domingo, 15 de novembro de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)


Mc 13,24-32 Na alocução que precedeu a oração mariana, o Santo Padre ressaltou que o Evangelho deste penúltimo domingo do ano litúrgico propõe uma parte do discurso de Jesus sobre os eventos últimos da história humana, voltada para o cumprimento do reino de Deus. “Trata-se de um discurso que Jesus fez em Jerusalém antes de sua última Páscoa”, observou o Papa.
Francisco frisou que este discurso de Jesus contém alguns elementos apocalípticos, como guerras, penúrias, catástrofes cósmicas, todavia, estes elementos não são a coisa essencial da mensagem.
“O núcleo central em torno do qual gira o discurso de Jesus é Ele mesmo, o mistério da sua pessoa e da sua morte e ressurreição, e o seu retorno no fim dos tempos. A nossa meta final é o encontro com o Senhor ressuscitado”, lembrou Francisco prosseguindo com uma interpelação:
“Gostaria de perguntar-lhes: quantos de vocês pensam nisso? Haverá um dia em que eu encontrarei o Senhor face a face. Esta é a nossa meta: esse encontro. Não esperamos um tempo ou um lugar, mas caminhamos ao encontro de uma pessoa: Jesus.”
Portanto, explicou, “o problema não é ‘quando’ acontecerão esses sinais premonitórios dos últimos tempos, mas o fazer-se encontrar preparados para o encontro. E não se trata nem mesmo de saber ‘como’ se darão essas coisas, mas ‘como’ devemos comportar-nos, hoje, à espera desse encontro”.
Somos chamados a viver o presente, construindo o nosso futuro com serenidade e confiança em Deus. A perspectiva do fim não distrai a nossa atenção da vida presente, mas nos faz olhar para nossos dias numa ótica de esperança.
“É aquela virtude tão difícil de ser vivida: a esperança, a menor das virtudes, mas a mais forte. E a nossa esperança tem um rosto: o rosto do Senhor ressuscitado”, acrescentou o Papa.
Francisco observou ainda que o Senhor Jesus não é somente o ponto de chegada da peregrinação terrena, mas é uma presença constante na nossa vida: “sempre está ao nosso lado, sempre nos acompanha; por isso, quando fala do futuro, e nos projeta rumo a ele, é sempre para reconduzir-nos ao presente.
“Ele se coloca contra os falsos profetas, contra os videntes que prevêem próximo o fim do mundo, e contra o fatalismo. Jesus está ao nosso lado, caminha connosco, nos quer bem”, reiterou.
Cristo quer subtrair seus discípulos de todos os tempos da curiosidade pelas datas, as previsões, os horóscopos, e concentra a nossa atenção no hoje da história, prosseguiu.
“Gostaria de perguntar-lhes – mas não devem responder, cada um responda a si mesmo –: quantos de vocês lêem o horóscopo do dia? Calado! Cada um responda a si mesmo. E quando lhe der vontade de ler o horóscopo, olhe para Jesus, que está com você. É melhor, lhe fará bem.”
Essa presença de Jesus – concluiu o Pontífice – nos chama à espera e à vigilância, que excluem tanto a impaciência quanto a apatia, tanto o agir precipitadamente quanto o permanecer prisioneiros no tempo atual e na mundanidade.”


CELEBRAÇÃO DA ENTREGA DA BÍBLIA



Na Eucaristia de sábado 14 de novembro cerca de 40 crianças e adolescentes da catequese celebraram a Festa da Palavra.
Após terem recebido a Bíblia em conjunto disseram:
“Aceitamos com muita alegria a Bíblia Sagrada que nos fala de Jesus e da sua mensagem.
Nós queremos conhecer melhor Jesus porque o queremos amar cada vez mais e fazer o que Ele nos ensina."

domingo, 8 de novembro de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

Mc 12, 38-44  O evangelho deste XXXII domingo do tempo comum – disse hoje o Santo Padre – apresenta-nos os escribas, mestres da lei, mas que se pavoneavam em público e queriam os primeiros lugares nas sinagogas e praças. Ao contrário, o verdadeiro exemplo de vida neste domingo vem de uma velha viúva que no Templo de Jerusalém apenas dá duas pequenas moedinhas como oferta, mas é a ela que Jesus observa atentamente. Depois ensina aos seus discípulos que ela deu tudo o que tinha, enquanto os outros davam com ostentação. Quantidade e plenitude: dois vetores de reflexão em que o segundo é nitidamente mais importante, segundo o Papa Francisco, que contou mesmo uma pequena história: “Uma mãe e os seus filhos estavam a comer costeletas à milanesa e um dos filhos abriu a porta a um pedinte e disse à mãe para dar-lhe costeletas daquelas que estavam no frigorífico. Mas a mãe cortou metade das costeletas de cada um deles para assim partilharem aquilo que estavam a comer.” O Papa Francisco deu uma explicação concreta a este exemplo e à importância da plenitude na vida cristã: “Perante as necessidades do próximo, somos chamados a privarmo-nos de algo de indispensável, não só supérfluo; somos chamados a dar o tempo necessário, não só aquele que sobra; somos chamados a dar de imediato e sem reservas algum nosso talento, mas não depois de o ter utilizado para os nossos desejos pessoais ou de grupo.”

FESTA DE ACOLHIMENTO DAS CRIANÇAS DO 1º CATECISMO

 No sábado dia 7 de novembro às 18h muitas das crianças dos 3 grupos de 1º catecismo participaram na Eucaristia com os seus pais. Foram acolhidas por toda a comunidade como os mais pequeninos que começam o percurso da iniciação cristã.
Quando o Pároco lhes perguntou " Querem ser amigos de Jesus?" com entusiasmo responderam" Sim queremos!"
 Foram convidadas a subir até ao altar para rezarem o Pai Nosso de mãos dadas.
No final a  cada um foi entregue um poster com a mensagem do amor que Deus nos tem:
" Jesus gosta de mim"

SEMANA DOS SEMINÁRIOS (8 A 15 DE NOVEMBRO)


A Igreja Católica celebra a partir de hoje a Semana dos Seminários, este ano dedicada ao tema da misericórdia, recordando a importância de reconhecer o papel dos sacerdotes e de ajudar à formação de novos padres.
O presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios afirma na mensagem para a Semana Nacional dos Seminários que um sacerdote não é "perfeito, irrepreensível e santo", mas "alguém para quem o Senhor olhou com misericórdia".
“O sacerdote, homem chamado e escolhido de entre os outros homens, é fruto do olhar misericordioso de Jesus, que quer salvar a todos. Não se trata de alguém perfeito, irrepreensível e santo, mas de alguém para quem o Senhor olhou com misericórdia, sem explicação nem motivação compreensíveis”, escreve D. Virgílio Antunes.
Na mensagem enviada à Agência ECCLESIA, o bispo de Coimbra explica que a vocação sacerdotal só se compreende no contexto do “mistério do amor de Deus, que não se explica nem se justifica”, mas simplesmente se manifesta.
Segundo o presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, como a “característica fundamental do agir de Deus é a misericórdia” os seminaristas, “desejosos de conhecer o mistério da sua vocação”, devem entrar no mistério do amor de Deus “pela humanidade e por si mesmos”.
“Sintam-se sinceramente pecadores e doentes como todos os outros homens, e darão infinitas graças a Deus por os eleger e chamar a partilhar a grandeza da Sua companhia”, recomenda.
Na mensagem para a Semana dos Seminários, os jovens são convidados a entrar na contemplação do rosto misericordioso de Deus que “os escolhe e os chama” e a aceitarem “humildemente a sua condição de pecadores e necessitados” da misericórdia de Deus que vai manifestar-se como “fonte de perdão e de salvação”.
“Muitos sentirão o apelo a andar com o Senhor e a aprender d’Ele, conhecerão a vocação a que os chama e terão alegria e coragem para a seguir fielmente”, acrescenta D. Virgílio Antunes.
Para o prelado quando alguém “se deixa tocar pelo olhar misericordioso de Jesus” torna-se disponível para ficar com Ele para sempre.
O bispo da Diocese de Coimbra contextualiza que os Evangelhos apresentam um Jesus que passa pelos “mais variados lugares onde se desenvolve a vida humana” e “olha com predileção para alguns, escolhe-os e chama-os para O seguirem”.
“Sem explicações que satisfaçam a sua admiração e sem argumentos que respondam às suas interrogações, mas somente porque se sentiram tocados pelo seu amor misericordioso, deixaram tudo e seguiram-no”, acrescenta, dando como exemplo o chamamento de São Mateus, que antes de ser discípulo era cobrador de impostos, “um homem considerado por todos como pecador”.
Os últimos dados disponibilizados pelo Vaticano (Anuário Estatístico da Igreja, 2012, relativos a 31 de dezembro desse ano) sobre as 21 dioceses portuguesas mostram que entre o ano 2000 e 2012, o número de sacerdotes diocesanos baixou de 3159 para 2659 (menos 16%).
A situação de 2012 revela, no entanto, uma melhoria na variação do número de padres (menos 10) face a anos anteriores (menos 45 em 2011 e menos 68 em 2008); entre 2008 e 2012, as ordenações sacerdotais foram 178, face a 355 óbitos e 27 “defeções” registadas.
Os seminaristas de filosofia e teologia também são menos, segundo os últimos dados disponíveis: de 547, entre diocesanos e religiosos, em 2000 passou-se para 474 em 2012; este número é, ainda assim, o máximo registado nos últimos cinco anos.

CB/PR/OC

terça-feira, 3 de novembro de 2015

VISITA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SRA DE FÁTIMA À PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima esteve ontem (2/11) na Paróquia de S. Francisco Xavier (Vigararia da Caparica). Veio em procissão até à Igreja, onde se rezou o terço e se cantou à Mãe do Céu.





Esta passagem da Virgem Peregrina de Fátima pela Igreja de S. Francisco Xavier de Caparica ficou ainda marcada pela visita surpresa do nosso Bispo: D. José Ornelas, que dirigiu algumas palavras aos paroquianos apontando a Mãe do Céu como caminho para Jesus e pedindo que rezassem por ele. 


domingo, 1 de novembro de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO NA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS


Hoje, no Angelus na Praça de S. Pedro, o Papa Francisco exortou os cristãos a imitarem os gestos de amor e de misericórdia dos santos.
O Santo Padre afirmou que neste dia sentimos particularmente viva a realidade da comunhão dos santos e recordou a leitura do Livro do Apocalipse, da liturgia do dia, que nos chama a atenção para “uma característica essencial dos santos: "são pessoas que pertencem totalmente a Deus. Representa-os como uma multidão imensa de ‘eleitos’ vestidos de branco e assinalados com o selo de Deus”
O Papa perguntou mesmo aos fiéis presentes na praça se sabiam o que significa ter o selo de Deus!? E também se estão conscientes de que no Batismo receberam esse selo do Pai Celeste tornando-se seus filhos?! Os santos são assim – disse o Santo Padre – aqueles que “conservaram intacto o selo de Deus”.
Entretanto, existe uma segunda característica dos Santos que é aquela de serem exemplos a imitar – declarou o Papa Francisco – não só aqueles que foram canonizados mas também aqueles que vivem ao nosso lado. Se calhar até conhecemos algum, pode ser o nosso vizinho do lado, ou até tivemos algum santo na família – disse o Santo Padre que exortou os cristãos a imitarem os santos nos seus gestos de amor e de misericórdia:
“ Imitar os seus gestos de amor e de misericórdia é um pouco como perpetuar a sua presença neste mundo. Efetivamente, aqueles gestos evangélicos são os únicos que resistem à destruição da morte: um ato de ternura, uma ajuda generosa, um tempo passado a escutar, uma visita, uma boa palavra, um sorriso… Aos nossos olhos estes gestos podem parecer insignificantes, mas aos olhos de Deus são eternos, porque o amor e a compaixão são mais fortes do que a morte.”

domingo, 25 de outubro de 2015

D. JOSÉ ORNELAS FOI HOJE ORDENADO BISPO DA DIOCESE DE SETÚBAL


O bispo de Setúbal afirmou hoje na primeira saudação aos diocesanos que deseja ser acolhido “como irmão e como um dom”, numa nova comunidade que “não é nem quer ser”  uma “organização fechada”.
“Peço, pois, que me aceiteis como irmão e como um dom. Esses são os sentimentos mais verdadeiros para convosco”, disse o novo bispo da Diocese de Setúbal no fim da celebração de ordenação episcopal.
“A vós, pois, caros irmãos e irmãs desta Igreja de Deus em Setúbal, peço licença! Peço-vos licença para entrar e fazer parte da vossa comunidade. E peço igualmente que me acolhais como irmão”, acrescentou.
Para D. José Ornelas, “Igreja não é nem quer ser uma organização fechada em si mesma”.
“Temos o gosto de ser parte da Igreja de Deus que se estende pelo mundo inteiro”, recordou o bispo de Setúbal.
Para o novo bispo da região sadina, Igreja enfrenta o desafio de não pensar “apenas em si própria”, mas abrir “os olhos e o coração” e sair “ao encontro dos que mais precisam”.
D. José Ornelas recordou o encontro com o Papa Francisco, que lhe pediu para “ser missionário em Setúbal”.
“A partir desse encontro, eu aceitei, de coração inteiro, esta proposta, como um dom e um chamamento de Deus, confiando na presença do seu Espírito e na vossa oração, comunhão e oração”, lembrou.
D. José Ornelas foi nomeado pelo Papa Francisco com terceiro bispo da Diocese de Setúbal no dia 24 de agosto de 2015, sucedendo a D. Gilberto Reis, bispo desde 1998, e a D. Manuel Martins, responsável pela diocese deste o ano da criação, 1975, até 1998.
Superior geral dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) entre 2013 e 2015, D. José Ornelas tem 61 anos, é natural da Madeira, foi ordenado sacerdote em 1981 e depois foi professor de Ciências Bíblicas na Universidade Católica Portuguesa, área em que se doutorou em 1997.

PR

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

Mc 10,46-52 O Evangelho do dia apresenta o episódio do cego Bartimeu sendo precedido na primeira leitura pelo profeta Jeremias que em pleno desastre nacional, enquanto o povo é deportado pelos inimigos, anuncia que “o Senhor salvou o seu povo”  “porque Ele é Pai (cf. 31, 9); e, como Pai, cuida dos seus filhos” – afirmou o Papa.
Na sua homilia o Santo Padre referiu que “o Evangelho de hoje liga-se diretamente à primeira Leitura: como o povo de Israel foi libertado graças à paternidade de Deus, assim Bartimeu foi libertado graças à compaixão de Jesus.” Jesus deixa-se comover e responde ao grito do Bartimeu:
“Jesus acaba de sair de Jericó. Mas Ele, apesar de ter apenas iniciado o caminho mais importante, o caminho para Jerusalém, detém-Se ainda para responder ao grito de Bartimeu. Deixa-Se comover pelo seu pedido, interessa-Se pela sua situação. Não Se contenta em dar-lhe uma esmola, mas quer encontrá-lo pessoalmente. Não lhe dá instruções nem respostas, mas faz uma pergunta: «Que queres que te faça?» (Mc 10, 51).”
O Papa Francisco referiu um “detalhe interessante”: Jesus pede aos seus discípulos que vão chamar Bartimeu e estes dirigem-se ao cego usando duas palavras, que só Jesus utiliza no resto do Evangelho: coragem e levanta-te – palavras de misericórdia como sublinhou o Papa:
“Primeiro, dizem-lhe “coragem!”, uma palavra que significa, literalmente, “tem confiança, faz-te ânimo!” É que só o encontro com Jesus dá ao homem a força para enfrentar as situações mais graves. A segunda palavra é «levanta-te!», como Jesus dissera a tantos doentes, tomando-os pela mão e curando-os. Os seus limitam-se a repetir as palavras encorajadoras e libertadoras de Jesus, conduzindo diretamente a Ele sem fazer sermões.”
“A isto são chamados os discípulos de Jesus, também hoje, especialmente hoje: pôr o homem em contacto com a Misericórdia compassiva que salva. Quando o grito da humanidade se torna, como o de Bartimeu, ainda mais forte, não há outra resposta senão adoptar as palavras de Jesus e, sobretudo, imitar o seu coração. As situações de miséria e de conflitos são para Deus ocasiões de misericórdia. Hoje é tempo de misericórdia!”
Mas há algumas tentações para quem segue Jesus. O Evangelho põe em evidência pelo menos duas. A primeira é viver uma “spiritualidade de miragem”, não parar, ser surdo, “estarmos com Jesus” mas “não sermos como Jesus”, estar no seu grupo mas viver longe do seu coração:
“Podemos falar d’Ele e trabalhar para Ele, mas viver longe do seu coração, que Se inclina para quem está ferido. Esta é a tentação duma “espiritualidade da miragem”: podemos caminhar através dos desertos da humanidade não vendo aquilo que realmente existe, mas o que nós gostaríamos de ver; somos capazes de construir visões do mundo, mas não aceitamos aquilo que o Senhor nos coloca diante dos olhos. Uma fé que não sabe radicar-se na vida das pessoas, permanece árida e, em vez de oásis, cria outros desertos.”
Há uma segunda tentação – assegurou o Papa – é a de cair numa “fé de tabela”.
“Podemos caminhar com o povo de Deus, mas temos já a nossa tabela de marcha, onde tudo está previsto: sabemos aonde ir e quanto tempo gastar; todos devem respeitar os nossos ritmos e qualquer inconveniente perturba-nos. Corremos o risco de nos tornarmos como “muitos” do Evangelho que perdem a paciência e repreendem Bartimeu. Pouco antes repreenderam as crianças (cf. 10, 13), agora o mendigo cego: quem incomoda ou não está à altura há que excluí-lo. Jesus, pelo contrário, quer incluir, sobretudo quem está relegado para a margem e grita por Ele. Estes, como Bartimeu, têm fé, porque saber-se necessitado de salvação é a melhor maneira para encontrar Cristo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

VISITA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA


"Desejaríamos que esta grande peregrinação da imagem de Nossa Senhora fosse uma forte experiência de fé, através das celebrações, momentos de oração e expressões de piedade popular; desejaríamos que fossem atingidas todas as faixas etárias e que todos tivessem oportunidade de aprofundar o conhecimento e vivência da mensagem de Fátima."
                                                            palavras do Reitor do Santuário de Fátima


Chega à Sé de Setúbal no Domingo dia 25 de Outubro para participar na ordenação episcopal e tomada de posse do novo Bispo de Setúbal, D. José Ornelas Carvalho, que terá lugar pelas 16h.
A Imagem estará nas várias vigararias da Diocese de Setúbal de 25 de Outubro a 8 de Novembro.

Participemos com toda a família nas várias celebrações, rezando a Nossa Senhora, escutando a Sua mensagem, deixando que nos conduza a Jesus, louvando, agradecendo, pedindo por Sua intercessão as graças de Deus!
   
Programa:





segunda-feira, 19 de outubro de 2015

ORDENAÇÃO EPISCOPAL DE D.JOSÉ ORNELAS CARVALHO A 25 DE OUTUBRO


Ordenação Episcopal de D. José Ornelas
Nota pastoral
 
Caros Diocesanos
 
No dia 25 vamos participar na Ordenação de D. José, nosso bispo eleito desde 24 de Agosto. É um momento grande para a Diocese como o têm sido outros: momento de festa, de alegria, de esperança, de manifestação de fé e de comunhão eclesial. Momento a que se associará a Imagem Peregrina de N.a S.ra de Fátima que nesse dia começa a sua visita à nossa Diocese.
 
Todos estamos chamados a participar nesse acto importante e queremos vivê-lo estando presentes na companhia dos nossos convidados. Dado que a Sé é pequena, para uma celebração tão grande, vai ser colocado um tolde no Largo em frente e com algumas cadeiras. Mas, mesmo assim, muitos terão de ficar de pé. Espero que esta circunstância não impeça ninguém de estar fisicamente presente. As pessoas que ficarem fora da Sé terão a possibilidade, umas, de estarem sob o tolde e, todas, de ver e acompanhar a celebração através de écrans que vão ficar em frente da Sé e do lado esquerdo da Sé como quem olha para a fachada da Sé.
Sei que tendes um coração grande e que ides dar provas dele novamente. Que ninguém se desmobilize pelo facto de não poder estar dentro da Sé. Vinde e tornai a festa ainda maior.
Aos idosos, aos doentes e aos que não puderem estar fisicamente presentes peço que nessa hora, onde quer que estejam, pensem no que está a acontecer e que rezem pelo D. José.
 
Entretanto peço a atenção para alguns pormenores:
Não haverá circulação de automóveis nem estacionamento na Praça do Quebedo e ruas adjacentes à Sé, pelo que os convidados sem livre-trânsito e os demais fiéis devem estacionar do lado nascente do apeadeiro, para lá do túnel sob a linha férrea;
 
A imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima estará na Sé às 15 horas onde será acolhida por mim, entrando depois na Sé;
Às 15,30 horas o Senhor D. Manuel Martins e eu próprio com o Colégio de Consultores à porta da Sé acolheremos o Senhor D. José que virá da Casa Episcopal acompanhado pelo Sr. Vigário Geral e os escuteiros;
A Celebração da Eucaristia terá início às 16 horas.
 
Como tem sido anunciado, no dia 26 às 18 horas, celebraremos na Sé os 40 anos da ordenação episcopal do Senhor D. Manuel Martins. Espero a vossa presença feliz e numerosa.
 
Que feliz coincidência! Praticamente no mesmo dia – dia 26 e dia 25 mas separados por quarenta anos – a nossa Sé será lugar da ordenação do seu primeiro e terceiro bispo!
Entretanto peço que continueis a preparar o acolhimento e a ordenação do nosso terceiro bispo com a vossa oração diária e em família, se possível. Não vos esqueçais de continuar a rezar pelos abundantes frutos do Sínodo da Família a decorrer em Roma e ainda pelos frutos da visita da Imagem peregrina à Diocese. Rezai também pelo Senhor D. Manuel Martins.
 
Saúdo a todos como rosto de Jesus, rezo por todos vós e confio-me à vossa oração.
 
Setúbal, 12/10/2015
+ Gilberto, Administrador Apostólico da Diocese de Setúbal

domingo, 18 de outubro de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)



Mc 10,35-45  O serviço e o chamado a seguir Jesus pelo caminho da humildade e da cruz foram o eixo sobre o qual o Papa Francisco desenvolveu hoje a sua homilia na solene celebração na Praça São Pedro, que elevou à honra dos altares quatro novos Santos, entre os quais, os pais de Santa Teresa de Lisieux.
A figura apresentada pelo Profeta Isaías do Servo do Senhor que suporta a marginalização e o sofrimento até à morte para resgatar e salvar multidões foi o ponto de partida da reflexão do Santo Padre. Jesus – observou ele -  é um personagem “que não se gaba de genealogias ilustres; mas desprezado, evitado por todos, sabe o que é sofrer. Não se lhe atribuem empreendimentos grandiosos nem discursos célebres, mas realiza o plano de Deus através duma presença humilde e silenciosa, através do seu sofrimento”. Este sofrimento – explicou o Papa – que lhe permite “compreender os que sofrem, carregar o fardo das culpas alheias e expiá-las”.
Jesus, é o Servo do Senhor, “a sua existência e a sua morte foram vividas inteiramente sob a forma serviço”. Mas Tiago e João, citados na narração de Marcos, “reivindicam lugares de honra de acordo com a própria visão hierárquica do reino”, ainda estão inclinados por “sonhos de realização terrena”. E Jesus – disse o Papa – recorda a eles que deverão beber o mesmo cálice que ele bebe:
“Com esta imagem do cálice, Ele assegura aos dois discípulos a possibilidade de serem associados plenamente ao seu destino de sofrimento, mas sem garantir os desejados lugares de honra. A sua resposta é um convite a segui-Lo pelo caminho do amor e do serviço, rejeitando a tentação mundana de querer sobressair e mandar nos outros”.
Os discípulos – recordou o Papa, referindo-se ao Evangelho do dia - são chamados a servir, a exemplo de seu Mestre, afastando-se da luta para obter poder e sucesso. Jesus, ao dizer “quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso servo”, indica “o serviço como estilo da autoridade na comunidade cristã”:
“Quem serve os outros e não goza efetivamente de prestígio, exerce a verdadeira autoridade na Igreja. Jesus convida-nos a mudar a nossa mentalidade e passar da ambição do poder à alegria de se ocultar e servir; desarraigar o instinto de domínio sobre os outros e exercer a virtude da humildade”.
Após apresentar aos discípulos o modelo a não ser imitado, Jesus oferece a si mesmo como ideal de sofrimento: “Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. “Jesus enche de novo sentido esta imagem – disse o Papa - especificando que Ele tem a soberania enquanto servo, a glória enquanto capaz de abaixamento, a autoridade real enquanto disponível ao dom total da vida”:
“Há incompatibilidade entre uma forma de conceber o poder segundo critérios mundanos e o serviço humilde que deveria caracterizar a autoridade segundo o ensinamento e o exemplo de Jesus; incompatibilidade entre ambições e carreirismo e o seguimento de Cristo; incompatibilidade entre honras, sucesso, fama, triunfos terrenos e a lógica de Cristo crucificado”.
E pelo contrário – precisou o Santo Padre – “há compatibilidade entre Jesus, que sabe o que é sofrer, e o nosso sofrimento”. Jesus, de fato, “exerce essencialmente um sacerdócio de misericórdia e compaixão”. Por ter experimentado diretamente as nossas dificuldades, “conhece a partir de dentro a nossa condição humana”. E o fato de ele não ter experimentado o pecado – explica o Papa – “não o impede de compreender os pecadores”:
“A sua glória não é a da ambição ou da sede de domínio, mas a glória de amar os homens, assumir e compartilhar a sua fraqueza e oferecer-lhes a graça que cura, acompanhar, com ternura infinita, o seu caminho atribulado”.
Nós todos, enquanto batizados – prosseguiu o Papa – participamos no sacerdócio de Cristo: “os fieis leigos no sacerdócio comum, os sacerdotes no sacerdócio ministerial”, de forma que todos “podemos receber a caridade que brota de seu coração aberto”, tornando-nos “canais do seu amor, da sua compaixão, especialmente para aqueles que vivem no sofrimento, na angústia, no desânimo e na solidão”.

domingo, 11 de outubro de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)


Mc 10,17-30 Hoje, antes da recitação da oração mariana, o Santo Padre propôs uma reflexão sobre o capítulo 10 do Evangelho de S. Marcos deste XXVIII Domingo do Tempo Comum: deixar tudo para seguir Jesus, porque a privação dos bens dá-nos o verdadeiro bem.
Três olhares de Jesus: numa primeira cena vemos o jovem que se dirige ao Mestre para saber o que fazer para ter a vida eterna. Segundo o Santo Padre, Jesus dedica-lhe um olhar de ternura e afeto por este rapaz e faz-lhe uma proposta concreta: dar todos os bens aos pobres e de segui-Lo. O jovem vai-se embora, e a lição do Papa é que a fé não pode conviver com a ligação às riquezas.
Numa segunda cena apresentada pelo evangelista, o Papa Francisco refere um segundo olhar de Jesus, um olhar de advertência que se reproduz na expressão: “Como será difícil para os que têm riquezas entrar no Reino dos Céus.” Perante a admiração dos discípulos, Jesus dedica-lhes um olhar de encorajamento dizendo que a salvação é “impossível aos homens, mas não a Deus”.
Finalmente, uma terceira cena do Evangelho de S. Marcos que é aquela da solene declaração de Jesus que afirma que quem deixa tudo para seguir o Senhor terá a vida eterna no futuro e cem vezes mais já no presente. A privação dos bens dá-nos em troca o verdadeiro bem – sublinhou o Papa que afirmou que “há mais alegria em dar do que em receber.”
Depois, dirigindo-se aos milhares de jovens presentes na praça, exortou-os à reflexão dizendo-lhes: Viram o olhar de Jesus sobre vós?
O que quereis responder?
Quereis deixar esta praça com a alegria de Jesus ou com a tristeza da mundanidade?

domingo, 4 de outubro de 2015

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)


Mc 10,2-16 No Evangelho deste XXVII domingo do tempo comum, Jesus, confrontado com a Lei judaica do divórcio, reafirma o projecto ideal de Deus para o homem e para a mulher: eles foram chamados a formar uma comunidade estável e indissolúvel de amor, de partilha e de doação. A separação não está prevista no projecto ideal de Deus, pois Deus não considera um amor que não seja total e duradouro. Só o amor eterno, expresso num compromisso indissolúvel, respeita o projecto primordial de Deus para o homem e para a mulher. 
“Não separe o homem o que Deus uniu…” Jesus coloca o dedo na ferida. O divórcio é sempre um fracasso, um sofrimento. Mas entrou nos costumes como uma realidade normal, um “direito”! Jesus está contra a corrente. Palavra incompreensível para muitos homens e mulheres, qualquer que seja a sua idade! Na sua resposta aos fariseus, Jesus recorre a um critério a que geralmente se presta pouca atenção. Vai ao “princípio da criação”, à vontade primeira, à vontade criadora de Deus. Ora, esta vontade é que os seres humanos se tornem “imagens de Deus”, na medida em que aceitem entrar uns e outros nas relações de amor recíproco, porque Ele, Deus, é eterno movimento de amor no seu Ser mais profundo. O casal humano, antes mesmo da questão da procriação, é chamado por Deus a tornar-se o primeiro lugar de incarnação deste movimento de amor. O amor humano, sob todas as suas formas, não nasceu dos acasos da evolução biológica. É dom de Deus. Quando os homens recusam este dom, impedem Deus de imprimir neles a sua imagem. Na realidade, vão contra a vontade criadora, introduzem uma desordem na criação tal como Deus a quis. Porque Ele escuta plenamente o seu Pai e acolhe sem quaisquer reticências nem recusas a vontade de amor do seu Pai, Jesus, e apenas Ele, pode colocar-nos na luz de Deus Criador e da sua vontade criadora. Mas isso supõe que aceitemos escutar Jesus, tomar Jesus na nossa vida. Só poderemos compreender a exigência de unidade e de fidelidade no amor humano se aceitarmos tornar-nos, dia após dia, discípulos, mais ainda, amigos de Jesus. Para resolver os nossos problemas afectivos, temos razão em recorrer à psicologia, à psicoterapia do casal. Mas isso não basta. A verdadeira falta é uma falta de profundidade espiritual. Não servirá de nada a Igreja repetir sem cessar a sua oposição ao divórcio se, primeiro, não fizer imensos esforços para ajudar a redescobrir um verdadeiro acompanhamento com Jesus, revelador do amor do Pai.

SÍNODO DOS BISPOS SOBRE A FAMÍLIA COMEÇA HOJE NO VATICANO


Cerca de 400 representantes de mais de 110 conferências episcopais participam, a partir de hoje e até 25 de Outubro, na 14ª assembleia ordinária do sínodo dos bispos, no Vaticano.
Os desafios, a vocação e a missão das famílias católicas no mundo atual são os temas centrais do sínodo, analisados ao longo de 147 artigos do documento de trabalho, apresentado em junho à imprensa.
Entre outras, uma das propostas em debate é a de permitir, em condições muito rigorosas, a comunhão aos divorciados que voltaram a casar civilmente, mediante "um caminho de penitência" sobretudo em casos de "convivência irreversível", o que não implica uma possibilidade automática de acesso à comunhão.
O documento, que reconhece a multiplicação da coabitação de casais e dos casamentos civis, defende a concretização do casamento religioso.
Para os homossexuais, o documento de trabalho evoca "projetos de acompanhamento pastoral" para integração na Igreja. "Mas não tem qualquer fundamento o estabelecimento de analogias, mesmo longínquas, entre uniões homossexuais e o desígnio de Deus sobre o casamento e a família", reafirma.
Os trabalhos, sobre o tema "A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo", vão ser divididos em três semanas, abordando cada uma das partes do documento de trabalho (desafios, vocação e missão) com intervenções gerais e trabalhos de grupo semanais.
Portugal vai ter como delegados o presidente da Conferência Episcopal e cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, e o presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família, o bispo de Portalegre-Castelo Branco, Antonino Dias.
A assembleia sinodal vai ser também acompanhada por 14 representantes de outras Igrejas cristãs.
O sínodo dos bispos, convocado pelo papa, é uma assembleia consultiva de representantes dos episcopados católicos de todo o mundo.
Até hoje, realizaram-se 13 assembleias gerais ordinárias e três extraordinárias, a última das quais em outubro do ano passado.
Lusa


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

CATEQUESE 2015-2016


Paróquia de S. Francisco Xavier



HORÁRIO DA CATEQUESE

2015-2016



      Sábado:

         10h 00 —– 1º, 3º, 6º, 9º,10º
         11h 30 —– 1º, 2ºe grupo especial

         14h 30 —– 1º, 3º, 4º, 7º
         16h 30 —– 4º, 5º, 6º



    Domingo:

         10h 00 —– 2º, 3º, 4º, 8º

                    



Grupos Preparação de Adultos para Batismo, 1ª Comunhão

-- Sábado às 16h30

-- Domingo às 10h15                                                                                     
                                                          

Grupo Preparação de Adultos para Crisma

-- Sábado às 16h30



Grupos Bíblicos:  ---     5ªf Feira às 16h

                               ---     3ªf Feira às 21h

RECOMEÇOU A 26-09-2015

domingo, 27 de setembro de 2015

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)


Mc 9,38-43.45-47-48 No Evangelho deste XXVI domingo do tempo comum temos uma instrução, através da qual Jesus procura ajudar os discípulos a situarem-se na órbita do Reino. Nesse sentido, convida-os a constituírem uma comunidade que, sem arrogância, sem ciúmes, sem presunção de posse exclusiva do bem e da verdade, procura acolher, apoiar e estimular todos aqueles que actuam em favor da libertação dos irmãos; convida-os também a não excluírem da dinâmica comunitária os pequenos e os pobres; convida-os ainda a arrancarem da própria vida todos os sentimentos e atitudes que são incompatíveis com a opção pelo Reino. 
Ora esta palavra é também para nós hoje. Para nós, os crentes, que achamos ou pretendemos ter o exclusivo do bem e da verdade e que, de facto, não temos. É, para nós, hoje, para que sejamos capazes de reconhecer isso e aceitar a presença e a acção do Espírito de Deus através de tantas pessoas boas que não pertencem à instituição Igreja, mas que são sinais vivos do amor de Deus no meio do mundo.

domingo, 20 de setembro de 2015

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)


Mc 9,30-37 O Evangelho deste XXV Domingo do Tempo Comum, apresenta-nos uma história de confronto entre a “sabedoria de Deus” e a “sabedoria do mundo”. Jesus, imbuído da lógica de Deus, está disposto a aceitar o projecto do Pai e a fazer da sua vida um dom de amor aos homens; os discípulos, imbuídos da lógica do mundo, não têm dificuldade em entender essa opção e em comprometer-se com esse projecto. Jesus avisa-os, contudo, de que só há lugar na comunidade cristã para quem escuta os desafios de Deus e aceita fazer da vida um serviço aos irmãos, particularmente aos humildes, aos pequenos, aos pobres.
O Evangelho de hoje convida-nos, então, a repensar a nossa forma de nos situarmos, quer na sociedade, quer dentro da própria comunidade cristã. A instrução de Jesus aos discípulos que esta passagem do Evangelho nos apresenta é uma denúncia dos jogos de poder, das tentativas de domínio sobre os irmãos, dos sonhos de grandeza, das manobras para conquistar honras e privilégios, da busca desenfreada de títulos, da caça às posições de prestígio… Esses comportamentos são ainda mais graves quando acontecem dentro da comunidade cristã: trata-se de comportamentos incompatíveis com o seguimento de Jesus. Nós, os seguidores de Jesus, não podemos, de forma alguma, pactuar com a “sabedoria do mundo”; e uma Igreja que se organiza e estrutura tendo em conta os esquemas do mundo não é a Igreja de Jesus.
Na nossa sociedade, os primeiros são os que têm dinheiro, os que têm poder, os que frequentam as festas badaladas nas revistas da sociedade, os que vestem segundo as exigências da moda, os que têm sucesso profissional, os que sabem colar-se aos valores politicamente correctos. E na comunidade cristã? Quem são os primeiros? As palavras de Jesus não deixam qualquer dúvida: “quem quiser ser o primeiro, será o último de todos e o servo de todos”. Na comunidade cristã, a única grandeza é a grandeza de quem, com humildade e simplicidade, faz da própria vida um serviço aos irmãos. Na comunidade cristã não há donos, nem grupos privilegiados, nem pessoas mais importantes do que as outras, nem distinções baseadas no dinheiro, na beleza, na cultura, na posição social… Na comunidade cristã há irmãos iguais, a quem a comunidade confia serviços diversos em vista do bem de todos. Aquilo que nos deve mover é a vontade de servir, de partilhar com os irmãos os dons que Deus nos concedeu.
A atitude de serviço que Jesus pede aos seus discípulos deve manifestar-se, de forma especial, no acolhimento dos pobres, dos débeis, dos humildes, dos marginalizados, dos sem direitos, daqueles que não nos trazem o reconhecimento público, daqueles que não podem retribuir-nos… Seremos capazes de acolher e de amar os que levam uma vida pouco exemplar, os marginalizados, os estrangeiros, os doentes incuráveis, os idosos, os difíceis, os que ninguém quer e ninguém ama?

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

D. GILBERTO CANAVARRO DOS REIS AGRACIADO ONTEM COM A MEDALHA DE PRATA DA CIDADE DE SETÚBAL


D. Gilberto Canavarro dos Reis foi agraciado ontem (15/09) com a Medalha de Prata da Cidade de Setúbal, uma das principais condecorações desta câmara municipal.
“Fui apanhado de surpresa. Por uma surpresa agradável”, revelou o agora administrador apostólico da Diocese de Setúbal.
D. Gilberto Canavarro dos Reis, à frente da Igreja sadina desde 1998, confessa que como indivíduo leva “muitas marcas” de Setúbal depois das que tem de Trás-os-Montes onde nasceu, concelho de Vila Pouca de Aguiar, e “muitas marcas do Porto”, diocese que serviu como bispo-auxiliar.
O atual administrador Apostólico da Diocese de Setúbal, natural de Barbadães de Baixo (Diocese de Vila Real), foi ordenado padre em dezembro 1963 e nomeado bispo auxiliar da Diocese do Porto a 16 de novembro de 1988, por São João Paulo II; o mesmo Papa polaco nomeou-o bispo de Setúbal em 1998.
A cerimónia desta manhã foi um dos momentos altos da celebração do feriado municipal de Setúbal, Dia de Bocage e da Cidade, e decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
Para além da Medalha de Prata entregue ao bispo de Setúbal mais 35 personalidades e instituições foram agraciadas com a Medalha de Honra da Cidade.
Na lista de agraciados destacam-se ainda os nomes do padre Constantino Alves e do padre Luís Manuel Ferreira, respetivamente párocos da igreja de Nossa Senhora da Conceição e de Faralhão e Praias do Sado, que recebam a Medalha de Honra da Cidade na Classe Paz e Liberdade.
Segundo a página na internet do município, a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, salientou no início da cerimónia que o cunho de Bocage ultrapassou a poesia bem escrita, legando uma vontade permanente de lutar pela liberdade, “do direito de querer viver melhor”.
O Papa aceitou a 24 de agosto a renúncia de D. Gilberto Reis, bispo de Setúbal, que a 27 de maio completou 75 anos, idade máxima determinada pelo Direito Canónico para o exercício desta missão.
Francisco nomeou como novo bispo D. José Ornelas Carvalho, antigo superior geral dos Dehonianos, de 61 anos, o qual agradeceu ao seu antecessor pelo “testemunho de pastor solícito e pela herança desafiadora que nos lega de simplicidade evangélica, atenção aos mais débeis e sentido profético na condução do povo de Deus”.
CB/OC

domingo, 13 de setembro de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)


Mc 8,27-35 Da Janela do Palácio Apostólico o Santo Padre recordou o Evangelho deste XXIV Domingo do Tempo Comum e a questão que Jesus formula aos seus discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” (Mc. 8,27)
O Santo Padre referiu-se, em particular, à resposta de Pedro que afirmou: “Tu és o Cristo”. Nessa ocasião Jesus revelou aos seus discípulos que deveria sofrer e ser morto e depois de três dias ressuscitar. Pedro ficou escandalizado – frisou o Papa – e chamou Jesus à parte e contestou as suas afirmações.
“Vai-te Satanás!”, esta é a resposta de Jesus a Pedro pela sua incompreensão – afirmou o Santo Padre. “Anunciando que deverá sofrer e ser morto para depois ressuscitar, Jesus quer fazer compreender àqueles que o seguem que Ele é um Messias humilde e servidor” e declara: “Se alguém quiser seguir-Me renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.”
“Colocar-se na sequela de Jesus significa tomar a própria cruz para acompanhá-lo no seu caminho, um caminho incómodo que não é aquele do sucesso ou da glória terrena, mas aquele que conduz à verdadeira liberdade. Trata-se de operar uma clara recusa daquela mentalidade mundana que põe o próprio “eu” e os próprios interesses no centro da existência e de perder a própria vida por Cristo e o Evangelho, para recebê-la renovada e autêntica.”
“Decidir seguir Jesus, Nosso Mestre e Senhor que se fez Servo de todos, exige uma forte união com Ele, a escuta atenta e assídua da sua Palavra e a graça dos Sacramentos” – afirmou o Santo Padre na conclusão da sua mensagem.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

PAPA APELA ÀS PARÓQUIAS PARA ACOLHEREM REFUGIADOS


O Papa Francisco apelou este domingo a todas as comunidades católicas da Europa para acolherem uma família de refugiados, adiantando que as primeiras a dar o exemplo serão as duas paróquias do Vaticano.
Pedindo um "gesto concreto" de preparação para o Jubileu que começa em dezembro, o papa apelou a todas as paróquias, comunidades religiosas, todos os mosteiros e santuários para que acolham uma família de migrantes.
"Perante a tragédia de dezenas de milhares de refugiados que fogem da morte, vítimas da guerra e da fome, o Evangelho chama-nos e pede para estarmos mais próximos dos mais fracos e abandonados, dando-lhes esperança", declarou o papa Francisco na oração Angelus, perante milhares de fiéis na Praça de São Pedro.
Dirigindo-se aos "irmãos bispos da Europa", o líder da igreja Católica apelou a que apoiem a causa nas suas dioceses, referindo que as paróquias de Roma e do Vaticano acolherão "nos próximos dias" duas famílias de refugiados.
As 28 nações da União Europeia estão bastante divididas sobre o que fazer em relação aos fluxos de migrantes, a maior parte pessoas que abandonaram os seus países para fugir aos conflitos que grassam no Médio Oriente e Norte de África.
A Alemanha liderou os esforços para a abertura das fronteiras, dizendo que poderia aceitar até 800.000 refugiados este ano, e apoiando planos para quotas obrigatórias nos países da UE.
A Hungria, juntamente com muitos países do leste que se tornaram novos membros do bloco europeu, opõem-se ao sistema de quotas e insistem que as regras atuais devem ser aplicadas, com os requerentes de asilo a terem de fazer o pedido no primeiro país onde chegam e não no país para onde querem ir.


domingo, 6 de setembro de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)


Mc 7,31-37  Efatá, abre-te, foi este o lema da reflexão tecida neste domingo, pelo Papa Francisco, por ocasião da oração mariana do Angelus da janela do Palácio Apostólico que dá para a Praça de São Pedro. Comentando o Evangelho de São Marcos que fala da cura do surdo-mudo por Jesus, no território pagão de Decápole, o Papa recordou que esse surdo-mudo foi levado a Jesus, o que significa que temos de percorrer um caminho em direcção à fé. Outro símbolo expresso nesse surdo-mudo é que a surdez impede ouvir não só as pessoas, mas também a Palavra de Deus, pois que a fé nasce da pregação. Mais: Jesus manda afastar o surdo da multidão, primeiro porque não quer publicidade do milagre que está para realizar e, depois, porque não quer que a sua palavra seja encoberta pelo barulho do ambiente circunstante. É que: “A Palavra de Deus que Cristo nos transmite precisa de silêncio para ser acolhida como Palavra que cura, que reconcilia e restabelece a comunicação” .
O Papa chama depois a atenção para dois gestos realizados por Jesus: Ele toca as orelhas e a língua do surdo-mudo – um gesto que visa restabelecer a comunicação, o contacto, e dado que o milagre vem do Pai, Jesus eleva os olhos ao céu e ordena: “Abre-te”. O surdo passa então a ouvir e  a falar.
O ensinamento que tiramos deste episódio da vida de Jesus – disse o Papa – é que “Deus não está fechado em si mesmo, mas abre-se e põe-se em comunicação com a humanidade” A sua imensa misericórdia leva-O a vir ao nosso encontro, a comunicar connosco, a tornar-se presente em nós através do seu Filho feito homem, a Palavra que se faz carne.
“Jesus é um grande “construtor de pontes”, que constrói a grande ponte da comunhão plena com o Pai”.
Este Evangelho fala-nos também a nós hoje – frisou o Papa. Com efeito, muitas vezes fechamo-nos em nós mesmos, criamos ilhas inacessíveis e inóspitas, e nem sequer as relações humanas mais elementares encontram espaço: casais, famílias, grupos, paróquias, pátrias fechados.
No entanto - prosseguiu Francisco - o Baptismo, origem da nossa vida cristã, representa precisamente esse gesto e palavra de Jesus: abre-te. Através disso somos inseridos na grande família da Igreja, podemos ouvir Deus que nos fala e comunicar a sua Palavra.
E o Papa concluiu convidando a invocar Nossa Senhora, mulher da escuta e do testemunho alegre, para que nos apoie no empenho de professar a nossa fé e de comunicar as maravilhas do Senhor a quantos passam pelo nosso caminho.