A dimensão trinitária nos
“ensina que Deus é uma ‘família’ de três pessoas que se amam tanto de modo a
formar uma só coisa. Esta ‘família divina’ não é fechada em si mesma, mas é
aberta, comunica-se na criação e na história e entrou no mundo dos homens para
chamar todos a fazerem parte”: foi o que disse o Papa Francisco neste domingo,
antes do Angelus aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. Na sua
reflexão antes da oração mariana, o Santo Padre falou do mistério trinitário,
mistério da fé cristã, na Solenidade da Santíssima Trindade. Imagem e
semelhança de Deus. Um “horizonte” de comunhão – continuou o Papa – “que envolve
todos e nos estimula a viver no amor e na partilha fraterna, certos de que onde
há amor, há Deus”: “O nosso ser, criados à imagem e semelhança de Deus-comunhão
nos chama a compreender nós mesmos como seres-em-relação e a viver as relações
interpessoais na solidariedade e no amor recíproco. Tais relações são reproduzidas,
em primeiro lugar, no âmbito de nossas comunidades eclesiais, para que seja
sempre mais clara a imagem da Igreja ícone da Trindade”. Solenidade da
Santíssima Trindade Mas se reproduzem também – continuou o Papa – “em todas as
relações sociais, da família até as amizades no ambiente de trabalho: são
oportunidades concretas que são oferecidas para construir relações sempre mais
humanamente ricas, capazes de respeito mútuo e amor altruísta”. “A festa da
Santíssima Trindade nos convida a nos comprometermos nos eventos diários para
sermos fermento de comunhão, de consolação e de misericórdia. Nesta missão,
somos sustentados pelo poder que o Espírito Santo nos dá: ele cuida da carne da
humanidade ferida pela injustiça, pela opressão, pelo ódio e pela ganância”. O
Papa Francisco concluiu recordando a Virgem Maria, que “na sua humildade,
aceitou a vontade do Pai e concebeu o Filho por obra do Espírito Santo. Que ela
nos ajude, espelho da Trindade, a fortalecer a nossa fé no Mistério trinitário
e encarná-la com escolhas e atitudes de amor e unidade.”
domingo, 22 de maio de 2016
segunda-feira, 16 de maio de 2016
"SEMANA DA VIDA" 2016
A Igreja Católica celebra de 15 a 22 de maio a
‘Semana da Vida’ 2016, centrada na ecologia, com o objetivo de que a sociedade
assuma “a responsabilidade, a grandeza e a urgência da situação histórica”.
“A degradação que causamos à nossa casa comum
resulta da degradação humana que se processa em conjunto”, escreve a Comissão
Episcopal Laicado e Família no guião da ‘Semana da Vida’ enviado à Agência
ECCLESIA.
A comissão, através do Departamento Nacional da
Pastoral Familiar, considera que o Papa “acordou” as pessoas de “um certo
torpor e uma alegre irresponsabilidade” quanto à questão da ecologia, através
da Encíclica ‘Laudato Si’.
“Francisco quer transmitir-nos a sua confiança: nem
tudo está perdido porque nada anula por completo a abertura ao bem, à verdade e
à beleza, nem a capacidade de reagir que Deus continua a animar no mais fundo
dos nossos corações”, desenvolve a reflexão.
Na encíclica ‘Laudato Si’, o Papa realça que na
família se “cultivam os primeiros hábitos de amor e cuidado da vida” - o uso
correto das coisas; a ordem e a limpeza; o respeito pelo ecossistema local e a
proteção de todas as criaturas.
O departamento da Comissão Episcopal Laicado e
Família “teve em mente” que cada Igreja doméstica é o “espaço mais propício
para se ler e meditar” o documento papal, sem esquecer “outros grupos e muito
menos as comunidades eclesiais”.
O guião, disponível no sítio online http://leigos.pt/, foi preparado
para “ajudar a valorizar” momentos pessoais e comuns de reflexão, interioridade
e partilha com uma agenda com propostas para cada dia entre 15 e 22 de maio;
sugestões para a Eucaristia dominical, com preces para a Oração Universal; a
meditação dos Mistérios do Rosário; a Oração cristã com a criação, do Papa
Francisco e um guia de leitura da ‘Laudato Si’.
O Departamento Nacional da Pastoral Familiar deseja
que a ‘Semana da Vida’ resulte para todos em “jubilosa celebração da vida
acolhida, agradecida e partilhada”, proporcionando o encontro com a ecologia
integral.
CB/OC
domingo, 15 de maio de 2016
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO NA SOLENIDADE DO PENTECOSTES (ANO C)
As
“funções” e ações do Espírito Santo estiveram, neste Domingo de Pentecostes, no
centro da reflexão do Santo Padre. Francisco precisou que o Espírito “nos
assiste, nos defende” e tem a função de “ensinamento e de memória”.
O Papa recordou que
a Festa de Pentecostes leva ao cumprimento o Tempo Pascal, precisamente
cinquenta dias após a Ressurreição de Cristo. “A Liturgia – observou ele
– nos convida a abrir a nossa mente e o nosso coração ao dom do Espírito Santo,
que Jesus prometeu em diversas ocasiões aos seus discípulos, o primeiro e
principal dom que Ele obteve para nós com a sua Ressurreição”. Este dom foi
implorado ao Pai pelo próprio Jesus – recordou – “como atesta o Evangelho de
hoje, ambientado na Última Ceia”.
O Papa explica que
as palavras de Jesus aos seus discípulos - “Se me amais, observareis os meus
mandamentos; e eu rezarei ao Pai e ele vos dará um outro Paráclito, para que
permaneça sempre convosco e para sempre” - “nos recordam antes de tudo
que o amor por uma pessoa, e também pelo Senhor, se demonstra não com as
palavras, mas com os fatos”, e “observar os mandamentos”, “ deve ser entendido
no sentido existencial, de modo que toda a vida seja envolvida por eles”:
“De fato, ser
cristãos não significa principalmente pertencer a uma certa cultura ou aderir a
uma certa doutrina, mas sim ligar a própria vida, em todos os seus aspectos, à
pessoa de Jesus e, por meio dele, ao Pai. Com este objetivo Jesus promete a
efusão do Espírito Santo aos seus discípulos. Precisamente graças ao Espírito
Santo, Amor que une o Pai e o Filho e deles procede, todos podemos viver a
mesma vida de Jesus. O Espírito, de fato, nos ensina cada coisa, ou seja, a
única coisa indispensável: amar como Deus ama”.
Francisco explica
então outra definição dada por Jesus ao Espírito Santo, ou seja, “o Paráclito”:
“Ao prometer o
Espírito Santo, Jesus define-o como “um outro Paráclito”, que significa
Consolador, Advogado, Intercessor, aquele que nos assiste, nos defende, está ao
nosso lado no caminho da vida e na luta pelo bem e contra o mal. Jesus diz “um
outro Paráclito”, porque o primeiro é Ele, Ele mesmo, que se fez carne
precisamente para assumir a nossa condição humana e libertá-la da escravidão do
pecado”.
Além disto –
recordou Francisco – o Espírito Santo “exerce a função de ensinamento e de
memória”, como descrito no versículo 26 do Evangelho de João:
“O Espírito Santo
não traz um ensinamento diferente, mas torna vivo, torna atuante o ensinamento
de Jesus, para que o tempo que passa não o apague ou não o arrefeça. O Espírito
Santo coloca este ensinamento dentro de nosso coração, nos ajuda a interiorizá-lo,
fazendo-o tornar-se parte de nós, carne da nossa carne. Ao mesmo tempo, prepara
o nosso coração para que seja capaz realmente de receber as palavras e os
exemplos do Senhor. Todas as vezes que a palavra de Jesus é acolhida com
alegria em nosso coração, isto é obra do Espírito Santo”.
Ao concluir, o Papa
Francisco pediu a intercessão da Virgem Maria, para que “nos obtenha a graça de
sermos fortemente animados pelo Espírito Santo, para testemunhar Cristo com
franqueza evangélica e abrir-nos sempre mais à plenitude de seu amor”.
1ª COMUNHÃO
No domingo 15 de maio em que se celebra a Festa de Pentecostes um grupo de 24 crianças e adolescentes da catequese e uma das mães fez a 1ª COMUNHÃO.
Jesus fica sempre nos nossos corações!
sexta-feira, 13 de maio de 2016
VIGÍLIA DE PENTECOSTES
VEM ESPÍRITO SANTO,VEM CONSOLADOR!
DEPÕE NOS CORAÇÕES TEU AMOR!
CONVIDAMOS TODOS A PARTICIPAREM NA VIGÍLIA DE PENTECOSTES
sábado 14 de maio às 21h15
domingo, 8 de maio de 2016
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR (ANO C)
Lc 24,46-53 Neste dia, em que se celebra a Solenidade da Ascensão
do Senhor, “contemplamos o mistério de Jesus que sai do nosso espaço terreno
para entrar na plenitude da glória de Deus levando consigo a nossa humanidade”
– disse o Santo Padre.
Francisco recordou o
Evangelho de S. Lucas que nos revela “a reação dos discípulos” que se
prostraram perante Jesus e depois voltaram para Jerusalém com alegria porque a
partir daquele dia sabiam que o “Deus connosco” fica para sempre e “nunca nos
deixa sós”.
Desta forma, os
discípulos “regressam à cidade como testemunhas” que com alegria anunciam a
todos a vida nova que vem do Ressuscitado. São testemunhas que “pregam a todos
os povos a conversão e o perdão dos pecados”:
“Este é o testemunho, feito não só com as
palavras mas também com a vida quotidiana, que em cada domingo deveria partir
das nossas igrejas para entrar durante a semana nas casas, nos escritórios, na
escola, nos lugares de encontro e divertimento, nos hospitais, nas prisões, nas
casas para pessoas idosas, nos lugares cheios de imigrantes, nas periferias da
cidade…”
O Espírito Santo é o
verdadeiro artífice do multiforme testemunho de cada batizado e é com a sua
potência que se reveste a missão dos cristãos “para anunciar” o amor e a
misericórdia de Deus nos ambientes das nossas cidades – afirmou o Papa.
O Santo Padre
exortou os cristãos a ficarem, nesta semana que nos leva ao Pentecostes, “espiritualmente no Cenáculo, juntamente com a
Virgem Maria, para acolher o Espírito Santo”.MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 50º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS (8/06/2016)
MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO
PARA O 50º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
PARA O 50º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
«Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo»
[8 de Maio de 2016]
Queridos irmãos e irmãs!
O Ano Santo da Misericórdia convida-nos a reflectir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia. Com efeito a Igreja unida a Cristo, encarnação viva de Deus Misericordioso, é chamada a viver a misericórdia como traço característico de todo o seu ser e agir. Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus.
Como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão. Particularmente próprio da linguagem e das acções da Igreja é transmitir misericórdia, para tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que Jesus Cristo, enviado pelo Pai, veio trazer a todos. Trata-se de acolher em nós mesmos e irradiar ao nosso redor o calor materno da Igreja, para que Jesus seja conhecido e amado; aquele calor que dá substância às palavras da fé e acende, na pregação e no testemunho, a «centelha» que os vivifica.
A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. Como é bom ver pessoas esforçando-se por escolher cuidadosamente palavras e gestos para superar as incompreensões, curar a memória ferida e construir paz e harmonia. As palavras podem construir pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos. E isto acontece tanto no ambiente físico como no digital. Assim, palavras e acções hão-de ser tais que nos ajudem a sair dos círculos viciosos de condenações e vinganças que mantêm prisioneiros os indivíduos e as nações, expressando-se através de mensagens de ódio. Ao contrário, a palavra do cristão visa fazer crescer a comunhão e, mesmo quando deve com firmeza condenar o mal, procura não romper jamais o relacionamento e a comunicação.
Por isso, queria convidar todas as pessoas de boa vontade a redescobrirem o poder que a misericórdia tem de curar as relações dilaceradas e restaurar a paz e a harmonia entre as famílias e nas comunidades. Todos nós sabemos como velhas feridas e prolongados ressentimentos podem aprisionar as pessoas, impedindo-as de comunicar e reconciliar-se. E isto aplica-se também às relações entre os povos. Em todos estes casos, a misericórdia é capaz de implementar um novo modo de falar e dialogar, como se exprimiu muito eloquentemente Shakespeare: «A misericórdia não é uma obrigação. Desce do céu como o refrigério da chuva sobre a terra. É uma dupla bênção: abençoa quem a dá e quem a recebe» (O mercador de Veneza, Acto IV, Cena I).
É desejável que também a linguagem da política e da diplomacia se deixe inspirar pela misericórdia, que nunca dá nada por perdido. Faço apelo sobretudo àqueles que têm responsabilidades institucionais, políticas e de formação da opinião pública, para que estejam sempre vigilantes sobre o modo como se exprimem a respeito de quem pensa ou age de forma diferente e ainda de quem possa ter errado. É fácil ceder à tentação de explorar tais situações e, assim, alimentar as chamas da desconfiança, do medo, do ódio. Pelo contrário, é preciso coragem para orientar as pessoas em direcção a processos de reconciliação, mas é precisamente tal audácia positiva e criativa que oferece verdadeiras soluções para conflitos antigos e a oportunidade de realizar uma paz duradoura. «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. (...) Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 7.9).
Como gostaria que o nosso modo de comunicar e também o nosso serviço de pastores na Igreja nunca expressassem o orgulho soberbo do triunfo sobre um inimigo, nem humilhassem aqueles que a mentalidade do mundo considera perdedores e descartáveis! A misericórdia pode ajudar a mitigar as adversidades da vida e dar calor a quantos têm conhecido apenas a frieza do julgamento. Seja o estilo da nossa comunicação capaz de superar a lógica que separa nitidamente os pecadores dos justos. Podemos e devemos julgar situações de pecado – violência, corrupção, exploração, etc. –, mas não podemos julgar as pessoas, porque só Deus pode ler profundamente no coração delas. É nosso dever admoestar quem erra, denunciando a maldade e a injustiça de certos comportamentos, a fim de libertar as vítimas e levantar quem caiu. O Evangelho de João lembra-nos que «a verdade [nos] tornará livres» (Jo 8, 32). Em última análise, esta verdade é o próprio Cristo, cuja misericórdia repassada de mansidão constitui a medida do nosso modo de anunciar a verdade e condenar a injustiça. É nosso dever principal afirmar a verdade com amor (cf. Ef 4, 15). Só palavras pronunciadas com amor e acompanhadas por mansidão e misericórdia tocam os nossos corações de pecadores. Palavras e gestos duros ou moralistas correm o risco de alienar ainda mais aqueles que queríamos levar à conversão e à liberdade, reforçando o seu sentido de negação e defesa.
Alguns pensam que uma visão da sociedade enraizada na misericórdia seja injustificadamente idealista ou excessivamente indulgente. Mas tentemos voltar com o pensamento às nossas primeiras experiências de relação no seio da família. Os pais amavam-nos e apreciavam-nos mais pelo que somos do que pelas nossas capacidades e os nossos sucessos. Naturalmente os pais querem o melhor para os seus filhos, mas o seu amor nunca esteve condicionado à obtenção dos objectivos. A casa paterna é o lugar onde sempre és bem-vindo (cf. Lc 15, 11-32). Gostaria de encorajar a todos a pensar a sociedade humana não como um espaço onde estranhos competem e procuram prevalecer, mas antes como uma casa ou uma família onde a porta está sempre aberta e se procura aceitar uns aos outros.
Para isso é fundamental escutar. Comunicar significa partilhar, e a partilha exige a escuta, o acolhimento. Escutar é muito mais do que ouvir. Ouvir diz respeito ao âmbito da informação; escutar, ao invés, refere-se ao âmbito da comunicação e requer a proximidade. A escuta permite-nos assumir a atitude justa, saindo da tranquila condição de espectadores, usuários, consumidores. Escutar significa também ser capaz de compartilhar questões e dúvidas, caminhar lado a lado, libertar-se de qualquer presunção de omnipotência e colocar, humildemente, as próprias capacidades e dons ao serviço do bem comum.
Escutar nunca é fácil. Às vezes é mais cómodo fingir-se de surdo. Escutar significa prestar atenção, ter desejo de compreender, dar valor, respeitar, guardar a palavra alheia. Na escuta, consuma-se uma espécie de martírio, um sacrifício de nós mesmos em que se renova o gesto sacro realizado por Moisés diante da sarça-ardente: descalçar as sandálias na «terra santa» do encontro com o outro que me fala (cf. Ex 3, 5). Saber escutar é uma graça imensa, é um dom que é preciso implorar e depois exercitar-se a praticá-lo.
Também e-mails, sms, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor. As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos. O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral. Rezo para que o Ano Jubilar, vivido na misericórdia, «nos torne mais abertos ao diálogo, para melhor nos conhecermos e compreendermos; elimine todas as formas de fechamento e desprezo e expulse todas as formas de violência e discriminação» (Misericordiae Vultus, 23). Em rede, também se constrói uma verdadeira cidadania. O acesso às redes digitais implica uma responsabilidade pelo outro, que não vemos mas é real, tem a sua dignidade que deve ser respeitada. A rede pode ser bem utilizada para fazer crescer uma sociedade sadia e aberta à partilha.
A comunicação, os seus lugares e os seus instrumentos permitiram um alargamento de horizontes para muitas pessoas. Isto é um dom de Deus, e também uma grande responsabilidade. Gosto de definir este poder da comunicação como «proximidade». O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa. Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade.
Vaticano, 24 de Janeiro de 2016.
Franciscus
quinta-feira, 5 de maio de 2016
PROFISSÃO DE FÉ
No Domingo 1 de Maio um grupo de 24 adolescentes da catequese, fez a Profissão de Fé na Eucaristia das 11h30m, perante uma igreja cheia de familiares, paroquianos e um grupo de cerca de 30 jovens da Gastagus que passou o fim de semana colaborando em várias atividades da Paróquia, preparando-se para partirem em Missão de Evangelização no Verão.
domingo, 1 de maio de 2016
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO VI DOMINGO DA PÁSCOA (ANO C)
Jo 14,23-29 “O Evangelho deste domingo nos conduz
ao cenáculo”, disse o pontífice que enfatizou dois aspectos da missão do
Espírito Santo.
“Durante a última ceia, antes de sofrer a Paixão e
Morte na cruz, Jesus promete aos Apóstolos o dom do Espírito Santo, que terá a
tarefa de ensinar e recordar as suas palavras à comunidade dos discípulos.
Jesus mesmo diz: ‘O Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome,
ele lhes ensinará todas as coisas e fará vocês lembrarem tudo o que eu lhes
disse’. “Ensinar e recordar. É o que faz o Espírito Santo em nossos corações”,
frisou o Santo Padre.
“No momento em que Ele está para retornar ao Pai, Jesus preanuncia a vinda do Espírito que primeiramente ensinará aos discípulos a compreender cada vez mais plenamente o Evangelho, a acolhê-lo em sua existência e a fazê-lo vivo e operante com o testemunho”, sublinhou o Papa.
“No momento em que Ele está para retornar ao Pai, Jesus preanuncia a vinda do Espírito que primeiramente ensinará aos discípulos a compreender cada vez mais plenamente o Evangelho, a acolhê-lo em sua existência e a fazê-lo vivo e operante com o testemunho”, sublinhou o Papa.
“Enquanto está para confiar aos Apóstolos, que
significa ‘enviados’, a missão de levar o anúncio do Evangelho a todo o mundo,
Jesus promete que não estarão sozinhos: Estará com eles o Espírito Santo, o
Paráclito, que ficará ao lado deles, aliás, estará neles, para defendê-los e
sustentá-los. Jesus retorna ao Pai, mas continua acompanhando e ensinando
os seus discípulos por meio do dom do Espírito.”
O segundo aspecto da missão do Espírito Santo
consiste em ajudar os apóstolos a recordar as palavras de Jesus. “O Espírito
tem a tarefa de despertar a memória, recordar as palavras de Jesus”, disse o
pontífice.
“O divino Mestre já comunicou tudo aquilo que pretendia confiar aos
Apóstolos: com Ele, Verbo encarnado, a revelação é completa. O Espírito
recordará os ensinamentos de Jesus nas diversas circunstâncias concretas da
vida para que sejam colocados em prática. Isto acontece ainda hoje na Igreja,
guiada pela luz e pela força do Espírito Santo, para que possa levar a todos o
dom da salvação, isto é, o amor e a misericórdia de Deus. Por exemplo, quando
vocês lerem um trecho, uma passagem do Evangelho, peçam ao Espírito Santo que
está nos nossos corações: "Que eu entenda e me lembre destas palavras de
Jesus.”
“Nós não estamos sozinhos: Jesus está perto de nós, no meio de nós,
dentro de nós! A sua nova presença na história se realiza mediante o Espírito
Santo, através do qual é possível instaurar uma relação viva com Ele, o Senhor
Ressuscitado. O Espírito, derramado em nós com os Sacramentos do Batismo e do
Crisma, age na nossa vida. Ele nos guia no modo de pensar, de agir, de
distinguir o bem do mal e nos ajuda a praticar a caridade de Jesus, o seu
doar-se aos outros, especialmente aos mais necessitados”, disse ainda o Santo
Padre.
“Não estamos sós”, repetiu o Papa. “E o sinal da
presença do Espírito Santo é também a paz que Jesus doa aos seus discípulos:
‘Eu lhes dou a minha paz’. Essa paz é diferente daquela que os homens se
desejam e tentam realizar. A paz de Jesus jorra da vitória sobre o pecado, sobre
o egoísmo que nos impede de nos amar como irmãos. É dom de Deus e sinal da sua
presença. Cada discípulo, chamado hoje a seguir Jesus levando a cruz, recebe em
si a paz do Senhor Ressuscitado na certeza da sua vitória e na espera de sua
vinda definitiva.”
“Que a Virgem Maria nos ajude a acolher o Espírito
Santo com docilidade, como Mestre interior e como Memória viva de Cristo no
caminho quotidiano”, concluiu Francisco.
domingo, 24 de abril de 2016
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO V DOMINGO DA PÁSCOA (ANO C)
Jo 13,31-33a.34-35 Hoje, a homilia do Sumo Pontífice foi inspirada no Evangelho do dia, no
mandamento de Jesus aos discípulos, "amai-vos uns aos outros, como eu vos
ameis".
“O amor é a carteira de
identidade do cristão, é o único ‘documento’ válido para sermos reconhecidos
como discípulos de Jesus. Se este documento perde a validade e não for
renovado, deixamos de ser testemunhas do Mestre”, disse Francisco, que
reconheceu que amar não é fácil. É exigente e requer esforço, pois significa
oferecer algo de nós mesmos: o próprio tempo, a própria amizade e as próprias
capacidades. Não é o amor das novelas. É livre, porque não possui.
O segredo para amar é Jesus,
acrescentou o Papa, que oferece o dom maior, um dom para a vida: Ele nos
oferece uma amizade fiel, da qual nunca nos privará. A principal ameaça que
impede de crescer como se deve é ninguém se importar connosco, é nos sentirmos
deixados de lado. Ao contrário, o Senhor está sempre connosco. Ele espera-nos
pacientemente e aguarda o nosso «sim».
Francisco falou ainda do desejo
de liberdade que os adolescentes sentem. Ser livre, afirmou ele, não significa
fazer aquilo que se quer, mas é o dom de poder escolher o bem: é livre quem
procura aquilo que agrada a Deus, mesmo que nos obrigue a escolhas corajosas.
Ser livre é saber dizer sim e não. “Não se contentem com a mediocridade,
ficando comodos e sentados; não confiem em quem vos distrai da verdadeira
riqueza, dizendo que a vida só é bela se se possuir bens materiais. A felicidade
não tem preço, nem se comercializa; não é um ‘aplicativo’ que se baixa no
celular: nem a versão mais atualizada os ajudará a torná-los livres e grandes
no amor.”
Com efeito, o amor é o dom livre de quem tem
o coração aberto; é uma responsabilidade que dura toda a vida; é um compromisso
diário, feito também de sonhos. "Ai dos jovens que não sabem sonhar. Se um
jovem não sonha, já está aposentado." O amor não se realiza falando dele,
mas colocando-o em prática! Para crescer no amor, o segredo também é o Senhor.
“Quando parecer difícil dizer não àquilo que é errado, ergam os olhos para a
cruz de Jesus e não larguem a sua mão que os conduz para o alto”, indicou o
Papa. Esta mão que, muitas vezes, pode ser a de um pai, de uma mãe ou de um
amigo para não nos deixar caídos. "Deus nos quer em pé, sempre."
Mas também para amar é preciso
treino, disse Francisco, como os campeões desportivos, começando desde já com
empenho e afinco. Como programa diário desse treino, o Papa sugeriu as obras de
misericórdia. “Assim, se tornarão campeões de vida, campeões do amor, e serão
reconhecidos como discípulos de Jesus. E garanto-vos: a vossa alegria será
completa.”
domingo, 17 de abril de 2016
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO IV DOMINGO DA PÁSCOA (ANO C)
Jo 10,27-30 Neste IV Domingo da Páscoa a alocução do Santo
Padre que precedeu a oração teve como pano de fundo a apresentação de Jesus no
Templo, quando Ele se identifica como o Bom Pastor.
“As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as
conheço e elas seguem-me. Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais perecerão, e
ninguém as arrebatará de minha mão”, recordou o Papa citando a passagem do
Evangelho de São João deste domingo.
“Estas palavras nos ajudam a compreender que
ninguém se pode dizer seguidor de Jesus, se não presta atenção à Sua voz. E
este ‘ouvinte’ não deve ser interpretado de maneira superficial, mas
envolvente, a ponto de tornar possível um verdadeiro conhecimento recíproco, do
qual pode surgir um seguimento generoso, expresso nas palavras ‘e elas seguem-me’
. Trata-se de escutar não somente com o ouvido, mas com o coração”, frisou o
Pontífice.
Se Cristo é o nosso Salvador e afirma que
ninguém nem nada poderá nos arrebatar das suas mãos – acrescentou o Papa –
então “estas palavras nos comunicam um sentido de certeza absoluta e de ternura
imensa”.
“A nossa vida está plenamente segura nas mãos de Jesus
e do Pai, que são uma coisa só: um único amor, uma única misericórdia,
revelados para sempre no sacrifício da cruz. Para salvar as ovelhas perdidas
que somos todos nós, o Pastor fez-se cordeiro e deixou-se imolar para tomar
para si e tirar os pecados do mundo. Deste modo Ele nos doou a vida, a vida em
abundância!”
Mistério que se renova “em uma humildade sempre
surpreendente”, no altar da eucaristia, afirmou o Papa.
“Por isso não temos mais medo: a nossa vida já foi
salva da perdição. Nada nem ninguém nos poderá arrebatar das mãos de Jesus,
porque nada nem ninguém pode vencer o seu amor. O maligno, o grande inimigo de
Deus e das suas criaturas, tenta de muitos modos nos arrebatar a vida eterna.
Mas o maligno nada pode se não somos nós a abrir-lhe as portas da nossa alma,
seguindo suas mentiras enganadoras”.
sábado, 16 de abril de 2016
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 53º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O 53º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
(17 de Abril de 2016 - IV Domingo da Páscoa)
PARA O 53º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
(17 de Abril de 2016 - IV Domingo da Páscoa)
Tema: «A Igreja, mãe de vocações»
Amados irmãos e irmãs!
Como gostaria que todos os baptizados pudessem, no decurso do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, experimentar a alegria de pertencer à Igreja! E pudessem redescobrir que a vocação cristã, bem como as vocações particulares, nascem no meio do povo de Deus e são dons da misericórdia divina! A Igreja é a casa da misericórdia e também a «terra» onde a vocação germina, cresce e dá fruto.
Por este motivo, dirijo-me a todos vós, por ocasião deste 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, convidando-vos a contemplar a comunidade apostólica e a dar graças pela função da comunidade no caminho vocacional de cada um. Na Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, recordei as palavras de São Beda, o Venerável, a propósito da vocação de São Mateus: «Miserando atque eligendo» (Misericordiae Vultus, 8). A acção misericordiosa do Senhor perdoa os nossos pecados e abre-nos a uma vida nova que se concretiza na chamada ao discipulado e à missão. Toda a vocação na Igreja tem a sua origem no olhar compassivo de Jesus. A conversão e a vocação são como que duas faces da mesma medalha, interdependentes continuamente em toda a vida do discípulo missionário.
O Beato Paulo VI, na Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, descreveu os passos do processo da evangelização. Um deles é a adesão à comunidade cristã (cf. n. 23), da qual se recebeu o testemunho da fé e a proclamação explícita da misericórdia do Senhor. Esta incorporação comunitária compreende toda a riqueza da vida eclesial, particularmente os Sacramentos. A Igreja não é só um lugar onde se crê, mas também objecto da nossa fé; por isso, dizemos no Credo: «Creio na Igreja».
A chamada de Deus acontece através da mediação comunitária. Deus chama-nos a fazer parte da Igreja e, depois dum certo amadurecimento nela, dá-nos uma vocação específica. O caminho vocacional é feito juntamente com os irmãos e as irmãs que o Senhor nos dá: é uma con-vocação. O dinamismo eclesial da vocação é um antídoto contra a indiferença e o individualismo. Estabelece aquela comunhão onde a indiferença foi vencida pelo amor, porque exige que saiamos de nós mesmos, colocando a nossa existência ao serviço do desígnio de Deus e assumindo a situação histórica do seu povo santo.
Neste Dia dedicado à oração pelas vocações, desejo exortar todos os fiéis a assumirem as suas responsabilidades no cuidado e discernimento vocacionais. Quando os Apóstolos procuravam alguém para ocupar o lugar de Judas Iscariotes, São Pedro reuniu cento e vinte irmãos (cf. Act 1, 15); e, para a escolha dos sete diáconos, foi convocado o grupo dos discípulos (cf. Act 6, 2). São Paulo dá a Tito critérios específicos para a escolha dos presbíteros (cf. Tt 1, 5-9). Também hoje, a comunidade cristã não cessa de estar presente na germinação das vocações, na sua formação e na sua perseverança (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 107).
A vocação nasce na Igreja. Desde o despertar duma vocação, é necessário um justo «sentido» de Igreja. Ninguém é chamado exclusivamente para uma determinada região, nem para um grupo ou movimento eclesial, mas para a Igreja e para o mundo. «Um sinal claro da autenticidade dum carisma é a sua eclesialidade, a sua capacidade de se integrar harmonicamente na vida do povo santo de Deus para o bem de todos» (Ibid., 130). Respondendo à chamada de Deus, o jovem vê alargar-se o próprio horizonte eclesial, pode considerar os múltiplos carismas e realizar assim um discernimento mais objectivo. Deste modo, a comunidade torna-se a casa e a família onde nasce a vocação. O candidato contempla, agradecido, esta mediação comunitária como elemento imprescindível para o seu futuro. Aprende a conhecer e a amar os irmãos e irmãs que percorrem caminhos diferentes do seu; e estes vínculos reforçam a comunhão em todos.
A vocação cresce na Igreja. Durante o processo de formação, os candidatos às diversas vocações precisam de conhecer cada vez melhor a comunidade eclesial, superando a visão limitada que todos temos inicialmente. Com tal finalidade, é oportuno fazer alguma experiência apostólica juntamente com outros membros da comunidade, como, por exemplo, comunicar a mensagem cristã ao lado dum bom catequista; experimentar a evangelização nas periferias juntamente com uma comunidade religiosa; descobrir o tesouro da contemplação, partilhando a vida de clausura; conhecer melhor a missão ad gentes em contacto com os missionários; e, com os sacerdotes diocesanos, aprofundar a experiência da pastoral na paróquia e na diocese. Para aqueles que já estão em formação, a comunidade eclesial permanece sempre o espaço educativo fundamental, pelo qual se sente gratidão.
A vocação é sustentada pela Igreja. Depois do compromisso definitivo, o caminho vocacional na Igreja não termina, mas continua na disponibilidade para o serviço, na perseverança e na formação permanente. Quem consagrou a própria vida ao Senhor, está pronto a servir a Igreja onde esta tiver necessidade. A missão de Paulo e Barnabé é um exemplo desta disponibilidade eclesial. Enviados em missão pelo Espírito Santo e pela comunidade de Antioquia (cf. Act 13, 1-4), regressaram depois à mesma comunidade e narraram aquilo que o Senhor fizera por meio deles (cf. Act 14, 27). Os missionários são acompanhados e sustentados pela comunidade cristã, que permanece uma referência vital, como a pátria visível onde encontram segurança aqueles que realizam a peregrinação para a vida eterna.
Dentre os agentes pastorais, revestem-se de particular relevância os sacerdotes. Por meio do seu ministério, torna-se presente a palavra de Jesus que disse: «Eu sou a porta das ovelhas (...). Eu sou o bom pastor» (Jo 10, 7.11). O cuidado pastoral das vocações é uma parte fundamental do seu ministério. Os sacerdotes acompanham tanto aqueles que andam à procura da própria vocação, como os que já ofereceram a vida ao serviço de Deus e da comunidade.
Todos os fiéis são chamados a consciencializar-se do dinamismo eclesial da vocação, para que as comunidades de fé possam tornar-se, a exemplo da Virgem Maria, seio materno que acolhe o dom do Espírito Santo (cf. Lc 1, 35-38). A maternidade da Igreja exprime-se através da oração perseverante pelas vocações e da acção educativa e de acompanhamento daqueles que sentem a chamada de Deus. Fá-lo também mediante uma cuidadosa selecção dos candidatos ao ministério ordenado e à vida consagrada. Enfim, é mãe das vocações pelo contínuo apoio daqueles que consagraram a vida ao serviço dos outros.
Peçamos ao Senhor que conceda, a todas as pessoas que estão a realizar um caminho vocacional, uma profunda adesão à Igreja; e que o Espírito Santo reforce, nos Pastores e em todos os fiéis, a comunhão, o discernimento e a paternidade ou maternidade espiritual.
Pai de misericórdia, que destes o vosso Filho pela nossa salvação e sempre nos sustentais com os dons do vosso Espírito, concedei-nos comunidades cristãs vivas, fervorosas e felizes, que sejam fontes de vida fraterna e suscitem nos jovens o desejo de se consagrarem a Vós e à evangelização. Sustentai-as no seu compromisso de propor uma adequada catequese vocacional e caminhos de especial consagração. Dai sabedoria para o necessário discernimento vocacional, de modo que, em tudo, resplandeça a grandeza do vosso amor misericordioso. Maria, Mãe e educadora de Jesus, interceda por cada comunidade cristã, para que, tornada fecunda pelo Espírito Santo, seja fonte de vocações autênticas para o serviço do povo santo de Deus.
Cidade do Vaticano, 29 de Novembro – I Domingo do Advento – de 2015.
Franciscus
segunda-feira, 11 de abril de 2016
domingo, 10 de abril de 2016
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO III DOMINGO DA PÁSCOA (ANO C)
Jo
21,1-19 Relativamente ao Evangelho deste III Domingo da Páscoa, o Papa Francisco referiu que é um texto em que o Apóstolo João é um importante protagonista.
É ele que reconhece Jesus nas margens do Lago da Galileia, onde Jesus vai à
procura deles, e onde acontece a pesca
milagrosa.
Com efeito - explicou o Papa - depois do período passado com
Jesus nos importantes momentos do seu percurso: paixão, morte, ressurreição, os
discípulos voltam, como que um pouco desiludidos à sua faina de pescadores. E
passam uma noite no lago sem pescar nada. Jesus apresenta-se então a eles, na margem, mas eles não o reconhecem. No entanto obedecem à sua sugestão de lançar as redes para a direita do barco. Resultado; uma pesca incrivelmente abundante. E eis então que
João diz a Pedro: “É o Senhor!”
Pedro atirou-se imediatamente à água e foi ter com Jesus na margem do Lago.
Naquela exclamação “É o Senhor!” – disse o Papa – está o entusiasmo da fé
pascal:
“Naquela exclamação
“É o Senhor!”, está todo o entusiasmo da fé pascal, cheia de alegria e estupor,
que contrasta fortemente com a confusão, o desconforto, o sentido de impotência
que se tinham acumulado no ânimo dos discípulos”.
Aquela rede vazia era, na interpretação do Papa, como que o
balanço da experiência dos discípulos com Jesus: “tinham-no conhecido, tinham abandonado tudo para o seguir, cheios de
esperança …. E agora?”. Mas aquela aparição de Cristo ressuscitado
no Lago da Galileia e o milagre da pesca, muda de novo tudo para eles, para os
cristãos.
“A presença de Jesus
ressuscitado transforma tudo: a escuridão é vencida pela luz, o trabalho inútil
torna-se novamente frutuoso e prometedor, o sentido de cansaço e de abandono dá
lugar a um novo elã e à certeza de que ele está connosco”.
Estes sentimentos animam desde então a Igreja, a Comunidade
do Ressuscitado – frisou Francisco. Às vezes pode parecer que o mal, as trevas,
o cansaço prevalecem, mas “a Igreja tem
a certeza de que sobre aqueles que seguem o Senhor Jesus, resplandece a luz da
Páscoa que jamais se esconde”. A certeza de que Cristo ressuscitou
realmente, infunde nos corações dos crentes uma “íntima alegria e uma esperança
invencíveis” . E a Igreja continua a fazer ressoar este festivo anuncio, e
todos somos chamados a comunica-lo, disse:
“Todos nós cristãos
somos chamados a comunicar esta mensagem de ressurreição àqueles que
encontramos, especialmente a quem sofre, a quem está só, a quem se encontra em
condições precárias, aos doentes, aos refugiados, aos marginalizados. A todos,
façamos chegar um raio da luz de Cristo ressuscitado, um sinal da sua potência
misericordiosa”.
E o Papa concluiu pedindo ao Senhor para que renove também em
nós a fé pascal e nos torne conscientes da nossa missão ao serviço do Evangelho
e dos irmãos. Que Nossa Senhora interceda em nosso favor e de toda a Igreja
para que possamos proclamar a grandeza do amor de Cristo e da sua misericórdia.
sábado, 9 de abril de 2016
APRESENTADA JÁ A NOVA EXORTAÇÃO APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO: "AMORIS LAETITIA" (A ALEGRIA DO AMOR)
Papa propõe na sua nova exortação apostólica sobre a família,
apresentada ontem, um caminho de “discernimento” para os católicos divorciados
que voltaram a casar civilmente, sublinhando que não existe uma solução única
para estas situações.
“Não se devia esperar do Sínodo ou
desta exortação uma nova normativa geral de tipo canónico, aplicável a todos os
casos”, sublinha Francisco, no documento divulgado hoje, com o título ‘Amoris
laetitia’ (A Alegria do Amor).
Tal como aconteceu com o relatório
final da assembleia de outubro de 2015, a exortação apostólica pós-sinodal não
aborda diretamente a possibilidade de acesso à Comunhão pelos divorciados
recasados, que é negada pela Igreja Católica, mas numa das notas do texto,
o Papa observa que "o discernimento pode reconhecer que, numa situação
particular, não há culpa grave".
“Ninguém pode ser condenado para
sempre, porque esta não é a lógica do Evangelho”, escreve Francisco.
O Papa apresenta critérios de
reflexão, recordando que há “condicionamentos” e “circunstâncias atenuantes”
que podem anular ou diminuir a responsabilidade de uma ação.
“Por isso, já não é possível dizer
que todos os que estão numa situação chamada ‘irregular’ vivem em estado de
pecado mortal”, precisa.
Estas pessoas, reforça, precisam da
"ajuda da Igreja", procurando os "caminhos possíveis de resposta
a Deus", e "em certos casos, poderia haver também a ajuda dos
sacramentos".
O texto apela a um “responsável
discernimento pessoal e pastoral dos casos particulares”, reconhecendo que há
situações em que “a separação é inevitável” e, por vezes, “até moralmente
necessária”.
“Acompanhar”, “discernir” e
“integrar” são as indicações centrais do Papa nesta matéria, integradas numa
“lógica da misericórdia pastoral”.
“Temos de evitar juízos que não
tenham em conta a complexidade das diversas situações e é necessário estar
atentos ao modo em que as pessoas vivem e sofrem por causa da sua condição”,
assinala Francisco.
A exortação apostólica com as
conclusões do Sínodo da Família, que decorreu em duas sessões (2014 e 2015),
fala na necessidade de um “adequado discernimento pessoal e pastoral”,
recordando que “o grau de responsabilidade não é igual em todos os casos”.
“Um pastor não pode sentir-se
satisfeito apenas aplicando leis morais àqueles que vivem em situações
‘irregulares’, como se fossem pedras que se atiram contra a vida das pessoas”,
adverte o Papa.
Francisco considera mesmo que seria
“mesquinho” limitar-se a considerar “se o agir de uma pessoa corresponde ou não
a uma lei ou norma geral”.
O Papa rejeita a ideia de que este
“discernimento prático” coloque em causa a doutrina da Igreja e recorda que a
reflexão sobre uma situação particular “não pode ser elevada à categoria de
norma”.
O texto refere que é missão dos
padres “acompanhar as pessoas no caminho do discernimento segundo o ensinamento
da Igreja e as orientações do bispo”, apelando a um “exame de consciência” das
pessoas em causa sobre a forma como trataram os seus filhos ou como viveram a
“crise conjugal”.
Francisco sublinha ainda a
importância da recente reforma dos procedimentos para o reconhecimento dos
casos de nulidade matrimonial.
O pontífice observa que os
divorciados que vivem numa nova união se podem encontrar em situações “muito
diferentes”, que não devem ser “catalogadas ou encerradas em afirmações
demasiado rígidas”.
“Não devem sentir-se excomungados,
mas podem viver e amadurecer como membros vivos da Igreja”, realça.
Para o Papa, mais importante do que
uma “pastoral dos falhanços” é o esforço de “consolidar os matrimónios e assim
evitar as ruturas”.
A exortação pós-sinodal coloca os filhos como
“primeira preocupação” para quem se separou, com atenção ao seu sofrimento.
“O divórcio é um mal, e é muito
preocupante o aumento do número de divórcios”, lamenta o Papa.
Os temas da família estiveram no
centro de duas assembleias do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2014 e 2015, por
decisão do Papa Francisco, antecedidas por inquéritos enviados às dioceses
católicas de todo o mundo.
domingo, 3 de abril de 2016
PAPA FRANCISCO NA VIGÍLIA DE ORAÇÃO SOBRE A ESPIRITUALIDADE DO DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA
Queridos irmãos e irmãs, boa tarde!
Com alegria e gratidão, partilhamos estes momentos de oração que
nos introduzem no Domingo da Misericórdia, tão desejado por São João Paulo II
para satisfazer um pedido de Santa Faustina. Os testemunhos que nos foram
oferecidos – e que agradecemos – e as leituras que ouvimos abrem clareiras de
luz e de esperança para entrar no grande oceano da misericórdia de Deus.
Quantas são as faces da misericórdia com que Ele vem ao nosso encontro? São
verdadeiramente muitas; é impossível descrevê-las todas, porque a misericórdia de
Deus cresce sem cessar. Deus nunca Se cansa de a exprimir, e nós não deveríamos
jamais recebê-la, procurá-la e desejá-la por hábito. É sempre algo de novo que
gera surpresa e maravilha à vista da imaginação criadora de Deus, quando vem ao
nosso encontro com o seu amor.
Deus revelou-Se, manifestando várias vezes o seu nome; este nome é
«misericordioso» (cf. Ex 34, 6). Tal como é grande e infinita a
natureza de Deus, assim é grande e infinita a sua misericórdia, de tal modo que
se revela uma árdua tarefa conseguir descrevê-la em todos os seus aspetos.
Repassando as páginas da Sagrada Escritura, vemos que a misericórdia é, antes
de mais nada, a proximidade de Deus ao seu povo. Uma proximidade que se
manifesta principalmente como ajuda e proteção. É a proximidade dum pai e duma
mãe que se espelha numa bela imagem do profeta Oseias: «Segurava-os com laços
humanos, com laços de amor, fui para ele como os que levantam uma criancinha
contra o seu rosto; inclinei-me para ele, para lhe dar de comer» (11, 4). É muito
expressiva esta imagem: Deus pega em cada um de nós e levanta-nos até ao seu
rosto. Quanta ternura contém e quanto amor manifesta! Pensei nesta palavra do
profeta quando vi o logótipo do Jubileu. Jesus não só leva aos seus ombros a
humanidade, mas tem o seu rosto tão chegado ao de Adão, que os dois rostos
parecem fundir-se num só.
Nós não temos um Deus que não saiba compreender e compadecer-Se
das nossas fraquezas (cf. Heb 4, 15). Pelo contrário! Foi
precisamente em virtude da sua misericórdia que Deus Se fez um de nós: «Pela
sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-Se de certo modo a cada homem.
Trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma
vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se
verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado» (Gaudium
et spes, 22). Por conseguinte, em Jesus, podemos não só palpar a
misericórdia do Pai, mas somos impelidos a tornar-nos nós mesmos instrumentos
da sua misericórdia. Falar de misericórdia pode ser fácil; mais difícil é
tornar-se suas testemunhas na vida concreta. Trata-se dum percurso que dura
toda a vida e não deveria registar interrupções. Jesus disse-nos que devemos
ser «misericordiosos como o Pai» (cf. Lc 6, 36).
Muitas são, portanto, as faces com que se apresenta a misericórdia
de Deus! É-nos dada a conhecer como proximidade e ternura, mas, em virtude
disto, também como compaixão e partilha, como consolação e perdão. Quem dela
mais recebe, mais é chamado a oferecer, a partilhar; não pode ser mantida
oculta nem retida só para nós mesmos. É algo que faz arder o coração e o
desafia a amar, reconhecendo a face de Jesus Cristo, sobretudo em quem está
mais longe, fraco, abandonado, confuso e marginalizado. A misericórdia vai à
procura da ovelha perdida e, quando a encontra, irradia uma alegria contagiosa.
A misericórdia sabe olhar cada pessoa nos olhos; cada uma delas é preciosa para
ela, porque cada uma é única.
Queridos irmãos e irmãs, a misericórdia não pode jamais deixar-nos
tranquilos. É o amor de Cristo que nos «inquieta» enquanto não tivermos
alcançado o objetivo; que nos impele a abraçar e estreitar a nós, a envolver
quantos necessitam de misericórdia, para permitir que todos sejam reconciliados
com o Pai (cf. 2 Cor 5, 14-20). Não devemos ter medo; é um amor que
nos alcança e envolve de tal maneira que se antecipa a nós mesmos,
permitindo-nos reconhecer a sua face na dos irmãos. Deixemo-nos conduzir
docilmente por este amor, e tornar-nos-emos misericordiosos como o Pai.
Para isso é bom que seja o Espírito Santo a guiar os nossos
passos: Ele é o Amor, Ele é a misericórdia que é comunicada aos nossos
corações. Não ponhamos obstáculos à sua ação vivificante, mas sigamo-Lo
docilmente pelas sendas que nos aponta. Permaneçamos de coração aberto, para
que o Espírito possa transformá-lo; e assim, perdoados e reconciliados, nos
tornemos testemunhas da alegria que brota de ter encontrado o Senhor
Ressuscitado, vivo no meio de nós.
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO NA SANTA MISSA DO DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA (II DOMINGO DA PÁSCOA - ANO C)
Jo 20,19-31 «Muitos outros sinais miraculosos realizou ainda
Jesus, na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro» (Jo
20, 30). O Evangelho é o livro da misericórdia de Deus, que havemos de ler e
reler, porque tudo o que Jesus disse e fez é expressão da misericórdia do Pai.
Nem tudo, porém, foi escrito; o Evangelho da misericórdia permanece um livro
aberto, onde se há-de continuar a escrever os sinais dos discípulos de Cristo,
gestos concretos de amor, que são o melhor testemunho da misericórdia. Todos
somos chamados a tornar-nos escritores viventes do Evangelho, portadores da Boa
Nova a cada homem e mulher de hoje. Podemos fazê-lo praticando as obras
corporais e espirituais de misericórdia, que são o estilo de vida do cristão.
Através destes gestos simples e vigorosos, mesmo se por vezes invisíveis,
podemos visitar aqueles que passam necessidade, levando a ternura e a
consolação de Deus. Deste modo damos continuidade ao que fez Jesus no dia de
Páscoa, quando derramou, nos corações assustados dos discípulos, a misericórdia
do Pai, o Espírito Santo que perdoa os pecados e dá a alegria.
Mas,
na narração que ouvimos, aparece um contraste evidente: por um lado, temos o
medo dos discípulos, que fecham as portas da casa; por outro, temos a missão,
por parte de Jesus, que os envia ao mundo para levarem o anúncio do perdão. O
mesmo contraste pode verificar-se também em nós: uma luta interior entre o
fechamento do coração e a chamada do amor para abrir as portas fechadas e sair
de nós mesmos. Cristo, que por amor entrou nas portas fechadas do pecado, da
morte e da mansão dos mortos, deseja entrar também em cada um para abrir de par
em par as portas fechadas do coração. Ele que venceu, com a ressurreição, o
medo e o temor que nos algemam, quer escancarar as nossas portas fechadas e
enviar-nos. A estrada que o Mestre ressuscitado nos aponta é estrada de sentido
único, segue-se apenas numa direção: sair de nós mesmos, para testemunhar a
força sanadora do amor que nos conquistou. Muitas vezes vemos, diante de nós,
uma humanidade ferida e assustada, que tem as cicatrizes do sofrimento e da
incerteza. Hoje, face ao seu doloroso clamor de misericórdia e paz, ouçamos
dirigido a cada um de nós o convite confiado de Jesus: «Assim como o Pai Me
enviou, também Eu vos envio a vós (Jo 20, 21).
Cada
doença pode encontrar na misericórdia de Deus um auxílio eficaz. Com efeito, a
sua misericórdia não se detém à distância: quer vir ao encontro de todas as
pobrezas e libertar de tantas formas de escravidão que afligem o nosso mundo.
Quer alcançar as feridas de cada um, para medicá-las. Ser apóstolos de
misericórdia significa tocar e acariciar as suas chagas, presentes hoje também
no corpo e na alma de muitos dos seus irmãos e irmãs. Ao cuidar destas chagas,
professamos Jesus, tornamo-Lo presente e vivo; permitimos a outros que palpem a
sua misericórdia, e O reconheçam «Senhor e Deus» (cf. Jo 20, 28), como fez o
apóstolo Tomé. Eis a missão que nos é confiada. Inúmeras pessoas pedem para ser
escutadas e compreendidas. O Evangelho da misericórdia, que se deve anunciar e
escrever na vida, procura pessoas com o coração paciente e aberto, «bons
samaritanos» que conhecem a compaixão e o silêncio perante o mistério do irmão
e da irmã; pede servos generosos e alegres, que amam gratuitamente sem nada
pretender em troca.
«A
paz esteja convosco!» (Jo 20, 21): é a saudação que Cristo leva aos seus
discípulos; é a mesma paz que esperam os homens do nosso tempo. Não é uma paz
negociada, nem a suspensão de algo errado: é a sua paz, a paz que brota do
coração do Ressuscitado, a paz que venceu o pecado, a morte e o medo. É a paz
que não divide, mas une; é a paz que não deixa sozinhos, mas faz-nos sentir
acolhidos e amados; é a paz que sobrevive no sofrimento e faz florescer a
esperança. Esta paz, como no dia de Páscoa, nasce e renasce sempre do perdão de
Deus, que tira a ansiedade do coração. Ser portadora da sua paz: esta é a
missão confiada à Igreja no dia de Páscoa. Nascemos em Cristo como instrumentos
de reconciliação, para levar a todos o perdão do Pai, para revelar o seu rosto
de amor nos sinais da misericórdia.
PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL DE S. FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA AO SANTUÁRIO DE CRISTO REI - ANO DA MISERICÓRDIA
Realizou-se, hoje, a
Peregrinação Paroquial ao Santuário do Cristo Rei, integrada no Ano da
Misericórdia. Viemos a pé cantando e rezando.
A Missa decorreu no Pavilhão do Rosário, recentemente inaugurado. Apesar da ameaça de chuva participaram da peregrinação, e da celebração, razoável número de paroquianos.
A Missa decorreu no Pavilhão do Rosário, recentemente inaugurado. Apesar da ameaça de chuva participaram da peregrinação, e da celebração, razoável número de paroquianos.
Antes de passarmos a Porta Santa rezou-se a oração
do Jubileu.
Passou-se então a Porta Santa e entrámos na Igreja
que é uma das Igrejas jubilares da Diocese. A passagem da Porta Santa de
qualquer uma das Igrejas Jubilares permite-nos ganhar as indulgências do Ano da
Misericórdia.
Seguiu-se almoço partilhado e convívio.
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