segunda-feira, 24 de agosto de 2015

PAPA NOMEOU NOVO BISPO PARA A DIOCESE DE SETÚBAL


D. José Ornelas Carvalho, antigo superior geral dos Dehonianos, sucede a D. Gilberto Reis, que renunciou por motivos de idade

O Papa nomeou hoje como bispo da Diocese de Setúbal D. José Ornelas Carvalho, antigo superior geral dos Dehonianos, de 61 anos, que sucede a D. Gilberto Reis, após este ter renunciado por motivos de idade.
A informação foi comunicada à Agência ECCLESIA pela Nunciatura Apostólica (embaixada da Santa Sé) em Lisboa.
A ordenação episcopal e a tomada de posse do novo bispo estão marcadas para o dia 25 de Outubro; até essa data, o governo da Diocese continua confiado a D. Gilberto dos Reis, agora administrador apostólico.
O bispo eleito nasceu a 5 de janeiro de 1954, no Porto da Cruz (Madeira), tendo feito a sua formação religiosa na Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos); foi ordenado padre na sua terra natal, a 9 de agosto de 1981.
Especialista em Ciências Bíblicas, com o grau de doutor em Teologia Bíblica pela Universidade Católica Portuguesa, foi docente desta instituição académica entre 1983-1992 e 1997-2003.
Na sua Congregação, o novo bispo foi superior da Província Portuguesa, cargo que assumiu a 1 de julho de 2000; foi eleito Superior Geral dos Dehonianos a 27 de maio de 2003, cargo que ocupou até 6 de junho de 2015.
Após estes mandatos, D. José Ornelas Carvalho tinha sido indigitado, a seu pedido, para uma missão em África, como refere na sua primeira mensagem à Diocese de Setúbal.
“O Papa Francisco, que tive ocasião de encontrar pessoalmente, mudou estes planos. Quando me deu a alegria de encontrá-lo, disse-me: ‘Não te imponho, mas peço-te que vás como bispo para Setúbal… mas irás como missionário… a Europa tem necessidade de redescobrir a sua dimensão missionária’. E aqui estou, para assumir convosco esta missão eclesial”, escreve.
D. Gilberto Reis, bispo de Setúbal desde 1998, completou 75 anos de idade a 27 de maio e, de acordo com o Direito Canónico, apresentou ao Papa a renúncia ao serviço episcopal, que Francisco aceitou hoje, ao nomear o seu sucessor.
A diocese sadina foi criada há 40 anos, através da bula (documento oficial) «Studentes Nos», por Paulo VI, e o seu primeiro bispo foi D. Manuel Martins, que desempenhou estas funções entre 1975 e 1998.

Com uma população católica distribuída por 55 comunidades paroquiais, a Diocese de Setúbal tem aproximadamente uma superfície de 1500 Km2 e uma população de 717 mil habitantes, abrangendo 9 concelhos - Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal - e ainda três parcelas territoriais que integram a paróquia da Comporta (freguesia da Comporta, uma parcela da freguesia de Santa Maria do Castelo, ambas pertencentes ao Concelho de Alcácer do Sal; e Tróia, pertencente à freguesia de Carvalhal, Concelho de Grândola).

domingo, 23 de agosto de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)


Jo. 6,60-69 O Papa Francisco comentando o Evangelho deste XXI domingo do Tempo Comum, disse que hoje se conclui a leitura do sexto capítulo do Evangelho de João, com o discurso sobre o “Pão da vida”. No fim desse discurso, sublinhou o Papa, o grande entusiasmo do dia anterior se apagou, porque Jesus tinha dito ser o Pão que desceu do céu, e que ele iria dar a sua carne como alimento e o seu sangue como bebida, aludindo assim claramente ao sacrifício da sua própria vida. E acrescentou: “Estas palavras provocaram decepção no povo, que as julgou indignas para um Messias, palavras não "vencedoras". E assim, alguns observavam Jesus como um Messias que devia falar e agir de modo que a sua missão tivesse sucesso. Mas precisamente sobre isso eles se enganavam, no modo de entender a missão do Messias!”
Até mesmo os discípulos – prosseguiu Francisco - não conseguem aceitar aquela linguagem inquietadora do Mestre e mostram o seu desconforto com as palavras: “Este discurso é duro, quem o pode escutar?”. Mas na verdade, eles tinham entendido bem o discurso de Jesus, disse, tão bem que não queriam escutá-lo, porque é um discurso que põe em crise a sua mentalidade. Mas Jesus oferece a chave para superar as dificuldades, uma chave composta de três elementos:
“Primeiro, a sua origem divina: Ele desceu do céu e subirá "para onde estava antes"; segundo: as suas palavras só podem ser compreendidas através da “acção do Espírito Santo”, Aquele “que dá a vida”; terceiro: a verdadeira causa da incompreensão das suas palavras é a falta de fé: “Entre vocês há alguns que não acreditam”.
De facto, a partir daquele momento, “muitos dos seus discípulos haviam desistido e perante estas deserções, Jesus não poupa e nem atenua as suas palavras, ao contrário, obriga a fazer uma escolha precisa: ou estar com Ele ou separar-se d’Ele, e diz aos Doze: "Também vós quereis ir embora?”. E é então quando S. Pedro faz a sua confissão de fé em nome dos outros Apóstolos: "Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna".
S. Pedro não diz "onde iremos?", mas "a quem iremos?" – explica o Papa – porque o problema básico não é ir e deixar a obra iniciada, mas é a quem ir. Daquela interrogação de Pedro, entendemos que a fidelidade a Deus é uma questão de fidelidade a uma pessoa, e esta pessoa é Jesus:
“Tudo o que temos no mundo não satisfaz a nossa fome de infinito. Precisamos de Jesus, de estar com Ele, de nos alimentar à sua mesa, das suas palavras de vida eterna! Crer em Jesus significa fazer d’Ele o centro, o sentido da nossa vida. Cristo não é um acessório opcional é o "pão vivo", o alimento essencial.”
E o Papa pediu a cada um dos presentes um momento de silêncio para se interrogar: “quem é Jesus para mim?” Que a Virgem Maria nos ajude a "ir" sempre a Jesus para experimentar a liberdade que ele nos oferece, e que nos permita limpar nossas escolhas das sujeiras mundanas e dos medos – concluiu.

domingo, 16 de agosto de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)


Jo. 6, 51-58 A passagem do Evangelho deste XX domingo do Tempo Comum, do capítulo 6 de S. João, relata que algumas pessoas se escandalizaram porque Jesus disse: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia”.
Segundo o Papa Francisco, Jesus usa o estilo dos profetas para provocar em nós perguntas e decisões. Quando afirma “comer a carne e beber o sangue”, o que significa isto então? É só uma imagem ou é qualquer coisa de real? – perguntou o Santo Padre.
Para termos uma resposta é preciso intuir o que acontece no coração de Jesus enquanto parte o pão para a multidão esfomeada. Sabendo que deverá morrer na Cruz por nós, Jesus identifica-se com aquele pão partilhado e isso torna-se para Ele um ‘sinal’ do sacrifício que o espera – sublinhou o Papa que salientou as palavras de Jesus: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e eu nele”. A comunhão é assimilação, pois tornamo-nos como Jesus. Mas para isso é preciso o nosso sim, a nossa adesão de fé – afirmou o Santo Padre.
“Mas a Eucaristia não é uma oração privada ou uma bela experiência espiritual, não é uma simples comemoração daquilo que Jesus fez na Última Ceia: a Eucaristia é ‘memorial’, ou seja, um gesto que atualiza e torna presente o evento da morte e ressurreição de Jesus: o pão é realmente o seu Corpo dado por nós, o vinho é realmente o seu Sangue versado por nós.”
“A Eucaristia é o próprio Jesus que se dá inteiramente a nós. Nutrirmo-nos d’Ele e morar n’Ele mediante a comunhão eucarística, se o fazemos com fé, transforma a nossa vida num dom a Deus e aos irmãos. Nutrirmo-nos do Pão da Vida significa entrar em sintonia com o coração de Cristo, assimilar as suas escolhas, os seus pensamentos, os seus comportamentos. Significa entrar num dinamismo de amor e tornarmo-nos pessoas de paz, de perdão, de reconciliação, de partilha solidária.”

domingo, 2 de agosto de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

 
Jo 6,24-35 Sobre o Evangelho deste XVIII domingo do tempo comum o Papa Francisco recordou que depois da multiplicação dos pães – conforme conta o Evangelista João - as pessoas puseram-se à procura de Jesus e  acabaram por encontra-Lo em Cafarnaum.  Jesus compreendeu logo o motivo de tanto entusiasmo da parte do povo e declarou-o  claramente:
“Vocês estão à minha procura não porque vistes sinais, mas porque comestes daqueles pães e vos saciastes”.
Na realidade – disse o Papa – aquelas pessoas procuram o pão material que no dia precedente tinha aplacado a sua fome. Não compreenderam que aquele pão partido para muitos, era expressão do amor do próprio Jesus. Deram mais valor ao pão do que ao seu doador.
Perante esta cegueira espiritual – prosseguiu o Papa – Jesus põe em evidencia a necessidade de ir para além da satisfação das necessidades imediatas, das próprias necessidades materiais, embora sejam essenciais.  O Filho de Deus convida a ir para além das necessidades imediatas, do comer, do vestir, do sucesso, da carreira, para se olhar para algo de incorruptível, e exorta:
“Empenhai-vos não para a alimentação que não dura, mas para a alimentação que permanece para a vida eterna e que o Filho do homem vos dará”.
Jesus quer fazer compreender, com estas palavras – frisou o Papa – que a fome física da pessoa humana, traz consigo algo de mais importante, que não pode ser saciado com a comida ordinária.
“Trata-se de fome de vida, de eternidade que Ele só pode saciar, na medida em que é “o pão da vida”.
O Papa chama também a atenção para o facto de Jesus não eliminar a preocupação da procura do pão quotidiano, mas recorda simplesmente que “o verdadeiro significado da nossa existência terrena está na eternidade, e que a história humana com os seus sofrimentos e as suas alegrias deve ser vista num horizonte de eternidade, isto é, naquele horizonte do encontro definitivo com Ele. E esse encontro ilumina todos os dias da nossa vida. Se nós pensarmos nesse encontro, nesse grande dom, os pequenos dons da vida, mesmo os sofrimentos e as preocupações serão iluminados, na esperança  deste encontro”.
Jesus é pão vivo descido dos Céus, apresenta-se a nós como único e verdadeiro significado da existência humana – frisou ainda o Papa, acrescentando que é o próprio Jesus a explicar o significado da existência do ser humano:
“Eu sou o pão da vida, quem vive em mim não terá fome e que crê em mim não terá sede, nunca!”
O Papa indicou nisto uma referência à Eucaristia, o grande dom que sacia a alma e o corpo. “Encontrar e acolher em nós Jesus, ‘pão da vida’, dá significado e esperança ao caminho tortuoso da vida. Mas este “pão da vida” é-nos dado para que possamos, por nossa vez,  saciar a fome espiritual e material dos irmãos, anunciando o Evangelho onde quer que seja, mesmo nas periferias existenciais. Com o testemunho das nossas atitudes fraternas e solidárias em relação ao próximo, tornamos presente Cristo e o seu amor por meio dos homens”
O Papa concluiu dizendo que temos muita necessidade de Deus na nossa existência quotidiana! Tanto nos dias de trabalho e de preocupações, como nos dias de férias. O Senhor convida-nos a não esquecer que, se por um lado é justo preocupar-se com o pão material, por outro, para consolidar as forças, é ainda mais necessário potenciar a nossa fé em Cristo, “pão da vida” que sacia o nosso desejo de verdade, de justiça e de consolação.
E o Papa pediu à Virgem Maria para nos apoiar na procura e na sequela do seu Filho Jesus, o “pão verdadeiro” que não se corrompe e dura para a vida eterna.

domingo, 26 de julho de 2015

P. GONÇALO MACHADO SJ. A COLABORAR NA PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA A PARTIR DE SETEMBRO


A partir de Setembro a Paróquia e o pároco contarão com a colaboração do P. Gonçalo Machado SJ. que será também o novo Director do Centro Juvenil.
O Centro Juvenil é uma "obra social" que está integrada e depende da Paróquia S. Francisco Xavier de Caparica, confiada aos jesuítas.
A Companhia de Jesus está continuamente em discernimento apostólico e, como tal, algumas vezes para concretizar a sua missão, o Padre Provincial (responsável máximo dos jesuítas) vai actualizando e redefinindo as missões individuais de cada jesuíta. 

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)



Jo 6,1-5 O Papa Francisco comentou o Evangelho deste domingo, que apresenta o grande sinal da multiplicação dos pães, na narração do  evangelista João.
Jesus encontra-se na margem do mar da Galileia, e está rodeado por uma grande multidão. Ele coloca um dos discípulos à prova, perguntando-lhe o que fazer para matar a fome de toda aquela gente. Filipe, um dos Doze, faz um rápido cálculo: organizando uma coleta, se poderá obter no máximo duzentos denários para comprar pão, que todavia não seriam suficientes para dar de comer a cinco mil pessoas.
Os discípulos raciocinam em termos de “mercado” – disse o Papa –, mas Jesus substitui a lógica do comprar por aquela do dar. A seguir, André apresenta um menino que coloca à disposição tudo o que tem: cinco pães e dois peixes. Jesus esperava justamente isso: ordena aos discípulos que acomodem as pessoas, depois tomou aqueles pães e aqueles peixes, deu graças ao Pai e os distribuiu.
Esses gestos, afirmou Francisco, antecipam os da Última Ceia, que dão ao pão de Jesus o seu significado mais profundo e mais verdadeiro. “O pão de Deus é o próprio Jesus. Fazendo a Comunhão com Ele, recebemos a sua vida em nós e nos tornamos filhos do Pai celeste e irmãos entre nós.”
Para o Pontífice, por mais pobres que sejamos, todos podemos doar algo. “’Fazer a Comunhão’ significa também receber de Cristo a graça que nos torna capazes de compartilhar com os outros aquilo que somos e aquilo que temos.”
A multidão fica impressionada com o prodígio da multiplicação dos pães; mas o dom que Jesus oferece, acrescentou o Papa, é a plenitude de vida para o homem faminto.
“Jesus sacia não somente a fome material, mas aquela mais profunda, a fome de sentido da vida, a fome de Deus”, explicou.
Diante do sofrimento, da solidão, da pobreza e das dificuldades de tantas pessoas, lamentar-se não resolve nada, mas podemos oferecer aquele pouco que temos. “Certamente temos algumas horas de tempo, algum talento, alguma competência... Quem de nós não tem os seus “cinco pães e dois peixes”? Se estamos dispostos a colocá-los nas mãos do Senhor, serão suficientes para que no mundo haja um pouco mais de amor, de paz, de justiça e, sobretudo, de alegria. Deus é capaz de multiplicar os nossos pequenos gestos de solidariedade e tornar-nos participantes do seu dom.”
O Papa concluiu fazendo votos de que jamais falte a alguém o Pão do céu que doa a vida eterna e o necessário para uma vida digna, e se afirme a lógica da compartilha e do amor. 

domingo, 19 de julho de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)


Mc 6,30-34 O Evangelho de S. Marcos propõe-nos neste domingo um olhar de Jesus de singular intensidade – afirmou o Santo Padre na oração do Angelus desta manhã– quando Jesus vê a grande multidão que o segue e deles teve compaixão, começando a ensinar-lhes.
Jesus tinha levado os apóstolos para descansarem num lugar isolado, mas a multidão também para ali se dirigiu. Jesus compara esta gente a um rebanho sem pastor e são três os verbos que o evangelista usa para descrever esta cena como num fotograma – salientou o Papa: ver, ter compaixão e ensinar:
“Retomemos os três verbos deste sugestivo fotograma: ver, ter compaixão e ensinar. Ali podemos chamar os verbos do Pastor. O primeiro e o segundo estão sempre associados à atitude de Jesus: efetivamente, o seu olhar não é o olhar de um sociólogo ou de um foto-repórter, porque olha sempre com os olhos do coração. Estes dois verbos, ver e ter compaixão, configuram Jesus como Bom Pastor. Também a sua compaixão não é um sentimento humano, mas é a comoção do Messias no qual se fez carne a ternura de Deus. E desta compaixão nasce o desejo de Jesus de nutrir a multidão com o pão da sua Palavra.”

domingo, 12 de julho de 2015

CRISMAS 2015 (FOTOS)


O Senhor Bispo de Setúbal esteve, hoje, na Paróquia para crismar 20 jovens e adultos. Para além do Pároco, concelebraram outros dois sacerdotes. 







Este grupo chegou até aqui depois de uma caminhada de preparação que esteve a cargo dos catequistas Luís e Maló - que hoje eram dois catequistas orgulhosos e satisfeitos pelo trabalho realizado.


O Senhor Bispo de Setúbal, antes da bênção final, felicitou a todos e dirigiu a todos uma palava de ânimo e incentivo à missão.


Houve tempo ainda para as fotos de grupo.




o grupo de 10º catecismo


o grupo de adultos no dia do Retiro para o Crisma 




REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)


Mc 6,7-13 No Evangelho deste XV domingo do Tempo Comum, Jesus envia os discípulos em missão. Essa missão – que está no prolongamento da própria missão de Jesus – consiste em anunciar o Reino e em lutar objetivamente contra tudo aquilo que escraviza o homem e que o impede de ser feliz. Antes da partida dos discípulos, Jesus dá-lhes algumas instruções acerca da forma de realizar a missão. Convida-os especialmente à pobreza, à simplicidade, ao despojamento dos bens materiais. Também nos tempos que correm, Deus continua a actuar assim no mundo, chamando e enviando os homens e mulheres de hoje como testemunhas do seu projeto de salvação. E esses "enviados" devem ter como grande prioridade a fidelidade ao projeto de Deus e não a defesa dos seus próprios interesses ou privilégios.

domingo, 5 de julho de 2015

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)


Mc 6,1-6 O texto do Evangelho repete uma ideia que aparece também nas outras duas leituras deste domingo: Deus manifesta-Se aos homens na fraqueza e na fragilidade. Normalmente, Ele não se manifesta na força, no poder, nas qualidades que o mundo acha brilhantes e que os homens admiram e endeusam; mas, muitas vezes, Ele vem ao nosso encontro na fraqueza, na simplicidade, na debilidade, na pobreza, nas situações mais simples e banais, nas pessoas mais humildes e despretensiosas. É preciso que interiorizemos a lógica de Deus, para que não percamos a oportunidade de O encontrar, de perceber os seus desafios, de acolher a proposta de vida que Ele nos faz…
• Um dos elementos questionantes no episódio que o Evangelho deste domingo nos propõe é a atitude de fechamento a Deus e aos seus desafios, assumida pelos habitantes de Nazaré. Comodamente instalados nas suas certezas e preconceitos, eles decidiram que sabiam tudo sobre Deus e que Deus não podia estar no humilde carpinteiro que eles conheciam bem. Esperavam um Deus forte e majestoso, que se havia de impor de forma estrondosa, e assombrar os inimigos com a sua força; e Jesus não se encaixava nesse perfil. Preferiram renunciar a Deus, do que à imagem que d’Ele tinham construído. Há aqui um convite a não nos fecharmos nos nossos preconceitos e esquemas mentais bem definidos e arrumados, e a purificarmos continuamente, em diálogo com os irmãos que partilham a mesma fé, na escuta da Palavra revelada e na oração, a nossa perspectiva acerca de Deus.
• Para os habitantes de Nazaré Jesus era apenas “o carpinteiro” da terra, que nunca tinha estudado com grandes mestres e que tinha uma família conhecida de todos, que não se distinguia em nada das outras famílias que habitavam na vila; por isso, não estavam dispostos a conceder que esse Jesus – perfeitamente conhecido, julgado e catalogado – lhes trouxesse qualquer coisa de novo e de diferente… Isto deve fazer-nos pensar nos preconceitos com que, por vezes, abordamos os nossos irmãos, os julgamos, os catalogamos e etiquetamos… Seremos sempre justos na forma como julgamos os outros? Por vezes, os nossos preconceitos não nos impedirão de acolher o irmão e a riqueza que Ele nos traz?
• Jesus assume-Se como um profeta, isto é, alguém a quem Deus confiou uma missão e que testemunha no meio dos seus irmãos as propostas de Deus. A nossa identificação com Jesus faz de nós continuadores da missão que o Pai Lhe confiou. Sentimo-nos, como Jesus, profetas a quem Deus chamou e a quem enviou ao mundo para testemunharem a proposta libertadora que Deus quer oferecer a todos os homens? Nas nossas palavras e gestos ecoa, em cada momento, a proposta de salvação que Deus quer fazer a todos os homens?
• Apesar da incompreensão dos seus concidadãos, Jesus continuou, em absoluta fidelidade aos planos do Pai, a dar testemunho no meio dos homens do Reino de Deus. Rejeitado em Nazaré, Ele foi, como diz o nosso texto, percorrer as aldeias dos arredores, ensinando a dinâmica do Reino. O testemunho que Deus nos chama a dar cumpre-se, muitas vezes, no meio das incompreensões e oposições… Frequentemente, os discípulos de Jesus sentem-se desanimados e frustrados porque o seu testemunho não é entendido nem acolhido (nunca aconteceu pensarmos, depois de um trabalho esgotante e exigente, que estivemos a perder tempo?)… A atitude de Jesus convida-nos a nunca desanimar nem desistir: Deus tem os seus projectos e sabe como transformar um fracasso num êxito. (Portal dos dehonianos)

segunda-feira, 29 de junho de 2015

PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL A FÁTIMA 2015 (FOTOS)

Ontem, 28 de Junho, realizou-se a peregrinação paroquial a Fátima. Participaram nesta peregrinação mais de 400 pessoas acompanhadas pelo Pároco: o P. Hermínio Vitorino. 
Do programa da peregrinação constava, logo pela manhã, o Terço na Capelinha das Aparições e a Eucaristia, no recinto do Santuário, pelas 11h.



 
Á tarde realizou-se a habitual via sacra nos Valinhos que terminou na Capela do Calvário.



Fomos ainda até à Loca do Anjo onde em 1916 o Anjo de Portugal apareceu aos Pastorinhos.


E no final participamos na Procissão Eucarística, acompanhando o Santíssimo Sacramento, o Jesus Escondido, como chamavam os Pastorinhos.

domingo, 28 de junho de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XIII DOMINGO COMUM (ANO B)


Mc. 5, 21-43 Na alocução que precedeu a oração mariana, Francisco comentou o Evangelho do dia, que fala da ressurreição de uma jovem de doze anos, filha de um dos chefes da sinagoga.
O pai implora a Jesus para salvá-la. Após a sua morte, Jesus lhe diz: “Não temas, crê somente!”. Ao entrar em casa, o Senhor se dirige à jovem, dizendo: “Menina, eu te digo: levanta-te!”. No mesmo instante, a menina se levantou e começou a caminhar. “Aqui se vê o poder absoluto de Jesus sobre a morte física, que para Ele é como um sono do qual se pode despertar”, disse o Papa.
Nesta narração, o Evangelista insere outro episódio: a cura de uma mulher que há 12 anos sofria de perdas de sangue. Por causa desta doença que, de acordo com a cultura do tempo, a tornava “impura”, ela deveria evitar todo contato humano: estava condenada a uma morte civil. Esta mulher anônima, em meio à multidão que segue Jesus, diz: “Se ao menos tocar as suas roupas, serei salva”. Jesus se dá na conta e, em meio à multidão, procura o rosto daquela mulher. Ela aproxima-se trêmula e Ele diz: “Minha filha, a tua fé te salvou”. “É a voz do Pai celeste que fala em Jesus. Ele perdoa tudo e todos”, disse o Papa.
Francisco observou que estes dois episódios – uma cura e uma ressurreição – têm um único centro: a fé. “Todo o Evangelho é escrito à luz desta fé: Jesus ressuscitou, venceu a morte e, por esta sua vitória, também nós ressuscitaremos.”
Esta fé, advertiu o Papa, pode obscurecer-se e tornar-se incerta, a ponto de alguns confundirem ressurreição com reencarnação. “Mas a  Palavra de Deus deste domingo nos convida a viver na certeza da ressurreição: Jesus é o Senhor, tem poder sobre o mal e sobre a morte, e quer nos levar para a casa do Pai, onde reina a vida”.
O Pontífice recordou que a ressurreição de Cristo atua na história como princípio de renovação e de esperança. “Quem estiver desesperado e extenuado, se confiar em Jesus e no seu amor pode recomeçar a viver, pode ter uma nova vida, mudar de vida. Começar uma nova vida é um modo de ressuscitar. A fé é uma força de vida, dá plenitude à nossa humanidade.”
Quem crê em Cristo, prosseguiu, deve ser reconhecido por promover a vida em qualquer situação, por possibilitar a todos, especialmente aos mais vulneráveis, o amor de Deus que liberta e salva.
E concluiu: “Peçamos ao Senhor, por intercessão de Nossa Senhora, o dom de uma fé forte e corajosa, que nos impulsiona a ser difusores de esperança e de vida entre os nossos irmãos”.

domingo, 21 de junho de 2015

REFEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

 
 
Mc 4,35-41 No evangelho deste XII domingo do tempo comum, Jesus convoca os seus discípulos para se dirigirem à outra margem do mar da Galileia. De repente uma grande tempestade abate-se sobre o mar e o barco parece que a qualquer momento vai virar e afundar. Jesus vai lá dentro, à popa, a dormir tranquilamente.
A tempestade simboliza as dificuldades de uma jornada que leva para a outra margem onde estão os desafios e a missão que nos espera.
Às vezes a barca parece afundar, sentimos pânico, mas Cristo está na popa (v. 38), lugar onde fica o piloto que dirige o barco. Pode parecer que Cristo dorme enquanto corremos o risco de perecer, mas ele continua lá no controle do barco, das ondas e do vento.
Não tenhamos medo, vamos à outra margem. Cristo está no barco, este jamais afundará. Vamos sair de nosso comodismo, há um mundo a ser evangelizado. 

FESTA DA PARÓQUIA DE SFX DE CAPARICA 2015 (FOTOS)

 
Ontem realizou-se a Festa/Convívio da Paróquia. De manhã e até um pouco antes das 17h os Escuteiros organizaram um torneio de futebol e vários jogos.
 
 
 
 

Seguiu-se a Procissão com a Imagem de S. Francisco Xavier.

 
                          

 
Depois tivemos a Eucaristia onde alguns escuteiros realizaram também as suas promessas.

 
Após o jantar houve música e bailarico.  
 
 
Pudemos contar também com a atuação de algumas ginastas do Centro Juvenil P. Amadeu Pinto e com um grupo de Batuque de Cabo Verde.
 

domingo, 14 de junho de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

 
Mc 4, 26-34 “A semente do bem e da paz brota e cresce, porque a faz amadurecer o amor misericordioso de Deus”: foi o que recordou o Papa Francisco nas suas palavras antes de rezar com os fiéis reunidos na Praça São Pedro a Oração do Angelus. O Santo Padre comentou que o Evangelho de hoje tem duas parábolas muito curtas: a da semente que germina e cresce por si mesma, e a do grão de mostarda. Através destas imagens do mundo rural, - disse o Papa - Jesus apresenta a eficácia da Palavra de Deus e as exigências do seu Reino, mostrando as razões da nossa esperança e do nosso compromisso na história.
Nesta ótica, sublinhou: “o nosso fraco trabalho, aparentemente pequeno, diante da complexidade dos problemas do mundo, se inserido na obra de Deus não tem medo das dificuldades”, porque a “vitória do Senhor é certa: o seu amor fará brotar e crescer cada semente de bem presente na terra”.
Isso – exortou - abre-nos à confiança e ao otimismo, apesar dos dramas, injustiças e sofrimentos que nos deparamos. “Rezemos tanto que venha o Teu Reino, é ele que o faz crescer”, explicou recordando que a semente é “a Palavra de Deus, Palavra criadora, destinada a se tornar o grão cheio na espiga”.
“Esta Palavra se for acolhida, dá certamente os seus frutos, porque o próprio Deus a faz germinar e amadurecer através de caminhos que nem sempre podemos verificar, e de uma forma que não sabemos”. Tudo isso nos faz entender que é sempre Deus que faz crescer o seu Reino, o homem é o seu humilde colaborador, que contempla e se alegra pela ação criadora divina e espera pacientemente pelos frutos.
“Gostaria de recordar a todos vocês mais uma vez – disse o Papa concluindo -, a importância de ter o Evangelho, a Bíblia ao alcance da mão, um Evangelho pequeno no bolso, na bolsa, e ler todos os dias: é esta a força que faz germinar”.

domingo, 7 de junho de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE A LITURGIA DA SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO


Aos milhares de fiéis reunidos, hoje,  na Praça de São Pedro para a oração mariana do Angelus o Papa Francisco recordou, antes de tudo, que se celebra em muitos países, incluindo a Itália, a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, ou de Corpus Christi, como muitas vezes se diz, e comentou o Evangelho de Marcos em que se apresenta o relato da instituição da Eucaristia, realizada por Jesus na Última Ceia, no Cenáculo em Jerusalém. Na véspera da sua morte redentora na cruz, continuou o Papa, Ele realizou o que tinha predito: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão viverá para sempre; e o pão que eu hei-de dar é a minha carne para a vida do mundo ... Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele". Jesus toma o pão em suas mãos e diz: "Tomai, isto é o meu corpo" , diz ainda o Papa e acrescenta: “Com este gesto, e com estas palavras, Ele dá ao pão uma função que já não é a de simples alimento físico, mas a função de tornar presente a sua Pessoa no meio da comunidade dos crentes”.
A Última Ceia representa o ponto de chegada de toda a vida de Cristo, disse ainda o Papa, reiterando que não é apenas a antecipação do seu sacrifício na cruz, mas também a síntese de uma existência oferecida pela salvação de toda a humanidade:
“Portanto, não basta afirmar que na Eucaristia está presente Jesus, mas é preciso ver nela a presença de uma vida doada e nela tomar parte. Quando tomamos e comemos aquele pão, nós somos associados à vida de Jesus, entramos em comunhão com Ele, empenhamo-nos em realizar a comunhão entre nós e em transformar a nossa vida em dom, sobretudo aos mais pobres”
E o Papa continuou dizendo que a festa de hoje evoca esta mensagem de solidariedade e nos impele a acolher o íntimo convite à conversão, ao amor e ao perdão, e nos estimula a nos tornarmos, com a vida, imitadores daquilo que celebramos na liturgia: “O Cristo que nos alimenta sob as espécies consagradas do pão e do vinho é o mesmo que vem ao nosso encontro nos acontecimentos de cada dia, está no pobre que estende a mão, está no sofredor que pede ajuda, está no irmão que implora a nossa disponibilidade e espera o nosso acolhimento. Está em cada ser humano, mesmo no mais pequeno e indefeso”.
E o Papa prosseguiu a sua reflexão dizendo que a Eucaristia, fonte de amor para a vida da Igreja, é caridade e solidariedade, e quem come o Pão de Cristo não pode ficar indiferente perante aqueles que não têm o pão de cada dia, sublinhando que este é um problema cada vez mais grave, apesar dos esforços da comunidade internacional e de muitas organizações, e que se devem, portanto, encontrar propostas e projectos concretos para resolver as suas causas estruturais.
Concluiu desejando que a festa do Corpus Christi inspire e alimente cada vez mais em nós o desejo e o empenho por uma sociedade acolhedora e solidária, colocando este desejo junto do coração da Virgem Maria, Mulher eucarística, para que desperte em todos a alegria de participar na Missa, sobretudo aos domingos, e a alegre coragem de testemunhar a infinita caridade de Cristo.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

FESTA DA PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER

Convívio da Paróquia

 Sábado 20 de Junho



Amemo-nos uns aos outros como Jesus nos ama!


  9h30 - Início do Torneio de Futsal

14h30 - Jogos, Prémios…Rifas e Lanche

17h30 - Procissão com Imagem do Padroeiro
18h30 - Missa ao ar livre
19h45 - Jantar partilhado
     Traz a tua especialidade para repartir!
seguido de atividades musicais, dança, etc.

Vem com a tua Família à Festa da Paróquia!


Vivamos a alegria de sermos Comunidade!



domingo, 31 de maio de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE A LITURGIA DA SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE



Aos mais de 50 mil fiéis presentes na Praça de S. Pedro para a oração mariana do Angelus o Papa Francisco falou da festa da Santíssima Trindade que hoje se celebra, uma festa – disse – que nos recorda o mistério do único Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, tendo acrescentado que a Trindade é comunhão de Pessoas divinas que estão uma com a outra, uma pela outra, uma na outra, verdadeira comunhão de vida, mistério de amor do Deus Vivo. Mas quem nos revelou o mistério da Trindade? Jesus - disse o Papa:
“Ele falou-nos de Deus como Pai; falou-nos do Espírito; e falou-nos de Si mesmo como Filho de Deus. E quando, depois de ressuscitado, enviou os discípulos a evangelizar os povos, disse-lhes para os baptizar "em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo".
Este mandato missionário, continuou o Papa Francisco, Cristo confia-o em todos os tempos à Igreja que o herdou dos Apóstolos, e o dirige também a cada um de nós que, em virtude do Baptismo, fazemos parte da sua comunidade. Portanto, a solenidade litúrgica de hoje, enquanto nos faz contemplar o maravilhoso mistério do qual provimos e para o qual vamos, nos renova a missão de vivermos a comunhão com Deus e entre nós, tendo como modelo a Trindade:
“Nós somos chamados a viver não uns sem os outros, sobre os outros ou contra os outros, mas uns COM os outros, PARA os outros, e NOS outros. Isto significa aceitar e testemunhar concordes a beleza do Evangelho; viver o amor recíproco e para todos, partilhando alegrias e sofrimentos, aprendendo a pedir e a conceder o perdão, valorizando os diferentes carismas sob a orientação dos Pastores. Numa palavra, nos é confiada a tarefa de construirmos comunidades eclesiais que são cada vez mais famílias, capazes de reflectir o esplendor da Trindade e de evangelizar não apenas com as palavras, mas com a força do amor de Deus que habita em nós”.
O Papa falou em seguida da trindade como fim último para o qual é orientada a nossa peregrinação terrena, sublinhando que o caminho da vida cristã é essencialmente trinitário:
“O Espírito Santo guia-nos ao pleno conhecimento dos ensinamentos de Cristo, do seu Evangelho; e Jesus, por sua vez, veio ao mundo para dar-nos a conhecer o Pai, para guiar-nos a Ele, para nos reconciliar com Ele - tudo na vida cristã, gira à volta do mistério da Trindade e se realiza em ordem a este mistério infinito. Procuremos, portanto, manter sempre alto  o "tom" da nossa vida, lembrando-nos para qual fim e para qual glória nós existimos, trabalhamos, lutamos, sofremos; e para qual imenso prémio somos chamados”. Este mistério abraça toda a vida e todo o nosso ser cristãos e o recordamos por exemplo todas as vezes que fazemos o sinal da cruz.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

75 ANOS DO BISPO D. GILBERTO

27 de Maio 2015
Parabéns, D. Gilberto pelo seu aniversário.
Parabéns, Diocese de Setúbal pelo ministério do seu Bispo.
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Nota pastoral
     Caros Diocesanos
     Os bispos, de harmonia com o Direito Canónico, aos 75 anos apresentam ao Santo Padre a renúncia ao serviço episcopal.
     Uma vez que amanhã perfaço essa idade, tendo cumprido o estipulado no Direito, fico à espera da resposta do Papa Francisco, pelo tempo que ele entender, no exercício das minhas funções episcopais.
     Entretanto, convido todos os fiéis cristãos da Diocese a aguardar, na oração confiante, o bispo que o Santo Padre, quando puder, dará à nossa Diocese.
  
    Casa Episcopal de Setúbal, 26 de Maio 2015
    + Gilberto, Bispo de Setúbal

domingo, 24 de maio de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE A LITURGIA DA SOLENIDADE DO PENTECOSTES


Hoje, na alocução que precedeu a oração do Regina Coeli, o Sumo Pontífice destacou que “a Festa de Pentecostes nos faz reviver o início da Igreja”. “O Livro dos Atos dos Apóstolos narra que cinquenta dias depois da Páscoa, na casa onde se encontravam os discípulos de Jesus, veio do céu um ruído, como o agitar-se de um vendaval impetuoso, e todos ficaram repletos do Espírito Santo. Os discípulos foram completamente  transformados por essa efusão e o medo cedeu o lugar para a coragem, o fechamento para o anúncio e toda dúvida foi expulsa pela fé, cheia de amor. É o batismo da Igreja que começa assim o seu caminho na história, guiada pela força do Espírito Santo”, disse ainda Francisco.
“Aquele evento, que mudou o coração e a vida dos Apóstolos e dos discípulos, se repercutiu fora do Cenáculo. Aquela porta que ficou fechada durante cinquenta dias se abriu plenamente e a primeira comunidade cristã, não mais fechada em si mesma, começa a falar às multidões de várias proveniências sobre as grandes coisas que Deus fez, ou seja, sobre a Ressurreição de Cristo que foi crucificado. Cada um dos presentes ouve os discípulos falar em sua própria língua. O dom do Espírito restabelece a harmonia das línguas que tinha sido perdida em Babel e prefigura a dimensão universal da missão dos Apóstolos. A Igreja nasce universal, una e católica, com uma identidade precisa, mas aberta, que abraça o mundo inteiro, sem excluir ninguém”, frisou o Santo Padre.
Segundo o pontífice, “o Espírito Santo derramado no Pentecostes, no coração dos discípulos é o início de uma nova era: a era do testemunho e da fraternidade”. 
“É uma época que vem do alto, de Deus, como as chamas de fogo que pousaram sobre a cabeça de cada discípulo. Era a chama do amor que queima toda amargura; era a língua do Evangelho que atravessa os confins impostos pelos homens e toca os corações da multidão, sem distinção de língua, raça ou nacionalidade.” 
“Como no dia de Pentecostes, o Espírito Santo é derramado continuamente também hoje sobre a Igreja e sobre cada um de nós para sairmos de nossa mediocridade e dos nossos fechamentos e comunicarmos ao mundo o amor misericordioso do Senhor. Esta é a nossa missão! Também nos foi dado como dom a língua do Evangelho e o fogo do Espírito Santo para proclamarmos Jesus ressuscitado, vivo e presente em nosso meio, e aproximar os povos a Ele que é caminho, verdade e vida”, sublinhou ainda Francisco.
“Confiemo-nos à materna intercessão de Maria, que estava presente como Mãe em meio aos discípulos no Cenáculo, para que o Espírito Santo desça abundantemente sobre a Igreja de nosso tempo, encha os corações de todos os fiéis e acenda neles o fogo de seu amor”, disse ainda o pontífice.