segunda-feira, 18 de maio de 2015

FESTA DO PAI NOSSO 2015 (PARÓQUIA DE SFX DE CAPARICA)

 
No sábado, dia 16 de Maio, tivemos a celebração da Festa do Pai Nosso na Missa das 18h. Participaram cerca de 25 crianças dos 3 grupos do 2º catecismo da Paróquia e alguns pais.
 
 




domingo, 17 de maio de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE A LITURGIA DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

 
O Santo Padre destacou o mandato missionário deixado por Jesus: partir para anunciar a todos os povos a Sua mensagem de salvação
No Regina Coeli deste domingo o Papa Francisco falou da Ascensão de Jesus, festa celebrada pela Igreja hoje. O Santo Padre concentrou-se sobre o mandato de Jesus aos discípulos nesta ocasião: partir para anunciar o Evangelho a todos os povos. Segundo Francisco, “partir” torna-se a palavra-chave da festa de hoje.
Jesus vai para o céu, mas isso não significa uma separação, explicou o Papa. Este episódio da Ascensão mostra ao homem que a meta do seu caminho é o Pai e que Jesus permanece sempre próximo. “Mesmo se nós não O vemos, Ele está ali! Acompanha-nos, guia-nos, toma-nos pela mão e nos levanta quando caímos”.
Francisco destacou que, quando Jesus vai para o céu, ele leva ao Pai um presente: as suas chagas. Ele conservou suas chagas para lembrar ao Pai que elas foram o preço do perdão que Ele dá. “Quando o Pai olha para as chagas de Jesus, perdoa-nos sempre, não porque somos bons, mas porque Jesus pagou por nós. Olhando para as chagas de Jesus, o Pai torna-se mais misericordioso. Este é o grande trabalho de Jesus hoje no céu: fazer ver ao Pai o preço do perdão, as suas chagas”.
Esse mandato de Jesus aos seus discípulos – “Ide e fazei discípulos todos os povos” (Mt 28, 19) é, segundo o Pontífice, um mandato preciso, não facultativo. “A comunidade cristã é uma comunidade  ‘em saída’, ‘em partida’. Mais que isso, a Igreja nasceu em saída”.
Por fim, o Santo Padre lembrou que Jesus, antes de partir, garantiu que estaria com os discípulos todos os dias até o fim do mundo. Então, não se pode fazer nada sem Jesus. Nas obras apostólicas, disse o Papa, os esforços humanos são necessários, mas não bastam.
“Sem a presença do Senhor e a força do seu Espírito, o nosso trabalho, mesmo que bem organizado, resulta ineficaz. E assim vamos aos povos dizer quem é Jesus. Eu não gostaria que vocês se esquecessem qual é o presente que Jesus levou ao Pai: as chagas, porque com elas faz ver ao Pai o preço do Seu perdão”.

domingo, 10 de maio de 2015

PRIMEIRAS COMUNHÕES 2015 (PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA)



Hoje tivemos primeiras comunhões na Paróquia de S. Francisco Xavier de Caparica. Foram 29 crianças que comungaram, esta tarde, pela primeira vez, numa Eucaristia muito participada e presidida pelo Pároco, o P. Hermínio Vitorino. Não faltaram os catequistas, que estiveram junto dos seus catequizandos neste momento tão importante das sua caminhada cristã, e todos juntos rezámos para que estas crianças ganhem amor à Eucaristia: sinal do amor de Deus por nós.





 
 
 
 

PROCISSÃO DE VELAS COM A IMAGEM DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA


 





No sábado 9 de maio pelas 21h realizou-se a procissão com a imagem de Nossa Senhora de Fátima percorrendo algumas ruas da Paróquia. Foram muitas as pessoas que se juntaram para rezar o terço, cantar, agradecer, louvar, pedir para todos a intercessão de Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa Mãe. Por fim o Padre Hermínio deu a Benção do Santíssimo Sacramento.

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO VI DOMINGO DA PÁSCOA (ANO B)

 
Jo. 15, 9-17 “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”: o mandamento de Jesus inspirou as palavras que Francisco pronunciou, hoje, antes de rezar a oração do Regina Caeli com os fiéis e peregrinos na Praça S. Pedro.
O Evangelho deste domingo (10/05) nos leva ao Cenáculo, onde Jesus se dirige aos discípulos durante a Última Ceia, acrescentando que “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”.
Essas palavras resumem toda a mensagem de Jesus, explicou o Papa, tudo o que Ele fez: deu a vida por seus amigos que, no momento crucial, o abandonaram, traíram e renegaram. “Isso nos diz que Ele nos ama mesmo que não mereçamos o seu amor: assim Jesus nos ama!”
Deste modo, acrescentou, Jesus nos mostra o caminho para segui-lo, o caminho do amor. "O seu mandamento não é um simples preceito, mas é novo porque Ele foi quem primeiro o realizou, lhe deu carne, e assim a lei do amor está escrita uma vez por todas no coração do homem."
Indicando o caminho do amor, Cristo nos convida a sair de nós mesmos para ir em direção aos outros. “Jesus nos mostrou que o amor de Deus se aplica no amor ao próximo. Todos os dois caminham juntos. As páginas do Evangelho estão repletas deste amor: adultos e crianças, cultos e iletrados, ricos e pobres, justos e pecadores foram acolhidos no coração de Cristo."
Portanto, esta Palavra do Senhor nos ensina a amarmo-nos uns aos outros mesmo que haja divergências, diferenças, pois é justamente ali que se vê o amor cristão - amor que nos leva a realizar pequenos e grandes gestos que Francisco assim explicou:
"Gestos de atenção a um idoso, a uma criança, a um doente, a uma pessoa só e em dificuldade, sem casa, sem trabalho, imigrada, refugiada... Nesses gestos, se manifesta o amor de Cristo”, concluiu.
 

domingo, 3 de maio de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO V DOMINGO DA PÁSCOA (ANO B)


Jo 15,1-8 “É preciso manter-se fiel ao Batismo, e crescer na amizade com o Senhor mediante a oração, a oração cotidiana, a escuta e a docilidade à sua Palavra, ler o Evangelho, participar dos Sacramentos, especialmente o da Eucaristia e o Sacramento da Reconciliação.” Foi o que disse o Papa Francisco no Regina Coeli ao meio-dia deste domingo na Praça São Pedro, diante de mais de 50 mil fiéis, peregrinos e turistas presentes.
Centrando-se no Evangelho deste domingo que nos apresenta Jesus durante a Última Ceia, o Santo Padre ressaltou que Jesus, sabendo que era chegada a sua hora, quis fixar na mente de seus discípulos uma verdade fundamental: mesmo quando Ele não estiver mais fisicamente no meio deles, eles poderão permanecer unidos a Ele  de um modo novo, e assim dar muitos frutos.
De fato, um cristão pode permanecer tal somente com uma condição, que reste unido a Cristo como um ramo à videira. Esse é o modo novo indicado por Jesus, ressaltou o Pontífice, e que se tornou possível mediante os Sacramentos, o “manter-se fiel ao Batismo”, mediante a “oração todos os dias”, “ler o Evangelho”, numa palavra, no “crescer na amizade com o Senhor”:
“Os ramos não são autossuficientes, mas dependem totalmente da videira, na qual se encontra a fonte de suas vidas. Assim é para nós, cristãos. Inseridos em Cristo mediante o Batismo, recebemos d’Ele gratuitamente o dom da vida nova, e podemos permanecer em comunhão vital com Cristo.”
Desta comunhão, brota a novidade cristã que pode incidir em qualquer relação pessoal, qualquer âmbito social, prosseguiu o Pontífice:
“Se alguém permanece intimamente unido a Cristo, goza dos dons do Espírito Santo, que – como nos diz São Paulo – são ‘amor, alegria, paz, magnanimidade, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão, domínio de si’ e esses são os dons que nos são dados se permanecemos unidos a Jesus; e, consequentemente, faz muito bem ao próximo e à sociedade, é uma pessoa cristã. Efetivamente, dessas atitudes se reconhece se alguém é um verdadeiro cristão, como a árvore se reconhece através dos frutos.”
Verdadeiramente, em um cristão que permanece unido a Jesus tudo é transformado – “alma, inteligência, vontade, afetos, e também o corpo, porque somos unidade de espírito e corpo”, observou Francisco. E os frutos, que daí derivam, são maravilhosos, definiu o Papa:
“Recebemos um novo modo de ser, a vida de Cristo torna-se nossa: podemos pensar como Ele, agir como Ele, ver o mundo e as coisas com os olhos de Jesus. Consequentemente, podemos amar nossos irmãos, a partir dos mais pobres e sofredores, como Ele o fez, e amá-los com o seu coração e assim levar ao mundo frutos de bondade, de caridade e de paz.”

terça-feira, 28 de abril de 2015

PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL A FÁTIMA

 
 
 
PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL A FÁTIMA
Domingo dia 29 de Junho 
Inscrição 10€
Venha com a sua família!

domingo, 26 de abril de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO IV DOMINGO DA PÁSCOA (ANO B)


Jo 10,11-18 A liturgia deste IV domingo da Páscoa, fala-nos de Jesus como o Bom Pastor.
Cristo é o pastor verdadeiro, disse o Papa na sua reflexão desta manhã, pois ao oferecer livremente a própria vida, “realiza o modelo mais alto de amor pelo rebanho”. Em contraposição ao verdadeiro, o Santo Padre explica que o falso pastor “pensa em si mesmo e explora as ovelhas”. O bom pastor, pelo contrário, “pensa nas ovelhas e doa-se a si mesmo”:
“Diferentemente do mercenário, Cristo pastor é um guia atento que participa da vida de seu rebanho, não busca outro interesse, não tem outra ambição do que guiar, nutrir, proteger as suas ovelhas. E tudo isto ao preço mais alto, o do sacrifício de sua própria vida”.
O Papa explicou, que na figura de Jesus, bom pastor, podemos “contemplar a Providência de Deus, a sua solicitude paterna por cada um de nós”:
“É realmente um amor surpreendente e misterioso, porque dando-nos Jesus como Pastor que dá a vida por nós, o Pai nos deu tudo aquilo que de maior e precioso poderia nos dar! É o amor mais alto e mais puro, porque não é motivado por nenhuma necessidade, não é condicionado por nenhum cálculo, não é motivado por nenhum interessado desejo de troca. Diante deste amor de Deus, nós experimentamos uma alegria imensa e nos abrimos ao reconhecimento por aquilo que recebemos gratuitamente”.
Mas somente contemplar e agradecer não basta – advertiu Francisco, “é necessário seguir o Bom Pastor”, especialmente aqueles que têm a missão de guia na Igreja, como os sacerdotes, os Bispos, os Papas.

domingo, 19 de abril de 2015

SEMANA DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES


ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES 2015


MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 52º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O 52º DIA MUNDIAL
DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
(26 de Abril de 2015 - IV Domingo de Páscoa)
Tema: «O êxodo, experiência fundamental da vocação

Amados irmãos e irmãs!
O IV Domingo de Páscoa apresenta-nos o ícone do Bom Pastor, que conhece as suas ovelhas, chama-as, alimenta-as e condu-las. Há mais de 50 anos que, neste domingo, vivemos o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Este dia sempre nos lembra a importância de rezar para que o «dono da messe – como disse Jesus aos seus discípulos – mande trabalhadores para a sua messe» (Lc 10, 2). Jesus dá esta ordem no contexto dum envio missionário: além dos doze apóstolos, Ele chamou mais setenta e dois discípulos, enviando-os em missão dois a dois (cf. Lc 10,1-16). Com efeito, se a Igreja «é, por sua natureza, missionária» (Conc. Ecum. Vat. II., Decr. Ad gentes, 2), a vocação cristã só pode nascer dentro duma experiência de missão. Assim, ouvir e seguir a voz de Cristo Bom Pastor, deixando-se atrair e conduzir por Ele e consagrando-Lhe a própria vida, significa permitir que o Espírito Santo nos introduza neste dinamismo missionário, suscitando em nós o desejo e a coragem jubilosa de oferecer a nossa vida e gastá-la pela causa do Reino de Deus.
A oferta da própria vida nesta atitude missionária só é possível se formos capazes de sair de nós mesmos. Por isso, neste 52º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, gostaria de reflectir precisamente sobre um «êxodo» muito particular que é a vocação ou, melhor, a nossa resposta à vocação que Deus nos dá. Quando ouvimos a palavra «êxodo», ao nosso pensamento acodem imediatamente os inícios da maravilhosa história de amor entre Deus e o povo dos seus filhos, uma história que passa através dos dias dramáticos da escravidão no Egipto, a vocação de Moisés, a libertação e o caminho para a Terra Prometida. O segundo livro da Bíblia – o Êxodo – que narra esta história constitui uma parábola de toda a história da salvação e também da dinâmica fundamental da fé cristã. Na verdade, passar da escravidão do homem velho à vida nova em Cristo é a obra redentora que se realiza em nós por meio da fé (Ef 4, 22-24). Esta passagem é um real e verdadeiro «êxodo», é o caminho da alma cristã e da Igreja inteira, a orientação decisiva da existência para o Pai.
Na raiz de cada vocação cristã, há este movimento fundamental da experiência de fé: crer significa deixar-se a si mesmo, sair da comodidade e rigidez do próprio eu para centrar a nossa vida em Jesus Cristo; abandonar como Abraão a própria terra pondo-se confiadamente a caminho, sabendo que Deus indicará a estrada para a nova terra. Esta «saída» não deve ser entendida como um desprezo da própria vida, do próprio sentir, da própria humanidade; pelo contrário, quem se põe a caminho no seguimento de Cristo encontra a vida em abundância, colocando tudo de si à disposição de Deus e do seu Reino. Como diz Jesus, «todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna» (Mt 19, 29). Tudo isto tem a sua raiz mais profunda no amor. De facto, a vocação cristã é, antes de mais nada, uma chamada de amor que atrai e reenvia para além de si mesmo, descentraliza a pessoa, provoca um «êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para a sua libertação no dom de si e, precisamente dessa forma, para o reencontro de si mesmo, mais ainda para a descoberta de Deus» (Bento XVI, Carta enc. Deus caritas est, 6).
A experiência do êxodo é paradigma da vida cristã, particularmente de quem abraça uma vocação de especial dedicação ao serviço do Evangelho. Consiste numa atitude sempre renovada de conversão e transformação, em permanecer sempre em caminho, em passar da morte à vida, como celebramos em toda a liturgia: é o dinamismo pascal. Fundamentalmente, desde a chamada de Abraão até à de Moisés, desde o caminho de Israel peregrino no deserto até à conversão pregada pelos profetas, até à viagem missionária de Jesus que culmina na sua morte e ressurreição, a vocação é sempre aquela acção de Deus que nos faz sair da nossa situação inicial, nos liberta de todas as formas de escravidão, nos arranca da rotina e da indiferença e nos projecta para a alegria da comunhão com Deus e com os irmãos. Por isso, responder à chamada de Deus é deixar que Ele nos faça sair da nossa falsa estabilidade para nos pormos a caminho rumo a Jesus Cristo, meta primeira e última da nossa vida e da nossa felicidade.
Esta dinâmica do êxodo diz respeito não só à pessoa chamada, mas também à actividade missionária e evangelizadora da Igreja inteira. Esta é verdadeiramente fiel ao seu Mestre na medida em que é uma Igreja «em saída», não preocupada consigo mesma, com as suas próprias estruturas e conquistas, mas sim capaz de ir, de se mover, de encontrar os filhos de Deus na sua situação real e compadecer-se das suas feridas. Deus sai de Si mesmo numa dinâmica trinitária de amor, dá-Se conta da miséria do seu povo e intervém para o libertar (Ex 3, 7). A este modo de ser e de agir, é chamada também a Igreja: a Igreja que evangeliza sai ao encontro do homem, anuncia a palavra libertadora do Evangelho, cuida as feridas das almas e dos corpos com a graça de Deus, levanta os pobres e os necessitados.
Amados irmãos e irmãs, este êxodo libertador rumo a Cristo e aos irmãos constitui também o caminho para a plena compreensão do homem e para o crescimento humano e social na história. Ouvir e receber a chamada do Senhor não é uma questão privada e intimista que se possa confundir com a emoção do momento; é um compromisso concreto, real e total que abraça a nossa existência e a põe ao serviço da construção do Reino de Deus na terra. Por isso, a vocação cristã, radicada na contemplação do coração do Pai, impele simultaneamente para o compromisso solidário a favor da libertação dos irmãos, sobretudo dos mais pobres. O discípulo de Jesus tem o coração aberto ao seu horizonte sem fim, e a sua intimidade com o Senhor nunca é uma fuga da vida e do mundo, mas, pelo contrário, «reveste essencialmente a forma de comunhão missionária» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 23).
Esta dinâmica de êxodo rumo a Deus e ao homem enche a vida de alegria e significado. Gostaria de o dizer sobretudo aos mais jovens que, inclusive pela sua idade e a visão do futuro que se abre diante dos seus olhos, sabem ser disponíveis e generosos. Às vezes, as incógnitas e preocupações pelo futuro e a incerteza que afecta o dia-a-dia encerram o risco de paralisar estes seus impulsos, refrear os seus sonhos, a ponto de pensar que não vale a pena comprometer-se e que o Deus da fé cristã limita a sua liberdade. Ao invés, queridos jovens, não haja em vós o medo de sair de vós mesmos e de vos pôr a caminho! O Evangelho é a Palavra que liberta, transforma e torna mais bela a nossa vida. Como é bom deixar-se surpreender pela chamada de Deus, acolher a sua Palavra, pôr os passos da vossa vida nas pegadas de Jesus, na adoração do mistério divino e na generosa dedicação aos outros! A vossa vida tornar-se-á cada dia mais rica e feliz.
A Virgem Maria, modelo de toda a vocação, não teve medo de pronunciar o seu «fiat» à chamada do Senhor. Ela acompanha-nos e guia-nos. Com a generosa coragem da fé, Maria cantou a alegria de sair de Si mesma e confiar a Deus os seus planos de vida. A Ela nos dirigimos pedindo para estarmos plenamente disponíveis ao desígnio que Deus tem para cada um de nós; para crescer em nós o desejo de sair e caminhar, com solicitude, ao encontro dos outros (cf. Lc 1, 39). A Virgem Mãe nos proteja e interceda por todos nós.
Vaticano, 29 de Março – Domingo de Ramos – de 2015.
Franciscus PP.

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE A LITURGIA DO III DOMINGO DA PÁSCOA (ANO B)

 
Lc 24,35-48 “Testemunhas” – esta é a palavra sobre a qual desenvolveu o Papa a sua meditação deste domingo e que aparece duas vezes nas leituras bíblicas de hoje. A primeira vez nos lábios de Pedro que após a cura do paralítico exclama: “Matastes o autor da vida, mas Deus ressuscitou-o dos mortos: nós somos testemunhas”. A segunda vez em que ouvimos a palavra “testemunhas” nas leituras deste domingo são pronunciadas pelo próprio Jesus Ressuscitado que na noite de Páscoa diz aos discípulos: “Disto vós sois testemunhas”.
Mas, afinal o que é uma testemunha? – perguntou o Santo Padre.
“Testemunha é alguém que viu, que recorda e conta. Ver, recordar e contar são os três verbos que nos descrevem a identidade e a missão. A testemunha é alguém que viu, mas não com olhos indiferentes; viu e deixou-se envolver pelo evento. Por isso recorda, não somente porque sabe de que modo concreto aqueles factos aconteceram, mas porque aqueles factos lhe falaram e ele colheu o seu sentido profundo. Então, a testemunha conta, não de maneira fria e destacada, mas como alguém que se deixou pôr em questão, e desde aquele dia mudou de vida.”
O conteúdo do testemunho cristão não é uma teoria – disse o Papa – uma ideologia ou um complexo sistema de preceitos e proibições, mas uma mensagem de salvação, aliás uma Pessoa: é Cristo Ressuscitado, vivo e único Salvador de todos. E Jesus pode ser testemunhado por aqueles que fizeram uma experiência pessoal com Ele, através do Batismo, da Eucaristia, da Confirmação ou da Penitência. E o seu testemunho é tanto mais credível quanto mais evangélico for – afirmou o Papa Francisco:
“E o seu testemunho é tanto mais credível quanto mais transparece de um modo de viver evangélico, alegre, corajoso, manso, pacífico, misericordioso. Se, ao invés, o cristão se deixa tomar pelas comodidades, pela vaidade, torna-se surdo e cego ao pedido de ‘ressurreição’ de tantos irmãos. E então como poderá comunicar Jesus Vivo, a sua potência libertadora e a sua ternura infinita?”

domingo, 12 de abril de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO II DOMINGO DA PÁSCOA (ANO B)


Jo. 20, 19-31 Inspirado na Liturgia deste II Domingo da Páscoa, ou Domingo da Misericórdia, o Papa Francisco falou do mistério pascal manifestado em plenitude na amabilidade de Jesus, que indo de encontro à incredulidade de Tomé, mostra-lhe as suas chagas, sinais da sua paixão, para que ele possa chegar “à plenitude da fé pascal”: “Tomé é alguém que não se contenta e busca, pretende verificar pessoalmente, ter uma experiência pessoal própria. Após as iniciais resistências e inquietudes, por fim também ele passa a acreditar, mesmo avançando com cansaço. Jesus espera-o pacientemente e se oferece às dificuldades e inseguranças do último a chegar”.
O Senhor proclama “Bem-aventurados” àqueles que acreditam sem ver e a primeira é Maria, recordou o Papa, observando que Jesus também vai de encontro à exigência do discípulo incrédulo: “Coloca aqui o teu dedo e olha as minhas mãos”: “Ao contato salvífico com as chagas do Ressuscitado, Tomé manifesta as próprias feridas, as próprias lacerações, a própria humilhação; no sinal dos pregos encontra a prova decisiva de que era amado, esperado, entendido. Encontra-se diante de um Messias pleno de doçura, de misericórdia, de ternura. Era ele o Senhor que buscava na profundidade secreta do próprio ser, pois sempre soube que era assim”.
Ao ter este contato pessoal com a amabilidade e a misericordiosa paciência de Deus, Tomé compreende o significado profundo da sua ressurreição e, intimamente transformado, declara a sua fé plena e total nele, exclamando: “Meu Senhor e meu Deus!”.
Tomé – disse o Papa – pode tocar o Mistério pascal que manifesta plenamente o amor salvífico de Deus, rico de misericórdia.
Este segundo domingo de Páscoa - disse o Papa Francisco - nos convida, então, a contemplar nas chagas do Ressuscitado a Divina Misericórdia, “que supera todo o limite humano e resplandece sobre a obscuridade do mal e do pecado”. E acrescenta: “Um tempo intenso e prolongado para acolher as imensas riquezas do amor misericordioso de Deus será o próximo Jubileu Extraordinário da Misericórdia, cuja Bula de convocação promulguei na tarde de ontem na Basílica de São Pedro. “Misericordiae Vultus”, o Rosto da Misericórdia é Jesus Cristo. Tenhamos o olhar voltado para Ele. E que a Virgem Mãe nos ajude a sermos misericordiosos uns para com os outros como Jesus é para connosco”.

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domingo, 5 de abril de 2015

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO À CIDADE E AO MUNDO EM DOMINGO DE PÁSCOA (05/04/2015)


Hoje, na sua mensagem à Cidade  e ao mundo (Mensagem “Urbi et Orbi” como habitualmente se chama) o Papa Francisco reconhece antes de tudo o facto central deste dia de Páscoa. “Jesus Cristo ressuscitou! O amor venceu o ódio, a vida venceu a morte, a luz afugentou as trevas!”, acrescentando que foi por nosso amor que Jesus Cristo se despojou da sua glória divina; esvaziou-Se a Si próprio, assumiu a forma de servo e humilhou-Se até à morte, e morte de cruz. Por isso, Deus O exaltou e fê-Lo Senhor do universo. E com a sua morte e ressurreição, Jesus indica a todos o caminho da vida e da felicidade, disse o Papa: “Este caminho é a humildade, que inclui a humilhação. Esta é a estrada que leva à glória. Somente quem se humilha pode caminhar para as «coisas do alto», para Deus. O orgulhoso olha «de cima para baixo», o humilde olha «de baixo para cima»”.
O Papa cita em seguida o exemplo dos discípulos Pedro e João que na manhã de Páscoa, informados pelas mulheres, correram até ao sepulcro e, tendo-o encontrado aberto e vazio, se aproximaram e se «inclinaram» para entrar no sepulcro.
Para entrar no mistério, reiterou pois o Papa Francisco, é preciso «inclinar-se», abaixar-se, porque somente quem se abaixa compreende a glorificação de Jesus e pode segui-Lo na sua estrada, contrariamente à lógica mundana: “A proposta do mundo é impor-se a todo o custo, competir, fazer-se valer… Mas os cristãos, pela graça de Cristo morto e ressuscitado, são os rebentos duma outra humanidade, em que se procura viver ao serviço uns dos outros, não ser arrogantes mas disponíveis e respeitadores. Isto não é fraqueza, mas verdadeira força! Quem traz dentro de si a força de Deus, o seu amor e a sua justiça, não precisa de usar violência, mas fala e age com a força da verdade, da beleza e do amor”.
E o Papa invocou neste ponto ao Senhor ressuscitado a graça de não cedermos ao orgulho que alimenta a violência e as guerras, mas de termos a coragem humilde do perdão e da paz, tendo acrescentado: “A Jesus vitorioso pedimos que alivie os sofrimentos de tantos irmãos nossos, perseguidos por causa do seu nome, bem como de todos aqueles que sofrem injustamente as consequências dos conflitos e das violências em curso”.

domingo, 29 de março de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE A LITURGIA DE DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR (ANO B)


O Papa Francisco sublinhou que no centro de celebração festiva deste domingo de Ramos está a palavra ouvida precedentemente no hino da Carta aos Filipenses: “A humilhação de si mesmo, a humilhação de Jesus”.
Uma humilhação que revela – disse o Papa – o estilo de Deus e que deve ser também o estilo do cristão: a humildade. Um estilo que nunca acaba de nos surpreender, pois nunca nos habituamos à ideia de um Deus humilde.
“Deus se humilha para caminhar com o seu povo, para suportar as suas infidelidades” . O Senhor ouve pacientemente os murmúrio, as lamentações contra Moisés, que no fundo eram contra Ele, contra o Pai que os tinha tirado da condição de escravatura e os conduzia através do deserto para a terra da liberdade.
“Nesta Semana Santa, que nos leva à Páscoa, iremos por este caminho da humilhação de Jesus. E só assim será “Santa” também para nós”
O Papa frisou que indo por esse caminho viveremos todos os momentos que caracterizam o percurso de Jesus durante a Semana Santa até à sua morte na cruz.
“Este é o caminho de Deus”, o caminho da humildade. É o caminho de Jesus, não há outro. E não existe humildade sem humilhação.
Percorrendo todo esse caminho, Deus fez-se servo – sublinhou o Papa recordando que humildade significa também serviço, significa esvaziar-se de nós mesmos para deixarmos espaço a Deus na nossa pessoa. Este esvaziar-se como diz a Sagrada Escritura – recordou o Papa Bergoglio – é a maior humilhação.
Mas há um caminho contrário ao de Cristo – fez notar o Papa: o da mundanidade que nos leva pelas vias da vaidade, do orgulho, da procura do sucesso. O maligno propôs esta via também a Jesus, durante os quarenta dias no deserto. “Mas  Jesus recusou-a sem hesitação. E com Ele, somente com a sua graça, a sua ajuda, também nós podemos vencer esta tentação da vaidade, da mundanidade, não só nas grande ocasiões, mas nas circunstâncias ordinárias da vida.”
O Papa não deixou de evocar os exemplos de humildade, silêncio de tantos homens e mulheres que sem procurar dar nas vistas procuram servir os outros: parentes doentes, anciãos sós, inválidos, sem-abrigo…
Convidou também a elevar o pensamento a quantos pela sua fidelidade ao Evangelho são discriminados, pagando com própria vida, como os cristãos perseguidos, os mártires do nosso tempo. “São tantos! Não renegam Jesus  e suportam com dignidade insultos e ultrajes. Seguem-No pelo seu caminho. Podemos falar de uma “nuvem de testemunhas.”
O Papa terminou a sua homilia, convidando todos a embocarem nesta Semana Santa, este caminho “com tanto amor por Ele, o nosso Senhor e Salvador. Será o amor a guiar-nos e a dar-nos força. E, onde Ele estiver, estaremos também nós. Amén.”

domingo, 22 de março de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO V DOMINGO DA QUARESMA (ANO B)

 

Jo. 12, 20-33 Neste V Domingo da Quaresma o Santo Padre referiu-se ao Evangelho de S. João que nos propõe o pedido de alguns gregos ao Apóstolo Filipe que queriam ver Jesus. Presente na cidade santa de Jerusalém para as festividades da Páscoa, Jesus foi acolhido festivamente pelos simples e humildes. Estão também presentes na cidade os sumo sacerdotes e os chefes do povo que querem eliminar Jesus porque consideram-no perigoso e herético – afirmou o Santo Padre. Aqueles gregos, porém, tinham curiosidade de ver Jesus.
“Queremos ver Jesus; estas palavras, como tantas outras nos Evangelhos, vão para além do episódio particular e exprimem qualquer coisa de universal; revelam um desejo que atravessa as épocas e as culturas, um desejo presente no coração de tantas pessoas que sentiram falar de Cristo, mas não o encontraram.”
O Papa Francisco apontou a resposta profética de Jesus ao pedido de encontro que lhe é feito: “Chegou a hora de o Filho do Homem ser glorificado”. É a hora da Cruz – frisou o Papa que recordou ainda a seguinte frase da profecia de Jesus que nos fala do “grão de trigo” que caído na terra morre e dá muito fruto. A morte de Jesus, efetivamente, é uma fonte inesgotável de vida nova – afirmou o Santo Padre que exortou os cristãos a oferecerem três coisas àqueles que querem ver Jesus nos dias de hoje: o evangelho, o crucifixo e o testemunho da fé:
“O Evangelho; o crucifixo e o testemunho da nossa fé, pobre mas sincera. O Evangelho: ali podemos encontrar Jesus, escutá-Lo, conhecê-Lo. O crucifixo: sinal do amor de Jesus que se deu a si próprio por nós. E depois uma fé que se traduz em gestos simples de caridade fraterna. Mas principalmente na coerência da vida.”

domingo, 15 de março de 2015

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO IV DOMINGO DA QUARESMA (ANO B)


Jo 3, 14-21 O calendário litúrgico marca o IV domingo da Quaresma e o Santo Padre na oração do Angelus na Praça de S. Pedro recordou o Evangelho do dia que nos fala do diálogo entre Jesus e Nicodemos. Nessa passagem ressalta a afirmação de que Deus amou tanto o mundo que nos deu o seu Filho Unigénito.
Segundo o Papa Francisco, Deus ama-nos sem limites, desde logo, demonstrando-o na criação tal como proclama a liturgia na oração eucarística IV: ‘Deste origem ao universo para fundir o teu amor sobre todas a criaturas e alegrá-las com os esplendores da luz’.
Na origem do mundo existe só o amor livre, gratuito e sem limites do Pai – afirmou o Santo Padre que prosseguiu citando o texto da oração eucarística IV:
“‘E quando pela sua desobediência, o homem perdeu a tua amizade, tu não o abandonaste no poder da morte, mas na tua misericórdia vieste ao encontro de todos’. Deus veio com a sua misericórdia.”
O Papa Francisco declarou que da história da salvação ressalta a gratuidade do amor de Deus: o Senhor escolhe o seu povo não porque o mereça mas porque é o mais pequeno entre todos os povos…”
Deus nunca abandona o seu povo – concluiu o Papa que citou S. Paulo que nos diz que Deus, é “rico de misericórdia” e com a Cruz de Cristo nos deu a prova suprema do seu amor.

segunda-feira, 9 de março de 2015

40 HORAS DE ADORAÇÃO EUCARÍSTICA E CONFISSÕES


Igreja diocesana de Setúbal prepara 40 horas consecutivas de adoração e reconciliação


Para ver VIDEO ir para:

https://drive.google.com/file/d/0B3mY_aYapxehLVFpall6UmtvTTg/view



"Participa na Adoração Eucarística que vai unir a Diocese, durante 40 horas.
Sairemos da Adoração de Jesus
 capazes de realizar gestos de ajuda fraterna 
que revelem o amor de Deus a nossos irmãos." D. Gilberto ds Reis


Na Paróquia de S. Francisco Xavier de Caparica

INÍCIO DA ADORAÇÃO 5ª FEIRA 12 DE MARÇO A SEGUIR À EUCARISTIA DAS 9H
ATÉ 
ÀS 02 H DE SÁBADO DIA 14