá-las”.
“Quando, ao contrário, nos deixamos condicionar e
dominar por elas, não percebemos que há algo muito mais importante: o nosso
encontro final com o Senhor”.
O Santo Padre assinalou diante de milhares de
peregrinos na Praça de São Pedro, que o evangelho deste domingo é “um convite à
vigilância pois não sabemos quando Ele virá, é preciso estarmos sempre
prontos”.
“A página do Evangelho nos conduz a um dos temas
mais sugestivos do Advento: a visita do Senhor à humanidade”, afirmou.
“A primeira visita ocorreu com a encarnação, com o
nascimento de Jesus na gruta de Belém; a segunda acontece no presente, o Senhor visita-nos continuamente, todos os dias, caminha ao nosso lado e é uma presença de
consolação; e em fim haverá ainda uma terceira e última vinda, que nós
professamos todas as vezes que rezamos o Credo, ‘De novo Ele virá na glória
para julgar os vivos e os mortos’”.
Francisco falou da “vinda repentina do Senhor”.
“Surpreende-nos, sempre, pensar nas horas que precedem uma grande calamidade:
todos estão ali tranquilos, fazem as coisas normais, de sempre, sem perceber
que sua vida está para se reverter”.
“O Evangelho certamente não nos quer amedrontar,
mas abrir o nosso horizonte para a dimensão ulterior, maior, que por um lado
relativiza as coisas do quotidiano, mas, ao mesmo tempo as torna preciosas e
decisivas”, acrescentou.
"Celebrar a semana dos Seminários representa uma afirmação de fé na ação de Deus
que atua na Igreja através do seu Espírito.
De facto, o seminário é o lugar onde aqueles que se sentem chamados por Deus
para lhe consagrarem a própria vida, vêm clarificar e discernir este chamamento e as
suas implicações e, ao mesmo tempo, que se preparam para o serviço ao povo de Deus
como presbíteros/padres.
É, pois, antes de mais, um lugar de escuta da voz de Deus, de aprofundamento da
comunhão com Ele, de configuração da própria vida com o Coração Misericordioso de
Cristo, Bom Pastor. O Seminário pretende criar um ambiente propício para fazer escutar,
nos nossos dias, o mesmo convite que Jesus dirigiu aos seus discípulos para segui-lo e
aprender a identificar-se com a sua compaixão pelas multidões famintas, pelos que
sofrem sem esperança.
Celebrar, interessar-se, rezar e ajudar o seminário da nossa diocese é também uma
atitude de participação ativa e solidária na Igreja de que somos membros. É bom que os
nossos seminaristas sintam a proximidade da família onde nasceram, mas igualmente
da família eclesial que se propõem servir. Deste modo, o seminário torna-se escola de
fraternidade, de sensibilidade comunitária, de corresponsabilidade na missão de
evangelização, tanto para os seminaristas, como para aqueles que participam no
caminho que eles estão a fazer.
Esta semana de atenção aos seminários tem também uma dimensão missionária.
Aqueles que Deus chama, também os envia em missão, como fez com os seus
discípulos.
O nosso seminário e os seminários da Igreja em todo o mundo colocam em
evidência o caráter missionário da Igreja. Aqueles que aqui se preparam para o serviço
do Evangelho, são chamados a estar ao serviço de quantos já se encontram na Igreja,
mas dedicam uma especial atenção aos que ainda não foram tocados pela graça de Deus
e não sentiram a sua palavra de misericórdia e de esperança. Os horizontes de ação de
quem, a partir do seminário, se consagra ao serviço do Evangelho, não podem deixar de
estar abertos à missão universal da Igreja em todo o mundo. É reconfortante saber, a
este respeito, que o Ricardo, um dos nossos seminaristas, se encontra, neste momento,
num tempo de colaboração missionária em São Tomé e Príncipe.
Na semana de 06-13 de Novembro que se aproxima, deixemos que a chama da
nossa fé, o carinho da nossa atenção fraterna e o nosso impulso solidário para com a
missão, se orientem para o nosso e para os seminários de toda a Igreja, pedindo ao
Senhor da messe, que envie para ela operários dedicados ao seu Evangelho. Com a nossa
oração e apoio, inclusivamente económico, podemos ajudar aqueles que Deus chama,
para que possam seguir a Cristo, sendo expressão da sua misericórdia, na nossa diocese
e no mundo."
Lc
21,5-19Inspirado na passagem de Lucas proposta pela Liturgia
do dia, que narra o discurso de Jesus sobre o final dos tempos, o Papa
recordou, hoje, na oração do Angelus, o “efeito destas palavras sobre os
discípulos de Jesus”, explicando:
“Ele, porém, não quer ofender o templo, mas
fazê-los entender, e também a nós hoje, que as construções humanas, mesmo as
mais sagradas, são passageiras. Não devemos, por isso, colocar nelas a nossa
segurança. Quantas presumíveis certezas na nossa vida que pensávamos serem
definitivas e depois, revelaram-se efêmeras! Por outro lado, quantos problemas
nos pareciam sem saída e depois, foram superados!”.
Ao alertar sobre os falsos profetas, o Pontífice
explica que “as guerras, revoluções e calamidades”, fazem “parte da realidade
deste mundo”. E que não nos devemos deixar aterrorizar e desorientar por estes
acontecimentos:
“A história da Igreja é rica de exemplos de pessoas
que suportaram tribulações e sofrimentos terríveis com serenidade, porque
tinham a consciência de estarem firmes nas mãos de Deus. Ele é um Pai fiel e
cuidadoso, que nunca abandona os seus filhos. Deus não nos abandona nunca.
Nunca. Esta certeza devemos ter no coração. Deus não nos abandona nunca”.
Neste sentido, devemos “permanecer firmes no
Senhor, caminhar na esperança, trabalhar para construir um mundo melhor, não
obstante as dificuldades e os acontecimentos tristes que marcam a existência
pessoal e coletiva”, pois “é isto que realmente conta; é isto que a comunidade
cristã é chamada a fazer para ir de encontro ao “dia do Senhor”.
O Jubileu da Misericórdia, aberto em 8 de dezembro de 2015, terminará a 13 de novembro com o Encerramento da Porta de Santa nas Basílicas de Roma e nas Dioceses e, no dia 20, Solenidade de Cristo Rei, no Vaticano, com o Encerramento da Porta de Santa da Basílica de S. Pedro.
Na nossa Diocese de Setúbal, o Encerramento do Ano Jubilar terá lugar no Santuário de Cristo Rei.
Ai agradeceremos os dons deste Ano jubilar e assumiremos o Compromisso de nos revestirmos sempre da Misericórdia de Deus, sendo como Ele misericordiosos e levando ao Mundo a cultura da Misericórdia.
O Centro Juvenil Padre Amadeu Pinto é uma luz de esperança no bairro social do Pragal, fruto da dedicação da Companhia de Jesus e dos muitos que com ele vão colaborando.
Saiba como ajudar o Centro.
No meio do bairro social do Pragal, o Centro Juvenil Padre Amadeu Pinto é uma luz de esperança, fruto da dedicação da Companhia de Jesus e dos muitos que com ele vão colaborando. Neste Centro muitas das crianças e jovens daquela zona recebem o amor, a atenção e muitas vezes a comida, que lhes falta nas suas casas. A maioria passaria o dia na rua, não fora o Centro, numa vida completamente à margem da cidadania. Mas, felizmente, no Centro, têm um local de aprendizagem, de educação, de são convívio, de onde nos últimos anos, têm saído bons resultados.
Escusado será de dizer que um Centro destes tem enormes custos de operação. Nos últimos dois anos tudo foi possível graças ao apoio de uma fundação espanhola que quis e pode acarinhar este trabalho. Mas, para este ano (2016), já não há esse apoio…
COMO FUNCIONA
O Centro apoia cerca de 100 crianças dos 5 aos 14 anos. Está aberto entre as 15h00 e as 20h00, de segunda a sexta-feira. Ajuda as crianças nos trabalhos escolares, reforçada com explicações, fornece ainda um lanche a cada criança e encaminha-as para actividades extra obrigatórias lúdicas, artísticas e desportivas. Primordialmente, cada criança que frequenta o Centro representa menos uma criança na rua e com uma vida mais promissora. Conforme acima referido trata-se do primeiro Centro criado nos moldes aqui descritos, dependendo do sucesso desta experiência a criação de novos centros em situações de natureza idêntica.
O lema do Centro é "Fazer o bem, bem feito." Esta frase, tão querida pelo Padre que deu o nome ao Centro, inspirador da obra entretanto falecido, norteia a sua ação e as relações no Centro. Pretende-se dar a conhecer o Bem tal como Jesus o anunciou, aprender e exercitar a forma como Ele o realizou.
Os 3 pilares da forma de educar no Centro são:
Educar para a Sabedoria: através do apoio escolar (trabalhos de casa e explicações), pretende-se que as crianças descubram e valorizem aquilo que está por detrás dos ensinamentos e o seu sabor, que vão progressivamente compreendendo as implicações reais dos conteúdos que aprendem na formação da sua identidade e do seu futuro, assim como contribuir para o bem comum da sociedade.
Educar para a Sensibilidade: através de uma série de ateliers artísticos pretende-se que as crianças descubram o valor da Beleza na sua infindável riqueza. Pretende-se ainda ajudar cada criança a descobrir e exercitar a linguagem que lhe for mais pessoal na vivência dessa mesma Beleza.
Educar para a Expressividade: o nosso corpo, palco de tantos desafios, é hoje cada vez mais o ponto de partida das nossas decisões. Pretende-se educar as crianças para uma sã e verdadeira relação com o seu próprio corpo e com o corpo dos outros, que as crianças possam descobrir, sobretudo através do desporto, o potencial de criatividade do seu próprio corpo, a sua facilidade de comunicação, e a contínua disposição em adaptar-se harmoniosamente ao mundo que as rodeia.
Em tudo, pretende-se educar para um Cuidado Compassivo: que as crianças descubram a importância do Cuidado por tudo o que existe e a cada um confiado. Um cuidado compassivo, na medida em que cada criança se responsabiliza pelo que existe, através de um conhecimento interno dessa realidade, e assumindo-a como sua.
QUE NECESSIDADES TEM
Voluntários com disponibilidade entre as 15h00 e as 20h00, sendo mais importante assegurar o horário das 17h30 às 20h00.
Estes voluntários têm como tarefas ajudar nos TPC e nos lanches, acompanhar nas actividades lúdicas e artísticas (tipo ATL) com preparação para dias especiais (dia do Pai, da Mãe, actividades plásticas, etc).
Apoiam no desporto, dança, contam histórias, etc.
Cada voluntário tem de se comprometer com, pelo menos, um dia por semana - é necessária regularidade e fidelidade. Se o voluntário falta a criança com quem trabalha fica sem ninguém que a ajude.
As actividades começam em Outubro e estendem-se até meados de Junho.
Profissionais, sobretudo na área da saúde – dentistas, oftalmologistas, pediatras – que possa receber e/ou encaminhar as crianças que não têm dinheiro para pagar consultas e, por vezes, são casos urgentes.
O QUE PODEMOS FAZER
E é aqui que podemos entrar nós, respondendo ao convite que o Papa nos fez neste dia Mundial da Paz: “(…) com o Jubileu da Misericórdia, quero convidar a Igreja a rezar e trabalhar para que cada cristão possa maturar um coração humilde e compassivo, capaz de anunciar e testemunhar a misericórdia, de «perdoar e dar», de abrir-se «àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais, que muitas vezes o mundo contemporâneo cria de forma dramática», sem cair «na indiferença que humilha, na habituação que anestesia o espírito e impede de descobrir a novidade, no cinismo que destrói (…)»
Ser voluntário;
Associar-nos à já existente recolha de fundos que conseguiu pagar, este ano, a renda da garagem;
Trazer ao Centro novas ideias, reais e possíveis, de financiamento e usar os nossos conhecimentos para divulgar esta obra;
Colaborar, na medida do possível, usando a nossa área profissional.
Lc
20,27-38O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que a
ressurreição é o “fundamento da fé cristã”, numa reflexão que evocou as
recentes celebrações de Todos os Santos e Fiéis Defuntos.
“A ressurreição não é só o facto de reviver após a
morte, mas é um novo género de vida que já experimentamos hoje: é a vitória
sobre o nada, que já podemos saborear. A ressurreição é o fundamento da fé
cristã”, sustentou, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro
para a recitação do ângelus.
Num dia em que a passagem do Evangelho lida nas
igrejas de todo o mundo relata uma discussão de Jesus com líderes religiosos do
seu tempo, sobre a vida após a morte, Francisco sublinhou que acreditar na
ressurreição é “essencial”, permitindo que o amor dos cristãos não seja
“efémero e fechado em si mesmo”.
“Se não houvesse referência ao Paraíso e à vida
eterna, o Cristianismo reduzir-se-ia a uma ética, a uma filosofia de vida. Pelo
contrário, a mensagem da vida cristã vem do Céu, é revelada por Deus e vai para
lá deste mundo”, explicou.
O Papa realçou que as palavras de Jesus mostram que
este mundo se vive numa “realidade provisória” e que no além, após a
ressurreição, sem a morte como “horizonte”, as relações humanas serão vividas
“na dimensão de Deus, de forma transfigurada”.
Lc. 19, 1 –
10 O Papa comentou o evangelho deste domingo, em que São Lucas narra um
episódio da vida de Jesus ocorrido em Jericó, onde vivia Zaqueu, um dos chefes
de cobradores de impostos. Rico e colaborador dos romanos que ocupavam a
região, Zaqueu não podia aproximar-se de Jesus devido aos seus pecados e ainda
por cima era de estatura baixa. Então subiu para cima de uma árvore, um
sicómoro, à beira da estrada por onde o Mestre ia passar. Ao vê-lo Jesus
disse-lhe para descer porque queria parar na sua casa.
Tudo isto acontece antes de se dar em Jerusalém a
condenação, a morte na cruz e a ressurreição de Jesus. Em poucas palavras, o
desígnio da salvação da misericórdia do Pai para com a humanidade – comenta o
Papa, acrescentando que nesse desígnio está também a salvação de Zaqueu, um
homem desonesto e desprezado por todos e por isso mesmo necessitado de
conversão.
Mas a multidão não compreende porque é que Jesus
entra na casa dum pecador e murmura. Guiado pela misericórdia, Jesus procurava
precisamente Zaqueu, para fazer compreender que o Filho do homem veio procurar
e salvar quem estava perdido.
Se Jesus tivesse posto em evidência os pecados de
Zaqueu – disse o Papa, a multidão teria aplaudido, mas como o acolheu e parou
na sua casa, murmurou.
Por vezes, prosseguiu o Papa na sua reflexão,
procuramos corrigir e converter um pecador, repreendendo-o, fazendo-lhe notar
os seus erros e seu comportamento injusto. Mas a atitude de Jesus em relação a
Zaqueu indica-nos um outro caminho: “O de mostrar a quem erra o seu valor,
aquele valor que Deus continua a ver não obstante tudo. Isto pode provocar uma
surpresa positiva, que enternece o coração e leva a pessoa a trazer ao de cima
o bom que tem em si. É o dar confiança às pessoas que as faz crescer e mudar. É
assim que Deus se comporta com todos nós, não fica bloqueado pelo pecado, mas
supera-o com o amor e nos faz sentir a nostalgia do bem”.
Que Nossa Senhora nos ajude a ver o bom que há nas
pessoas que encontramos no dia a dia, a fim de que todos sejamos encorajados a
fazer emergir a imagem de Deus no nosso coração. E assim possamos alegrar-nos
pela surpresa da misericórdia de Deus – rematou o Papa.