domingo, 19 de outubro de 2014

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 22, 15-21 No Evangelho deste XXIX domingo do tempo comum Jesus é provocado pelos fariseus. À provocação dos fariseus, que queriam, por assim dizer, fazer-Lhe um exame de religião e induzi-Lo em erro, Jesus responde com esta frase irónica e genial: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (Mt 22, 21). Sobre esta passagem do Evangelho de hoje diz o Papa Francisco: "É uma resposta útil que o Senhor dá a todos aqueles que sentem problemas de consciência, sobretudo quando estão em jogo as suas conveniências, as suas riquezas, o seu prestígio, o seu poder e a sua fama. E isto acontece em todos os tempos e desde sempre.
A acentuação de Jesus recai certamente sobre a segunda parte da frase: «E [dai] a Deus o que é de Deus». Isto significa reconhecer e professar – diante de qualquer tipo de poder – que só Deus é o Senhor do homem, e não há outro. Esta é a novidade perene que é preciso redescobrir cada dia, vencendo o temor que muitas vezes sentimos perante as surpresas de Deus. Ele não tem medo das novidades! Por isso nos surpreende continuamente, abrindo-nos e levando-nos para caminhos inesperados. Ele renova-nos, isto é, faz-nos «novos» continuamente. Um cristão que vive o Evangelho é «a novidade de Deus» na Igreja e no mundo. E Deus ama tanto esta «novidade»!
«Dar a Deus o que é de Deus» significa abrir-se à sua vontade e dedicar-Lhe a nossa vida, cooperando para o seu Reino de misericórdia, amor e paz.
Aqui está a nossa verdadeira força, o fermento que faz levedar e o sal que dá sabor a todo o esforço humano contra o pessimismo predominante que o mundo nos propõe. Aqui está a nossa esperança, porque a esperança em Deus não é uma fuga da realidade, não é um álibi: é restituir diligentemente a Deus aquilo que Lhe pertence. É por isso que o cristão fixa o olhar na realidade futura, a realidade de Deus, para viver plenamente a existência – com os pés bem fincados na terra – e responder, com coragem, aos inúmeros desafios novos..."

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)



Mt. 22, 1-14 O Papa Francisco disse hoje no Vaticano, a propósito da passagem do evangelho deste XXVIII domingo do tempo comum, que a Igreja Católica tem de estar aberta a todos, com particular atenção pelos “excluídos”, numa atitude de "gratuidade" e "universalidade".
“A bondade de Deus não tem limites e não discrimina ninguém: por isso, este banquete dos dons do Senhor é universal, para todos”, declarou, perante dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a recitação da oração do ângelus.
A intervenção sublinhou que todas as pessoas têm a “possibilidade” de responder ao convite de Deus e que “ninguém tem o direito de se sentir privilegiado ou de reivindicar exclusividade”.
O Papa advertiu, por outro lado, que muitas vezes esta proposta é recusada porque se colocam em primeiro lugar “as preocupações materiais” e outros interesses, esquecendo “a amizade, a alegria, a salvação” de Deus.
Partindo desta passagem do Evangelho, o Papa Francisco observou que o convite de Jesus ultrapassa “os limites do que seria razoável” e vai ao encontro dos “pobres, abandonados e deserdados, bons e maus, sem distinção”.
“A sala enche-se de excluídos. O Evangelho, recusado por alguns, encontra um acolhimento inesperado em tantos outros corações”, acrescentou.
O Papa desafiou os católicos a deixar de se colocarem “comodamente no centro” para se abrirem às “periferias”, reconhecendo que “também quem está nas margens é objeto da generosidade de Deus”.
“Todos somos chamados a não reduzir o Reino de Deus aos confins da ‘igrejinha’, mas a expandir a Igreja para as dimensões do Reino de Deus”, precisou.
A condição para entrar neste “banquete” do Reino de Deus, prosseguiu Francisco, é usar a ‘veste nupcial’, “o amor por Deus e pelo próximo”, em especial “pelos mais frágeis”, como é o caso das pessoas perseguidas.

domingo, 5 de outubro de 2014

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)

Mt.2 1, 33-43 Nas leituras de hoje, é usada a imagem da vinha do Senhor tanto pelo profeta Isaías como pelo Evangelho. A vinha do Senhor é o seu «sonho», o projecto que Ele cultiva com todo o seu amor, como um agricultor cuida do seu vinhedo. A videira é uma planta que requer muitos cuidados!
O «sonho» de Deus é o seu povo: Ele plantou-o e cultiva-o, com amor paciente e fiel, para se tornar um povo santo, um povo que produza muitos e bons frutos de justiça.
Mas, tanto na antiga profecia como na parábola de Jesus, o sonho de Deus fica frustrado. Isaías diz que a vinha, tão amada e cuidada, «produziu agraços» (5, 2.4), enquanto Deus «esperava a justiça, e eis que só há injustiça; esperava a rectidão, e eis que só há lamentações» (5, 7). Por sua vez, no Evangelho, são os agricultores que arruínam o projecto do Senhor: não trabalham para o Senhor, mas só pensam nos seus interesses.
Através da sua parábola, Jesus dirige-se aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, isto é, aos «sábios», à classe dirigente. Foi a eles, de modo particular, que Deus confiou o seu «sonho», isto é, o seu povo, para que o cultivem, cuidem dele e o guardem dos animais selvagens. Esta é a tarefa dos líderes do povo: cultivar a vinha com liberdade, criatividade e diligência.
Mas Jesus diz que aqueles agricultores se apoderaram da vinha; pela sua ganância e soberba, querem fazer dela aquilo que lhes apetece e, assim, tiram a Deus a possibilidade de realizar o seu sonho a respeito do povo que Ele escolheu.
Também nós somos chamados a trabalhar para a vinha do Senhor, no Sínodo dos Bispos. As assembleias sinodais não servem para discutir ideias bonitas e originais, nem para ver quem é mais inteligente. Servem para cultivar e guardar melhor a vinha do Senhor, para cooperar no seu sonho, no seu projecto de amor a respeito do seu povo. Neste caso, o Senhor pede-nos para cuidarmos da família, que, desde os primórdios, é parte integrante do desígnio de amor que ele tem para a humanidade.
A nós também nos pode vir a tentação de «nos apoderarmos» da vinha, por causa da ganância que nunca falta aos seres humanos. O sonho de Deus sempre se embate com a hipocrisia de alguns dos seus servidores. Podemos «frustrar» o sonho de Deus, se não nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo. O Espírito dá-nos a sabedoria, que supera a ciência, para trabalharmos generosamente com verdadeira liberdade e humilde criatividade.
Irmãos, para cultivar e guardar bem a vinha, é preciso que os nossos corações e as nossas mentes sejam guardados em Cristo Jesus pela «paz de Deus que ultrapassa toda a inteligência», como diz São Paulo (Flp 4, 7). Assim, os nossos pensamentos e os nossos projectos estarão de acordo com o sonho de Deus: formar para Si um povo santo que Lhe pertença e produza os frutos do Reino de Deus (cf. Mt 21, 43).
 
Papa Francisco (05/10/2014)


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

PEREGRINAÇÃO DIOCESANA A FÁTIMA


Peregrinação Diocesana a Fátima
Sábado 25 de Outubro de 2014
presidida pelo Bispo de Setúbal

para agradecer a Nossa Senhora os 40 anos da Diocese

Participe com a sua família.
Faça a inscrição na Paróquia
com o custo de 10€ para o autocarro.


Horário da peregrinação:
09.45 – Saudação a Nossa Senhora, na Capelinha das Aparições;
10.00 – Terço do Rosário, também na Capelinha;
11.00 – Missa Internacional, na Basílica da Santíssima Trindade, presidida por D. Gilberto dos Reis.
14.30 – Encontro, Adoração e Vésperas, na Basílica da Santíssima Trindade.
17.30 – Encerramento da Peregrinação.

domingo, 28 de setembro de 2014

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt. 21, 28-32 No evangelho deste XXVI domingo do tempo comum, Jesus põe à consideração dos judeus a obediência de dois filhos a um pedido de seu pai. Os judeus não têm dúvida em afirmar que só obedeceu ao pai aquele que, recusando-se, embora por palavras, realizou na ação a vontade do pai. De facto, assim é, levando-nos a ver nos dois filhos ali retratados as pessoas que acolhem a Palavra de Deus, mas nada fazem depois, e aqueles que a rejeitam inicialmente, mas que depois vão e fazem tudo de acordo com o coração do Senhor.
De que grupo fazemos parte?
Fomos batizados, ou seja, através de nossa própria língua ou da de nossos padrinhos, professamos a fé em Deus e prometemos obedecer seus mandamentos de amor. É isso que vivemos no nosso dia a dia? Até onde nosso egocentrismo foi batizado? Amar é sair de si, a partir de onde o egoísmo começa a mostrar suas raízes e seus brotos.
Como vemos, em nós existe o filho mais novo, que não era de natureza acolhedora aos desejos do Pai, mas que se converteu e passou a caminhar unido ao seu coração. Contudo, como ainda estamos nesta vida e somos a toda hora bombardeados por apelos contrários à nossa opção fundamental e vemos que muitas vezes caímos, observamos que em nós subsiste o filho mais velho, que disse sim ao Pai, mas que depois faz o que o desagrada.
Concluímos vendo que a atitude de permanente conversão, de estado contínuo de exame de consciência e disposição para se levantar, deve estar presente em toda nossa vida.
Somos responsáveis por nossos atos, mesmo que tenhamos consciência de que somos frutos da família e da sociedade, enfim, de nosso mundo. Temos a capacidade de romper com o passado e caminhar em direção a Deus e aos irmãos. Se nos sentimos fracos, a graça de Deus nos fortalece. O humilde, aquele que não conta com seus dons, mas reconhece seus pecados e sua debilidade, esse triunfará porque abre, em sua vida, espaço para Deus, e Deus é vida, Deus é amor.

Pe. Cesar Augusto dos Santos, S.J.

ORAÇÃO PELO SÍNODO DOS BISPOS SOBRE A FAMÍLIA

 O último domingo deste mês de Setembro, dia 28, é dedicado à ORAÇÃO pela III Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, que decorrerá no Vaticano de 5 a 19 de Outubro, tendo como tema “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”.
Num comunicado difundido pelo Secretariado do Sínodo, convidam-se as Igreja particulares, as comunidades paroquiais, os Institutos de vida consagrada, associações e movimentos a rezarem nas Eucaristias e noutros momentos celebrativos, nos dias anteriores e durante os trabalhos sinodais.

Cabe-nos a nós, sacerdotes, desafiar os fiéis a unirem-se na sua oração pessoal a esta intenção, sobretudo nas famílias.
Recomende-se também a reza do Terço, pelos trabalhos sinodais.



    O Secretariado do Sínodo publicou uma breve Oração à Sagrada Família para o Sínodo, composta pelo Papa Francisco, que aqui a apresentamos para que possa ser rezada por todos nas Eucaristias e também reproduzida para que as pessoas levem para casa e aí em família ou individualmente a rezem. Sugere-se que se acrescente à Oração dos Fiéis algumas intenções relativas ao Sínodo.

Oração à Sagrada Família 

Jesus, Maria e José, em vós contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor
e, com confiança, nos voltamos para vós.
 
Sagrada Família de Nazaré,
fazei com que nossas famílias
sejam lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas Igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
que nas famílias nunca haja violência, fechamento ou divisão,
que os que foram feridos ou escandalizados
sejam consolados e curados.

Sagrada Família de Nazaré,
nós vos suplicamos que, por ocasião do próximo Sínodo dos Bispos,
se reacenda em todos a consciência do caráter sagrado e inviolável da família,
e da sua beleza no projeto de Deus..

Jesus, Maria e José, 
ouvi e atendei a nossa suplica.
Amem!

O PRIMEIRO PAPA JESUÍTA CELEBOU, ESTE SÁBADO, COM OS JESUÍTAS OS 200 ANOS DA RESTAURAÇÃO DA COMPANHIA DE JESUS

Neste sábado, 27 de Setembro, o Papa Francisco celebrou, na Igreja mãe dos jesuítas (a Igreja de Gésu em Roma), os 200 anos da restauração da Companhia de Jesus. Foi um momento muito significativo para toda a Companhia de Jesus, que, na sua Igreja Mãe, recebeu o primeiro Papa jesuíta da história, celebrando os 200 anos da restauração da ordem, promulgada pelo seu predecessor, Pio VII, em 1814. A cerimónia contou com momentos profundos e tocantes, como as palavras que o Santo Padre dirigiu aos seus companheiros jesuítas e a entrega do Evangelho ao Padre Geral, Adolfo Nicolás, simbolizando o envio em missão por tudo o mundo.
Diante do Papa Francisco, a exemplo de Santo Inácio e dos primeiros companheiros, os jesuítas presentes renovaram “o empenho de continuar a servir a Igreja, colocando-se à disposição do Romano Pontífice, Vigário de Cristo na terra”.
Na homilia, o Santo Padre fez memória da crise que a Companhia enfrentou, aquando das fortes perseguições que resultaram na supressão da ordem em 1773: “a Companhia, assinalada com o nome de Jesus, viveu tempos difíceis de perseguições.”
O Papa exortou os jesuítas a aprender com o exemplo dos seus antecessores. Em momentos difíceis, em vez de se lamentarem e terminarem a histórica, devem manter-se fiéis ao carisma, fazendo discernimento para seguir em frente: “em tempo de confusão e tribulação, o Geral Ricci fez discernimento. Não perdeu tempo a discutir ideias nem se lamentou, mas viveu intensamente a vocação da Companhia. E com esta atitude, ele conduziu os jesuítas a fazer a experiência da morte e da ressurreição do Senhor. Depois de perderem tudo, até mesmo a sua identidade pública, não resistiram à vontade de Deus. A Companhia – e isto é belo – viveu o conflito até ao O Santo Padre destacou também os desafios actuais a que os jesuítas são hoje chamados a responder: “Hoje, a Companhia enfrenta com inteligência o trágico problema dos refugiados, e esforça-se com discernimento a integrar o serviço da fé e a promoção da justiça em conformidade com o Evangelho.”
O Papa Francisco concluiu fazendo memória das palavras que o seu predecessor Paulo VI dirigiu aos jesuítas na Congregação Geral 32ª; palavras que ele prório ouviu enquanto Provincial jesuíta (Roma, Março de 1975): “Onde quer que na Igreja, mesmo nos campos mais difíceis e de primeira linha, nas encruzilhadas ideológicas, nas trincheiras sociais, existiu ou existe conflito entre as prementes exigências do homem e a mensagem do Evangelho, aí estiveram e estão os jesuítas.”

domingo, 21 de setembro de 2014

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 20, 1-16 Hoje o evangelho apresenta-nos a Parábola dos trabalhadores da vinha. Estes homens estavam prontos para trabalhar, mas ninguém os contratara; eram laboriosos, mas estavam ociosos por falta de trabalho e de patrão. Foi então que uma voz os contratou, que uma palavra os pôs a caminho e, no seu zelo, não combinaram previamente o preço do seu trabalho, como tinham feito os primeiros. O senhor avaliou a sua tarefa com sabedoria e pagou-lhes o mesmo que aos outros. Nosso Senhor proferiu esta parábola para que ninguém diga: «Como não fui chamado na juventude, não posso ser recebido.» Mostrou assim que, seja qual for o momento da sua conversão, todos os homens serão acolhidos. […] Ele saiu ao romper da manhã, pelas nove horas, pelo meio-dia, pelas três da tarde e pelas cinco da tarde; podemos aplicar isto ao começo da sua pregação, depois ao curso da sua vida e finalmente à cruz, pois foi aí, à última hora, que o bom ladrão entrou no Paraíso (Lc 23,43). Para que não nos ocorra incriminar o ladrão, Nosso Senhor afirma a sua boa vontade: se tivesse sido contratado, teria trabalhado, mas ninguém o contratara.
 
Aquilo que damos a Deus é claramente indigno dele, e aquilo que Ele nos dá fica muito além do que merecemos. Somos contratados para um trabalho proporcional às nossas forças, mas recebemos um salário totalmente desproporcionado. […] Ele trata da mesma maneira os primeiros e os últimos: todos receberam um denário com a efígie do Rei, que significa o Pão da Vida (Jo 6,35), que é o mesmo para todos; com efeito, o remédio da vida é o mesmo para todos os que o tomam.
 
Não podemos censurar ao senhor da vinha a sua bondade, nem podemos comentar negativamente a sua justiça: na sua justiça, ele pagou o que tinha combinado, e na sua bondade mostrou-se misericordioso como quis. Foi para nos dar este ensinamento que Nosso Senhor proferiu esta parábola, resumindo tudo isto com estas palavras: «Não me será permitido dispor dos meus bens como entender?»
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
 


ORAÇÃO DOS 40 ANOS DA DIOCESE DE SETÚBAL

No dia 16 de Julho de 2015 a Diocese de Setúbal faz 40 anos.
No dia 25 de Outubro próximo, faremos a abertura das comemorações, com a Peregrinação Diocesana a Fátima.
Somos convidados, por D. Gilberto, a rezar diariamente esta oração, que ele mesmo compôs:
          
                                          
Pai Santo,
Somos a Igreja de Setúbal
que reúnes e animas
pelos braços do Teu Filho e do Espírito Santo,
e que está a celebrar quarenta anos de Diocese.
Pai Santo,
nesta hora feliz, damos-Te graças
por tantas pessoas, instituições e acontecimentos,
que são sinais do Teu Amor por nós.
E pedimos-Te
a paixão pela santidade,
a fé viva alimentada pela Palavra e a Eucaristia
e um coração acolhedor de todos, sobretudo dos pobres;
Pedimos-Te
a graça de crescer como comunidade
onde cada um se sinta amado
e se torne pedra viva e lugar de acolhimento;
Pedimos-Te
que, guiados pelo Espírito de Jesus,
sejamos 'Igreja em saída'
a anunciar a todos a alegria do Evangelho.
Pedimos-Te, com Maria,
um coração orante e tão cheio do Teu amor
que encha de alegria as pessoas que encontrarmos.

Ámen.

Nota: O Sr. D. Gilberto deseja que, pelo Natal, toda a gente saiba esta oração de cor. Se a rezarmos todos os dias, provavelmente atingiremos esse objetivo!

 

domingo, 14 de setembro de 2014

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DA FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

 
 
Jo. 3, 13-17 A liturgia deste Domingo, Festa da Exaltação da Santa Cruz, convida-nos a contemplar a cruz de Jesus. Ela é a expressão suprema do amor de um Deus que veio ao nosso encontro, que aceitou partilhar a nossa humanidade, que quis fazer-se servo dos homens, que se deixou matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. Oferecendo a sua vida na cruz, em dom de amor, Jesus indicou-nos o caminho para chegar à vida plena.
No Evangelho, João recorda-nos que Deus nos amou de tal forma, que enviou o seu Filho único ao nosso encontro para nos oferecer a vida eterna. Convida-nos a olhar para a cruz de Jesus, a aprender com ele a lição do amor total, a percorrer com ele o caminho da entrega e do dom da vida. É esse o caminho da salvação, da vida plena e definitiva.
Ora foi precisamente isso que disse hoje o Papa Francisco, na oração do Angelus, mas por outras palavras. Disse ele: "A Cruz de Jesus exprime duas coisas: toda a força negativa do mal e toda a suave omnipotência da misericórdia de Deus. A Cruz parece decretar o fracasso de Jesus, mas, na realidade, marca a sua vitória. No Calvário, aqueles que o injuriavam, diziam: ‘Se és Filho de Deus, desce da cruz’. Mas a verdade era o oposto: justamente porque era o Filho de Deus, Jesus estava ali, na cruz, fiel até o final ao desígnio do amor do Pai. E exatamente por isso Deus ‘exaltou’ Jesus, dando-lhe uma realeza universal.
Quando olhamos para a Cruz onde Jesus foi pregado, contemplamos o sinal do amor infinito de Deus para cada um de nós e a raiz da nossa salvação. Daquela Cruz vem a misericórdia do Pai que abraça o mundo inteiro. Através da Cruz de Cristo, se venceu o mal, a morte foi derrotada, a vida nos foi doada e a esperança restituída. A Cruz de Jesus é nossa única e verdadeira esperança!
É por isso que a Igreja ‘exalta’ a Santa Cruz, e é por isso que, nós, cristãos, nos abençoamos com o sinal da cruz (...)"

domingo, 7 de setembro de 2014

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt. 18, 15-20 A propósito do Evangelho deste XXIII domingo do tempo comum disse, hoje, no Ângelus, o Papa Francisco: "Sabem que as palavras matam: quando falo mal, faço uma crítica injusta, isso é matar a reputação do outro.
Ao mesmo tempo, esta discrição tem a finalidade de não mortificar inutilmente o pecador. O objetivo é ajudar o irmão a perceber o que ele fez. Isso também nos ajuda a libertarmo-nos da ira e do ressentimento que nos fazem mal e que nos levam a insultar e a agredir.
Isso é feio. Nada de insultos. Insultar não é cristão.
Na realidade, diante de Deus somos todos pecadores e necessitados de perdão. Jesus, de facto, disse-nos para não julgar. A correção fraterna é um serviço recíproco que podemos e devemos fazer uns aos outros. E é possível e eficaz somente se cada um se reconhece pecador e necessitado do perdão do Senhor. A mesma consciência que me faz reconhecer o erro do outro, antes ainda me recorda que eu mesmo errei e erro tantas vezes.
Por isso, no início da Santa Missa, todas as vezes somos convidados a reconhecer diante do Senhor que somos pecadores, expressando com as palavras e os gestos o sincero arrependimento do coração. E o pedimos para nós, “Senhor, tende piedade de mim”, e não “Senhor, tende piedade dessa pessoa que está a meu lado”.
Todos somos pecadores e a todos Deus oferece a sua misericórdia. “Devemo-nos lembrar sempre disso antes de corrigirmos fraternalmente o nosso irmão.”

Papa Francisco - Ângelus 07.09.2014

P. HERMÍNIO VITORINO É O NOVO PÁROCO DA PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER DA CAPARICA

 O P. Hermínio Vitorino é desde ontem (6/09) o novo pároco da Paróquia de S. Francisco Xavier de Caparica, sucedendo ao P. José Pires, por proposta do Superior da Companhia de Jesus. O P. Hermínio é um Ilhéu-Açoriano! É o sexto filho de uma família de 9 irmãos e irmãs. Nasceu no dia 31 de Julho (dia de Santo Inácio de Loyola) de 1966, na aldeia de Santo António, na Ilha de S. Jorge – Açores, Diocese de Angra do Heroísmo.
Estudou na Escola Preparatória de Velas, depois ingressou no Seminário Intermédio-Maior De Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, onde permaneceu vários anos. Depois de algum tempo de discernimento, decidiu mudar e entrar na Companhia de Jesus, em Setembro de 1990. Durante os dois anos seguintes fez o Noviciado em Coimbra, depois estudou Filosofia em Braga de 1992 – 1996.
Em Setembro de 1996 foi enviado para a Missão de Fonte Boa, na Diocese de Tete, em Moçambique, onde fez o Magistério (dois anos de estágio – pastoral) durante dois anos aproximadamente. Durante esse tempo deu aulas de Português, numa escola do Estado, colaborou e foi responsável de um Internato Masculino, com 200 adolescestes e jovens, que estudavam naquela escola.
De Setembro de 1998 a Junho de 2003 estudou Teologia, licenciando-se em Missiologia, na Universidade Gregoriana. Foi ordenado Diácono em Roma, em Abril de 2001, e Sacerdote na Igreja de São Roque, em Lisboa, no dia 06/07/2002.
Regressou a Portugal, em Julho de 2003 e recebeu a missão de ir colaborar na Pastoral da Paróquia de Cristo Rei, no Pragal-Almada, (junto ao Cristo Rei), Diocese de Setúbal, e de ser professor de Educação Moral e Religiosa Católica numa escola dos bairros sociais do Monte da Caparica.
De Setembro de 2006 a Junho de 2009 pertenceu à comunidade Jesuítica da residência do Sagrado Coração de Jesus, na Póvoa de Varzim, Diocese de Braga, onde colaborou na Basílica dedicada ao Coração de Jesus. Porém durante estes quase três anos, teve 2 saídas, uma de Novembro de 2007 a Julho de 2008, para Moçambique onde trabalhou na catedral da cidade de Tete, e nas Missões de Fonte Boa e de Mesaladzi, pertencentes à Diocese de Tete.
A segunda saída foi de Setembro de 2008 a Abril de 2009, para fazer a Terceira Provação, (última fase de formação de um Jesuíta), em Salamanca, Espanha.
Quando voltou de Espanha foi enviado para a Covilhã, paróquia de S. Pedro e daí para a Paróquia da Charneca da Caparica de onde agora veio para tomar posse da Paróquia de S. Francisco Xavier de Caparica. Todos os paroquianos esperam e rezam para que a mudança contribua para que a Paróquia e a Diocese cresçam como sacramento de íntima comunhão com Deus e dos homens entre si.

sábado, 6 de setembro de 2014

MUDANÇA DE PÁROCO

No sábado dia 6 de setembro o Senhor Bispo de Setúbal presidiu à Eucaristia onde deu posse ao 2º Pároco desta quasi Paróquia de São Francisco Xavier de Caparica, Padre Hermínio Vitorino entregando-lhe as chaves da Paróquia.

O 1º Pároco Padre José Pires Lopes Nunes leu o decreto do D. Gilberto e a ata que foi assinada pelos sacerdotes presentes e no final pelas pessoas que quiseram.



O Padre José Pires Lopes Nunes que iniciou esta Paróquia a 15 de outubro de 2006  recebeu nova missão por parte da Companhia de Jesus e toma posse como Pároco da Paróquia de Charneca de Caparica no dia 7 de setembro na Eucaristia das 11h., substituindo o anterior Pároco, Padre Honório, falecido na semana passada.



 
Antes do terminar a Eucaristia o Padre José Pires dirigiu uma Palavra á assembleia estimulando-a a continuar a seguir Jesus e a sentir-sempre a Sua companhia.
Segui-se um convívio de boas vindas ao novo Pároco e de muita gratidão ao Padre José Pires por tanto bem que fez a favor deste povo, pela sua continua presença amiga e atenta  a cada grupo e a cada pessoa procurando sempre ajudar e  levar para Jesus a todos. 
Por isso um bem haja por todo o seu amor a Deus e a todos!

domingo, 31 de agosto de 2014

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


 
Mt. 16, 21-27 Jesus, em nome de Deus, quer cumprir o desígnio da sua vida, da sua entrega e caminhar até Jerusalém. E isto pede também aos seus discípulos: segui-l'O e que tomem a iniciativa da sua própria vida (o texto diz, com razão, "a sua cruz". Não é a cruz de Jesus que é preciso levar, mas a nossa própria cruz. Jesus está decidido a levar a "cruz" do Reino de Deus como causa libertadora para o mundo. Pedro, e todos nós, estamos convidados a assumir " a nossa cruz" neste processo de identificação com a vida e a causa de Jesus. A repreensão a Pedro, como se as suas afirmações fossem de Satanás, são explicitadas na expressão dialéctica "as coisas de Deus versus as coisas dos homens" (tà toû allà tà tôn anthôpôn). Porque Pedro, ao recusar a "paixão" de quem considerava o Messias, estava a mostrar os mesmos interesses nacionalistas da religiosidade judaica de então (são estas as ideias dos homens). A cruz de Jesus era cumprir a vontade de Deus; no texto com todas as consequências, (estas são as coisas de Deus). É indiscutível, no texto, a identificação entre cruz e vida pessoal. A cruz é sinal da ignomínia e da crueldade dos homens. Mas, do ponto de vista de "martírio", de radicalidade e de consequência de vida, a cruz é sinal da liberdade suprema. Foi assim para Jesus na sua causa de Deus e do seu Reino e é-o para o cristão na sua opção evangélica e consequências de vida. Muitas vezes, a nossa vida é, sem dúvida, uma cruz. Mas temos de garantir com firmeza que a vida cristã não consiste em sermos chamados a "sacrificar-nos", tal como é normalmente entendido, mas a sermos felizes na nossa própria vida que é um dom de Deus e, como tal, há que aceitá-la. E se nesta vida nem tudo o que reluz é ouro, também temos de amá-la e transformá-la com decisão profética. Não basta afirmar que o discípulo é chamado a sacrificar-se e a martirizar-se como ideal supremo, porque nem Jesus desejou e procurou a morte que Lhe deram na cruz, mas que Lhe aconteceu como consequência de uma vida radicalmente de amor e de entrega aos outros. Pois assim devem ser os discípulos. O ideal supremo é amar a vida como dom de Deus e levá-la à plenitude. Mas, pelo meio, "está sempre Satanás" (expressão mítica, sem dúvida), que nos afasta do dom da vida verdadeira.
 
Fr. Miguel de Burgos Núñez, OP
Leitor e doutor em teologia. Licenciado em Sagrada Escritura

domingo, 24 de agosto de 2014

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 16, 13-20 Na sua habitual alocução no Angelus, o Papa Francisco comentou o Evangelho deste domingo (Mateus 16), em que Simão, em nome dos Doze, professa a sua fé em Jesus como “o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Considerando-o “feliz” por esta sua fé, reconhecendo nela um dom do Pai, Jesus atribui-lhe um novo nome – Pedro (Kefa), Rocha. Palavra que a Bíblia referia a Deus. Jesus aplica-a a Simão, não pelas suas qualidades ou méritos humanos, mas sim pela sua fé genuína e firme, que lhe vem do alto. Jesus – observou o Papa – sente uma grande alegria, porque reconhece em Simão a mão do Pai, a ação do Espírito Santo.
Reconhece que Deus Pai deu a Simão uma fé fiável, sobre a qual Ele, Jesus, poderá construir a sua Igreja, isto é, a sua comunidade.
Para iniciar a sua Igreja, Jesus tem necessidade de encontrar nos discípulos uma fé sólida, fiável.
“O Senhor tem em mente a imagem da construção, a imagem da comunidade como um edifício. É por isso que, quando sente a profissão de fé nítida de Simão, o chama rocha, e exprime a intenção de construir a Igreja sobre esta fé”:.
O que aconteceu de modo único em São Pedro, acontece também em cada cristão que matura uma fé sincera em Jesus o Cristo, o Filho do Deus vivo.
O Evangelho de hoje interpela também cada um de nós.
Se o Senhor encontrar no nosso coração uma fé – não digo perfeita, mas sincera, genuína, então Ele vê também em nós pedras vivas com as quais construir a sua comunidade.
A pedra fundamental desta comunidade é Cristo, pedra angular e única.
Pela sua parte, Pedro é pedra, enquanto fundamento visível da unidade da Igreja – observou ainda o Papa, sublinhando que “cada baptizado está chamado a oferecer a Jesus a própria fé, pobre mas sincera, para que Ele possa continuar a construir a sua Igreja, hoje, em cada parte do mundo.

domingo, 17 de agosto de 2014

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)

 
Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers, doutor da Igreja
Comentário ao evangelho de Mt.15, 21-28 onde uma mulher cananeia se aproxima de Jesus e começa a gritar: "Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim. Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio". A este respeito diz Santo Hilário:

Esta cananeia pagã deixou de ter, pessoalmente, necessidade de ser curada, uma vez que reconheceu Cristo como Senhor e Filho de David, mas pede auxílio para a sua filha, isto é, para a multidão pagã prisioneira de espíritos impuros. O Senhor cala-Se, reservando com o Seu silêncio o privilégio de salvar Israel. [...] Trazendo em Si o mistério da vontade do Pai, responde que não foi enviado senão às ovelhas perdidas de Israel, para que ficasse claro que a filha da cananeia é um símbolo da Igreja. [...] Não é que a salvação não pudesse ser dada também aos pagãos, mas o Senhor tinha vindo «para os Seus e ao mundo que era Seu» (Jo 1,11), e esperava os primeiros indícios da fé deste povo de onde Ele próprio era originário, devendo os outros ser seguidamente salvos pela pregação dos apóstolos. [...]

E, para que compreendêssemos que o silêncio do Senhor provém da consideração do tempo e não de um obstáculo colocado pela Sua vontade, acrescenta: «Mulher, grande é a tua fé!» Queria dizer que esta mulher, já certa da sua salvação, tinha fé – melhor ainda – na reunião dos pagãos no tempo que se aproxima, em que, pela sua fé, eles serão libertados de todo o tipo de espíritos impuros tal como a jovem o foi. E isso confirma-se: com efeito, após a prefiguração do povo dos pagãos na filha da cananeia, homens prisioneiros de diversos tipos de doenças são apresentados ao Senhor na montanha pelas multidões (Mt 15,30). São homens incréus, isto é, doentes, que são levados pelos crentes a adorar e a prostrar-se, e a quem é dada a salvação, para estudarem, louvarem e seguirem a Deus.

domingo, 10 de agosto de 2014

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt. 14, 22-33 Na personagem de Pedro, com os seus ímpetos e suas debilidades, está descrita a nossa fé: sempre frágil e pobre, inquieta e contudo vitoriosa, a fé do cristão caminha ao encontro do Senhor ressuscitado, no meio das tempestades e perigos do mundo - disse o Santo Padre.

O Papa sublinhou a importância da cena final: quando Jesus sobe para a barca onde se encontram os discípulos, irmanados pela experiência da fraqueza, da dúvida, do medo, da “pouca fé”, tudo muda: o vento cessa, a tempestade desaparece. E então todos se sentem unidos, na fé, a Jesus. E adoram Jesus…

Esta é uma imagem eficaz da Igreja: uma barca que tem que enfrentar as tempestades e que por vezes parece estar para ser arrastada pelas ondas. Aquilo que a salva, não são as qualidades e coragem dos seus homens, mas sim a fé, que permite caminhar mesmo no meio das dificuldades. É a fé que nos dá a certeza da presença de Jesus ao nosso lado.

Papa Francisco - Excertos do Ângelus de 10.08.2014

domingo, 27 de julho de 2014

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 13, 44-52 “Assim é o Reino de Deus: quem o encontra não tem dúvidas, sente que é aquilo que buscava, que esperava e que responde às suas aspirações mais autênticas. E é realmente assim: quem conhece Jesus, quem o encontra pessoalmente, permanece fascinado, atraído por tanta bondade, tanta verdade, tanta beleza, e tudo numa grande humildade e simplicidade.

Pensemos em São Francisco de Assis: ele já era um cristão, mas um cristão ‘água de rosa’. Quando leu o Evangelho, num momento decisivo de sua juventude, encontrou Jesus e descobriu o Reino de Deus e então todos os seus sonhos de glória terrena desapareceram. O Evangelho te faz conhecer Jesus verdadeiro, o Jesus vivo; fala-te ao coração e transforma a tua vida. E então sim, deixas tudo. Tu podes mudar efetivamente o tipo de vida, ou continuar a fazer aquilo que fazias antes, mas tu és outra pessoa, renasceste: encontraste aquilo que dá um sentido, sabor, luz a tudo, mesmo aos cansaços, aos sofrimentos, à morte. Tudo adquire um sentido quando encontras este tesouro, que Jesus chama ‘o Reino de Deus’, isto é Deus que reina na tua vida, na nossa vida.

O cristão não pode ter a sua fé escondida, porque ela transparece em cada palavra, em cada gesto, mesmo nos mais simples e quotidianos: transparece o amor que Deus nos deu mediante Jesus”.

Papa Francisco - Excertos da alocução antes do Ângelus de 27.07.2014

domingo, 20 de julho de 2014

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)

 
 
Mt 13, 24-30 "Deus sabe esperar: Sabemos que o demónio é um espalhador de joio: sempre em busca de dividir as pessoas, as famílias, as Nações e os povos. Os trabalhadores queriam logo arrancar o erva daninha, mas o patrão os impediu com a seguinte motivação: 'Não. Pode acontecer que, arrancando o joio, vocês arranquem também o trigo'. Sabemos que o joio quando cresce, se parece muito com a boa semente e existe o perigo de confundi-las.

"O ensinamento da parábola é dúplice. Primeiramente, diz que o mal existente no mundo não vem de Deus, mas de seu inimigo, o maligno. Ele vai à noite semear o joio, na escuridão, na confusão, onde não há luz. Este inimigo é astuto: semeou o mal em meio ao bem, tornando impossível aos homens separá-los claramente; mas Deus, pode fazê-lo".

"Nós às vezes, temos muita pressa em julgar, classificar, colocar os bons de um lado e os maus do outro. Lembrem-se da oração do homem soberbo: Deus, eu te agradeço porque sou bom e não sou como aquele que é mal. Deus, ao invés, sabe esperar. Ele olha no campo da vida de cada pessoa com paciência e misericórdia. Vê muito melhor do que nós a sujeira e o mal, mas vê também os germes do bem e espera com confiança que amadureçam. Deus é paciente, sabe esperar. O nosso Deus é um Pai paciente que sempre nos espera e nos espera para nos acolher e nos perdoar."

Papa Francisco, excerto alocução antes do Ângelus de 20.07.2014

 

domingo, 13 de julho de 2014

CELEBRAÇÃO DO SACRAMENTO DO CRISMA COM A PRESENÇA DO NOSSO BISPO (as fotos)

Esteve, hoje, na nossa Paróquia o Sr. Bispo para ministrar o Sacramento do Crisma a 47 crismandos.
D. Gilberto Canavarro dos Reis, a propósito do evangelho deste domingo, convidou todos a serem semeadores da Palavra e da fé, neste mundo que anda tão sedento de Deus.

 
 

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)


Mt 13, 1-23 A propósito do evangelho deste XV domingo do tempo comum (Ano A) diz S. João Maria Vianney (1786-1859), presbítero, cura d' Ars, nos seus "Sermões":

"Se me interrogais acerca do que Jesus Cristo quis dizer com este semeador que saiu de madrugada para ir espalhar a semente no seu campo, meus irmãos, o semeador é o próprio Deus, que começou a trabalhar pela nossa salvação desde o início do mundo, enviando-nos os Seus profetas antes da vinda do Messias, para nos ensinar o que era necessário para sermos salvos; e não Se contentou em enviar os Seus servos, veio Ele mesmo traçar-nos o caminho que devemos tomar, veio anunciar-nos a palavra santa.

Sabeis o que é uma pessoa que não se alimenta desta palavra santa ou a recebe sem a devida reverência? É semelhante a um paciente sem médico, a um viajante perdido e sem guia, a um pobre sem recursos; digamos melhor, meus irmãos, que é completamente impossível amar a Deus e agradar-Lhe sem ser alimentado por esta palavra divina. O que é que nos pode levar a unirmo-nos a Ele, a não ser conhecê-Lo? E quem nos dá a conhecê-Lo com todas as Suas perfeições, as Suas belezas e o Seu amor por nós, se não a palavra de Deus, que nos ensina tudo o que Ele fez por nós e os bens que nos prepara na outra vida, se procurarmos agradar-Lhe?"

domingo, 6 de julho de 2014

REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)



Mt 11, 25-30 "Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso do vosso fardo e eu vos darei descanso". O Senhor tem diante dos olhos as pessoas que encontra todos os dias, pessoas simples, pobres, doentes, pecadores, marginalizados.
Estas pessoas sempre foram atrás d'Ele para ouvir a sua palavra – uma palavra que dava esperança! As palavras de Jesus sempre dão esperança! – e também para tocar mesmo que somente a orla de sua veste. Jesus mesmo buscava essas multidões enfraquecidas como ovelhas sem pastor (cfr Mt 9,35-36): assim diz Ele, e as buscava para anunciar-lhes o Reino de Deus e para curar muitos no corpo e no espírito. Chama todos a si: «Vinde a mim», e lhes promete alívio e restabelecimento.

Papa Francisco - Excerto Ângelus 06-07-2014

 

domingo, 29 de junho de 2014

PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL A FÁTIMA (AS FOTOS)

A Paróquia foi hoje em peregrinação a Fátima para rezar e louvar a Mãe do Céu. Este ano a Paróquia levou 7 autocarros. De manhã, pelas 11h, participámos na Missa no recinto e à tarde fizémos a Via Sacra nos Valinhos, fomos à Loca do Anjo e às casas dos pastorinhos.



 
 
Antes do regresso participámos na Procissão Eucarística no recinto.
 
 

REFLEXÃO SOBRE A SOLENIDADE DE S. PEDRO E S. PAULO APÓSTOLOS

 
Hoje celebramos a festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo.
"São Pedro e São Paulo, tão diferentes um do outro no plano humano, foram escolhidos pessoalmente pelo Senhor Jesus e responderam ao chamamento, oferecendo toda a sua vida. Em ambos a graça de Cristo realizou grandes coisas, transformou-os: Simão havia negado Jesus no momento dramático da paixão; Saulo havia perseguido duramente os cristãos. Mas ambos acolheram o amor de Deus e se deixaram transformar pela Sua misericórdia; assim se tornaram amigos e apóstolos de Cristo. Por isso, eles continuam a falar à Igreja e ainda hoje nos mostram o caminho da salvação.

Nós, também, se por acaso caíssemos nos pecados mais graves e na noite mais escura, Deus transformar-nos-ía, como transformou Pedro e Paulo; transformaria o nosso coração e nos perdoaria de tudo, transformando assim a nossa escuridão do pecado em um amanhecer de luz. Deus é assim: ele nos transforma e nos perdoa sempre, como fez com Pedro e, como fez com Paulo."

Papa Francisco - Ângelus de 29.06.2014

segunda-feira, 23 de junho de 2014

FESTA DA PARÓQUIA

 No sábado 21 de junho depois de uma tarde de jogos para as crianças da catequese e escuteiros 
 iniciou-se a Procissão com o andor de S. Francisco Xavier que saiu pela 1ª vez
 A Eucaristia foi celebrada ao ar livre no pátio e houve algumas promessas de escuteiros
 Houve angariação de fundos para os escuteiros junto á sede
 Seguiu-se um jantar partilhado com comidas dos vários países da nossa comunidade 
  o convívio continuou animado pelo grupo de jovens com Karaoke, desfile de moda, dança e bailarico!

domingo, 22 de junho de 2014

REFLEXÃO SOBRE A SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO

 
A Igreja coloca a festa da Eucaristia na semana seguinte ao domingo da Trindade. Tem tudo a ver. A coerência da liturgia corresponde à coerência da fé.

Se Deus é amor, se Ele assim se revelou no seu mistério da Trindade, que é a comunhão divina no seu amor, este amor foi manifestado para nós pela maneira como Cristo nos amou. E diz o Evangelho que ele nos amou até o fim! Deu por inteiro a sua vida por amor.

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”, disse Jesus. Disse e fez. Deu por inteiro sua vida. E tornou perene este seu gesto de amor, colocando-o como sua memória para ser celebrada para sempre.

Isto é a Eucaristia. Ela recolhe o amor de Cristo, que continua dando a sua vida por nós e para nós. Também nisto se mostra a coerência do mistério de Deus. Deus é amor. Tendo assumido um corpo humano, o Filho de Deus fez do seu corpo uma expressão de amor. E, para mostrar que queria partilhar connosco o seu amor, fez do seu corpo alimento para nossas vidas, à semelhança de pão para comer e de vinho para beber. Sob estas aparências, a fé diz-nos que é o próprio Cristo que continua dando o seu corpo e o seu sangue por amor a nós, como garantia de salvação para todos.

A coerência de amor divino convida-nos à coerência de nossa fé. No pão consagrado e no cálice abençoado reconhecemos a presença viva do próprio Senhor, que nos envolve em seu amor e nos fortalece em sua comunhão.

A Eucaristia é o grande sinal do amor de Deus, que Cristo nos testemunhou e nos comunica por seu Santíssimo Sacramento.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)