domingo, 29 de novembro de 2015

MENSAGEM DO PAPA AOS CATEQUISTAS



No seu primeiro dia no Uganda o Papa Francisco foi recebido por catequistas e professores. No seu discurso o Papa destacou a missão "dos catequistas como missionários da boa nova" e agradeceu-lhes o facto de "ensinarem as crianças a rezarem".

"Queridos catequistas e professores, Queridos amigos!
Com afeto, vos saúdo a todos em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor e Mestre.
«Mestre»: como é belo este título! O nosso primeiro e maior mestre é Jesus. Diz-nos São Paulo que Jesus deu à sua Igreja não só apóstolos e pastores, mas também mestres, para edificar o Corpo inteiro na fé e no amor. Juntamente com os bispos, os presbíteros e os diáconos, que foram ordenados para pregar o Evangelho e cuidar do rebanho do Senhor, vós, como catequistas, tendes parte relevante na missão de levar a Boa Nova a todas as aldeias e lugares do vosso país.
Quero, antes de mais nada, agradecer-vos pelos sacrifícios que fazeis, vós e as vossas famílias, e pelo zelo e devoção com que realizais a vossa importante tarefa. Ensinais o que Jesus ensinou, instruís os adultos e ajudais os pais a fazer crescer os seus filhos na fé e, a todos, levais a alegria e a esperança da vida eterna. Obrigado pela vossa dedicação, pelo exemplo que dais, pela proximidade ao povo de Deus na sua vida quotidiana e pelos mais variados modos como plantais e cultivais as sementes da fé em todo este vasto território. Obrigado especialmente por ensinardes as crianças e os jovens a rezar.
Sei que o vosso trabalho, embora gratificante, não é fácil. Por isso vos encorajo a perseverar, pedindo aos vossos bispos e sacerdotes que vos ajudem com uma formação doutrinal, espiritual e pastoral capaz de vos tornar mais eficazes na vossa ação. Mesmo quando a tarefa se apresenta gravosa, os recursos pouquíssimos e os obstáculos enormes, far-vos-á bem lembrar que o vosso é um trabalho santo. O Espírito Santo está presente onde o nome de Cristo é proclamado. Está entre nós sempre que elevamos os corações e as mentes para Deus na oração. Ele dar-vos-á a luz e a força de que precisais. A mensagem, que transmitis, enraizar-se-á tanto mais profundamente no coração das pessoas quanto mais fordes não só mestres, mas também testemunhas. Que o vosso exemplo faça ver a todos a beleza da oração, o poder da misericórdia e do perdão, a alegria de partilhar a Eucaristia com todos os irmãos e irmãs.

Peço-vos para rezardes por mim e que peçais às crianças para rezarem por mim.
Deus vos abençoe!

CALENDÁRIO DE ADVENTO


Hoje 29 de novembro começa o Advento!
Rezemos, unamo-nos em oração por todos os refugiados que passarão este Natal longe das suas casas.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Novena da Graça a São Francisco Xavier



 São Francisco Xavier,
rogai por nós!

Começa hoje a Novena a S. Francisco Xavier, nove dias de oração especial, preparando a sua festa, a 3 de Dezembro.
“Novena da Graça”a São Francisco Xavier
- Em nome do Pai...
- Deus, vinde em nosso auxílio: Senhor, socorrei-nos e salvai-nos!
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo: Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.
Oração:
Ó glorioso e amabilíssimo São Francisco Xavier, convosco adoro humildemente a Divina Majestade e lhe dou infinitos louvores pelos singularíssimos dons de graça que vos concedeu durante a vida e de glória depois da morte; e peço-vos com todo o coração que me alcanceis a preciosíssima graça de viver e morrer santamente. Peço-vos também... (pede-se aqui a graça desejada). E, se isto não é para a maior glória de Deus e bem da minha alma, alcançai-me o que a uma e outro for mais conforme. Assim seja. – PN, AM e GP (pelas intenções do Santo Padre).
            - Rogai por nós, São Francisco Xavier,
            - Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!
Oremos:
Ó Deus, que, por meio da pregação e milagres de São Francisco Xavier, vos dignastes trazer ao seio da vossa Igreja os gentios do Oriente, concedei-nos que imitemos as virtudes daquele cujos gloriosos merecimentos veneramos. Por Cristo, Senhor nosso. Ámen.
Oração composta e recitada por São Francisco Xavier
            Eterno Deus, Criador de todas as coisas, lembrai-vos que as almas dos gentios são obra das vossas mãos e criadas à vossa imagem e semelhança. Lembrai-Vos que Jesus Cristo, vosso Filho, sofreu por sua salvação morte atrocíssima. Não permitais, pois, que o vosso divino Filho seja por mais tempo desprezado pelos infiéis e pecadores; mas antes, aplacado pelas orações dos vossos escolhidos e da Igreja, esposa do vosso benditíssimo Filho, recordai-Vos da vossa misericórdia e, esquecendo a sua idolatria e infidelidade, fazei que também eles conheçam e amem a Jesus Cristo, nosso Senhor, que é nossa saúde, vida e ressurreição, pelo qual fomos salvos e livres, e a quem seja dada glória por todos os séculos dos séculos. Ámen.
           
História da “Novena da Graça”a São Francisco Xavier
            Os prodígios realizados pelo “Apóstolo das Índias” durante a vida não terminaram com a sua morte. Tanto os que o invocam diante do seu corpo que se mantém incorrupto desde há quatro séculos e meio, na Igreja do Bom Jesus de Goa (Índia), como os que, em todo o mundo, imploram a sua intercessão junto de Deus, continuam a sentir os efeitos da sua protecção. A Novena da Graça, dirigida a São Francisco Xavier, tornou-se famosa.
            1.- Origem da Novena da Graça. Em Dezembro de 1633, o Padre Marcello Mastrilli, jovem jesuíta, estando já sem esperança de vida, foi consolado várias vezes com a visita de São Francisco Xavier, que, numa aparição, a 3 de Janeiro de 1634, lhe deu instantaneamente a saúde e lhe pre-anunciou a morte gloriosa, que pela fé haveria de vir a ter no Japão.
            A notícia deste milagre divulgou-se rapidamente não só na Itália, mas em toda a Europa, sobretudo em França, Espanha e Portugal e, a partir daí, em todo o mundo. Por um sentimento de confiança no poder e bondade do grande Apóstolo das Índias, começaram os fiéis a invocá-lo por meio de uma novena, cuja eficácia a tornou famosa com o nome de “Novena da Graça”.
            Segundo o Padre Marcello Mastrilli, foram estas as palavras do Santo: “Todas aquelas pessoas que implorarem a minha ajuda, diariamente e por nove dias seguidos, de 4 a 12 de Março, e, num desses dias, receberem dignamente os sacramentos da Reconciliação e da Sagrada Comunhão, hão-de experimentar a minha protecção e podem esperar, com toda a confiança, que obterão de Deus qualquer graça que pedirem, para bem das suas almas ou para a glória de Deus”. 
            2.- Datas da Novena da Graça. Costuma fazer-se de 3 a 12 de Março, por este último dia ser o aniversário da sua canonização. Mas pode fazer-se também de 24 de Novembro a 3 de Dezembro (Festa do Santo), ou em qualquer outra época do ano e mais de uma vez, lucrando-se contudo somente duas vezes as indulgências concedidas pelos Papas.
            3.- Indulgências. Em 23 de Março de 1904, o Papa São Pio X declarou que esta Novena da Graça se poderia fazer em qualquer parte, por todos os fiéis, duas vezes por ano; e que, ou fosse em público ou em privado, podiam ganhar-se indulgências, aplicáveis às almas do purgatório, orando pelas intenções do Santo Padre.

  Vida de São Francisco Xavier
   São Francisco Xavier nasceu em 7 de Abril de 1506, em Navarra, perto de Pamplona. Era o mais novo de cinco filhos, de uma família ilustre. Com 19 anos, foi estudar para a Universidade de Paris, habitando o Colégio Português de Santa Bárbara, custeado pelo Rei D. João III. Aí conheceu Inácio de Loiola e outros colegas, que fundaram mais tarde a Companhia de Jesus, uma ordem religiosa ao serviço do Papa.
   Francisco Xavier foi enviado para a Índia, saindo de Lisboa em 1541, no dia em que fazia 35 anos. Durante dez anos, ensinou a religião cristã na Índia, em Malaca, nas Ilhas Molucas, na Indonésia e no Japão. Pretendia chegar ao Império da China, quando morreu, esgotado de tanto andar e pregar o Evangelho, em 1552, com 46 anos de idade.
   Ao todo, andando a pé e de barco, fez nesses 11 anos de missionação, um percurso que equivale, em linha recta, duas vezes e meia a volta à terra. Para falar sobre Jesus e a doutrina cristã, era destemido e ousado ao máximo, com uma confiança absoluta em Deus. Andou por meio de povos que nunca tinham visto um europeu, alguns deles antropófagos, falando línguas que ninguém sabia sequer que existiam. É um gigante da história da Igreja.
   O seu corpo continua incorrupto (sem nenhum tratamento), ao fim de mais de 450 anos, na Basílica do Bom Jesus, em Goa, onde a sua personalidade e santidade continuam a atrair peregrinos do mundo inteiro, mesmo sem serem católicos.
   Sempre disse e escreveu que era “navarro de nascimento, mas português de coração”… A maior parte dos seus escritos são em língua portuguesa. Nas suas cartas, diz frequentemente que, sem os barcos portugueses e sem o apoio do Rei de Portugal, nunca poderia fazer nada do que conseguiu fazer no Oriente.

domingo, 22 de novembro de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO NA SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO (ANO B)


Jo 18,33b-37 Hoje, na Praça S. Pedro, antes da oração mariana, o Papa recordou a solenidade de Cristo Rei do Universo. O Evangelho, disse Francisco, nos faz contemplar Jesus enquanto se apresenta a Pilatos como rei de um reino que “não é deste mundo”.
“Isto não significa que Cristo seja rei de outro mundo, mas que é rei de outro modo, mas é rei neste mundo”, explicou, acrescentando que se trata de uma contraposição entre duas lógicas. A lógica mundana se fundamenta na ambição e na competição, combate com as armas do medo, da chantagem e da manipulação das consciências. A  lógica evangélica, ao invés, se expressa na humildade e na gratuidade, se afirma silenciosa, mas eficazmente com a força da verdade.
Mas é na Cruz que Jesus se revela rei: “Mas alguém pode dizer: ‘Padre, isto foi uma falência'. Mas é justamente na falência do pecado, das ambições humanas, que está o triunfo da Cruz, da gratuidade do amor. Na falência da Cruz se vê o amor.”
Falar de potência e de força para o cristão, disse o Papa, significa fazer referência à potência da Cruz e à força do amor de Jesus. Se Ele tivesse descido da Cruz, teria cedido à tentação do príncipe deste mundo; ao invés, Ele não salva a si mesmo para poder salvar os outros.
"Dizer que Jesus deu a vida pelo mundo é verdadeiro, mas é mais bonito dizer que Jesus deu a sua vida por mim”, afirmou Francisco, que pediu a todos na Praça que repetissem essas palavras em seus corações.
No Calvário, quem entende a atitude de Cristo é o bom ladrão, um dos malfeitores crucificados com Ele, que suplica: “Jesus, lembra-te de mim quando vieres com teu reino”.
“A força do reino de Cristo é o amor: por isto a realeza de Jesus não nos oprime, mas nos liberta das nossas fraquezas e misérias, encorajando-nos a percorrer os caminhos do bem, da reconciliação e do perdão.” E mais uma vez o Papa pediu a participação dos peregrinos, convidando-os a repetirem as palavras do bom ladrão quando nos sentirmos fracos, pecadores e derrotados.
E concluiu: “Diante de tantas dilacerações no mundo e das demasiadas feridas na carne dos homens, peçamos a Nossa Senhora que nos ampare no nosso esforço para imitar Jesus, nosso rei, tornando presente o seu reino com gestos de ternura, de compreensão e de misericórdia.”

domingo, 15 de novembro de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)


Mc 13,24-32 Na alocução que precedeu a oração mariana, o Santo Padre ressaltou que o Evangelho deste penúltimo domingo do ano litúrgico propõe uma parte do discurso de Jesus sobre os eventos últimos da história humana, voltada para o cumprimento do reino de Deus. “Trata-se de um discurso que Jesus fez em Jerusalém antes de sua última Páscoa”, observou o Papa.
Francisco frisou que este discurso de Jesus contém alguns elementos apocalípticos, como guerras, penúrias, catástrofes cósmicas, todavia, estes elementos não são a coisa essencial da mensagem.
“O núcleo central em torno do qual gira o discurso de Jesus é Ele mesmo, o mistério da sua pessoa e da sua morte e ressurreição, e o seu retorno no fim dos tempos. A nossa meta final é o encontro com o Senhor ressuscitado”, lembrou Francisco prosseguindo com uma interpelação:
“Gostaria de perguntar-lhes: quantos de vocês pensam nisso? Haverá um dia em que eu encontrarei o Senhor face a face. Esta é a nossa meta: esse encontro. Não esperamos um tempo ou um lugar, mas caminhamos ao encontro de uma pessoa: Jesus.”
Portanto, explicou, “o problema não é ‘quando’ acontecerão esses sinais premonitórios dos últimos tempos, mas o fazer-se encontrar preparados para o encontro. E não se trata nem mesmo de saber ‘como’ se darão essas coisas, mas ‘como’ devemos comportar-nos, hoje, à espera desse encontro”.
Somos chamados a viver o presente, construindo o nosso futuro com serenidade e confiança em Deus. A perspectiva do fim não distrai a nossa atenção da vida presente, mas nos faz olhar para nossos dias numa ótica de esperança.
“É aquela virtude tão difícil de ser vivida: a esperança, a menor das virtudes, mas a mais forte. E a nossa esperança tem um rosto: o rosto do Senhor ressuscitado”, acrescentou o Papa.
Francisco observou ainda que o Senhor Jesus não é somente o ponto de chegada da peregrinação terrena, mas é uma presença constante na nossa vida: “sempre está ao nosso lado, sempre nos acompanha; por isso, quando fala do futuro, e nos projeta rumo a ele, é sempre para reconduzir-nos ao presente.
“Ele se coloca contra os falsos profetas, contra os videntes que prevêem próximo o fim do mundo, e contra o fatalismo. Jesus está ao nosso lado, caminha connosco, nos quer bem”, reiterou.
Cristo quer subtrair seus discípulos de todos os tempos da curiosidade pelas datas, as previsões, os horóscopos, e concentra a nossa atenção no hoje da história, prosseguiu.
“Gostaria de perguntar-lhes – mas não devem responder, cada um responda a si mesmo –: quantos de vocês lêem o horóscopo do dia? Calado! Cada um responda a si mesmo. E quando lhe der vontade de ler o horóscopo, olhe para Jesus, que está com você. É melhor, lhe fará bem.”
Essa presença de Jesus – concluiu o Pontífice – nos chama à espera e à vigilância, que excluem tanto a impaciência quanto a apatia, tanto o agir precipitadamente quanto o permanecer prisioneiros no tempo atual e na mundanidade.”


CELEBRAÇÃO DA ENTREGA DA BÍBLIA



Na Eucaristia de sábado 14 de novembro cerca de 40 crianças e adolescentes da catequese celebraram a Festa da Palavra.
Após terem recebido a Bíblia em conjunto disseram:
“Aceitamos com muita alegria a Bíblia Sagrada que nos fala de Jesus e da sua mensagem.
Nós queremos conhecer melhor Jesus porque o queremos amar cada vez mais e fazer o que Ele nos ensina."

domingo, 8 de novembro de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

Mc 12, 38-44  O evangelho deste XXXII domingo do tempo comum – disse hoje o Santo Padre – apresenta-nos os escribas, mestres da lei, mas que se pavoneavam em público e queriam os primeiros lugares nas sinagogas e praças. Ao contrário, o verdadeiro exemplo de vida neste domingo vem de uma velha viúva que no Templo de Jerusalém apenas dá duas pequenas moedinhas como oferta, mas é a ela que Jesus observa atentamente. Depois ensina aos seus discípulos que ela deu tudo o que tinha, enquanto os outros davam com ostentação. Quantidade e plenitude: dois vetores de reflexão em que o segundo é nitidamente mais importante, segundo o Papa Francisco, que contou mesmo uma pequena história: “Uma mãe e os seus filhos estavam a comer costeletas à milanesa e um dos filhos abriu a porta a um pedinte e disse à mãe para dar-lhe costeletas daquelas que estavam no frigorífico. Mas a mãe cortou metade das costeletas de cada um deles para assim partilharem aquilo que estavam a comer.” O Papa Francisco deu uma explicação concreta a este exemplo e à importância da plenitude na vida cristã: “Perante as necessidades do próximo, somos chamados a privarmo-nos de algo de indispensável, não só supérfluo; somos chamados a dar o tempo necessário, não só aquele que sobra; somos chamados a dar de imediato e sem reservas algum nosso talento, mas não depois de o ter utilizado para os nossos desejos pessoais ou de grupo.”

FESTA DE ACOLHIMENTO DAS CRIANÇAS DO 1º CATECISMO

 No sábado dia 7 de novembro às 18h muitas das crianças dos 3 grupos de 1º catecismo participaram na Eucaristia com os seus pais. Foram acolhidas por toda a comunidade como os mais pequeninos que começam o percurso da iniciação cristã.
Quando o Pároco lhes perguntou " Querem ser amigos de Jesus?" com entusiasmo responderam" Sim queremos!"
 Foram convidadas a subir até ao altar para rezarem o Pai Nosso de mãos dadas.
No final a  cada um foi entregue um poster com a mensagem do amor que Deus nos tem:
" Jesus gosta de mim"

SEMANA DOS SEMINÁRIOS (8 A 15 DE NOVEMBRO)


A Igreja Católica celebra a partir de hoje a Semana dos Seminários, este ano dedicada ao tema da misericórdia, recordando a importância de reconhecer o papel dos sacerdotes e de ajudar à formação de novos padres.
O presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios afirma na mensagem para a Semana Nacional dos Seminários que um sacerdote não é "perfeito, irrepreensível e santo", mas "alguém para quem o Senhor olhou com misericórdia".
“O sacerdote, homem chamado e escolhido de entre os outros homens, é fruto do olhar misericordioso de Jesus, que quer salvar a todos. Não se trata de alguém perfeito, irrepreensível e santo, mas de alguém para quem o Senhor olhou com misericórdia, sem explicação nem motivação compreensíveis”, escreve D. Virgílio Antunes.
Na mensagem enviada à Agência ECCLESIA, o bispo de Coimbra explica que a vocação sacerdotal só se compreende no contexto do “mistério do amor de Deus, que não se explica nem se justifica”, mas simplesmente se manifesta.
Segundo o presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, como a “característica fundamental do agir de Deus é a misericórdia” os seminaristas, “desejosos de conhecer o mistério da sua vocação”, devem entrar no mistério do amor de Deus “pela humanidade e por si mesmos”.
“Sintam-se sinceramente pecadores e doentes como todos os outros homens, e darão infinitas graças a Deus por os eleger e chamar a partilhar a grandeza da Sua companhia”, recomenda.
Na mensagem para a Semana dos Seminários, os jovens são convidados a entrar na contemplação do rosto misericordioso de Deus que “os escolhe e os chama” e a aceitarem “humildemente a sua condição de pecadores e necessitados” da misericórdia de Deus que vai manifestar-se como “fonte de perdão e de salvação”.
“Muitos sentirão o apelo a andar com o Senhor e a aprender d’Ele, conhecerão a vocação a que os chama e terão alegria e coragem para a seguir fielmente”, acrescenta D. Virgílio Antunes.
Para o prelado quando alguém “se deixa tocar pelo olhar misericordioso de Jesus” torna-se disponível para ficar com Ele para sempre.
O bispo da Diocese de Coimbra contextualiza que os Evangelhos apresentam um Jesus que passa pelos “mais variados lugares onde se desenvolve a vida humana” e “olha com predileção para alguns, escolhe-os e chama-os para O seguirem”.
“Sem explicações que satisfaçam a sua admiração e sem argumentos que respondam às suas interrogações, mas somente porque se sentiram tocados pelo seu amor misericordioso, deixaram tudo e seguiram-no”, acrescenta, dando como exemplo o chamamento de São Mateus, que antes de ser discípulo era cobrador de impostos, “um homem considerado por todos como pecador”.
Os últimos dados disponibilizados pelo Vaticano (Anuário Estatístico da Igreja, 2012, relativos a 31 de dezembro desse ano) sobre as 21 dioceses portuguesas mostram que entre o ano 2000 e 2012, o número de sacerdotes diocesanos baixou de 3159 para 2659 (menos 16%).
A situação de 2012 revela, no entanto, uma melhoria na variação do número de padres (menos 10) face a anos anteriores (menos 45 em 2011 e menos 68 em 2008); entre 2008 e 2012, as ordenações sacerdotais foram 178, face a 355 óbitos e 27 “defeções” registadas.
Os seminaristas de filosofia e teologia também são menos, segundo os últimos dados disponíveis: de 547, entre diocesanos e religiosos, em 2000 passou-se para 474 em 2012; este número é, ainda assim, o máximo registado nos últimos cinco anos.

CB/PR/OC

terça-feira, 3 de novembro de 2015

VISITA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SRA DE FÁTIMA À PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima esteve ontem (2/11) na Paróquia de S. Francisco Xavier (Vigararia da Caparica). Veio em procissão até à Igreja, onde se rezou o terço e se cantou à Mãe do Céu.





Esta passagem da Virgem Peregrina de Fátima pela Igreja de S. Francisco Xavier de Caparica ficou ainda marcada pela visita surpresa do nosso Bispo: D. José Ornelas, que dirigiu algumas palavras aos paroquianos apontando a Mãe do Céu como caminho para Jesus e pedindo que rezassem por ele. 


domingo, 1 de novembro de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO NA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS


Hoje, no Angelus na Praça de S. Pedro, o Papa Francisco exortou os cristãos a imitarem os gestos de amor e de misericórdia dos santos.
O Santo Padre afirmou que neste dia sentimos particularmente viva a realidade da comunhão dos santos e recordou a leitura do Livro do Apocalipse, da liturgia do dia, que nos chama a atenção para “uma característica essencial dos santos: "são pessoas que pertencem totalmente a Deus. Representa-os como uma multidão imensa de ‘eleitos’ vestidos de branco e assinalados com o selo de Deus”
O Papa perguntou mesmo aos fiéis presentes na praça se sabiam o que significa ter o selo de Deus!? E também se estão conscientes de que no Batismo receberam esse selo do Pai Celeste tornando-se seus filhos?! Os santos são assim – disse o Santo Padre – aqueles que “conservaram intacto o selo de Deus”.
Entretanto, existe uma segunda característica dos Santos que é aquela de serem exemplos a imitar – declarou o Papa Francisco – não só aqueles que foram canonizados mas também aqueles que vivem ao nosso lado. Se calhar até conhecemos algum, pode ser o nosso vizinho do lado, ou até tivemos algum santo na família – disse o Santo Padre que exortou os cristãos a imitarem os santos nos seus gestos de amor e de misericórdia:
“ Imitar os seus gestos de amor e de misericórdia é um pouco como perpetuar a sua presença neste mundo. Efetivamente, aqueles gestos evangélicos são os únicos que resistem à destruição da morte: um ato de ternura, uma ajuda generosa, um tempo passado a escutar, uma visita, uma boa palavra, um sorriso… Aos nossos olhos estes gestos podem parecer insignificantes, mas aos olhos de Deus são eternos, porque o amor e a compaixão são mais fortes do que a morte.”

domingo, 25 de outubro de 2015

D. JOSÉ ORNELAS FOI HOJE ORDENADO BISPO DA DIOCESE DE SETÚBAL


O bispo de Setúbal afirmou hoje na primeira saudação aos diocesanos que deseja ser acolhido “como irmão e como um dom”, numa nova comunidade que “não é nem quer ser”  uma “organização fechada”.
“Peço, pois, que me aceiteis como irmão e como um dom. Esses são os sentimentos mais verdadeiros para convosco”, disse o novo bispo da Diocese de Setúbal no fim da celebração de ordenação episcopal.
“A vós, pois, caros irmãos e irmãs desta Igreja de Deus em Setúbal, peço licença! Peço-vos licença para entrar e fazer parte da vossa comunidade. E peço igualmente que me acolhais como irmão”, acrescentou.
Para D. José Ornelas, “Igreja não é nem quer ser uma organização fechada em si mesma”.
“Temos o gosto de ser parte da Igreja de Deus que se estende pelo mundo inteiro”, recordou o bispo de Setúbal.
Para o novo bispo da região sadina, Igreja enfrenta o desafio de não pensar “apenas em si própria”, mas abrir “os olhos e o coração” e sair “ao encontro dos que mais precisam”.
D. José Ornelas recordou o encontro com o Papa Francisco, que lhe pediu para “ser missionário em Setúbal”.
“A partir desse encontro, eu aceitei, de coração inteiro, esta proposta, como um dom e um chamamento de Deus, confiando na presença do seu Espírito e na vossa oração, comunhão e oração”, lembrou.
D. José Ornelas foi nomeado pelo Papa Francisco com terceiro bispo da Diocese de Setúbal no dia 24 de agosto de 2015, sucedendo a D. Gilberto Reis, bispo desde 1998, e a D. Manuel Martins, responsável pela diocese deste o ano da criação, 1975, até 1998.
Superior geral dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) entre 2013 e 2015, D. José Ornelas tem 61 anos, é natural da Madeira, foi ordenado sacerdote em 1981 e depois foi professor de Ciências Bíblicas na Universidade Católica Portuguesa, área em que se doutorou em 1997.

PR

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

Mc 10,46-52 O Evangelho do dia apresenta o episódio do cego Bartimeu sendo precedido na primeira leitura pelo profeta Jeremias que em pleno desastre nacional, enquanto o povo é deportado pelos inimigos, anuncia que “o Senhor salvou o seu povo”  “porque Ele é Pai (cf. 31, 9); e, como Pai, cuida dos seus filhos” – afirmou o Papa.
Na sua homilia o Santo Padre referiu que “o Evangelho de hoje liga-se diretamente à primeira Leitura: como o povo de Israel foi libertado graças à paternidade de Deus, assim Bartimeu foi libertado graças à compaixão de Jesus.” Jesus deixa-se comover e responde ao grito do Bartimeu:
“Jesus acaba de sair de Jericó. Mas Ele, apesar de ter apenas iniciado o caminho mais importante, o caminho para Jerusalém, detém-Se ainda para responder ao grito de Bartimeu. Deixa-Se comover pelo seu pedido, interessa-Se pela sua situação. Não Se contenta em dar-lhe uma esmola, mas quer encontrá-lo pessoalmente. Não lhe dá instruções nem respostas, mas faz uma pergunta: «Que queres que te faça?» (Mc 10, 51).”
O Papa Francisco referiu um “detalhe interessante”: Jesus pede aos seus discípulos que vão chamar Bartimeu e estes dirigem-se ao cego usando duas palavras, que só Jesus utiliza no resto do Evangelho: coragem e levanta-te – palavras de misericórdia como sublinhou o Papa:
“Primeiro, dizem-lhe “coragem!”, uma palavra que significa, literalmente, “tem confiança, faz-te ânimo!” É que só o encontro com Jesus dá ao homem a força para enfrentar as situações mais graves. A segunda palavra é «levanta-te!», como Jesus dissera a tantos doentes, tomando-os pela mão e curando-os. Os seus limitam-se a repetir as palavras encorajadoras e libertadoras de Jesus, conduzindo diretamente a Ele sem fazer sermões.”
“A isto são chamados os discípulos de Jesus, também hoje, especialmente hoje: pôr o homem em contacto com a Misericórdia compassiva que salva. Quando o grito da humanidade se torna, como o de Bartimeu, ainda mais forte, não há outra resposta senão adoptar as palavras de Jesus e, sobretudo, imitar o seu coração. As situações de miséria e de conflitos são para Deus ocasiões de misericórdia. Hoje é tempo de misericórdia!”
Mas há algumas tentações para quem segue Jesus. O Evangelho põe em evidência pelo menos duas. A primeira é viver uma “spiritualidade de miragem”, não parar, ser surdo, “estarmos com Jesus” mas “não sermos como Jesus”, estar no seu grupo mas viver longe do seu coração:
“Podemos falar d’Ele e trabalhar para Ele, mas viver longe do seu coração, que Se inclina para quem está ferido. Esta é a tentação duma “espiritualidade da miragem”: podemos caminhar através dos desertos da humanidade não vendo aquilo que realmente existe, mas o que nós gostaríamos de ver; somos capazes de construir visões do mundo, mas não aceitamos aquilo que o Senhor nos coloca diante dos olhos. Uma fé que não sabe radicar-se na vida das pessoas, permanece árida e, em vez de oásis, cria outros desertos.”
Há uma segunda tentação – assegurou o Papa – é a de cair numa “fé de tabela”.
“Podemos caminhar com o povo de Deus, mas temos já a nossa tabela de marcha, onde tudo está previsto: sabemos aonde ir e quanto tempo gastar; todos devem respeitar os nossos ritmos e qualquer inconveniente perturba-nos. Corremos o risco de nos tornarmos como “muitos” do Evangelho que perdem a paciência e repreendem Bartimeu. Pouco antes repreenderam as crianças (cf. 10, 13), agora o mendigo cego: quem incomoda ou não está à altura há que excluí-lo. Jesus, pelo contrário, quer incluir, sobretudo quem está relegado para a margem e grita por Ele. Estes, como Bartimeu, têm fé, porque saber-se necessitado de salvação é a melhor maneira para encontrar Cristo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

VISITA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA


"Desejaríamos que esta grande peregrinação da imagem de Nossa Senhora fosse uma forte experiência de fé, através das celebrações, momentos de oração e expressões de piedade popular; desejaríamos que fossem atingidas todas as faixas etárias e que todos tivessem oportunidade de aprofundar o conhecimento e vivência da mensagem de Fátima."
                                                            palavras do Reitor do Santuário de Fátima


Chega à Sé de Setúbal no Domingo dia 25 de Outubro para participar na ordenação episcopal e tomada de posse do novo Bispo de Setúbal, D. José Ornelas Carvalho, que terá lugar pelas 16h.
A Imagem estará nas várias vigararias da Diocese de Setúbal de 25 de Outubro a 8 de Novembro.

Participemos com toda a família nas várias celebrações, rezando a Nossa Senhora, escutando a Sua mensagem, deixando que nos conduza a Jesus, louvando, agradecendo, pedindo por Sua intercessão as graças de Deus!
   
Programa:





segunda-feira, 19 de outubro de 2015

ORDENAÇÃO EPISCOPAL DE D.JOSÉ ORNELAS CARVALHO A 25 DE OUTUBRO


Ordenação Episcopal de D. José Ornelas
Nota pastoral
 
Caros Diocesanos
 
No dia 25 vamos participar na Ordenação de D. José, nosso bispo eleito desde 24 de Agosto. É um momento grande para a Diocese como o têm sido outros: momento de festa, de alegria, de esperança, de manifestação de fé e de comunhão eclesial. Momento a que se associará a Imagem Peregrina de N.a S.ra de Fátima que nesse dia começa a sua visita à nossa Diocese.
 
Todos estamos chamados a participar nesse acto importante e queremos vivê-lo estando presentes na companhia dos nossos convidados. Dado que a Sé é pequena, para uma celebração tão grande, vai ser colocado um tolde no Largo em frente e com algumas cadeiras. Mas, mesmo assim, muitos terão de ficar de pé. Espero que esta circunstância não impeça ninguém de estar fisicamente presente. As pessoas que ficarem fora da Sé terão a possibilidade, umas, de estarem sob o tolde e, todas, de ver e acompanhar a celebração através de écrans que vão ficar em frente da Sé e do lado esquerdo da Sé como quem olha para a fachada da Sé.
Sei que tendes um coração grande e que ides dar provas dele novamente. Que ninguém se desmobilize pelo facto de não poder estar dentro da Sé. Vinde e tornai a festa ainda maior.
Aos idosos, aos doentes e aos que não puderem estar fisicamente presentes peço que nessa hora, onde quer que estejam, pensem no que está a acontecer e que rezem pelo D. José.
 
Entretanto peço a atenção para alguns pormenores:
Não haverá circulação de automóveis nem estacionamento na Praça do Quebedo e ruas adjacentes à Sé, pelo que os convidados sem livre-trânsito e os demais fiéis devem estacionar do lado nascente do apeadeiro, para lá do túnel sob a linha férrea;
 
A imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima estará na Sé às 15 horas onde será acolhida por mim, entrando depois na Sé;
Às 15,30 horas o Senhor D. Manuel Martins e eu próprio com o Colégio de Consultores à porta da Sé acolheremos o Senhor D. José que virá da Casa Episcopal acompanhado pelo Sr. Vigário Geral e os escuteiros;
A Celebração da Eucaristia terá início às 16 horas.
 
Como tem sido anunciado, no dia 26 às 18 horas, celebraremos na Sé os 40 anos da ordenação episcopal do Senhor D. Manuel Martins. Espero a vossa presença feliz e numerosa.
 
Que feliz coincidência! Praticamente no mesmo dia – dia 26 e dia 25 mas separados por quarenta anos – a nossa Sé será lugar da ordenação do seu primeiro e terceiro bispo!
Entretanto peço que continueis a preparar o acolhimento e a ordenação do nosso terceiro bispo com a vossa oração diária e em família, se possível. Não vos esqueçais de continuar a rezar pelos abundantes frutos do Sínodo da Família a decorrer em Roma e ainda pelos frutos da visita da Imagem peregrina à Diocese. Rezai também pelo Senhor D. Manuel Martins.
 
Saúdo a todos como rosto de Jesus, rezo por todos vós e confio-me à vossa oração.
 
Setúbal, 12/10/2015
+ Gilberto, Administrador Apostólico da Diocese de Setúbal

domingo, 18 de outubro de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)



Mc 10,35-45  O serviço e o chamado a seguir Jesus pelo caminho da humildade e da cruz foram o eixo sobre o qual o Papa Francisco desenvolveu hoje a sua homilia na solene celebração na Praça São Pedro, que elevou à honra dos altares quatro novos Santos, entre os quais, os pais de Santa Teresa de Lisieux.
A figura apresentada pelo Profeta Isaías do Servo do Senhor que suporta a marginalização e o sofrimento até à morte para resgatar e salvar multidões foi o ponto de partida da reflexão do Santo Padre. Jesus – observou ele -  é um personagem “que não se gaba de genealogias ilustres; mas desprezado, evitado por todos, sabe o que é sofrer. Não se lhe atribuem empreendimentos grandiosos nem discursos célebres, mas realiza o plano de Deus através duma presença humilde e silenciosa, através do seu sofrimento”. Este sofrimento – explicou o Papa – que lhe permite “compreender os que sofrem, carregar o fardo das culpas alheias e expiá-las”.
Jesus, é o Servo do Senhor, “a sua existência e a sua morte foram vividas inteiramente sob a forma serviço”. Mas Tiago e João, citados na narração de Marcos, “reivindicam lugares de honra de acordo com a própria visão hierárquica do reino”, ainda estão inclinados por “sonhos de realização terrena”. E Jesus – disse o Papa – recorda a eles que deverão beber o mesmo cálice que ele bebe:
“Com esta imagem do cálice, Ele assegura aos dois discípulos a possibilidade de serem associados plenamente ao seu destino de sofrimento, mas sem garantir os desejados lugares de honra. A sua resposta é um convite a segui-Lo pelo caminho do amor e do serviço, rejeitando a tentação mundana de querer sobressair e mandar nos outros”.
Os discípulos – recordou o Papa, referindo-se ao Evangelho do dia - são chamados a servir, a exemplo de seu Mestre, afastando-se da luta para obter poder e sucesso. Jesus, ao dizer “quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso servo”, indica “o serviço como estilo da autoridade na comunidade cristã”:
“Quem serve os outros e não goza efetivamente de prestígio, exerce a verdadeira autoridade na Igreja. Jesus convida-nos a mudar a nossa mentalidade e passar da ambição do poder à alegria de se ocultar e servir; desarraigar o instinto de domínio sobre os outros e exercer a virtude da humildade”.
Após apresentar aos discípulos o modelo a não ser imitado, Jesus oferece a si mesmo como ideal de sofrimento: “Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. “Jesus enche de novo sentido esta imagem – disse o Papa - especificando que Ele tem a soberania enquanto servo, a glória enquanto capaz de abaixamento, a autoridade real enquanto disponível ao dom total da vida”:
“Há incompatibilidade entre uma forma de conceber o poder segundo critérios mundanos e o serviço humilde que deveria caracterizar a autoridade segundo o ensinamento e o exemplo de Jesus; incompatibilidade entre ambições e carreirismo e o seguimento de Cristo; incompatibilidade entre honras, sucesso, fama, triunfos terrenos e a lógica de Cristo crucificado”.
E pelo contrário – precisou o Santo Padre – “há compatibilidade entre Jesus, que sabe o que é sofrer, e o nosso sofrimento”. Jesus, de fato, “exerce essencialmente um sacerdócio de misericórdia e compaixão”. Por ter experimentado diretamente as nossas dificuldades, “conhece a partir de dentro a nossa condição humana”. E o fato de ele não ter experimentado o pecado – explica o Papa – “não o impede de compreender os pecadores”:
“A sua glória não é a da ambição ou da sede de domínio, mas a glória de amar os homens, assumir e compartilhar a sua fraqueza e oferecer-lhes a graça que cura, acompanhar, com ternura infinita, o seu caminho atribulado”.
Nós todos, enquanto batizados – prosseguiu o Papa – participamos no sacerdócio de Cristo: “os fieis leigos no sacerdócio comum, os sacerdotes no sacerdócio ministerial”, de forma que todos “podemos receber a caridade que brota de seu coração aberto”, tornando-nos “canais do seu amor, da sua compaixão, especialmente para aqueles que vivem no sofrimento, na angústia, no desânimo e na solidão”.

domingo, 11 de outubro de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)


Mc 10,17-30 Hoje, antes da recitação da oração mariana, o Santo Padre propôs uma reflexão sobre o capítulo 10 do Evangelho de S. Marcos deste XXVIII Domingo do Tempo Comum: deixar tudo para seguir Jesus, porque a privação dos bens dá-nos o verdadeiro bem.
Três olhares de Jesus: numa primeira cena vemos o jovem que se dirige ao Mestre para saber o que fazer para ter a vida eterna. Segundo o Santo Padre, Jesus dedica-lhe um olhar de ternura e afeto por este rapaz e faz-lhe uma proposta concreta: dar todos os bens aos pobres e de segui-Lo. O jovem vai-se embora, e a lição do Papa é que a fé não pode conviver com a ligação às riquezas.
Numa segunda cena apresentada pelo evangelista, o Papa Francisco refere um segundo olhar de Jesus, um olhar de advertência que se reproduz na expressão: “Como será difícil para os que têm riquezas entrar no Reino dos Céus.” Perante a admiração dos discípulos, Jesus dedica-lhes um olhar de encorajamento dizendo que a salvação é “impossível aos homens, mas não a Deus”.
Finalmente, uma terceira cena do Evangelho de S. Marcos que é aquela da solene declaração de Jesus que afirma que quem deixa tudo para seguir o Senhor terá a vida eterna no futuro e cem vezes mais já no presente. A privação dos bens dá-nos em troca o verdadeiro bem – sublinhou o Papa que afirmou que “há mais alegria em dar do que em receber.”
Depois, dirigindo-se aos milhares de jovens presentes na praça, exortou-os à reflexão dizendo-lhes: Viram o olhar de Jesus sobre vós?
O que quereis responder?
Quereis deixar esta praça com a alegria de Jesus ou com a tristeza da mundanidade?

domingo, 4 de outubro de 2015

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)


Mc 10,2-16 No Evangelho deste XXVII domingo do tempo comum, Jesus, confrontado com a Lei judaica do divórcio, reafirma o projecto ideal de Deus para o homem e para a mulher: eles foram chamados a formar uma comunidade estável e indissolúvel de amor, de partilha e de doação. A separação não está prevista no projecto ideal de Deus, pois Deus não considera um amor que não seja total e duradouro. Só o amor eterno, expresso num compromisso indissolúvel, respeita o projecto primordial de Deus para o homem e para a mulher. 
“Não separe o homem o que Deus uniu…” Jesus coloca o dedo na ferida. O divórcio é sempre um fracasso, um sofrimento. Mas entrou nos costumes como uma realidade normal, um “direito”! Jesus está contra a corrente. Palavra incompreensível para muitos homens e mulheres, qualquer que seja a sua idade! Na sua resposta aos fariseus, Jesus recorre a um critério a que geralmente se presta pouca atenção. Vai ao “princípio da criação”, à vontade primeira, à vontade criadora de Deus. Ora, esta vontade é que os seres humanos se tornem “imagens de Deus”, na medida em que aceitem entrar uns e outros nas relações de amor recíproco, porque Ele, Deus, é eterno movimento de amor no seu Ser mais profundo. O casal humano, antes mesmo da questão da procriação, é chamado por Deus a tornar-se o primeiro lugar de incarnação deste movimento de amor. O amor humano, sob todas as suas formas, não nasceu dos acasos da evolução biológica. É dom de Deus. Quando os homens recusam este dom, impedem Deus de imprimir neles a sua imagem. Na realidade, vão contra a vontade criadora, introduzem uma desordem na criação tal como Deus a quis. Porque Ele escuta plenamente o seu Pai e acolhe sem quaisquer reticências nem recusas a vontade de amor do seu Pai, Jesus, e apenas Ele, pode colocar-nos na luz de Deus Criador e da sua vontade criadora. Mas isso supõe que aceitemos escutar Jesus, tomar Jesus na nossa vida. Só poderemos compreender a exigência de unidade e de fidelidade no amor humano se aceitarmos tornar-nos, dia após dia, discípulos, mais ainda, amigos de Jesus. Para resolver os nossos problemas afectivos, temos razão em recorrer à psicologia, à psicoterapia do casal. Mas isso não basta. A verdadeira falta é uma falta de profundidade espiritual. Não servirá de nada a Igreja repetir sem cessar a sua oposição ao divórcio se, primeiro, não fizer imensos esforços para ajudar a redescobrir um verdadeiro acompanhamento com Jesus, revelador do amor do Pai.

SÍNODO DOS BISPOS SOBRE A FAMÍLIA COMEÇA HOJE NO VATICANO


Cerca de 400 representantes de mais de 110 conferências episcopais participam, a partir de hoje e até 25 de Outubro, na 14ª assembleia ordinária do sínodo dos bispos, no Vaticano.
Os desafios, a vocação e a missão das famílias católicas no mundo atual são os temas centrais do sínodo, analisados ao longo de 147 artigos do documento de trabalho, apresentado em junho à imprensa.
Entre outras, uma das propostas em debate é a de permitir, em condições muito rigorosas, a comunhão aos divorciados que voltaram a casar civilmente, mediante "um caminho de penitência" sobretudo em casos de "convivência irreversível", o que não implica uma possibilidade automática de acesso à comunhão.
O documento, que reconhece a multiplicação da coabitação de casais e dos casamentos civis, defende a concretização do casamento religioso.
Para os homossexuais, o documento de trabalho evoca "projetos de acompanhamento pastoral" para integração na Igreja. "Mas não tem qualquer fundamento o estabelecimento de analogias, mesmo longínquas, entre uniões homossexuais e o desígnio de Deus sobre o casamento e a família", reafirma.
Os trabalhos, sobre o tema "A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo", vão ser divididos em três semanas, abordando cada uma das partes do documento de trabalho (desafios, vocação e missão) com intervenções gerais e trabalhos de grupo semanais.
Portugal vai ter como delegados o presidente da Conferência Episcopal e cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, e o presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família, o bispo de Portalegre-Castelo Branco, Antonino Dias.
A assembleia sinodal vai ser também acompanhada por 14 representantes de outras Igrejas cristãs.
O sínodo dos bispos, convocado pelo papa, é uma assembleia consultiva de representantes dos episcopados católicos de todo o mundo.
Até hoje, realizaram-se 13 assembleias gerais ordinárias e três extraordinárias, a última das quais em outubro do ano passado.
Lusa


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

CATEQUESE 2015-2016


Paróquia de S. Francisco Xavier



HORÁRIO DA CATEQUESE

2015-2016



      Sábado:

         10h 00 —– 1º, 3º, 6º, 9º,10º
         11h 30 —– 1º, 2ºe grupo especial

         14h 30 —– 1º, 3º, 4º, 7º
         16h 30 —– 4º, 5º, 6º



    Domingo:

         10h 00 —– 2º, 3º, 4º, 8º

                    



Grupos Preparação de Adultos para Batismo, 1ª Comunhão

-- Sábado às 16h30

-- Domingo às 10h15                                                                                     
                                                          

Grupo Preparação de Adultos para Crisma

-- Sábado às 16h30



Grupos Bíblicos:  ---     5ªf Feira às 16h

                               ---     3ªf Feira às 21h

RECOMEÇOU A 26-09-2015