No sábado 9 de maio pelas 21h realizou-se a procissão com a imagem de Nossa Senhora de Fátima percorrendo algumas ruas da Paróquia. Foram muitas as pessoas que se juntaram para rezar o terço, cantar, agradecer, louvar, pedir para todos a intercessão de Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa Mãe. Por fim o Padre Hermínio deu a Benção do Santíssimo Sacramento.
domingo, 10 de maio de 2015
PROCISSÃO DE VELAS COM A IMAGEM DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
No sábado 9 de maio pelas 21h realizou-se a procissão com a imagem de Nossa Senhora de Fátima percorrendo algumas ruas da Paróquia. Foram muitas as pessoas que se juntaram para rezar o terço, cantar, agradecer, louvar, pedir para todos a intercessão de Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa Mãe. Por fim o Padre Hermínio deu a Benção do Santíssimo Sacramento.
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO VI DOMINGO DA PÁSCOA (ANO B)
Jo. 15, 9-17 “Amai-vos uns
aos outros como eu vos amei”: o mandamento de Jesus inspirou as palavras que
Francisco pronunciou, hoje, antes de rezar a oração do Regina Caeli com os fiéis e
peregrinos na Praça S. Pedro.
O Evangelho
deste domingo (10/05) nos leva ao Cenáculo, onde Jesus se dirige aos discípulos
durante a Última Ceia, acrescentando que “ninguém tem maior amor do que aquele
que dá a vida por seus amigos”.
Essas palavras
resumem toda a mensagem de Jesus, explicou o Papa, tudo o que Ele fez: deu a
vida por seus amigos que, no momento crucial, o abandonaram, traíram e
renegaram. “Isso nos diz que Ele nos ama mesmo que não mereçamos o seu amor:
assim Jesus nos ama!”
Deste modo,
acrescentou, Jesus nos mostra o caminho para segui-lo, o caminho do amor.
"O seu mandamento não é um simples preceito, mas é novo porque Ele foi quem
primeiro o realizou, lhe deu carne, e assim a lei do amor está escrita uma vez
por todas no coração do homem."
Indicando o
caminho do amor, Cristo nos convida a sair de nós mesmos para ir em direção aos
outros. “Jesus nos mostrou que o amor de Deus se aplica no amor ao próximo.
Todos os dois caminham juntos. As páginas do Evangelho estão repletas deste
amor: adultos e crianças, cultos e iletrados, ricos e pobres, justos e
pecadores foram acolhidos no coração de Cristo."
Portanto, esta
Palavra do Senhor nos ensina a amarmo-nos uns aos outros mesmo que haja
divergências, diferenças, pois é justamente ali que se vê o amor cristão - amor
que nos leva a realizar pequenos e grandes gestos que Francisco assim
explicou:
"Gestos de
atenção a um idoso, a uma criança, a um doente, a uma pessoa só e em
dificuldade, sem casa, sem trabalho, imigrada, refugiada... Nesses gestos, se
manifesta o amor de Cristo”, concluiu.
domingo, 3 de maio de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO V DOMINGO DA PÁSCOA (ANO B)
Jo 15,1-8 “É preciso manter-se fiel ao Batismo, e crescer na amizade com o Senhor mediante a oração, a oração cotidiana, a escuta e a docilidade à sua Palavra, ler o Evangelho, participar dos Sacramentos, especialmente o da Eucaristia e o Sacramento da Reconciliação.” Foi o que disse o Papa Francisco no Regina Coeli ao meio-dia deste domingo na Praça São Pedro, diante de mais de 50 mil fiéis, peregrinos e turistas presentes.
Centrando-se no Evangelho deste domingo que nos apresenta Jesus durante a Última Ceia, o Santo Padre ressaltou que Jesus, sabendo que era chegada a sua hora, quis fixar na mente de seus discípulos uma verdade fundamental: mesmo quando Ele não estiver mais fisicamente no meio deles, eles poderão permanecer unidos a Ele de um modo novo, e assim dar muitos frutos.
De fato, um cristão pode permanecer tal somente com uma condição, que reste unido a Cristo como um ramo à videira. Esse é o modo novo indicado por Jesus, ressaltou o Pontífice, e que se tornou possível mediante os Sacramentos, o “manter-se fiel ao Batismo”, mediante a “oração todos os dias”, “ler o Evangelho”, numa palavra, no “crescer na amizade com o Senhor”:
“Os ramos não são autossuficientes, mas dependem totalmente da videira, na qual se encontra a fonte de suas vidas. Assim é para nós, cristãos. Inseridos em Cristo mediante o Batismo, recebemos d’Ele gratuitamente o dom da vida nova, e podemos permanecer em comunhão vital com Cristo.”
Desta comunhão, brota a novidade cristã que pode incidir em qualquer relação pessoal, qualquer âmbito social, prosseguiu o Pontífice:
“Se alguém permanece intimamente unido a Cristo, goza dos dons do Espírito Santo, que – como nos diz São Paulo – são ‘amor, alegria, paz, magnanimidade, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão, domínio de si’ e esses são os dons que nos são dados se permanecemos unidos a Jesus; e, consequentemente, faz muito bem ao próximo e à sociedade, é uma pessoa cristã. Efetivamente, dessas atitudes se reconhece se alguém é um verdadeiro cristão, como a árvore se reconhece através dos frutos.”
Verdadeiramente, em um cristão que permanece unido a Jesus tudo é transformado – “alma, inteligência, vontade, afetos, e também o corpo, porque somos unidade de espírito e corpo”, observou Francisco. E os frutos, que daí derivam, são maravilhosos, definiu o Papa:
“Recebemos um novo modo de ser, a vida de Cristo torna-se nossa: podemos pensar como Ele, agir como Ele, ver o mundo e as coisas com os olhos de Jesus. Consequentemente, podemos amar nossos irmãos, a partir dos mais pobres e sofredores, como Ele o fez, e amá-los com o seu coração e assim levar ao mundo frutos de bondade, de caridade e de paz.”
terça-feira, 28 de abril de 2015
domingo, 26 de abril de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO IV DOMINGO DA PÁSCOA (ANO B)
Jo 10,11-18 A liturgia deste IV domingo da Páscoa, fala-nos de Jesus como o Bom Pastor.
Cristo é o pastor verdadeiro, disse o Papa na sua reflexão desta manhã, pois ao oferecer livremente a própria vida, “realiza o modelo mais alto de amor pelo rebanho”. Em contraposição ao verdadeiro, o Santo Padre explica que o falso pastor “pensa em si mesmo e explora as ovelhas”. O bom pastor, pelo contrário, “pensa nas ovelhas e doa-se a si mesmo”:
“Diferentemente do mercenário, Cristo pastor é um guia atento que participa da vida de seu rebanho, não busca outro interesse, não tem outra ambição do que guiar, nutrir, proteger as suas ovelhas. E tudo isto ao preço mais alto, o do sacrifício de sua própria vida”.
O Papa explicou, que na figura de Jesus, bom pastor, podemos “contemplar a Providência de Deus, a sua solicitude paterna por cada um de nós”:
“É realmente um amor surpreendente e misterioso, porque dando-nos Jesus como Pastor que dá a vida por nós, o Pai nos deu tudo aquilo que de maior e precioso poderia nos dar! É o amor mais alto e mais puro, porque não é motivado por nenhuma necessidade, não é condicionado por nenhum cálculo, não é motivado por nenhum interessado desejo de troca. Diante deste amor de Deus, nós experimentamos uma alegria imensa e nos abrimos ao reconhecimento por aquilo que recebemos gratuitamente”.
Mas somente contemplar e agradecer não basta – advertiu Francisco, “é necessário seguir o Bom Pastor”, especialmente aqueles que têm a missão de guia na Igreja, como os sacerdotes, os Bispos, os Papas.
domingo, 19 de abril de 2015
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 52º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O 52º DIA MUNDIAL
DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
PARA O 52º DIA MUNDIAL
DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
(26 de Abril de 2015 - IV Domingo de Páscoa)
Tema: «O êxodo, experiência fundamental da vocação
Amados irmãos e irmãs!
O IV Domingo de Páscoa apresenta-nos o ícone do Bom Pastor, que conhece as suas ovelhas, chama-as, alimenta-as e condu-las. Há mais de 50 anos que, neste domingo, vivemos o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Este dia sempre nos lembra a importância de rezar para que o «dono da messe – como disse Jesus aos seus discípulos – mande trabalhadores para a sua messe» (Lc 10, 2). Jesus dá esta ordem no contexto dum envio missionário: além dos doze apóstolos, Ele chamou mais setenta e dois discípulos, enviando-os em missão dois a dois (cf. Lc 10,1-16). Com efeito, se a Igreja «é, por sua natureza, missionária» (Conc. Ecum. Vat. II., Decr. Ad gentes, 2), a vocação cristã só pode nascer dentro duma experiência de missão. Assim, ouvir e seguir a voz de Cristo Bom Pastor, deixando-se atrair e conduzir por Ele e consagrando-Lhe a própria vida, significa permitir que o Espírito Santo nos introduza neste dinamismo missionário, suscitando em nós o desejo e a coragem jubilosa de oferecer a nossa vida e gastá-la pela causa do Reino de Deus.
A oferta da própria vida nesta atitude missionária só é possível se formos capazes de sair de nós mesmos. Por isso, neste 52º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, gostaria de reflectir precisamente sobre um «êxodo» muito particular que é a vocação ou, melhor, a nossa resposta à vocação que Deus nos dá. Quando ouvimos a palavra «êxodo», ao nosso pensamento acodem imediatamente os inícios da maravilhosa história de amor entre Deus e o povo dos seus filhos, uma história que passa através dos dias dramáticos da escravidão no Egipto, a vocação de Moisés, a libertação e o caminho para a Terra Prometida. O segundo livro da Bíblia – o Êxodo – que narra esta história constitui uma parábola de toda a história da salvação e também da dinâmica fundamental da fé cristã. Na verdade, passar da escravidão do homem velho à vida nova em Cristo é a obra redentora que se realiza em nós por meio da fé (Ef 4, 22-24). Esta passagem é um real e verdadeiro «êxodo», é o caminho da alma cristã e da Igreja inteira, a orientação decisiva da existência para o Pai.
Na raiz de cada vocação cristã, há este movimento fundamental da experiência de fé: crer significa deixar-se a si mesmo, sair da comodidade e rigidez do próprio eu para centrar a nossa vida em Jesus Cristo; abandonar como Abraão a própria terra pondo-se confiadamente a caminho, sabendo que Deus indicará a estrada para a nova terra. Esta «saída» não deve ser entendida como um desprezo da própria vida, do próprio sentir, da própria humanidade; pelo contrário, quem se põe a caminho no seguimento de Cristo encontra a vida em abundância, colocando tudo de si à disposição de Deus e do seu Reino. Como diz Jesus, «todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna» (Mt 19, 29). Tudo isto tem a sua raiz mais profunda no amor. De facto, a vocação cristã é, antes de mais nada, uma chamada de amor que atrai e reenvia para além de si mesmo, descentraliza a pessoa, provoca um «êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para a sua libertação no dom de si e, precisamente dessa forma, para o reencontro de si mesmo, mais ainda para a descoberta de Deus» (Bento XVI, Carta enc. Deus caritas est, 6).
A experiência do êxodo é paradigma da vida cristã, particularmente de quem abraça uma vocação de especial dedicação ao serviço do Evangelho. Consiste numa atitude sempre renovada de conversão e transformação, em permanecer sempre em caminho, em passar da morte à vida, como celebramos em toda a liturgia: é o dinamismo pascal. Fundamentalmente, desde a chamada de Abraão até à de Moisés, desde o caminho de Israel peregrino no deserto até à conversão pregada pelos profetas, até à viagem missionária de Jesus que culmina na sua morte e ressurreição, a vocação é sempre aquela acção de Deus que nos faz sair da nossa situação inicial, nos liberta de todas as formas de escravidão, nos arranca da rotina e da indiferença e nos projecta para a alegria da comunhão com Deus e com os irmãos. Por isso, responder à chamada de Deus é deixar que Ele nos faça sair da nossa falsa estabilidade para nos pormos a caminho rumo a Jesus Cristo, meta primeira e última da nossa vida e da nossa felicidade.
Esta dinâmica do êxodo diz respeito não só à pessoa chamada, mas também à actividade missionária e evangelizadora da Igreja inteira. Esta é verdadeiramente fiel ao seu Mestre na medida em que é uma Igreja «em saída», não preocupada consigo mesma, com as suas próprias estruturas e conquistas, mas sim capaz de ir, de se mover, de encontrar os filhos de Deus na sua situação real e compadecer-se das suas feridas. Deus sai de Si mesmo numa dinâmica trinitária de amor, dá-Se conta da miséria do seu povo e intervém para o libertar (Ex 3, 7). A este modo de ser e de agir, é chamada também a Igreja: a Igreja que evangeliza sai ao encontro do homem, anuncia a palavra libertadora do Evangelho, cuida as feridas das almas e dos corpos com a graça de Deus, levanta os pobres e os necessitados.
Amados irmãos e irmãs, este êxodo libertador rumo a Cristo e aos irmãos constitui também o caminho para a plena compreensão do homem e para o crescimento humano e social na história. Ouvir e receber a chamada do Senhor não é uma questão privada e intimista que se possa confundir com a emoção do momento; é um compromisso concreto, real e total que abraça a nossa existência e a põe ao serviço da construção do Reino de Deus na terra. Por isso, a vocação cristã, radicada na contemplação do coração do Pai, impele simultaneamente para o compromisso solidário a favor da libertação dos irmãos, sobretudo dos mais pobres. O discípulo de Jesus tem o coração aberto ao seu horizonte sem fim, e a sua intimidade com o Senhor nunca é uma fuga da vida e do mundo, mas, pelo contrário, «reveste essencialmente a forma de comunhão missionária» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 23).
Esta dinâmica de êxodo rumo a Deus e ao homem enche a vida de alegria e significado. Gostaria de o dizer sobretudo aos mais jovens que, inclusive pela sua idade e a visão do futuro que se abre diante dos seus olhos, sabem ser disponíveis e generosos. Às vezes, as incógnitas e preocupações pelo futuro e a incerteza que afecta o dia-a-dia encerram o risco de paralisar estes seus impulsos, refrear os seus sonhos, a ponto de pensar que não vale a pena comprometer-se e que o Deus da fé cristã limita a sua liberdade. Ao invés, queridos jovens, não haja em vós o medo de sair de vós mesmos e de vos pôr a caminho! O Evangelho é a Palavra que liberta, transforma e torna mais bela a nossa vida. Como é bom deixar-se surpreender pela chamada de Deus, acolher a sua Palavra, pôr os passos da vossa vida nas pegadas de Jesus, na adoração do mistério divino e na generosa dedicação aos outros! A vossa vida tornar-se-á cada dia mais rica e feliz.
A Virgem Maria, modelo de toda a vocação, não teve medo de pronunciar o seu «fiat» à chamada do Senhor. Ela acompanha-nos e guia-nos. Com a generosa coragem da fé, Maria cantou a alegria de sair de Si mesma e confiar a Deus os seus planos de vida. A Ela nos dirigimos pedindo para estarmos plenamente disponíveis ao desígnio que Deus tem para cada um de nós; para crescer em nós o desejo de sair e caminhar, com solicitude, ao encontro dos outros (cf. Lc 1, 39). A Virgem Mãe nos proteja e interceda por todos nós.
Vaticano, 29 de Março – Domingo de Ramos – de 2015.
Franciscus PP.
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE A LITURGIA DO III DOMINGO DA PÁSCOA (ANO B)
Lc 24,35-48 “Testemunhas” – esta é a palavra sobre a qual desenvolveu o Papa a sua meditação deste domingo e que aparece duas vezes nas leituras bíblicas de hoje. A primeira vez nos lábios de Pedro que após a cura do paralítico exclama: “Matastes o autor da vida, mas Deus ressuscitou-o dos mortos: nós somos testemunhas”. A segunda vez em que ouvimos a palavra “testemunhas” nas leituras deste domingo são pronunciadas pelo próprio Jesus Ressuscitado que na noite de Páscoa diz aos discípulos: “Disto vós sois testemunhas”.
Mas, afinal o que é uma testemunha? – perguntou o Santo Padre.
“Testemunha é alguém que viu, que recorda e conta. Ver, recordar e contar são os três verbos que nos descrevem a identidade e a missão. A testemunha é alguém que viu, mas não com olhos indiferentes; viu e deixou-se envolver pelo evento. Por isso recorda, não somente porque sabe de que modo concreto aqueles factos aconteceram, mas porque aqueles factos lhe falaram e ele colheu o seu sentido profundo. Então, a testemunha conta, não de maneira fria e destacada, mas como alguém que se deixou pôr em questão, e desde aquele dia mudou de vida.”
O conteúdo do testemunho cristão não é uma teoria – disse o Papa – uma ideologia ou um complexo sistema de preceitos e proibições, mas uma mensagem de salvação, aliás uma Pessoa: é Cristo Ressuscitado, vivo e único Salvador de todos. E Jesus pode ser testemunhado por aqueles que fizeram uma experiência pessoal com Ele, através do Batismo, da Eucaristia, da Confirmação ou da Penitência. E o seu testemunho é tanto mais credível quanto mais evangélico for – afirmou o Papa Francisco:
“E o seu testemunho é tanto mais credível quanto mais transparece de um modo de viver evangélico, alegre, corajoso, manso, pacífico, misericordioso. Se, ao invés, o cristão se deixa tomar pelas comodidades, pela vaidade, torna-se surdo e cego ao pedido de ‘ressurreição’ de tantos irmãos. E então como poderá comunicar Jesus Vivo, a sua potência libertadora e a sua ternura infinita?”
domingo, 12 de abril de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO II DOMINGO DA PÁSCOA (ANO B)
Jo. 20, 19-31 Inspirado na Liturgia deste II Domingo da Páscoa, ou
Domingo da Misericórdia, o Papa Francisco falou do mistério pascal manifestado
em plenitude na amabilidade de Jesus, que indo de encontro à incredulidade de
Tomé, mostra-lhe as suas chagas, sinais da sua paixão, para que ele possa chegar “à
plenitude da fé pascal”: “Tomé é alguém que não se contenta e busca, pretende
verificar pessoalmente, ter uma experiência pessoal própria. Após as iniciais
resistências e inquietudes, por fim também ele passa a acreditar, mesmo avançando
com cansaço. Jesus espera-o pacientemente e se oferece às dificuldades e
inseguranças do último a chegar”.
O Senhor proclama “Bem-aventurados” àqueles que
acreditam sem ver e a primeira é Maria, recordou o Papa, observando que Jesus
também vai de encontro à exigência do discípulo incrédulo: “Coloca aqui o teu
dedo e olha as minhas mãos”: “Ao contato salvífico com as chagas do
Ressuscitado, Tomé manifesta as próprias feridas, as próprias lacerações, a
própria humilhação; no sinal dos pregos encontra a prova decisiva de que era
amado, esperado, entendido. Encontra-se diante de um Messias pleno de doçura,
de misericórdia, de ternura. Era ele o Senhor que buscava na profundidade
secreta do próprio ser, pois sempre soube que era assim”.
Ao ter este contato pessoal com a amabilidade e a
misericordiosa paciência de Deus, Tomé compreende o significado profundo da sua
ressurreição e, intimamente transformado, declara a sua fé plena e total nele,
exclamando: “Meu Senhor e meu Deus!”.
Tomé – disse o Papa – pode tocar o Mistério pascal que manifesta plenamente o amor salvífico de Deus, rico de misericórdia.
Tomé – disse o Papa – pode tocar o Mistério pascal que manifesta plenamente o amor salvífico de Deus, rico de misericórdia.
Este segundo domingo de Páscoa - disse o Papa
Francisco - nos convida, então, a contemplar nas chagas do Ressuscitado a Divina
Misericórdia, “que supera todo o limite humano e resplandece sobre a obscuridade
do mal e do pecado”. E acrescenta: “Um tempo intenso e prolongado para acolher as imensas
riquezas do amor misericordioso de Deus será o próximo Jubileu Extraordinário
da Misericórdia, cuja Bula de convocação promulguei na tarde de ontem na
Basílica de São Pedro. “Misericordiae Vultus”, o Rosto da Misericórdia é Jesus
Cristo. Tenhamos o olhar voltado para Ele. E que a Virgem Mãe nos ajude a
sermos misericordiosos uns para com os outros como Jesus é para connosco”.
uma ajuda gratuita para o CENTRO SOCIAL PAROQUIAL DE CRISTO REI
Consigne 0,5% do IRS para Centro Social Paroquial de Cristo Rei
IRS 0,5% UMA AJUDA FÁCIL E DE GRAÇA
Qualquer pessoa ao preencher o seu boletim de IRS pode decidir doar 0,5% do seu IRS A UMA ASSOCIAÇÃO QUE SE DEDIQUE EXCLUSIVAMENTE A AJUDAR QUEM PRECISA.
Não lhe custa nada e ajuda muitas pessoas carenciadas.
O Centro Social Paroquial de Cristo Rei com 30 anos de existência é uma Instituição Particular de Solidariedade Social sem fins lucrativos que além do Centro Comunitário tem as valências de creche, Jardim de Infância, CATL, Apoio Domiciliário a idosos e doentes e trabalha num dos bairros mais pobres da Almada.
Consigne 0,5% do seu IRS ao
CENTRO SOCIAL PAROQUIAL DE CRISTO REI – NIF: 501723374
CENTRO SOCIAL PAROQUIAL DE CRISTO REI – NIF: 501723374
9
|
CONSIGNAÇÃO DE O,5% DO IMPOSTO LIQUIDADO (LEI Nº16/2001 DE 22 DE JUNHO)
| |||
ENTIDADES BENEFICIÁRIAS DO IRS CONSIGNADO
|
NIPC
| |||
Instituições Religiosas (art. 32º nº4)
|
901
|
| ||
Instituições Particulares de Solidariedade Social ou Pessoas Colectivas de Utilidade Pública (art.32 nº5) X
| ||||
Basta que na sua declaração de IRS preencha o campo 901 do quadro 9 do anexo H com o nosso número de contribuinte

domingo, 5 de abril de 2015
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO À CIDADE E AO MUNDO EM DOMINGO DE PÁSCOA (05/04/2015)
Hoje, na sua mensagem à Cidade e ao mundo (Mensagem “Urbi et Orbi” como
habitualmente se chama) o Papa Francisco reconhece antes de tudo o facto
central deste dia de Páscoa. “Jesus Cristo ressuscitou! O amor venceu o ódio, a
vida venceu a morte, a luz afugentou as trevas!”, acrescentando que foi por
nosso amor que Jesus Cristo se despojou da sua glória divina; esvaziou-Se a Si
próprio, assumiu a forma de servo e humilhou-Se até à morte, e morte de cruz.
Por isso, Deus O exaltou e fê-Lo Senhor do universo. E com a sua morte e
ressurreição, Jesus indica a todos o caminho da vida e da felicidade, disse o
Papa: “Este caminho é a humildade, que inclui a humilhação. Esta é a estrada
que leva à glória. Somente quem se humilha pode caminhar para as «coisas do
alto», para Deus. O orgulhoso olha «de cima para baixo», o humilde olha «de
baixo para cima»”.
O Papa cita em seguida o exemplo dos discípulos Pedro e João que na
manhã de Páscoa, informados pelas mulheres, correram até ao sepulcro e, tendo-o
encontrado aberto e vazio, se aproximaram e se «inclinaram» para entrar no
sepulcro.
Para entrar no mistério, reiterou pois o Papa Francisco, é preciso
«inclinar-se», abaixar-se, porque somente quem se abaixa compreende a
glorificação de Jesus e pode segui-Lo na sua estrada, contrariamente à lógica mundana:
“A proposta do mundo é impor-se a todo o custo, competir, fazer-se valer… Mas
os cristãos, pela graça de Cristo morto e ressuscitado, são os rebentos duma
outra humanidade, em que se procura viver ao serviço uns dos outros, não
ser arrogantes mas disponíveis e respeitadores. Isto não é fraqueza, mas verdadeira
força! Quem traz dentro de si a força de Deus, o seu amor e a sua justiça, não
precisa de usar violência, mas fala e age com a força da verdade, da beleza e
do amor”.
E o Papa invocou neste ponto ao Senhor ressuscitado a graça de não
cedermos ao orgulho que alimenta a violência e as guerras, mas de termos a
coragem humilde do perdão e da paz, tendo acrescentado: “A Jesus vitorioso
pedimos que alivie os sofrimentos de tantos irmãos nossos, perseguidos por causa
do seu nome, bem como de todos aqueles que sofrem injustamente as consequências
dos conflitos e das violências em curso”.
domingo, 29 de março de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE A LITURGIA DE DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR (ANO B)
O Papa Francisco sublinhou que no centro de celebração festiva deste domingo de Ramos está a palavra ouvida precedentemente no hino da Carta aos Filipenses: “A humilhação de si mesmo, a humilhação de Jesus”.
Uma humilhação que revela – disse o Papa – o estilo de Deus e que deve ser também o estilo do cristão: a humildade. Um estilo que nunca acaba de nos surpreender, pois nunca nos habituamos à ideia de um Deus humilde.
“Deus se humilha para caminhar com o seu povo, para suportar as suas infidelidades” . O Senhor ouve pacientemente os murmúrio, as lamentações contra Moisés, que no fundo eram contra Ele, contra o Pai que os tinha tirado da condição de escravatura e os conduzia através do deserto para a terra da liberdade.
“Nesta Semana Santa, que nos leva à Páscoa, iremos por este caminho da humilhação de Jesus. E só assim será “Santa” também para nós”
O Papa frisou que indo por esse caminho viveremos todos os momentos que caracterizam o percurso de Jesus durante a Semana Santa até à sua morte na cruz.
“Este é o caminho de Deus”, o caminho da humildade. É o caminho de Jesus, não há outro. E não existe humildade sem humilhação.
Percorrendo todo esse caminho, Deus fez-se servo – sublinhou o Papa recordando que humildade significa também serviço, significa esvaziar-se de nós mesmos para deixarmos espaço a Deus na nossa pessoa. Este esvaziar-se como diz a Sagrada Escritura – recordou o Papa Bergoglio – é a maior humilhação.
Mas há um caminho contrário ao de Cristo – fez notar o Papa: o da mundanidade que nos leva pelas vias da vaidade, do orgulho, da procura do sucesso. O maligno propôs esta via também a Jesus, durante os quarenta dias no deserto. “Mas Jesus recusou-a sem hesitação. E com Ele, somente com a sua graça, a sua ajuda, também nós podemos vencer esta tentação da vaidade, da mundanidade, não só nas grande ocasiões, mas nas circunstâncias ordinárias da vida.”
O Papa não deixou de evocar os exemplos de humildade, silêncio de tantos homens e mulheres que sem procurar dar nas vistas procuram servir os outros: parentes doentes, anciãos sós, inválidos, sem-abrigo…
Convidou também a elevar o pensamento a quantos pela sua fidelidade ao Evangelho são discriminados, pagando com própria vida, como os cristãos perseguidos, os mártires do nosso tempo. “São tantos! Não renegam Jesus e suportam com dignidade insultos e ultrajes. Seguem-No pelo seu caminho. Podemos falar de uma “nuvem de testemunhas.”
O Papa terminou a sua homilia, convidando todos a embocarem nesta Semana Santa, este caminho “com tanto amor por Ele, o nosso Senhor e Salvador. Será o amor a guiar-nos e a dar-nos força. E, onde Ele estiver, estaremos também nós. Amén.”
sexta-feira, 27 de março de 2015
domingo, 22 de março de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO V DOMINGO DA QUARESMA (ANO B)
Jo. 12, 20-33 Neste V Domingo da Quaresma o Santo Padre referiu-se ao Evangelho de S. João que nos propõe o pedido de alguns gregos ao Apóstolo Filipe que queriam ver Jesus. Presente na cidade santa de Jerusalém para as festividades da Páscoa, Jesus foi acolhido festivamente pelos simples e humildes. Estão também presentes na cidade os sumo sacerdotes e os chefes do povo que querem eliminar Jesus porque consideram-no perigoso e herético – afirmou o Santo Padre. Aqueles gregos, porém, tinham curiosidade de ver Jesus.
“Queremos ver Jesus; estas palavras, como tantas outras nos Evangelhos, vão para além do episódio particular e exprimem qualquer coisa de universal; revelam um desejo que atravessa as épocas e as culturas, um desejo presente no coração de tantas pessoas que sentiram falar de Cristo, mas não o encontraram.”
O Papa Francisco apontou a resposta profética de Jesus ao pedido de encontro que lhe é feito: “Chegou a hora de o Filho do Homem ser glorificado”. É a hora da Cruz – frisou o Papa que recordou ainda a seguinte frase da profecia de Jesus que nos fala do “grão de trigo” que caído na terra morre e dá muito fruto. A morte de Jesus, efetivamente, é uma fonte inesgotável de vida nova – afirmou o Santo Padre que exortou os cristãos a oferecerem três coisas àqueles que querem ver Jesus nos dias de hoje: o evangelho, o crucifixo e o testemunho da fé:
“O Evangelho; o crucifixo e o testemunho da nossa fé, pobre mas sincera. O Evangelho: ali podemos encontrar Jesus, escutá-Lo, conhecê-Lo. O crucifixo: sinal do amor de Jesus que se deu a si próprio por nós. E depois uma fé que se traduz em gestos simples de caridade fraterna. Mas principalmente na coerência da vida.”
domingo, 15 de março de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO IV DOMINGO DA QUARESMA (ANO B)
Jo 3, 14-21 O calendário litúrgico marca o IV domingo da Quaresma e o Santo Padre na oração do Angelus na Praça de S. Pedro recordou o Evangelho do dia que nos fala do diálogo entre Jesus e Nicodemos. Nessa passagem ressalta a afirmação de que Deus amou tanto o mundo que nos deu o seu Filho Unigénito.
Segundo o Papa Francisco, Deus ama-nos sem limites, desde logo, demonstrando-o na criação tal como proclama a liturgia na oração eucarística IV: ‘Deste origem ao universo para fundir o teu amor sobre todas a criaturas e alegrá-las com os esplendores da luz’.
Na origem do mundo existe só o amor livre, gratuito e sem limites do Pai – afirmou o Santo Padre que prosseguiu citando o texto da oração eucarística IV:
“‘E quando pela sua desobediência, o homem perdeu a tua amizade, tu não o abandonaste no poder da morte, mas na tua misericórdia vieste ao encontro de todos’. Deus veio com a sua misericórdia.”
O Papa Francisco declarou que da história da salvação ressalta a gratuidade do amor de Deus: o Senhor escolhe o seu povo não porque o mereça mas porque é o mais pequeno entre todos os povos…”
Deus nunca abandona o seu povo – concluiu o Papa que citou S. Paulo que nos diz que Deus, é “rico de misericórdia” e com a Cruz de Cristo nos deu a prova suprema do seu amor.
segunda-feira, 9 de março de 2015
40 HORAS DE ADORAÇÃO EUCARÍSTICA E CONFISSÕES
Igreja diocesana de Setúbal prepara 40 horas consecutivas de adoração e reconciliação
Para ver VIDEO ir para:
https://drive.google.com/file/d/0B3mY_aYapxehLVFpall6UmtvTTg/view
"Participa na Adoração Eucarística que vai unir a Diocese, durante 40 horas.
Sairemos da Adoração de Jesus
capazes de realizar gestos de ajuda fraterna
que revelem o amor de Deus a nossos irmãos." D. Gilberto ds Reis
Na Paróquia de S. Francisco Xavier de Caparica
INÍCIO DA ADORAÇÃO 5ª FEIRA 12 DE MARÇO A SEGUIR À EUCARISTIA DAS 9H
ATÉ
ÀS 02 H DE SÁBADO DIA 14
domingo, 8 de março de 2015
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO III DOMINGO DA QUARESMA (ANO B)
Jo. 2, 13-25 Aos milhares de fiéis reunidos, esta manhã, na Praça de S. Pedro para
a oração mariana do Angelus o Papa Francisco comentou o Evangelho deste 3°
domingo da Quaresma que nos apresenta, disse, o episódio da expulsão dos
vendedores do templo, um gesto que despertou forte impressão nas pessoas e nos
discípulos, e apareceu como gesto profético, tanto que alguns dos presentes
perguntaram a Jesus que sinal divino, prodigioso tinha que o qualificasse como enviado
de Deus. Ele respondeu: "Destruí este templo, e em três dias
eu o levantarei". Eles responderam-lhe dizendo o templo havia levado 46
anos a construir e ele o levantaria em três dias?". Eles não tinham
entendido que o Senhor se referia ao templo vivo de seu corpo, que seria
destruído com a morte na cruz, mas que ressuscitaria ao terceiro dia, explicou
o Papa Francisco acrescentando: “Na verdade, este gesto de Jesus e a sua mensagem
profética percebem-se totalmente à luz da sua Páscoa. Temos aqui, segundo João,
o primeiro anúncio da morte e ressurreição de Cristo: o seu corpo, destruído na
cruz pela violência do pecado, se transformará na Ressurreição no lugar de
encontro universal entre Deus e os homens. Por isso, a sua humanidade é o
verdadeiro templo, onde Deus se revela, fala, se faz encontrar; e os
verdadeiros adoradores de Deus não são os guardiões do templo material, os
detentores do poder e do saber religioso, mas aqueles que adoram a Deus
"em espírito e verdade".
E o Papa continuou sublinhando que neste tempo quaresmal
nos preparamos para a celebração da Páscoa, quando renovaremos as promessas do
nosso Baptismo. Quando caminhamos no mundo como Jesus e fazemos de toda a nossa
existência um sinal do seu amor pelos nossos irmãos, especialmente os mais
fracos e os mais pobres, então nós construímos para Deus um templo na nossa
vida, e assim, o tornamos "acessível" para muitas pessoas que
encontramos no nosso caminho. E a este ponto o Papa convidou a a cada um dos
presentes a perguntar-se:
“Mas – perguntemo-nos - o Senhor sente-se verdadeiramente
em casa na minha vida? Permito-lhe fazer "limpeza" no meu coração e
expulsar os ídolos (ou seja, aquelas atitudes de ganância, ciúmes, mundanidade,
inveja, ódio, aquelas atitudes de bisbilhotice …) que talvez lá se instalaram?
A misericórdia é o seu modo de fazer limpeza. Abramos-lhe a porta para que faça
limpeza dentro de nós”.
E o Papa prosseguiu reiterando que cada Eucaristia que
celebramos com fé nos faz crescer como templo vivo do Senhor, graças à
comunhão com o seu Corpo, crucificado e ressuscitado, e também que Jesus
conhece o que está em cada um de nós, e conhece o nosso desejo mais ardente:
ser habitados por Ele, só por Ele. E invocou Maria Santíssima, morada
privilegiada do Filho de Deus, para que nos acompanhe e sustente no itinerário
quaresmal, para que possamos redescobrir a beleza do encontro com Cristo, que
nos liberta e nos salva.
domingo, 1 de março de 2015
REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO II DOMINGO DA QUARESMA (ANO B)
Mc. 9, 2-10 Neste II domingo da Quaresma, em que a liturgia recorda a Transfiguração de Cristo, o
Papa - antes de rezar a oração do Angelus com os fiéis - fez uma recomendação:
“Despojar-se dos bens mundanos para conquistar uma autêntica liberdade
interior”.
Por outras palavras, “é preciso estar prontos a
perder a própria vida para que se realize o plano divino da redenção de todos
os homens”. Recordando o trecho do Evangelho - o episódio da Transfiguração de
Jesus no monte Tabor - o Papa clamou:
“Subamos nós também ao monte da Transfiguração e
paremos para contemplar o rosto de Jesus, para colher a sua mensagem e traduzi-la
na nossa vida, para que nós também possamos ser transfigurados pelo Amor”.
E depois de interrogar os fiéis sobre o significado
do evento da Transfiguração, perguntando “Vocês acreditam mesmo que o Amor pode
transfigurar tudo?”, o Papa lembrou que “as multidões abandonaram Jesus e não
acreditaram Nele, assim como os próprios Apóstolos”.
O Pontífice concluiu garantindo que “Jesus nos
conduz sempre à felicidade. Ele não nos engana: Ele prometeu-nos a felicidade e
no-la dará, se seguirmos o seu caminho”.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO I DOMINGO DA QUARESMA (ANO B)
Mc. 1. 12-15 Neste I Domingo da Quaresma o Papa Francisco assomou à janela do apartamento Pontíficio para rezar, com os milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro, a oração mariana do Angelus. A Liturgia e particularmente o evangelho deste domingo inspirou a reflexão do Pontífice sobre as lutas vividas durante o tempo Quaresmal, “tempo do combate espiritual contra o espírito do mal”. “No deserto – disse ele - podemos descer em profundidade aonde se joga verdadeiramente o nosso destino, a vida ou a morte”.
O Papa iniciou falando da “prova enfrentada voluntariamente por Jesus”, no deserto, “antes de iniciar sua missão messiânica”. “Naqueles quarenta dias de solidão, enfrentou satanás “corpo a corpo”, desmascarou as suas tentações e o venceu. E nele todos vencemos, mas nós devemos proteger esta vitória no nosso dia-a-dia”:
“A Igreja nos faz recordar tal mistério no início da Quaresma, porque isto nos dá a perspectiva e o sentido deste tempo, que é o tempo do combate - na Quaresma se deve combater - um tempo de combate espiritual contra o espírito do mal. E enquanto atravessamos o deserto quaresmal, nós temos o olhar dirigido à Páscoa, que é a vitória definitiva de Jesus contra o Maligno, contra o pecado e contra a morte. Eis então o significado deste primeiro Domingo da Quaresma: colocar-nos decididamente no caminho de Jesus, o caminho que conduz à vida. Olhar Jesus, o que fez Jesus e seguir com Ele”. O Papa explicou que este caminho de Jesus passa pelo deserto, local de luta e de silêncio, onde podemos ouvir a voz do Senhor: “Este caminho de Jesus passa pelo deserto e alí é o lugar onde se pode escutar a voz de Deus e a vozdo tentador. No barulho, na confusão, isto não pode ser feito; ouve-se somente vozes superficiais. Pelo contrário, no deserto, podemos descer em profundidade onde se joga verdadeiramente o nossos destino, a vida ou a morte”.
“O deserto quaresmal – observou - nos ajuda a dizer não à mundanidade, aos ídolos, nos ajuda a fazer escolhas corajosas conforme o Evangelho e a reforçar a solidariedade com os irmãos. E a presença de Jesus e do Espírito Santo na nossa vida, nos encorajam a entrarmos neste deserto: “Então entremos no deserto sem medo, porque não estamos sozinhos: estamos com Jesus, com o Pai e com o Espírito Santo. Assim como foi para Jesus, é justamente o Espírito Santo que nos guia no caminho quaresmal, o mesmo Espírito descido sobre Jesus e que nos é dado no batismo. A Quaresma, por isto, é um tempo propício que deve nos levar a tomar sempre mais consciência do quanto o Espírito Santo, recebido no Batismo, operou e pode operar em nós. E ao final do itinerário quaresmal, na Vigília Pascal, poderemos renovar com maior consciência a aliança batismal e os compromissos que dela derivam”.
Na sua alocução, o Pontífice mais uma vez reiterou a importância de conhecermos as Escrituras, para sabermos “responder às insídias do maligno”, voltando então, a aconselhar a leitura diária de um pequeno trecho do Evangelho, “dez minutos”, e tê-lo sempre conosco, “no bolso, na bolsa, mas sempre à mão”.
Por fim, o Papa pediu que a “Virgem Santa, modelo de docilidade ao Espírito, nos ajude a deixar-nos conduzir por Ele, que quer fazer de cada um de nós “uma nova criatura””
Subscrever:
Mensagens (Atom)





.jpg)













