domingo, 31 de julho de 2016

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)


Lc 12,13-21 Na passagem do evangelho deste XVIII domingo do tempo comum, um homem rico ao ver que a sua fazenda produz bastante, fica muito feliz e planeja não uma redistribuição da sua produção com os seus empregados, mas encontrar lugar para armazenar mais. O fazendeiro é louco, pois construiu sua riqueza sobre o suor dos seus empregados e, agora, deseja descansar sobre o trabalho e o sofrimento de outros, sem nada partilhar. Jesus termina o relato desse caso, dizendo que tudo o que ele armazenou ficará para outros, já que sua vida será pedida naquela noite.
Os bens tomaram conta da vida daquele homem e ocuparam o lugar de Deus, da família e dele mesmo.
Por outro lado, o que acumulou não pode ser chamado de vida, pois a vida se destina a todos e ele acumulou só pensando em si mesmo.
O pecado do homem rico não está em ser rico, mas no fato que trabalhou exclusivamente para si e não se enriqueceu aos olhos de Deus.
Jesus faz o alerta não apenas aos ricos, mas a todos aqueles que só trabalham para si mesmos. Mesmo um estudante, que estuda à noite com muito sacrifício e só pensa em desfrutar a vida no futuro, é destinatário dessa parábola porque, apesar de ser pobre, tem um coração de rico: deixou-se levar pelo egoísmo.
A segunda leitura nos dá a indicação de como deve ser a vida daqueles que desejam trabalhar com sentido e quais deverão ser seus valores. "Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às terrestres." Mais adiante Paulo nos incentiva a fazer morrer em nós aquilo que é terrestre: "imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e a cobiça, que é idolatria".
O emprego de nossa vida, com seus dons e suas potencialidades deverá ser realizado com um objetivo maior do que a simples satisfação mundana e a simples satisfação das nossas necessidades básicas. Tudo isso acabará; será dissolvido pelo tempo, a doença, as traças e a morte. Nada ficará de lembrança. Até o nosso nome, com o tempo, desaparecerá. De fato, tudo ilusão!
Apenas o uso das nossas potencialidades, da nossa vida em favor do outro, em favor da realização do Reino de Deus dará sentido ao nosso esforço e transformará tudo de material em imaterial, de imanente em transcendente, de meramente humano em divino. A eternidade está na dimensão da partilha, do nós, do outro.
O Homem busca a face do Outro, de Deus, que é Trindade, que é Comunhão. O Homem busca a face de Deus, a comunhão eterna com o Outro. Só isso o sacia, só isso lhe dará a perenidade que é desejada na profundidade de seu ser. Abrir-se ao outro é abrir-se a Deus, é abrir-se à felicidade eterna. (Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o XVIII Domingo do Tempo Comum)

domingo, 24 de julho de 2016

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)

Lc 11, 1-13 Aos milhares de fiéis e peregrinos presentes na Praça de S. Pedro para a oração mariana do Angelus o Papa Francisco falou do Evangelho deste domingo que abre com a cena de Jesus a rezar, sozinho, num lugar apartado e com os discípulos que, ao terminar, lhe pedem: "Senhor, ensina-nos a rezar". "Quando orardes, dizei:" Pai ", respondeu Jesus, e o Papa salientou que esta palavra “Pai”,  o "segredo" da oração de Jesus, é a chave que Ele nos dá para entrarmos numa relação de diálogo confidencial com Deus.
Ao apelativo "Pai" Jesus associa dois pedidos – prosseguiu Francisco: "Santificado seja o vosso nome, venha o vosso reino", para realçar que a oração de Jesus, e também a oração cristã, é antes de tudo dar um lugar a Deus, deixando-o manifestar a sua santidade em nós e fazendo progredir o seu reino na nossa vida.
Outros três pedidos complementam o "Pai Nosso", pedidos que exprimem as nossas necessidades fundamentais: pão, perdão e ajuda na tentação:
“O pão que Jesus nos faz pedir é o pão necessário e não o supérfluo; é o pão dos peregrinos, um pão que não se acumula nem se desperdiça, pão que que não torna pesada a nossa marcha; o perdão é, antes de tudo, aquele que nós mesmos recebemos de Deus: somente a consciência de sermos  pecadores perdoados pela infinita misericórdia de Deus pode fazer-nos capazes de fazer gestos concretos de reconciliação fraterna; o último pedido, "não abandonar-nos na tentação", exprime a consciência da nossa condição, sempre exposta às insídias do mal e da corrupção”.
E Jesus prossegue tomando como modelo de oração a atitude de um amigo em relação com outro amigo e a de um pai em relação com o filho. Ambas as parábolas querem ensinar-nos a ter plena confiança em Deus, que é Pai, disse o Papa ressaltando que Ele sabe melhor que nós as nossas necessidades, mas quer as apresentemos a ele com coragem e com insistência, pois esta é a nossa maneira de participar na Sua obra de salvação.
“A oração é o primeiro e o  principal ‘instrumento de trabalho’ em nossas mãos! Insistir com Deus não é para convencê-lo, mas para fortalecer a nossa fé e a nossa paciência, ou seja, a nossa capacidade de lutar juntamente com  Deus pelas coisas que verdadeiramente são importantes e necessárias. Na oração somos dois: Deus e eu a lutar juntos para as coisas importantes”.
Entre estas coisas importantes, disse ainda Francisco, há uma que é mais importante do que todas, mas que quase nunca pedimos, e é o Espírito Santo, pois Jesus diz: "Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso  Pai celeste dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!". O Espírito Santo serve para vivermos bem, para vivermos com sabedoria e amor, fazendo a vontade de Deus, concluiu convidando a todos e a cada um a pedir ao Pai durante esta semana: “Pai, dá-me o Espírito Santo, Pai, dá-me o Espírito Santo”. Que a Virgem Maria cuja vida foi toda ela animada pelo Espírito de Deus, nos ajude a rezar ao Pai unidos a Jesus, e a vivermos não de maneira mundana, mas segundo o Evangelho, guiados pelo Espírito Santo.

domingo, 17 de julho de 2016

REFLEXÃO DE SANTO AMBRÓSIO SOBRE O EVANGELHO DO XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)


Santo Ambrósio
Tratado sobre o Evangelho de São Lucas
Procuremos nós também ter isso que ninguém nos pode tirar

Lc 10,38-42 Temos falado da misericórdia, porém é um fato que não existe uma forma isolada de ser virtuoso. O exemplo de Marta e Maria mostra-nos a entrega ativa de uma aos afazeres domésticos, e a atenção religiosa da alma à Palavra de Deus da outra; e nos ensina que esta segunda atitude, se vai acompanhada da fé, certamente está acima das próprias obras, conforme o que está escrito: Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada.
Procuremos nós também ter isso que ninguém nos pode tirar, dispondo todos os nossos sentidos, não distraidamente, mas com atenção, pois que a própria semente da palavra divina pode ser arrebatada se é meada à beira do caminho. Que tua fome de sabedoria te faça semelhante a Maria; visto que a sua é uma obra maior e mais perfeita, e que a ocupação do magistério não te seja obstáculo ao conhecimento da palavra celestial, nem creias ou penses que aqueles que se dedicam com entusiasmo à sabedoria são pessoas ociosas; quando precisamente Salomão, o pacífico, quis tê-la como companheira em sua casa.
Contudo, não é que se repreenda a Marta por seus bons ofícios, porém Maria é preferida porque escolheu para si a melhor parte. Jesus tem muitas riquezas e a todos reparte suas graças: assim a mais sábia escolheu aquilo que reconheceu ser o mais importante. Por sua parte os Apóstolos não julgaram como melhor deixar seu dever de pregar a Palavra de Deus para servir às mesas, ainda que as duas sejam obras de sabedoria; pois Estevão também estava cheio de sabedoria e foi escolhido como diácono.
Portanto, enquanto servidor deve submeter-se aos doutores, e enquanto doutor deve exortar e animar ao que serve, pois o corpo da Igreja é único, embora existam muitos membros, e uns necessitam dos outros. O olho não pode dizer para a mão: não tenho necessidade de ti; nem tampouco a cabeça aos pés, como também a orelha não negará o que é do corpo; porque mesmo admitindo que alguns são mais importantes, outros se manifestam mais necessários.
A sabedoria tem a sua sede na cabeça, a atividade nas mãos; em verdade, os olhos do sábio estão em sua cabeça, pois o verdadeiro sábio é aquele em cuja alma está Cristo e cujo olhar interior está sempre dirigido para o alto. Por isso os olhos do sábio estão na cabeça e os do néscio em seu calcanhar.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

CRISMAS


a Missa foi ao ar livre no Pátio da Igreja às 11h.



O Sacramento do Crisma foi dado pelo Bispo D. José Ornelas Carvalho, Bispo de Setúbal e também por um Bispo da África do Sul

a foto do grupo

Que o Espírito Santo nos conduza!


domingo, 10 de julho de 2016

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)


 Lc 10,25-37 No Angelus na Praça de S. Pedro neste XV Domingo do Tempo Comum o Papa recordou a parábola do “bom samaritano” proposta pelo Evangelho de S. Lucas. Uma narrativa “simples e estimulante” – disse o Santo Padre – que nos indica um “estilo de vida” no qual no centro não estamos nós mas “os outros” “que encontramos no nosso caminho” e que “nos interpelam” – afirmou Francisco.
Um doutor da lei, a propósito do mandamento ‘amar a Deus com todo o coração e ao próximo como a ti mesmo’, pergunta a Jesus: “quem é o meu próximo” – recordou o Papa – e Jesus responde-lhe contando-lhe uma parábola na qual um homem na estrada de Jerusalém a Jericó foi assaltado, maltratado e abandonado. Passam por ele um sacerdote e um levita e seguem adiante. Depois um samaritano, ou seja, um habitante da Samaria que, como lembrou o Papa, eram desprezados pelos judeus, teve compaixão daquele homem ferido e “tomou conta dele”.
Um sacerdote, um levita e um samaritano: Jesus pergunta quem é que foi o próximo daquele homem ferido, e o doutor da lei responde que foi aquele que “teve compaixão” – disse o Santo Padre – e Jesus diz: “Vai e faz o mesmo”.
Segundo Francisco, esta frase de Jesus é para cada um de nós pois “depende de mim ser ou não ser próximo da pessoa que encontro e que tem necessidade de ajuda, mesmo que seja estranha ou até hostil”.
O Santo Padre afirmou ainda que “a atitude do bom samaritano é necessária para dar prova da nossa fé”.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL A FÁTIMA


 No domingo 3 de Julho a Paróquia de S. Francisco Xavier de Caparica e a Paróquia de Cristo Rei peregrinaram ao Santuário de Fátima com cerca de 600 paroquianos e os respectivos Párocos, Padre Hermínio Vitorino e Padre José Maria Furtado.

Participamos no Terço na Capelinha das Aparições e na Missa no Recinto do Santuário
Depois o almoço no parque nº2 onde estavam os autocarros
 Participamos na Via Sacra até ao Calvário Húngaro

 seguindo-se um tempo de oração nos Valinhos e  na Loca do Anjo
As crianças gostaram muito de visitar as casas dos Pastorinhos
 A última etapa foi a passagem da Porta Santa, a Porta de S. Tomé na Basílica da Santíssima Trindade
 e a oração neste ano jubilar da Misericórdia
Muitas das crianças foi a primeira vez que foram a Fátima e estavam felizes!

quarta-feira, 6 de julho de 2016

VISITA DO PADRE ABEL BANDEIRA


Foi com muita alegria que acolhemos o Padre Abel na Paróquia de S. Francisco Xavier de Caparica no dia 29 de Junho. Veio de Moçambique onde é Mestre de noviços passar uns dias a Portugal.
Começou com a Eucaristia e vieram concelebrar o Padre Vicente, o Padre Dario, o Padre Zé Pires e o Padre Hermínio.
Houve um jantar partilhado convívio no pátio, seguindo-se um serão na Igreja onde o Padre Abel deu testemunho da Missão em Moçambique.

domingo, 3 de julho de 2016

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)

Lc 10,1-12.17-20 Em sua alocução, o Pontífice comentou o Evangelho deste domingo, extraído do décimo capítulo de Lucas, que narra a necessidade de pedir a Deus operários para a sua colheita.
Os “operários” de que fala Jesus são os missionários do Reino de Deus, explicou o Papa. E sua tarefa é anunciar uma mensagem de salvação dirigida a todos, dizendo: “O Reino de Deus está próximo. De fato, acrescentou, Jesus “aproximou” Deus de nós; em Jesus, Deus reina em meio a nós, o seu amor misericordioso vence o pecado e a miséria humana.
Esta é a Boa Nova que os “operários” devem levar a todos: uma mensagem de esperança e consolação, de paz e de caridade. O Reino de Deus, prosseguiu o Papa, se constrói dia após dia, e oferece já sobre esta terra os seus frutos de conversão, de purificação, de amor e de consolação entre os homens. “É belo! Construir dia após dia este Reino de Deus. Não destruir, construir”, improvisou Francisco.
O Pontífice falou ainda com qual espírito o discípulo de Jesus deve desempenhar esta missão. Antes de tudo, consciente da realidade difícil e, às vezes, hostil que o aguarda. Com efeito, Jesus diz: “Eu os envio como cordeiros entre lobos”. “Jesus foi muito claro”, disse o Papa. “A hostilidade está na base das perseguições contra os cristãos.” Por isso, acrescentou, o operário do Evangelho se esforçará em ser livre de condicionamentos humanos de todo gênero, confiando somente na potência da Cruz de Cristo. “Isso significa abandonar qualquer motivo de vanglória pessoal, carreirismo ou fama de poder e fazer-se humildemente instrumentos da salvação.”
“A missão do cristão no mundo é maravilhosa e destinada a todos, é uma missão de serviço, ninguém está excluído; essa requer muita generosidade e, sobretudo, o olhar e o coração dirigidos ao alto, para invocar a ajuda do Senhor.”
Para o Pontífice, há tanta necessidade de cristãos que testemunhem com alegria o Evangelho na vida de todos os dias. Pois assim regressaram os discípulos: repletos de alegria. E o Papa fez seu agradecimento aos inúmeros homens e mulheres que quotidianamente anunciam o Evangelho: sacerdotes, "párocos bons que todos nós conhecemos", missionários e missionárias. Francisco então se dirigiu à multidão e perguntou: “Quantos de vocês, jovens que estão nesta Praça, sentem o chamado do Senhor a segui-Lo? Não tenham medo! Sejam corajosos e levem aos outros esta chama do zelo apostólico que nos foi dada por esses discípulos exemplares”.
O Papa concluiu pedindo ao Senhor, por intercessão de Nossa Senhora, que jamais falte à Igreja corações generosos, que trabalhem para levar a todos o amor e a ternura do Pai celeste.

domingo, 26 de junho de 2016

JUBILEU DA VIGARARIA DA CAPARICA

No sábado 25 de Junho realizou-se o Jubileu da Vigararia da Caparica com uma Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, uma das Igrejas Jubilares da Diocese.
Às 11h foi a conferencia do Padre Dário Pedroso sobre a Misericórdia de Deus, chamando a atenção para a alegria que damos a Deus quando nos confessamos. 
Vários sacerdotes atenderam os peregrinos que quiseram receber o sacramento da Reconciliação.
Às 12h deu-se inicio à Celebração da Eucaristia presidida pelo Bispo D. José Ornelas de Carvalho, terminando com a oração a Nossa Senhora do Cabo.


 Participaram as 8 Paróquias da Vigararia O almoço partilhado foi nos Jardins da Igreja da Corredoura.
A Peregrinação terminou com a recitação do Terço a Nossa Senhora.



REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)

Lc 9,51-62 O Evangelho deste XIII Domingo do tempo comum apresenta o “caminho do discípulo” como um caminho de exigência, de radicalidade, de entrega total e irrevogável ao “Reino”. Ele sugere percorrer este “caminho” com amor e dedicação, sem fanatismos nem fundamentalismos, no respeito absoluto pelas opções dos outros.
Com efeito, Lucas apresenta as “exigências” deste “caminho” em duas partes: na primeira, o cenário de fundo nos situa no contexto da hostilidade entre judeus e samaritanos.
Trata-se de um dado histórico: a dificuldade de convivência entre os dois grupos era tradicional; os peregrinos que iam a Jerusalém para as grandes festas de Israel procuravam evitar passar pela Samaria, utilizando a “via marítima” ou pelo vale do rio Jordão, a fim de evitar “maus encontros”.
A primeira lição de Jesus, ao longo desta “caminhada”, refere-se à atitude que os discípulos devem tomar face ao “ódio” do mundo. Eles devem percorrer o “caminho” de Jesus.
Na segunda parte, Lucas apresenta – através do diálogo entre Jesus e os três candidatos ao discipulado – algumas condições para percorrer este caminho com Jesus, que leva a Jerusalém, isto é, à realização da salvação.
Quais são as suas condições? O discípulo deve despojar-se das preocupações materiais; desapegar-se dos deveres e obrigações, que impedem a sua resposta imediata e radical ao Reino; e despojar-se de tudo o que é material para se comprometer com o Reino de Deus.
Estas exigências e ensinamentos pretendem dizer ao discípulo que ele é convidado a eliminar tudo aquilo que possa dificultar seu testemunho de cristão.
Logo, aceitar o apelo e o convite de Jesus a segui-lo, trilhando o caminho do amor!

segunda-feira, 20 de junho de 2016

BATISMO E 1ª COMUNHÃO DE ADULTOS

 No Domingo 19 de Junho participamos com alegria
  no Batismo de quatro jovens 
que também fizeram a 1ª Comunhão conjuntamente com outras 2.
Todos frequentam a catequese  



FESTA DA PARÓQUIA

 A procissão com a Imagem de Nossa Senhora de Fátima e de S. Francisco Xavier
 percorreu várias ruas da Paróquia enquanto se cantou e rezou. 
 Além dos paroquianos, participaram outros grupos: Gambozinhos, Gastagus, Leigos para o Desenvolvimento...
 com a preciosa ajuda do agrupamento de escuteiros que fazem 30 anos 
 Depois no pátio ao ar livre pelas 18h30m foi a Celebração da Eucaristia 
com a presença de pessoas de diferentes países, de várias idades...
e um coro bem animado  
 Houve promessas de alguns escuteiros

Seguindo-se um jantar partilhado e oportunidade de ver o jogo de futebol num ecran gigante
e muita animação com danças e música africana

domingo, 19 de junho de 2016

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)


Lc 9,18-24 No Angelus, na Praça de S. Pedro, o Papa Francisco referiu-se ao Evangelho deste XII Domingo do Tempo Comum e à pergunta formulada por Jesus aos seus discípulos: “Quem dizem as multidões que Eu sou?”.
A esta interrogação os discípulos apressaram-se a responder que alguns dizem que Jesus é João Batista, outros que é Elias, outros que é um antigo profeta que ressuscitou.
Jesus dirigiu-se, então, diretamente aos discípulos perguntando: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” Pedro responde de imediato dizendo: “És o Messias de Deus” – referiu Francisco – e, desta forma, Jesus percebe que os Doze, e em particular Pedro, receberam do Pai o dom da fé; e por isto começa a falar abertamente daquilo que o espera em Jerusalém”, ou seja, que o Filho do Homem “deve sofrer muito, ser recusado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos escribas, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia” – assinalou o Papa.
Estas perguntas de Jesus são hoje também feitas a cada um de nós – disse o Santo Padre - somos chamados a fazer da resposta de Pedro a nossa resposta, porque todos temos necessidade de respostas adequadas às nossas profundas interrogações existenciais” – declarou o Papa que afirmou que é “em Cristo” que encontramos a “paz verdadeira”:
“Em Cristo, só n’Ele, é possível encontrar a paz verdadeira e o cumprimento de cada humana aspiração. Jesus conhece o coração do homem como nenhum outro. Por isto pode-o sarar, dando-lhe vida e consolação.”
Nesta passagem do Evangelho de Lucas, Jesus, depois do diálogo com os discípulos, dirige-se a todos e diz: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz de todos os dias e siga-Me”. É a cruz do sacrifício pelos outros com amor – afirmou Francisco:
“Não se trata de uma cruz ornamental, ou ideológica, mas é a cruz da vida, do próprio dever, do sacrificar-se pelos outros com amor, pelos pais, pelos filhos, pela família, pelos amigos e também pelos inimigos, é a cruz da disponibilidade a ser solidários com os pobres, a empenhar-se pela justiça e a paz.”
“Abandonemo-nos confiantes em Jesus, nosso irmão, amigo e salvador” – disse ainda o Papa – “Ele mediante o seu Santo Espírito, dá-nos a força de andar em frente no caminho da fé e do testemunho”. “E neste caminho sempre está próxima de nós Nossa Senhora” – afirmou Francisco.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

FESTA DA PARÓQUIA

Convívio da Paróquia de S. Francisco Xavier


Sábado 18 de Junho

9h30 – Início do Torneio de Futsal

14h30 - Jogos, Prémios…Rifas e Lanche

17h30 - Procissão com Imagem do Padroeiro
18h30 - Missa ao ar livre
20h00 - Jantar partilhado
     Traz a tua especialidade para repartir!
seguido de atividades musicais, dança, etc.

Vem com a tua Família à Festa da Paróquia!


Vivamos a alegria de sermos Comunidade!



domingo, 12 de junho de 2016

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)


Lc 7,36 – 8,3 O Evangelho deste XI Domingo do Tempo Comum coloca diante dos nossos olhos a figura de uma “mulher da cidade que era pecadora” e que vem chorar aos pés de Jesus. Lucas dá a entender que o amor da mulher resulta de haver experimentado a misericórdia de Deus. O dom gratuito do perdão gera amor e vida nova. Deus sabe isso; é por isso que age assim.
A perspectiva fundamental deste episódio tem a ver com a definição da atitude de Jesus (e, portanto, de Deus) para com os pecadores. A personagem central é a mulher a quem Lucas apresenta como “uma mulher da cidade que era pecadora”. A acção da mulher (o choro, as lágrimas derramadas sobre os pés de Jesus, o enxugar os pés com os cabelos, o beijar os pés e ungi-los com perfume) é descrita como uma resposta de gratidão, como consequência do perdão recebido. A parábola que Jesus conta, a este propósito, parece significar, não que o perdão resulta do muito amor manifestado pela mulher, mas que o muito amor da mulher é o resultado da atitude de misericórdia de Jesus: o amor manifestado pela mulher nasce de um coração agradecido de alguém que não se sentiu excluído nem marginalizado, mas que, nos gestos de Jesus, tomou consciência da bondade e da misericórdia de Deus. A outra figura central deste episódio é Simão, o fariseu. Ele representa aqueles zelosos defensores da Lei que evitavam qualquer contacto com os pecadores e que achavam que o próprio Deus não podia acolher nem deixar-Se tocar pelos transgressores notórios da Lei e da moral. Jesus procura fazê-lo entender que só a lógica de Deus – uma lógica de amor e de misericórdia – pode gerar o amor e, portanto, a conversão e a vida nova. Jesus empenha-se em mostrar a Simão que não é marginalizando e segregando que se pode obter uma nova atitude do pecador; mas que é amando e acolhendo que se pode transformar os corações e despertar neles o amor: essa é a perspectiva de Deus. O perdão não se dá a troco de amor, mas dá-se, simplesmente, sem esperar nada em troca. A reacção de Jesus não é um caso isolado, mas resulta da missão de que Ele se sente investido por Deus – atitude que Ele procurará manifestar em tantas situações semelhantes: dizer aos proscritos, aos moralmente fracassados, que Deus não os condena nem marginaliza, mas vem ao seu encontro para os libertar, para dar-lhes dignidade, para os convocar para o banquete escatológico do Reino. É esta atitude de Deus que gera o amor e a vontade de começar vida nova, inserida na lógica do Reino. O texto que nos é proposto termina com uma referência ao grupo que acompanha Jesus: os Doze e algumas mulheres. O facto de o “mestre” Se fazer acompanhar por mulheres (Lucas é o único evangelista que refere a incorporação de mulheres no grupo itinerante dos discípulos) era algo insólito, numa sociedade em que a mulher desempenhava um papel social e religioso marginal. No entanto, manifesta a lógica de Deus que não exclui ninguém, mas integra todos – sem excepção – na comunidade do Reino. As mulheres – grupo com um estatuto de subalternidade, cujos direitos sociais e religiosos eram limitados pela organização social da época – também são integradas nessa comunidade de irmãos que é a comunidade do Reino: Deus não exclui nem marginaliza ninguém, mas a todos chama a fazer parte da sua família.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

FESTA DA VIDA



 No Domingo 5 de Junho um grupo de 12 adolescentes celebrou a festa da VIDA.



domingo, 5 de junho de 2016

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO X DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)



Lc 7,11-17 Temos aqui o episódio da ressurreição do filho de uma viúva, em paralelismo com o da primeira leitura. O milagre relatado neste texto, assim como o dos versículos anteriores, respondem à pergunta de João de Baptista a Jesus: “és Tu que hás de vir ou devemos esperar outro?” Jesus oferece a salvação (cf. Lc 7,1-10) e mostra o verdadeiro triunfo da vida (cf. Lc 7,11-17). Não é o relato em si que é o mais importante, mas o sentido que nos transmite.
Antes de mais, temos aqui uma revelação de Deus. Diante da atitude de piedade e compaixão de Jesus, neste milagre de ressurreição, vemos a exclamação do povo: “Deus visitou o seu povo”. Jesus é “um grande profeta”, não apenas porque transmite a Palavra de Deus e anuncia o reino com palavras, mas sobretudo porque veio realizar o reino pela ressurreição, oferecendo a sua vida.
Em seguida, vemos aqui o sentido da vida. Jesus veio criar, oferecer ao homem a alegria de uma vida aberta com todo o sentido.
Percebemos ainda todo o carácter de sinal presente no milagre. A ressurreição do filho da viúva testemunha Jesus que há-de vir, cuja vida triunfa plenamente sobre a morte.
Significa que para nós, hoje como então, Deus Se encontra onde há o sentido da piedade, do amor vivificante. Significa ainda que, seguindo Jesus, só podemos também suscitar vida, ter piedade dos que sofrem, oferecer a nossa ajuda, ter uma atitude de oblação.
Das duas, uma: ou fazemos da nossa vida um cortejo de morte, dos sem esperança, que acompanham o cadáver, em atitude de choro, de luto, de desespero; ou fazemos do nosso peregrinar um caminho de esperança, de ressurreição, de transformação do choro e da morte em sentido de vida. Podemos escolher, é certo. Mas se somos seguidores de Cristo e nos deixamos visitar por este grande profeta, não temos alternativa! (Portal dos Dehonianos)

sábado, 4 de junho de 2016

FESTA DO COMPROMISSO


Na Eucaristia das 18h foi a Festa do Compromisso de 9 adolescentes do 9º catecismo.
Que sejam sempre fieis ao compromisso com Deus!

domingo, 29 de maio de 2016

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO IX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)


 Lc 7, 1-10 Na passagem do Evangelho de S. Lucas, deste IX Domingo do Tempo Comum, Jesus age mostrando a misericórdia de Deus. Não importa se o pedido vem de um israelita ou de um estrangeiro, o que importa é que um ser humano suplica ao Senhor a cura de seu empregado.
Mais ainda, esse estrangeiro mostra uma fé extraordinária no poder de Deus a ponto de dispensar a ida de Jesus à sua casa, pois sabe que para Deus basta querer para que alguém recupere a saúde ou algo seja mudado ou transformado, afinal, Deus é Deus! Essa atitude do estrangeiro foi louvada por Jesus exatamente por isso, por dar um salto qualitativo na fé.
Se antes, na oração de Salomão aparecia a oração feita no Templo, agora fica claro que basta a fé no poder de Deus. A oração não só não precisa ser feita por um pertencente ao Povo de Israel, mas nem precisa ser feita no Templo de Jerusalém. Basta a fé no Deus Vivo e Verdadeiro.
Mas podemos tirar desse fato relatado por Lucas, outra lição. Deus dá maior importância à fé de quem suplica e não tanto à adequação de sua vida aos preceitos religiosos. O suplicante, um oficial romano, era um pagão. Apesar de ser um homem honesto e respeitoso para com os israelitas – até havia construído uma sinagoga para eles –, não se tinha convertido, não era circuncidado e nem seguia os mandamentos de Moisés.
Contudo, esse militar demonstra uma confiança radical em Jesus, no poder de Deus, que não se importa de modo público professar sua fé: “Senhor, ordena com tua palavra, e o meu empregado ficará curado”. Demonstra grande humildade:  “Senhor, não sou digno de que entres em minha casa”. Mais ainda, nem se sentiu digno de ir ao encontro do Cristo, enviou alguns mensageiros para que, em seu nome, fizessem o pedido.
Qual a lição que levamos para o nosso dia-a-dia?
Deus quer que vivamos de acordo com seus mandamentos, de acordo com os preceitos que aprendemos quando fomos catequizados.
Em certa ocasião Jesus disse que não veio abolir a Lei e nem mudar uma letra sequer. Mas só isso não basta, não faz levantar voo. O jovem rico cumpria todos os mandamentos, mas não foi capaz de largar tudo para seguir Jesus; o fariseu no Templo orava e agradecia a Deus por ele ser certo, honesto, correto com os preceitos religiosos, mas sua oração não foi ouvida porque ele atribuía tudo isso a si mesmo e se sentia orgulhoso por isso e desprezava o pecador publicano, que estava lá no fundo do Templo.
Devemos, antes de tudo, ter grande fé em Deus e sermos misericordiosos. Isso é o “plus”, o mais que o Senhor deseja de nós.
Neste Ano Santo da Misericórdia, proposto pelo Papa Francisco, devemos ter a consciência de que Deus é Omnipotente, que tudo pode; de que é Omnisciente, que sabe tudo; e de que é Omnipresente, que está em todo lugar; deverá atravessar nossa vida e nossas orações.
Mas uma coisa nos falta ainda, é sabermos da radicalidade de Seu Amor por nós, da Sua Misericórdia, da grandeza de Seu Coração.    
Somos chamados a ser testemunhas vivas da fé no Amor de Deus para com todos os homens, sejam pecadores ou não, sejam cristãos ou não. (Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o IX Domingo do Tempo Comum)