domingo, 29 de novembro de 2015
MENSAGEM DO PAPA AOS CATEQUISTAS
No seu primeiro dia no Uganda o Papa Francisco foi recebido por catequistas e professores. No seu discurso o Papa destacou a missão "dos catequistas como missionários da boa nova" e agradeceu-lhes o facto de "ensinarem as crianças a rezarem".
"Queridos catequistas e professores, Queridos amigos!
Com afeto, vos saúdo a todos em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor e Mestre.
«Mestre»: como é belo este título! O nosso primeiro e maior mestre é Jesus. Diz-nos São Paulo que Jesus deu à sua Igreja não só apóstolos e pastores, mas também mestres, para edificar o Corpo inteiro na fé e no amor. Juntamente com os bispos, os presbíteros e os diáconos, que foram ordenados para pregar o Evangelho e cuidar do rebanho do Senhor, vós, como catequistas, tendes parte relevante na missão de levar a Boa Nova a todas as aldeias e lugares do vosso país.
Quero, antes de mais nada, agradecer-vos pelos sacrifícios que fazeis, vós e as vossas famílias, e pelo zelo e devoção com que realizais a vossa importante tarefa. Ensinais o que Jesus ensinou, instruís os adultos e ajudais os pais a fazer crescer os seus filhos na fé e, a todos, levais a alegria e a esperança da vida eterna. Obrigado pela vossa dedicação, pelo exemplo que dais, pela proximidade ao povo de Deus na sua vida quotidiana e pelos mais variados modos como plantais e cultivais as sementes da fé em todo este vasto território. Obrigado especialmente por ensinardes as crianças e os jovens a rezar.
Sei que o vosso trabalho, embora gratificante, não é fácil. Por isso vos encorajo a perseverar, pedindo aos vossos bispos e sacerdotes que vos ajudem com uma formação doutrinal, espiritual e pastoral capaz de vos tornar mais eficazes na vossa ação. Mesmo quando a tarefa se apresenta gravosa, os recursos pouquíssimos e os obstáculos enormes, far-vos-á bem lembrar que o vosso é um trabalho santo. O Espírito Santo está presente onde o nome de Cristo é proclamado. Está entre nós sempre que elevamos os corações e as mentes para Deus na oração. Ele dar-vos-á a luz e a força de que precisais. A mensagem, que transmitis, enraizar-se-á tanto mais profundamente no coração das pessoas quanto mais fordes não só mestres, mas também testemunhas. Que o vosso exemplo faça ver a todos a beleza da oração, o poder da misericórdia e do perdão, a alegria de partilhar a Eucaristia com todos os irmãos e irmãs.
Peço-vos para rezardes por mim e que peçais às crianças para rezarem por mim.
Deus vos abençoe!
CALENDÁRIO DE ADVENTO
Hoje 29 de novembro começa o Advento!
Rezemos, unamo-nos em oração por todos os refugiados que passarão este Natal longe das suas casas.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Novena da Graça a São Francisco Xavier
São Francisco Xavier,
rogai por nós!
“Novena da Graça”a São Francisco Xavier
- Em nome do Pai...
- Deus, vinde em nosso auxílio: Senhor, socorrei-nos e salvai-nos!
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo: Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.
Oração:
Ó glorioso e amabilíssimo São Francisco Xavier, convosco adoro humildemente a Divina Majestade e lhe dou infinitos louvores pelos singularíssimos dons de graça que vos concedeu durante a vida e de glória depois da morte; e peço-vos com todo o coração que me alcanceis a preciosíssima graça de viver e morrer santamente. Peço-vos também... (pede-se aqui a graça desejada). E, se isto não é para a maior glória de Deus e bem da minha alma, alcançai-me o que a uma e outro for mais conforme. Assim seja. – PN, AM e GP (pelas intenções do Santo Padre).
- Rogai por nós, São Francisco Xavier,
- Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!
Oremos:
Ó Deus, que, por meio da pregação e milagres de São Francisco Xavier, vos dignastes trazer ao seio da vossa Igreja os gentios do Oriente, concedei-nos que imitemos as virtudes daquele cujos gloriosos merecimentos veneramos. Por Cristo, Senhor nosso. Ámen.
Oração composta e recitada por São Francisco Xavier
Eterno Deus, Criador de todas as coisas, lembrai-vos que as almas dos gentios são obra das vossas mãos e criadas à vossa imagem e semelhança. Lembrai-Vos que Jesus Cristo, vosso Filho, sofreu por sua salvação morte atrocíssima. Não permitais, pois, que o vosso divino Filho seja por mais tempo desprezado pelos infiéis e pecadores; mas antes, aplacado pelas orações dos vossos escolhidos e da Igreja, esposa do vosso benditíssimo Filho, recordai-Vos da vossa misericórdia e, esquecendo a sua idolatria e infidelidade, fazei que também eles conheçam e amem a Jesus Cristo, nosso Senhor, que é nossa saúde, vida e ressurreição, pelo qual fomos salvos e livres, e a quem seja dada glória por todos os séculos dos séculos. Ámen.
História da “Novena da Graça”a São Francisco Xavier
Os prodígios realizados pelo “Apóstolo das Índias” durante a vida não terminaram com a sua morte. Tanto os que o invocam diante do seu corpo que se mantém incorrupto desde há quatro séculos e meio, na Igreja do Bom Jesus de Goa (Índia), como os que, em todo o mundo, imploram a sua intercessão junto de Deus, continuam a sentir os efeitos da sua protecção. A Novena da Graça, dirigida a São Francisco Xavier, tornou-se famosa.
1.- Origem da Novena da Graça. Em Dezembro de 1633, o Padre Marcello Mastrilli, jovem jesuíta, estando já sem esperança de vida, foi consolado várias vezes com a visita de São Francisco Xavier, que, numa aparição, a 3 de Janeiro de 1634, lhe deu instantaneamente a saúde e lhe pre-anunciou a morte gloriosa, que pela fé haveria de vir a ter no Japão.
A notícia deste milagre divulgou-se rapidamente não só na Itália, mas em toda a Europa, sobretudo em França, Espanha e Portugal e, a partir daí, em todo o mundo. Por um sentimento de confiança no poder e bondade do grande Apóstolo das Índias, começaram os fiéis a invocá-lo por meio de uma novena, cuja eficácia a tornou famosa com o nome de “Novena da Graça”.
Segundo o Padre Marcello Mastrilli, foram estas as palavras do Santo: “Todas aquelas pessoas que implorarem a minha ajuda, diariamente e por nove dias seguidos, de 4 a 12 de Março, e, num desses dias, receberem dignamente os sacramentos da Reconciliação e da Sagrada Comunhão, hão-de experimentar a minha protecção e podem esperar, com toda a confiança, que obterão de Deus qualquer graça que pedirem, para bem das suas almas ou para a glória de Deus”.
2.- Datas da Novena da Graça. Costuma fazer-se de 3 a 12 de Março, por este último dia ser o aniversário da sua canonização. Mas pode fazer-se também de 24 de Novembro a 3 de Dezembro (Festa do Santo), ou em qualquer outra época do ano e mais de uma vez, lucrando-se contudo somente duas vezes as indulgências concedidas pelos Papas.
3.- Indulgências. Em 23 de Março de 1904, o Papa São Pio X declarou que esta Novena da Graça se poderia fazer em qualquer parte, por todos os fiéis, duas vezes por ano; e que, ou fosse em público ou em privado, podiam ganhar-se indulgências, aplicáveis às almas do purgatório, orando pelas intenções do Santo Padre.
Vida de São Francisco Xavier
São Francisco Xavier nasceu em 7 de Abril de 1506, em Navarra, perto de Pamplona. Era o mais novo de cinco filhos, de uma família ilustre. Com 19 anos, foi estudar para a Universidade de Paris, habitando o Colégio Português de Santa Bárbara, custeado pelo Rei D. João III. Aí conheceu Inácio de Loiola e outros colegas, que fundaram mais tarde a Companhia de Jesus, uma ordem religiosa ao serviço do Papa.
Francisco Xavier foi enviado para a Índia, saindo de Lisboa em 1541, no dia em que fazia 35 anos. Durante dez anos, ensinou a religião cristã na Índia, em Malaca, nas Ilhas Molucas, na Indonésia e no Japão. Pretendia chegar ao Império da China, quando morreu, esgotado de tanto andar e pregar o Evangelho, em 1552, com 46 anos de idade.
Ao todo, andando a pé e de barco, fez nesses 11 anos de missionação, um percurso que equivale, em linha recta, duas vezes e meia a volta à terra. Para falar sobre Jesus e a doutrina cristã, era destemido e ousado ao máximo, com uma confiança absoluta em Deus. Andou por meio de povos que nunca tinham visto um europeu, alguns deles antropófagos, falando línguas que ninguém sabia sequer que existiam. É um gigante da história da Igreja.
O seu corpo continua incorrupto (sem nenhum tratamento), ao fim de mais de 450 anos, na Basílica do Bom Jesus, em Goa, onde a sua personalidade e santidade continuam a atrair peregrinos do mundo inteiro, mesmo sem serem católicos.
Sempre disse e escreveu que era “navarro de nascimento, mas português de coração”… A maior parte dos seus escritos são em língua portuguesa. Nas suas cartas, diz frequentemente que, sem os barcos portugueses e sem o apoio do Rei de Portugal, nunca poderia fazer nada do que conseguiu fazer no Oriente.
domingo, 22 de novembro de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO NA SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO (ANO B)
Jo 18,33b-37 Hoje, na Praça S. Pedro,
antes da oração mariana, o Papa recordou a solenidade de Cristo Rei do
Universo. O Evangelho, disse Francisco, nos faz contemplar Jesus enquanto se
apresenta a Pilatos como rei de um reino que “não é deste mundo”.
“Isto
não significa que Cristo seja rei de outro mundo, mas que é rei de outro
modo, mas é rei neste mundo”, explicou, acrescentando que se trata de uma
contraposição entre duas lógicas. A lógica mundana se fundamenta na ambição e
na competição, combate com as armas do medo, da chantagem e da manipulação das
consciências. A lógica evangélica, ao invés, se expressa na humildade e
na gratuidade, se afirma silenciosa, mas eficazmente com a força da verdade.
Mas
é na Cruz que Jesus se revela rei: “Mas alguém pode dizer: ‘Padre, isto
foi uma falência'. Mas é justamente na falência do pecado, das ambições
humanas, que está o triunfo da Cruz, da gratuidade do amor. Na falência da Cruz
se vê o amor.”
Falar
de potência e de força para o cristão, disse o Papa, significa fazer referência
à potência da Cruz e à força do amor de Jesus. Se Ele tivesse descido da Cruz,
teria cedido à tentação do príncipe deste mundo; ao invés, Ele não salva a si
mesmo para poder salvar os outros.
"Dizer
que Jesus deu a vida pelo mundo é verdadeiro, mas é mais bonito dizer que Jesus
deu a sua vida por mim”, afirmou Francisco, que pediu a todos na Praça que
repetissem essas palavras em seus corações.
No
Calvário, quem entende a atitude de Cristo é o bom ladrão, um dos malfeitores
crucificados com Ele, que suplica: “Jesus, lembra-te de mim quando vieres com
teu reino”.
“A
força do reino de Cristo é o amor: por isto a realeza de Jesus não nos oprime,
mas nos liberta das nossas fraquezas e misérias, encorajando-nos a percorrer os
caminhos do bem, da reconciliação e do perdão.” E mais uma vez o Papa pediu a
participação dos peregrinos, convidando-os a repetirem as palavras do bom
ladrão quando nos sentirmos fracos, pecadores e derrotados.
E
concluiu: “Diante de tantas dilacerações no mundo e das demasiadas feridas
na carne dos homens, peçamos a Nossa Senhora que nos ampare no nosso esforço
para imitar Jesus, nosso rei, tornando presente o seu reino com gestos de
ternura, de compreensão e de misericórdia.”
domingo, 15 de novembro de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 13,24-32 Na alocução
que precedeu a oração mariana, o Santo Padre ressaltou que o Evangelho deste
penúltimo domingo do ano litúrgico propõe uma parte do discurso de Jesus sobre
os eventos últimos da história humana, voltada para o cumprimento do reino de
Deus. “Trata-se de um discurso que Jesus fez em Jerusalém antes de sua última
Páscoa”, observou o Papa.
Francisco
frisou que este discurso de Jesus contém alguns elementos apocalípticos, como
guerras, penúrias, catástrofes cósmicas, todavia, estes elementos não são a
coisa essencial da mensagem.
“O
núcleo central em torno do qual gira o discurso de Jesus é Ele mesmo, o
mistério da sua pessoa e da sua morte e ressurreição, e o seu retorno no fim
dos tempos. A nossa meta final é o encontro com o Senhor ressuscitado”, lembrou
Francisco prosseguindo com uma interpelação:
“Gostaria
de perguntar-lhes: quantos de vocês pensam nisso? Haverá um dia em que eu
encontrarei o Senhor face a face. Esta é a nossa meta: esse encontro. Não
esperamos um tempo ou um lugar, mas caminhamos ao encontro de uma pessoa:
Jesus.”
Portanto,
explicou, “o problema não é ‘quando’ acontecerão esses sinais premonitórios dos
últimos tempos, mas o fazer-se encontrar preparados para o encontro. E não se trata
nem mesmo de saber ‘como’ se darão essas coisas, mas ‘como’ devemos
comportar-nos, hoje, à espera desse encontro”.
Somos
chamados a viver o presente, construindo o nosso futuro com serenidade e
confiança em Deus. A perspectiva do fim não distrai a nossa atenção da vida
presente, mas nos faz olhar para nossos dias numa ótica de esperança.
“É
aquela virtude tão difícil de ser vivida: a esperança, a menor das virtudes,
mas a mais forte. E a nossa esperança tem um rosto: o rosto do Senhor
ressuscitado”, acrescentou o Papa.
Francisco
observou ainda que o Senhor Jesus não é somente o ponto de chegada da
peregrinação terrena, mas é uma presença constante na nossa vida: “sempre está
ao nosso lado, sempre nos acompanha; por isso, quando fala do futuro, e nos projeta
rumo a ele, é sempre para reconduzir-nos ao presente.
“Ele
se coloca contra os falsos profetas, contra os videntes que prevêem próximo o
fim do mundo, e contra o fatalismo. Jesus está ao nosso lado, caminha connosco,
nos quer bem”, reiterou.
Cristo
quer subtrair seus discípulos de todos os tempos da curiosidade pelas datas, as
previsões, os horóscopos, e concentra a nossa atenção no hoje da história,
prosseguiu.
“Gostaria
de perguntar-lhes – mas não devem responder, cada um responda a si mesmo –:
quantos de vocês lêem o horóscopo do dia? Calado! Cada um responda a si mesmo.
E quando lhe der vontade de ler o horóscopo, olhe para Jesus, que está com
você. É melhor, lhe fará bem.”
Essa
presença de Jesus – concluiu o Pontífice – nos chama à espera e à vigilância,
que excluem tanto a impaciência quanto a apatia, tanto o agir precipitadamente
quanto o permanecer prisioneiros no tempo atual e na mundanidade.”
CELEBRAÇÃO DA ENTREGA DA BÍBLIA
Após terem recebido a Bíblia em conjunto disseram:
“Aceitamos
com muita alegria a Bíblia Sagrada que nos fala de Jesus e da sua mensagem.
Nós
queremos conhecer melhor Jesus porque o queremos amar cada vez mais e fazer o
que Ele nos ensina."
domingo, 8 de novembro de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 12, 38-44 O evangelho deste XXXII domingo do tempo comum – disse hoje o Santo Padre
– apresenta-nos os escribas, mestres da lei, mas que se pavoneavam em público e
queriam os primeiros lugares nas sinagogas e praças. Ao contrário, o verdadeiro
exemplo de vida neste domingo vem de uma velha viúva que no Templo de Jerusalém
apenas dá duas pequenas moedinhas como oferta, mas é a ela que Jesus observa
atentamente. Depois ensina aos seus discípulos que ela deu tudo o que tinha,
enquanto os outros davam com ostentação. Quantidade e plenitude: dois vetores de
reflexão em que o segundo é nitidamente mais importante, segundo o Papa
Francisco, que contou mesmo uma pequena história: “Uma
mãe e os seus filhos estavam a comer costeletas à milanesa e um dos filhos
abriu a porta a um pedinte e disse à mãe para dar-lhe costeletas daquelas que
estavam no frigorífico. Mas a mãe cortou metade das costeletas de cada um deles
para assim partilharem aquilo que estavam a comer.” O Papa Francisco deu uma
explicação concreta a este exemplo e à importância da plenitude na vida cristã: “Perante
as necessidades do próximo, somos chamados a privarmo-nos de algo de
indispensável, não só supérfluo; somos chamados a dar o tempo necessário, não
só aquele que sobra; somos chamados a dar de imediato e sem reservas algum
nosso talento, mas não depois de o ter utilizado para os nossos desejos
pessoais ou de grupo.”
FESTA DE ACOLHIMENTO DAS CRIANÇAS DO 1º CATECISMO
No sábado dia 7 de novembro às 18h muitas das crianças dos 3 grupos de 1º catecismo participaram na Eucaristia com os seus pais. Foram acolhidas por toda a comunidade como os mais pequeninos que começam o percurso da iniciação cristã.
Quando o Pároco lhes perguntou " Querem ser amigos de Jesus?" com entusiasmo responderam" Sim queremos!"
Foram convidadas a subir até ao altar para rezarem o Pai Nosso de mãos dadas.
No final a cada um foi entregue um poster com a mensagem do amor que Deus nos tem:
Quando o Pároco lhes perguntou " Querem ser amigos de Jesus?" com entusiasmo responderam" Sim queremos!"
Foram convidadas a subir até ao altar para rezarem o Pai Nosso de mãos dadas.
No final a cada um foi entregue um poster com a mensagem do amor que Deus nos tem:
" Jesus gosta de mim"
SEMANA DOS SEMINÁRIOS (8 A 15 DE NOVEMBRO)
A Igreja Católica celebra a partir de hoje a Semana dos Seminários, este
ano dedicada ao tema da misericórdia, recordando a importância de
reconhecer o papel dos sacerdotes e de ajudar à formação de novos padres.
O presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios afirma na
mensagem para a Semana Nacional dos Seminários que um sacerdote não é
"perfeito, irrepreensível e santo", mas "alguém para quem o
Senhor olhou com misericórdia".
“O sacerdote, homem chamado e escolhido de entre os outros homens, é fruto
do olhar misericordioso de Jesus, que quer salvar a todos. Não se trata de
alguém perfeito, irrepreensível e santo, mas de alguém para quem o Senhor olhou
com misericórdia, sem explicação nem motivação compreensíveis”, escreve D.
Virgílio Antunes.
Na mensagem enviada à Agência ECCLESIA, o bispo de Coimbra explica que a
vocação sacerdotal só se compreende no contexto do “mistério do amor de Deus,
que não se explica nem se justifica”, mas simplesmente se manifesta.
Segundo o presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, como
a “característica fundamental do agir de Deus é a misericórdia” os
seminaristas, “desejosos de conhecer o mistério da sua vocação”, devem entrar
no mistério do amor de Deus “pela humanidade e por si mesmos”.
“Sintam-se sinceramente pecadores e doentes como todos os outros homens, e
darão infinitas graças a Deus por os eleger e chamar a partilhar a grandeza da
Sua companhia”, recomenda.
Na mensagem para a Semana dos Seminários, os jovens são convidados a entrar na
contemplação do rosto misericordioso de Deus que “os escolhe e os chama” e a
aceitarem “humildemente a sua condição de pecadores e necessitados” da
misericórdia de Deus que vai manifestar-se como “fonte de perdão e de
salvação”.
“Muitos sentirão o apelo a andar com o Senhor e a aprender d’Ele,
conhecerão a vocação a que os chama e terão alegria e coragem para a seguir
fielmente”, acrescenta D. Virgílio Antunes.
Para o prelado quando alguém “se deixa tocar pelo olhar misericordioso de
Jesus” torna-se disponível para ficar com Ele para sempre.
O bispo da Diocese de Coimbra contextualiza que os Evangelhos apresentam um
Jesus que passa pelos “mais variados lugares onde se desenvolve a vida humana”
e “olha com predileção para alguns, escolhe-os e chama-os para O seguirem”.
“Sem explicações que satisfaçam a sua admiração e sem argumentos que
respondam às suas interrogações, mas somente porque se sentiram tocados pelo
seu amor misericordioso, deixaram tudo e seguiram-no”, acrescenta, dando como
exemplo o chamamento de São Mateus, que antes de ser discípulo era cobrador de
impostos, “um homem considerado por todos como pecador”.
Os últimos dados disponibilizados pelo Vaticano (Anuário Estatístico da
Igreja, 2012, relativos a 31 de dezembro desse ano) sobre as 21 dioceses
portuguesas mostram que entre o ano 2000 e 2012, o número de sacerdotes
diocesanos baixou de 3159 para 2659 (menos 16%).
A situação de 2012 revela, no entanto, uma melhoria na variação do número
de padres (menos 10) face a anos anteriores (menos 45 em 2011 e menos 68 em
2008); entre 2008 e 2012, as ordenações sacerdotais foram 178, face a 355
óbitos e 27 “defeções” registadas.
Os seminaristas de filosofia e teologia também são menos, segundo os
últimos dados disponíveis: de 547, entre diocesanos e religiosos, em 2000
passou-se para 474 em 2012; este número é, ainda assim, o máximo registado nos
últimos cinco anos.
CB/PR/OC
terça-feira, 3 de novembro de 2015
VISITA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SRA DE FÁTIMA À PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA
A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima esteve ontem (2/11) na Paróquia de S. Francisco Xavier (Vigararia da Caparica). Veio em procissão até à Igreja, onde se rezou o terço e se cantou à Mãe do Céu.
Esta passagem da Virgem Peregrina de Fátima pela Igreja de S. Francisco Xavier de Caparica ficou ainda marcada pela visita surpresa do nosso Bispo: D. José Ornelas, que dirigiu algumas palavras aos paroquianos apontando a Mãe do Céu como caminho para Jesus e pedindo que rezassem por ele.
domingo, 1 de novembro de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO NA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS
Hoje, no
Angelus na Praça de S. Pedro, o Papa Francisco exortou os cristãos a imitarem
os gestos de amor e de misericórdia dos santos.
O
Santo Padre afirmou que neste dia sentimos particularmente viva a realidade
da comunhão dos santos e recordou a leitura do Livro do Apocalipse, da liturgia
do dia, que nos chama a atenção para “uma característica essencial dos santos: "são pessoas que pertencem totalmente a Deus. Representa-os como uma multidão imensa
de ‘eleitos’ vestidos de branco e assinalados com o selo de Deus”
O
Papa perguntou mesmo aos fiéis presentes na praça se sabiam o que significa ter
o selo de Deus!? E também se estão conscientes de que no Batismo receberam esse
selo do Pai Celeste tornando-se seus filhos?! Os santos são assim – disse o
Santo Padre – aqueles que “conservaram intacto o selo de Deus”.
Entretanto,
existe uma segunda característica dos Santos que é aquela de serem exemplos a
imitar – declarou o Papa Francisco – não só aqueles que foram canonizados mas
também aqueles que vivem ao nosso lado. Se calhar até conhecemos algum, pode
ser o nosso vizinho do lado, ou até tivemos algum santo na família – disse o
Santo Padre que exortou os cristãos a imitarem os santos nos seus gestos de
amor e de misericórdia:
“
Imitar os seus gestos de amor e de misericórdia é um pouco como perpetuar a sua
presença neste mundo. Efetivamente, aqueles gestos evangélicos são os únicos
que resistem à destruição da morte: um ato de ternura, uma ajuda generosa, um
tempo passado a escutar, uma visita, uma boa palavra, um sorriso… Aos nossos
olhos estes gestos podem parecer insignificantes, mas aos olhos de Deus são
eternos, porque o amor e a compaixão são mais fortes do que a morte.”
domingo, 25 de outubro de 2015
D. JOSÉ ORNELAS FOI HOJE ORDENADO BISPO DA DIOCESE DE SETÚBAL
O bispo de Setúbal afirmou hoje na primeira
saudação aos diocesanos que deseja ser acolhido “como irmão e como um dom”,
numa nova comunidade que “não é nem quer ser” uma “organização fechada”.
“Peço, pois, que me aceiteis como irmão e como um
dom. Esses são os sentimentos mais verdadeiros para convosco”, disse o novo
bispo da Diocese de Setúbal no fim da celebração de ordenação episcopal.
“A vós, pois, caros irmãos e irmãs desta Igreja de
Deus em Setúbal, peço licença! Peço-vos licença para entrar e fazer parte da
vossa comunidade. E peço igualmente que me acolhais como irmão”, acrescentou.
Para D. José Ornelas, “Igreja não é nem quer ser
uma organização fechada em si mesma”.
“Temos o gosto de ser parte da Igreja de Deus que
se estende pelo mundo inteiro”, recordou o bispo de Setúbal.
Para o novo bispo da região sadina, Igreja enfrenta
o desafio de não pensar “apenas em si própria”, mas abrir “os olhos e o
coração” e sair “ao encontro dos que mais precisam”.
D. José Ornelas recordou o encontro com o Papa Francisco,
que lhe pediu para “ser missionário em Setúbal”.
“A partir desse encontro, eu aceitei, de coração
inteiro, esta proposta, como um dom e um chamamento de Deus, confiando na
presença do seu Espírito e na vossa oração, comunhão e oração”, lembrou.
D. José Ornelas foi nomeado pelo Papa Francisco com
terceiro bispo da Diocese de Setúbal no dia 24 de agosto de 2015, sucedendo a
D. Gilberto Reis, bispo desde 1998, e a D. Manuel Martins, responsável pela
diocese deste o ano da criação, 1975, até 1998.
Superior geral dos Sacerdotes do Coração de Jesus
(Dehonianos) entre 2013 e 2015, D. José Ornelas tem 61 anos, é natural da
Madeira, foi ordenado sacerdote em 1981 e depois foi professor de Ciências
Bíblicas na Universidade Católica Portuguesa, área em que se doutorou em 1997.
PR
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 10,46-52 O
Evangelho do dia apresenta o episódio do cego Bartimeu sendo precedido na
primeira leitura pelo profeta Jeremias que em pleno desastre nacional, enquanto
o povo é deportado pelos inimigos, anuncia que “o Senhor salvou o seu
povo” “porque Ele é Pai (cf. 31, 9); e, como Pai, cuida dos seus filhos”
– afirmou o Papa.
Na sua homilia o Santo Padre referiu que “o
Evangelho de hoje liga-se diretamente à primeira Leitura: como o povo de Israel
foi libertado graças à paternidade de Deus, assim Bartimeu foi libertado graças
à compaixão de Jesus.” Jesus deixa-se comover e responde ao grito do Bartimeu:
“Jesus acaba de sair de Jericó. Mas Ele, apesar de
ter apenas iniciado o caminho mais importante, o caminho para Jerusalém,
detém-Se ainda para responder ao grito de Bartimeu. Deixa-Se comover pelo seu
pedido, interessa-Se pela sua situação. Não Se contenta em dar-lhe uma esmola,
mas quer encontrá-lo pessoalmente. Não lhe dá instruções nem respostas, mas faz
uma pergunta: «Que queres que te faça?» (Mc 10, 51).”
O Papa Francisco referiu um “detalhe interessante”:
Jesus pede aos seus discípulos que vão chamar Bartimeu e estes dirigem-se ao
cego usando duas palavras, que só Jesus utiliza no resto do Evangelho: coragem
e levanta-te – palavras de misericórdia como sublinhou o Papa:
“Primeiro, dizem-lhe “coragem!”, uma palavra que
significa, literalmente, “tem confiança, faz-te ânimo!” É que só o encontro com
Jesus dá ao homem a força para enfrentar as situações mais graves. A segunda
palavra é «levanta-te!», como Jesus dissera a tantos doentes, tomando-os pela
mão e curando-os. Os seus limitam-se a repetir as palavras encorajadoras e
libertadoras de Jesus, conduzindo diretamente a Ele sem fazer sermões.”
“A isto são chamados os discípulos de Jesus, também
hoje, especialmente hoje: pôr o homem em contacto com a Misericórdia compassiva
que salva. Quando o grito da humanidade se torna, como o de Bartimeu, ainda
mais forte, não há outra resposta senão adoptar as palavras de Jesus e,
sobretudo, imitar o seu coração. As situações de miséria e de conflitos são
para Deus ocasiões de misericórdia. Hoje é tempo de misericórdia!”
Mas há algumas tentações para quem segue Jesus. O
Evangelho põe em evidência pelo menos duas. A primeira é viver uma
“spiritualidade de miragem”, não parar, ser surdo, “estarmos com Jesus” mas
“não sermos como Jesus”, estar no seu grupo mas viver longe do seu coração:
“Podemos falar d’Ele e trabalhar para Ele, mas
viver longe do seu coração, que Se inclina para quem está ferido. Esta é a
tentação duma “espiritualidade da miragem”: podemos caminhar através dos
desertos da humanidade não vendo aquilo que realmente existe, mas o que nós
gostaríamos de ver; somos capazes de construir visões do mundo, mas não
aceitamos aquilo que o Senhor nos coloca diante dos olhos. Uma fé que não sabe
radicar-se na vida das pessoas, permanece árida e, em vez de oásis, cria outros
desertos.”
Há uma segunda tentação – assegurou o Papa – é a de
cair numa “fé de tabela”.
“Podemos caminhar com o povo de Deus, mas temos já
a nossa tabela de marcha, onde tudo está previsto: sabemos aonde ir e quanto
tempo gastar; todos devem respeitar os nossos ritmos e qualquer inconveniente
perturba-nos. Corremos o risco de nos tornarmos como “muitos” do Evangelho que
perdem a paciência e repreendem Bartimeu. Pouco antes repreenderam as crianças
(cf. 10, 13), agora o mendigo cego: quem incomoda ou não está à altura há que
excluí-lo. Jesus, pelo contrário, quer incluir, sobretudo quem está relegado
para a margem e grita por Ele. Estes, como Bartimeu, têm fé, porque saber-se
necessitado de salvação é a melhor maneira para encontrar Cristo.
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
VISITA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
"Desejaríamos que esta grande peregrinação da imagem de Nossa Senhora fosse uma forte experiência de fé, através das celebrações, momentos de oração e expressões de piedade popular; desejaríamos que fossem atingidas todas as faixas etárias e que todos tivessem oportunidade de aprofundar o conhecimento e vivência da mensagem de Fátima."
palavras do Reitor do Santuário de Fátima
A Imagem estará nas várias vigararias da Diocese de Setúbal de 25 de Outubro a 8 de Novembro.
Participemos com toda a família nas várias celebrações, rezando a Nossa Senhora, escutando a Sua mensagem, deixando que nos conduza a Jesus, louvando, agradecendo, pedindo por Sua intercessão as graças de Deus!
Programa:
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
ORDENAÇÃO EPISCOPAL DE D.JOSÉ ORNELAS CARVALHO A 25 DE OUTUBRO
Ordenação Episcopal de D. José Ornelas
Nota pastoral
Caros Diocesanos
No dia 25 vamos participar na Ordenação de D. José, nosso bispo eleito desde 24 de Agosto. É um momento grande para a Diocese como o têm sido outros: momento de festa, de alegria, de esperança, de manifestação de fé e de comunhão eclesial. Momento a que se associará a Imagem Peregrina de N.a S.ra de Fátima que nesse dia começa a sua visita à nossa Diocese.
Todos estamos chamados a participar nesse acto importante e queremos vivê-lo estando presentes na companhia dos nossos convidados. Dado que a Sé é pequena, para uma celebração tão grande, vai ser colocado um tolde no Largo em frente e com algumas cadeiras. Mas, mesmo assim, muitos terão de ficar de pé. Espero que esta circunstância não impeça ninguém de estar fisicamente presente. As pessoas que ficarem fora da Sé terão a possibilidade, umas, de estarem sob o tolde e, todas, de ver e acompanhar a celebração através de écrans que vão ficar em frente da Sé e do lado esquerdo da Sé como quem olha para a fachada da Sé.
Sei que tendes um coração grande e que ides dar provas dele novamente. Que ninguém se desmobilize pelo facto de não poder estar dentro da Sé. Vinde e tornai a festa ainda maior.
Aos idosos, aos doentes e aos que não puderem estar fisicamente presentes peço que nessa hora, onde quer que estejam, pensem no que está a acontecer e que rezem pelo D. José.
Entretanto peço a atenção para alguns pormenores:
Não haverá circulação de automóveis nem estacionamento na Praça do Quebedo e ruas adjacentes à Sé, pelo que os convidados sem livre-trânsito e os demais fiéis devem estacionar do lado nascente do apeadeiro, para lá do túnel sob a linha férrea;
A imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima estará na Sé às 15 horas onde será acolhida por mim, entrando depois na Sé;
Às 15,30 horas o Senhor D. Manuel Martins e eu próprio com o Colégio de Consultores à porta da Sé acolheremos o Senhor D. José que virá da Casa Episcopal acompanhado pelo Sr. Vigário Geral e os escuteiros;
A Celebração da Eucaristia terá início às 16 horas.
Como tem sido anunciado, no dia 26 às 18 horas, celebraremos na Sé os 40 anos da ordenação episcopal do Senhor D. Manuel Martins. Espero a vossa presença feliz e numerosa.
Que feliz coincidência! Praticamente no mesmo dia – dia 26 e dia 25 mas separados por quarenta anos – a nossa Sé será lugar da ordenação do seu primeiro e terceiro bispo!
Entretanto peço que continueis a preparar o acolhimento e a ordenação do nosso terceiro bispo com a vossa oração diária e em família, se possível. Não vos esqueçais de continuar a rezar pelos abundantes frutos do Sínodo da Família a decorrer em Roma e ainda pelos frutos da visita da Imagem peregrina à Diocese. Rezai também pelo Senhor D. Manuel Martins.
Saúdo a todos como rosto de Jesus, rezo por todos vós e confio-me à vossa oração.
Setúbal, 12/10/2015
+ Gilberto, Administrador Apostólico da Diocese de Setúbal
domingo, 18 de outubro de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 10,35-45 O
serviço e o chamado a seguir Jesus pelo caminho da humildade e da cruz foram o
eixo sobre o qual o Papa Francisco desenvolveu hoje a sua homilia na solene celebração
na Praça São Pedro, que elevou à honra dos altares quatro novos Santos, entre
os quais, os pais de Santa Teresa de Lisieux.
A
figura apresentada pelo Profeta Isaías do Servo do Senhor que suporta a
marginalização e o sofrimento até à morte para resgatar e salvar multidões foi
o ponto de partida da reflexão do Santo Padre. Jesus – observou ele - é
um personagem “que não se gaba de genealogias ilustres; mas desprezado, evitado
por todos, sabe o que é sofrer. Não se lhe atribuem empreendimentos grandiosos
nem discursos célebres, mas realiza o plano de Deus através duma presença
humilde e silenciosa, através do seu sofrimento”. Este sofrimento – explicou o
Papa – que lhe permite “compreender os que sofrem, carregar o fardo das culpas
alheias e expiá-las”.
Jesus,
é o Servo do Senhor, “a sua existência e a sua morte foram vividas inteiramente
sob a forma serviço”. Mas Tiago e João, citados na narração de Marcos,
“reivindicam lugares de honra de acordo com a própria visão hierárquica do
reino”, ainda estão inclinados por “sonhos de realização terrena”. E Jesus –
disse o Papa – recorda a eles que deverão beber o mesmo cálice que ele bebe:
“Com
esta imagem do cálice, Ele assegura aos dois discípulos a possibilidade de
serem associados plenamente ao seu destino de sofrimento, mas sem garantir os
desejados lugares de honra. A sua resposta é um convite a segui-Lo pelo caminho
do amor e do serviço, rejeitando a tentação mundana de querer sobressair e
mandar nos outros”.
Os
discípulos – recordou o Papa, referindo-se ao Evangelho do dia - são chamados a
servir, a exemplo de seu Mestre, afastando-se da luta para obter poder e
sucesso. Jesus, ao dizer “quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso
servo”, indica “o serviço como estilo da autoridade na comunidade cristã”:
“Quem
serve os outros e não goza efetivamente de prestígio, exerce a verdadeira
autoridade na Igreja. Jesus convida-nos a mudar a nossa mentalidade e passar da
ambição do poder à alegria de se ocultar e servir; desarraigar o instinto de domínio
sobre os outros e exercer a virtude da humildade”.
Após
apresentar aos discípulos o modelo a não ser imitado, Jesus oferece a si mesmo
como ideal de sofrimento: “Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas
para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. “Jesus enche de novo
sentido esta imagem – disse o Papa - especificando que Ele tem a soberania
enquanto servo, a glória enquanto capaz de abaixamento, a autoridade real
enquanto disponível ao dom total da vida”:
“Há
incompatibilidade entre uma forma de conceber o poder segundo critérios
mundanos e o serviço humilde que deveria caracterizar a autoridade segundo o
ensinamento e o exemplo de Jesus; incompatibilidade entre ambições e
carreirismo e o seguimento de Cristo; incompatibilidade entre honras, sucesso,
fama, triunfos terrenos e a lógica de Cristo crucificado”.
E
pelo contrário – precisou o Santo Padre – “há compatibilidade entre Jesus, que
sabe o que é sofrer, e o nosso sofrimento”. Jesus, de fato, “exerce
essencialmente um sacerdócio de misericórdia e compaixão”. Por ter
experimentado diretamente as nossas dificuldades, “conhece a partir de dentro a
nossa condição humana”. E o fato de ele não ter experimentado o pecado –
explica o Papa – “não o impede de compreender os pecadores”:
“A
sua glória não é a da ambição ou da sede de domínio, mas a glória de amar os
homens, assumir e compartilhar a sua fraqueza e oferecer-lhes a graça que cura,
acompanhar, com ternura infinita, o seu caminho atribulado”.
Nós
todos, enquanto batizados – prosseguiu o Papa – participamos no sacerdócio de
Cristo: “os fieis leigos no sacerdócio comum, os sacerdotes no sacerdócio
ministerial”, de forma que todos “podemos receber a caridade que brota de seu
coração aberto”, tornando-nos “canais do seu amor, da sua compaixão,
especialmente para aqueles que vivem no sofrimento, na angústia, no desânimo e
na solidão”.
domingo, 11 de outubro de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 10,17-30 Hoje, antes da recitação da oração mariana, o Santo Padre propôs uma
reflexão sobre o capítulo 10 do Evangelho de S. Marcos deste XXVIII Domingo do
Tempo Comum: deixar tudo para seguir Jesus, porque a privação dos bens dá-nos o
verdadeiro bem.
Três olhares de Jesus:
numa primeira cena vemos o jovem que se dirige ao Mestre para saber o que fazer
para ter a vida eterna. Segundo o Santo Padre, Jesus dedica-lhe um olhar de
ternura e afeto por este rapaz e faz-lhe uma proposta concreta: dar todos os
bens aos pobres e de segui-Lo. O jovem vai-se embora, e a lição do Papa é que a
fé não pode conviver com a ligação às riquezas.
Numa segunda cena
apresentada pelo evangelista, o Papa Francisco refere um segundo olhar de
Jesus, um olhar de advertência que se reproduz na expressão: “Como será difícil
para os que têm riquezas entrar no Reino dos Céus.” Perante a admiração dos
discípulos, Jesus dedica-lhes um olhar de encorajamento dizendo que a salvação
é “impossível aos homens, mas não a Deus”.
Finalmente, uma terceira
cena do Evangelho de S. Marcos que é aquela da solene declaração de Jesus que
afirma que quem deixa tudo para seguir o Senhor terá a vida eterna no futuro e
cem vezes mais já no presente. A privação dos bens dá-nos em troca o verdadeiro
bem – sublinhou o Papa que afirmou que “há mais alegria em dar do que em
receber.”
Depois, dirigindo-se aos
milhares de jovens presentes na praça, exortou-os à reflexão dizendo-lhes: Viram o olhar de Jesus
sobre vós?
O que quereis responder?
Quereis deixar esta praça
com a alegria de Jesus ou com a tristeza da mundanidade?
domingo, 4 de outubro de 2015
REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Mc 10,2-16 No Evangelho deste XXVII domingo do tempo comum, Jesus,
confrontado com a Lei judaica do divórcio, reafirma o projecto ideal de Deus
para o homem e para a mulher: eles foram chamados a formar uma comunidade
estável e indissolúvel de amor, de partilha e de doação. A separação não está
prevista no projecto ideal de Deus, pois Deus não considera um amor que não
seja total e duradouro. Só o amor eterno, expresso num compromisso
indissolúvel, respeita o projecto primordial de Deus para o homem e para a
mulher.
“Não separe o homem o que Deus uniu…” Jesus
coloca o dedo na ferida. O divórcio é sempre um fracasso, um sofrimento. Mas
entrou nos costumes como uma realidade normal, um “direito”! Jesus está contra
a corrente. Palavra incompreensível para muitos homens e mulheres, qualquer que
seja a sua idade! Na sua resposta aos fariseus, Jesus recorre a um critério a
que geralmente se presta pouca atenção. Vai ao “princípio da criação”, à
vontade primeira, à vontade criadora de Deus. Ora, esta vontade é que os seres
humanos se tornem “imagens de Deus”, na medida em que aceitem entrar uns e
outros nas relações de amor recíproco, porque Ele, Deus, é eterno movimento de
amor no seu Ser mais profundo. O casal humano, antes mesmo da questão da
procriação, é chamado por Deus a tornar-se o primeiro lugar de incarnação deste
movimento de amor. O amor humano, sob todas as suas formas, não nasceu dos
acasos da evolução biológica. É dom de Deus. Quando os homens recusam este dom,
impedem Deus de imprimir neles a sua imagem. Na realidade, vão contra a vontade
criadora, introduzem uma desordem na criação tal como Deus a quis. Porque Ele
escuta plenamente o seu Pai e acolhe sem quaisquer reticências nem recusas a
vontade de amor do seu Pai, Jesus, e apenas Ele, pode colocar-nos na luz de Deus
Criador e da sua vontade criadora. Mas isso supõe que aceitemos escutar Jesus,
tomar Jesus na nossa vida. Só poderemos compreender a exigência de unidade e de
fidelidade no amor humano se aceitarmos tornar-nos, dia após dia, discípulos,
mais ainda, amigos de Jesus. Para resolver os nossos problemas afectivos, temos
razão em recorrer à psicologia, à psicoterapia do casal. Mas isso não basta. A
verdadeira falta é uma falta de profundidade espiritual. Não servirá de nada a
Igreja repetir sem cessar a sua oposição ao divórcio se, primeiro, não fizer
imensos esforços para ajudar a redescobrir um verdadeiro acompanhamento com
Jesus, revelador do amor do Pai.
SÍNODO DOS BISPOS SOBRE A FAMÍLIA COMEÇA HOJE NO VATICANO
Cerca de 400 representantes de mais de 110 conferências episcopais participam, a partir de hoje e até 25 de Outubro, na 14ª assembleia ordinária do sínodo dos bispos, no Vaticano.
Os desafios, a vocação e a missão das famílias católicas no mundo atual são os temas centrais do sínodo, analisados ao longo de 147 artigos do documento de trabalho, apresentado em junho à imprensa.
Entre outras, uma das
propostas em debate é a de permitir, em condições muito rigorosas, a comunhão
aos divorciados que voltaram a casar civilmente, mediante "um caminho de
penitência" sobretudo em casos de "convivência irreversível", o
que não implica uma possibilidade automática de acesso à comunhão.
O documento, que reconhece
a multiplicação da coabitação de casais e dos casamentos civis, defende a
concretização do casamento religioso.
Para os homossexuais, o
documento de trabalho evoca "projetos de acompanhamento pastoral"
para integração na Igreja. "Mas não tem qualquer fundamento o
estabelecimento de analogias, mesmo longínquas, entre uniões homossexuais e o
desígnio de Deus sobre o casamento e a família", reafirma.
Os trabalhos, sobre o tema
"A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo",
vão ser divididos em três semanas, abordando cada uma das partes do documento
de trabalho (desafios, vocação e missão) com intervenções gerais e trabalhos de
grupo semanais.
Portugal vai ter como
delegados o presidente da Conferência Episcopal e cardeal-patriarca de Lisboa,
Manuel Clemente, e o presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família, o
bispo de Portalegre-Castelo Branco, Antonino Dias.
A assembleia sinodal vai
ser também acompanhada por 14 representantes de outras Igrejas cristãs.
O sínodo dos bispos,
convocado pelo papa, é uma assembleia consultiva de representantes dos
episcopados católicos de todo o mundo.
Até hoje, realizaram-se 13
assembleias gerais ordinárias e três extraordinárias, a última das quais em
outubro do ano passado.
Lusa
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
CATEQUESE 2015-2016
Paróquia de S.
Francisco Xavier
HORÁRIO DA CATEQUESE
2015-2016
Sábado:
10h 00 —– 1º, 3º, 6º, 9º,10º
11h 30 —– 1º, 2ºe grupo especial
14h 30 —– 1º, 3º, 4º, 7º
16h
30 —– 4º, 5º, 6º
Domingo:
10h 00 —– 2º, 3º, 4º, 8º
Grupos Preparação de Adultos
para Batismo, 1ª Comunhão
--
Sábado às 16h30
--
Domingo às 10h15
Grupo Preparação de Adultos
para Crisma
--
Sábado às 16h30
Grupos Bíblicos: ---
5ªf Feira às 16h
--- 3ªf Feira às 21h
RECOMEÇOU A 26-09-2015
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