"Aceitamos com muita alegria a Bíblia Sagrada, que nos fala de Jesus e da Sua mensagem.
Queremos conhecer melhor Jesus porque O queremos amar cada vez mais e fazer o que Ele nos ensina."
Lc. 21, 5-19 No evangelho deste XXXIII e penúltimo domingo do tempo comum, Jesus fala de guerras, revoltas, terramotos, fomes e epidemias que parecem anunciar o fim, mas que não nos devem alarmar. Fala, também, das perseguições e das dificuldades que esperam os que põem a sua vida ao serviço do Senhor mas que serão ocasião de dar testemunho. Jesus promete mesmo não faltar e estar do lado dos que, por causa da sua fé, sofrem essas perseguições e vivem em constante sobressalto. O Papa Francisco disse, também, a propósito, no Angelus desta manhã, que "as adversidades que encontramos, por causa da nossa fé e da nossa adesão ao Evangelho, são (realmente) ocasiões de testemunho e que elas não nos devem afastar do Senhor, pelo contrário, devem levar-nos a abandonarmo-nos ainda mais em suas mãos, no poder do seu Espírito e na sua graça." Este evangelho encerra, então, um convite à perseverança - a mantermo-nos firmes na fé, mesmo no meio das adversidades - pois é pela nossa perseverança, diz Jesus, que salvaremos as nossas almas.
Lc. 20, 27-38 No Evangelho deste XXXII domingo do tempo comum, Jesus afirma peremptóriamente, perante os saduceus - que negam a ressurreição - e que lhe tentam armar uma cilada, que Deus não quer que o homem morra. Deus quer, sim, que o homem viva. Ele é um DEUS DE VIVOS. Jesus afirma-o, nesta passagem, e em outras. Recordemos, por ex., aquela em que Ele diz: "Eu vim para que tenham vida e vida em abundância" e ainda uma outra: "Eu sou a Ressurreição e a vida". A ressurreição para uma vida nova e plena é o que nos espera depois da morte. O Papa Francisco disse-o, hoje, claramente, na oração do Angelus. Disse ele: “Se olharmos só com um olhar humano, somos levados a dizer que o caminho do homem vai da vida à morte. Jesus sacode esta perspetiva e afirma que a nossa peregrinação vai da morte à vida, à vida plena.”E mais... Nesta passagem do Evangelho, Jesus dá, ainda, a entender que, nessa vida, as leis que vigoram são outras. Não há maridos, nem mulheres, não há viuvas, nem viúvos, não há pais, nem filhos... Na vida eterna, com Deus e em Deus, seremos como anjos. De facto, no Céu o que há são Filhos de Deus...
Lc. 19, 1-10 Hoje o Evangelho fala-nos da conversão de Zaqueu. Comentando a conversão de Zaqueu, o Sumo Pontífice recordou hoje, na alocução que fez antes do Angelus, que este trecho narrado no Evangelho de S. Lucas resume em si o sentido de toda a vida de Jesus, ou seja, procurar e salvar as ovelhas perdidas. Zaqueu é uma delas. É desprezado porque é o chefe dos publicanos da cidade de Jericó, amigo dos odiados invasores romanos. É ladrão e explorador. Impedido de se aproximar de Jesus, provavelmente por causa de sua má fama, e sendo pequeno de estatura, Zaqueu sobe em cima de uma árvore para poder ver melhor o Mestre que passa.
Lc. 18, 9-14 No Evangelho deste XXX Domingo, Jesus conta-nos a Parábola do fariseu e do publicano e S. Lucas refere, em jeito de introdução, que Jesus diz esta parábola "para alguns que se consideravam justos e desprezavam os outros". De facto, esta Parábola coloca-nos perante um fariseu que, no templo, rezava de pé, auto-elogiando-se e achando-se melhor k os outros (como muitos de nós) e um publicano que, também no templo, fica à distância e humildemente bate no peito, reconhecendo ser pecador e pedindo a Deus que tenha compaixão dele. Conclui Jesus que o publicano sai dali justificado e o fariseu não. E isto porquê? Porque diz Jesus que quem se humilha é exaltado e quem se exalta é humilhado. É, portanto, a humildade e a oração feita com humildade, que nos justifica, "atravessa as nuvens" e chega a Deus.
Lc. 18, 1-8 No Evangelho deste domingo, Jesus apresenta-nos a Parábola da viúva que insistentemente ía ter com o juíz da sua cidade e lhe pedia que lhe fizesse justiça contra o seu adversário. Diz-nos Jesus que, durante muito tempo, o juíz não quis atendê-la mas que, depois, perante a sua perseverança e constante insistência, acabou por lhe fazer justiça. E Jesus conta esta Parábola, como refere S. Lucas em jeito de introdução, para nos alertar para a necessidade de orarmos sempre (nos bons e nos maus momentos), com fé e sem desanimar. É claro que, às vezes, o Senhor não atende logo mas é preciso insistir e não esmorecer. O timing de Deus não é o nosso timing.
Lc. 16, 19-31 Este domingo Jesus, no Evangelho, continua a falar-nos da questão dos bens e da riqueza e de como muitos ricos são avarentos e apegados aos bens/dinheiro, não se importando com os que mendigam à sua porta ou passam mal à sua volta. A riqueza não é um mal em si se, os que a possuem, são capazes de repartir o que têm com os que passam necessidade. Quando Jesus conta a Parábola do rico avarento e do pobre Lázaro, que jazia à sua porta, sem poder saciar-se do que caía da mesa do rico, é para chamar a atenção dos que, tendo muitos bens, desprezam os pobres. A esses o que os espera é o tormento eterno, longe de Deus.
Lc. 16, 1-13 No evangelho deste domingo Jesus apresenta-nos a Parábola do administrador sagaz para nos ensinar que tudo o que somos e tudo o que temos é dom/dádiva de Deus. Nada nos pertence verdadeiramente, somos apenas administradores, e não senhores, dos bens que Deus nos dá, mas que na realidade são d'Ele. E é preciso administrá-los bem, sem prejuízo de ninguém, para o bem de todos. O apego à riqueza e a indevida utilização do dinheiro idolatrando-o/endeusando-o leva à escravização e à exploração do homem pelo homem, que é o que está a acontecer na sociedade actual. E o mais importante é, de facto, o homem, porque a felicidade não se encontra no vil metal, mas nas relações humanas. Como Jesus afirma este domingo no Evangelho: "Ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro". "Ou um, ou outro", como diz o Papa Francisco. Não sejamos então escravos dos bens exteriores porque só a Cristo devemos reconhecer como Senhor. N'Ele se encontra a verdadeira felicidade.![]() |
Lc. 12, 49-53 No Evangelho deste XX domingo do tempo comum, Jesus diz-nos que veio "trazer o fogo à terra" e a desunião. Jesus refere-se à mensagem que nos veio anunciar e ao Espírito com que nos veio baptizar. De facto, a mensagem que Ele nos veio transmitir é exigente e muitas vezes difícil de aceitar. Ela incita-nos a assumirmos uma atitude diferente perante a vida e os outros e a praticarmos o bem e o que é bom aos olhos de Deus. Isso causa-nos, por vezes, rejeição por parte dos que nos rodeiam. Mas o cristão não deve desanimar e deve perseverar mantendo-se firme na fé, combatendo a injustiça, o ódio, a mentira e estando do lado dos mais fracos, dos mais pobres, dos que mais precisam. A propósito, cito o que disse em certa ocasião São Josémaría Escrivá: "Se fores fiel, poderás chamar-te vencedor. Na tua vida, mesmo que percas alguns combates, não conhecerás derrotas. Não existem fracassos – convence-te –, se actuares com rectidão de intenção e com desejo de cumprir a Vontade de Deus. Nesse caso, com êxito ou sem ele, triunfarás sempre, porque terás feito o trabalho com Amor. (Forja, 199)
LLc. 12, 13-21 O Evangelho deste domingo fala-nos da avareza e de como muitos só pensam em acumular muitos bens porque para eles o único motor da vida é o dinheiro. TER, ter, ter. De facto, as nossas preocupações são essencialmente com o TER: ter sucesso, ter fama, ter dinheiro... Esquecemo-nos que tudo isso é passageiro. Esquecemo-nos que as riquezas (dinheiro, acções, casas, etc...) acumuladas, neste mundo, não as podemos levar connosco quando Deus nos chamar à sua presença. "A vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens", diz Jesus na passagem do evangelho deste domingo. E não. A abundância de bens não é importante, nem tem valor para Deus.
Lc. 11, 1-13 No Evangelho deste domingo um dos discípulos diz a Jesus: "Ensina-nos a rezar". E Jesus ensina-lhes/nos a maravilhosa oração em que nos dirigimos a Deus chamando-lhe "PAI": A Oração do "PAI NOSSO". Nesta oração pedimos a Deus, que é PAI de todos, que: nos ajude a fazer a sua vontade, nos dê a nós, e a todos, o pão de cada dia, nos perdoe as nossa ofensas, nos livre do mal ...
Lc. 10, 25-37 Hoje, no evangelho, S. Lucas diz-nos que Jesus, em certa ocasião, foi abordado por um doutor da lei que lhe pergunta, a propósito do amor ao próximo, quem é o seu próximo. Jesus conta-lhe a Parábola do Bom Samaritano que nos ensina que o nosso próximo são todos os homens que precisam da nossa amizade, da nossa palavra e do nosso conforto, sem distinção de classe, raça ou posição social e que "Amar o próximo" é ir ao encontro desses homens como fez o "Bom Samaritano". Sejamos pois bons samaritanos porque é no amor ao próximo que se encontra o segredo da vida eterna - da vida feliz em Deus e com Deus.
Lc. 9, 18-24 No Evangelho deste XII Domingo do Tempo Comum, Jesus interpela os seus discípulos, como nos interpela, também, a cada um de nós: "E VÓS, QUEM DIZEIS QUE EU SOU?" Pedro responde: "És o Messias de Deus." Jesus aceita esta confissão de Pedro, pois Ele é-o, de facto. No entanto, chama a atenção dos discípulos para o sofrimento que, apesar de Messias, o espera e lhes está também reservado a eles, bem como a cada um de nós, e diz-lhes: "Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-me". Foi o que fizeram e o que aconteceu com os discípulos e com tantas e tantas pessoas ao longo da história. E nós? Estamos também dispostos a segui-lo, renunciando, como Ele, a nós próprios - à nossa comodidade, aos nossos interesses etc...- tomando a nossa cruz todos os dias? Temos consciência de como é exigente seguir Jesus e de que só perdendo a vida por causa d'Ele a podemos ganhar? E que significa Ele para nós? Que representa Ele para nós?
Lc. 7, 36 - 50 No Evangelho deste domingo uma mulher vem ao encontro de Jesus, estando ele a comer em casa de um fariseu, chamado Simão. Diz-nos S. Lucas, que essa mulher era conhecida na cidade por ser uma "pecadora" e, por isso, rejeitada e repelida por todos. No entanto, entra na casa do fariseu e, chorando, começa a banhar-lhe os pés com as suas lágrimas, a enxugar-lhos com os cabelos, a beijá-los e a ungi-los com perfume. Todos os presentes a condenam, mas Jesus não e até elogia a sua atitude. No fim, ainda lhe PERDOA os seus muitos pecados. Diz-lhe Jesus: "Os teus pecados estão perdoados (...) A tua fé te salvou. Vai em paz." E porque não a julga, nem condena, Jesus transforma a vida daquela mulher. Jesus é Amor, é bondade e define-se pela sua misericórdia. E a sua misericórdia é maior que o nosso pecado. "Onde abundou o pecado, diz S. Paulo na sua Carta aos Romanos, superabundou a graça" e é isso, de facto, o que Jesus mostra aqui. Aprendamos com Ele a amar, a perdoar e a não condenar ninguém e sejamos pessoas de FÉ porque é ela que nos salva...