terça-feira, 13 de agosto de 2013

IMAGEM DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA VAI ESTAR EM ROMA EM OUTUBRO

 
Em resposta ao desejo do Santo Padre Francisco, a Imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima que é venerada na Capelinha das Aparições estará em Roma a 12 e 13 de outubro, na Jornada Mariana promovida pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. No dia 13 de outubro, junto da Imagem de Nossa Senhora, o Papa Francisco fará a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria.
A Jornada Mariana é um dos grandes eventos pontifícios previstos no calendário de celebração do Ano da Fé e congregará em Roma centenas de movimentos e instituições ligadas à devoção mariana.
Em carta dirigida ao Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, D. Rino Fisichella, comunica que “todas as realidades eclesiais da espiritualidade mariana” estão convidadas a participar na Jornada Mariana: um encontro que prevê, no dia 12, uma peregrinação ao túmulo do apóstolo de S. Pedro e outros momentos de oração e de meditação e, no dia 13, a celebração eucarística, presidida pelo Papa Francisco, na Praça de S. Pedro.
“É um desejo vivo do Santo Padre que a Jornada Mariana possa ter como especial sinal um dos ícones marianos entre os mais significativos para os cristãos em todo o mundo e, por esse motivo, pensamos na amada estátua original de Nossa Senhora de Fatima”, escreveu D. Rino Fisichella.
Assim, a Imagem de Nossa Senhora deixará o Santuário de Fátima em Portugal na manhã do dia 12 de outubro e regressará na tarde do dia 13. No seu lugar na Capelinha das Aparições será colocada a primeira Imagem da Virgem Peregrina de Fátima, entronizada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário desde 8 de dezembro de 2003.

 
LeopolDina Simões

domingo, 11 de agosto de 2013

XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)

Lc. 12, 32-48 Vigiar. Estar alerta. Estar preparados  para a vinda do Filho do Homem, que não sabemos quando será. É este o convite que Jesus nos dirige, hoje, nesta passagem do evangelho. O cristão não se pode acomodar e viver indiferente ao mundo que o rodeia. O cristão é aquele que conhece a vontade do Senhor e procura pô-la em prática. O cristão deve ser um homem de acção que vive da fé e, porque vive da fé, vive comprometido no mundo e na comunidade cristã, pondo a render os bens que o Senhor lhe confiou. Isto significa, também, estar atento ao irmão e ao bem que devemos fazer. E, só os que assim procuram viver, poderão, um dia, ver a Deus face a face. Diz o Papa Francisco no Twitter: "A segurança da fé não nos torna imóveis e fechados, mas põe-nos a caminho para dar testemunho a todos e dialogar com todos".

domingo, 4 de agosto de 2013

XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)


LLc. 12, 13-21 O Evangelho deste domingo fala-nos da avareza e de como muitos só pensam em acumular muitos bens porque para eles o único motor da vida é o dinheiro. TER, ter, ter. De facto, as nossas preocupações são essencialmente com o TER: ter sucesso, ter fama, ter dinheiro... Esquecemo-nos que tudo isso é passageiro. Esquecemo-nos que as riquezas (dinheiro, acções, casas, etc...) acumuladas, neste mundo, não as podemos levar connosco quando Deus nos chamar à sua presença. "A vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens", diz Jesus na passagem do evangelho deste domingo. E não. A abundância de bens não é importante, nem tem valor para Deus.
O que é importante, então, para Deus? Aspirar às coisas do alto. Tornarmo-nos ricos aos olhos de Deus. Ricos em AMOR, bondade, fraternidade...Ora essa riqueza não se encontra fora de nós, mas no nosso coração. Importemo-nos, pois, com o SER: o ser bom, o ser justo... É este o convite que nos é feito neste domingo, por Jesus...

domingo, 28 de julho de 2013

XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)

Lc. 11, 1-13 No Evangelho deste domingo um dos discípulos diz a Jesus: "Ensina-nos a rezar". E Jesus ensina-lhes/nos a maravilhosa oração em que nos dirigimos a Deus chamando-lhe "PAI": A Oração do "PAI NOSSO". Nesta oração pedimos a Deus, que é PAI de todos, que: nos ajude a fazer a sua vontade, nos dê a nós, e a todos, o pão de cada dia, nos perdoe as nossa ofensas, nos livre do mal ...
Pedimos-lhe tudo isto porque, tal como Jesus nos mostrou, Ele é o melhor dos Pais e quer o melhor para nós. Ele não quer o mal e a morte do homem mas o seu bem e que ele viva. Por isso acrescenta: "Pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis; batei à porta e abrir-se-vos-à".
Portanto, não tenhamos medo de nos aproximarmos d'Ele para lhe apresentarmos os nossos desejos e necessidades, que Ele cuidará de nos dar tudo aquilo de que precisamos.
 

domingo, 21 de julho de 2013

XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)

 
Lc. 10, 38-42 Jesus visita Marta e Maria, irmãs de Lázaro. Elas procuram acolhê-lo o melhor que podem e sabem, cada uma à sua maneira. Marta atarefa-se com tanto serviço e Maria senta-se aos pés de Jesus a escutá-lo. Quando Marta pede a Jesus que diga à irmã para a ir ajudar, Jesus responde-lhe apenas que Maria escolheu a melhor parte. A sua resposta, porém, não é uma tomada de posição, porque a acção não substitui a oração, ou vice versa, mas uma chamada de atenção para os dois extremos da prática cristã que se devem completar. No caso da acção, Deus também se pode encontrar no meio dos tachos e dos afazeres diários, como dizia S. Teresa de Ávila. Acolhamo-lo, pois. Orientemos a nossa vida pela sua palavra.

CRISMAS NA PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER DE CAPARICA

 
Ontem - 20 de Julho - o Senhor Bispo de Setúbal, D. Gilberto Canavarro dos Reis, esteve na Paróquia para crismar 26 paroquianos e para desafiar outros a seguirem-lhes o exemplo.





A cerimónia decorreu ao ar livre, debaixo do grande pinheiro que existe no Pátio da Quinta.




Apesar de invisível aos olhos, o Espírito Santo esteve presente derramando os seus dons nos corações de todos e capacitando-os para melhor poderem defender e dar testemunho da sua fé.

 

domingo, 14 de julho de 2013

XV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)

Lc. 10, 25-37   Hoje, no evangelho, S. Lucas diz-nos que Jesus, em certa ocasião, foi  abordado por um doutor da lei que lhe pergunta, a propósito  do amor ao próximo, quem é o seu próximo. Jesus conta-lhe  a  Parábola do Bom Samaritano que nos ensina que o nosso próximo são todos os homens que precisam da nossa amizade, da nossa palavra e do nosso conforto, sem distinção de classe, raça ou posição social e que "Amar o próximo" é ir ao encontro desses homens como fez o "Bom Samaritano". Sejamos pois bons samaritanos porque é no amor ao próximo que se encontra o segredo da vida eterna - da vida feliz em Deus e com Deus. 

domingo, 7 de julho de 2013

XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)

 
Lc. 10, 1-12.17-20 No Evangelho deste domingo, Jesus envia os seus discípulos, dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares. A sua missão é a nossa missão: dar a conhecer Jesus, procurando ser mensageiros da paz, que semeiam a paz. Mais do que palavras, Jesus pede-nos atitudes/gestos de paz na nossa relação com os outros. E porque a "messe" é grande, Jesus pede-nos, também, que rezemos ao "dono da seara" (a Deus) para que sejam cada vez mais, os que aceitam esta missão, de levar a Boa Nova de Jesus, aos que os rodeiam.

terça-feira, 2 de julho de 2013

PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL A FÁTIMA - ALTAR DO MUNDO

No passado domingo - o dia mais quente do ano - a Paróquia de S. Francisco Xavier foi em Peregrinação até ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima. A Missa internacional das 11:00, no Recinto de Oração, foi presidida por D. António Vitalino Dantas, bispo de Beja.
 
 
 
 
 
Da parte da tarde, realizámos a habitual Via Sacra no Caminho dos Pastorinhos, fomos aos Valinhos, à Loca do Anjo e visitámos, ainda, a Casa da Lúcia.
 
 
Foi o ano em que levámos mais gente: 9 autocarros - mais de 450 pessoas.  
 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)

Lc. 9, 51-62 Hoje, S. Lucas diz-nos que Jesus convida os discípulos a segui-lo. Mas convida-os a segui-lo sem olhar para trás, ou seja, sem pensar duas vezes - sem olhar aos seus interesses e conveniências. Só os que o seguem sem olhar para trás e sem pensar duas vezes servem para o Reino de Deus. É o que Jesus nos diz hoje, no Evangelho.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

EVANGELHO DO XII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)

Lc. 9, 18-24 No Evangelho deste XII Domingo do Tempo Comum, Jesus interpela os seus discípulos, como nos interpela, também, a cada um de nós: "E VÓS, QUEM DIZEIS QUE EU SOU?" Pedro responde: "És o Messias de Deus." Jesus aceita esta confissão de Pedro, pois Ele é-o, de facto. No entanto, chama a atenção dos discípulos para o sofrimento que, apesar de Messias, o espera e lhes está também reservado a eles, bem como a cada um de nós, e diz-lhes: "Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-me". Foi o que fizeram e o que aconteceu com os discípulos e com tantas e tantas pessoas ao longo da história. E nós? Estamos também dispostos a segui-lo, renunciando, como Ele, a nós próprios - à nossa comodidade, aos nossos interesses etc...- tomando a nossa cruz todos os dias? Temos consciência de como é exigente seguir Jesus e de que só perdendo a vida por causa d'Ele a podemos ganhar? E que significa Ele para nós? Que representa Ele para nós?
Já pensámos bem nisto?
 


segunda-feira, 17 de junho de 2013

EVANGELHO DO XI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)

Lc. 7, 36 - 50 No Evangelho deste domingo uma mulher vem ao encontro de Jesus, estando ele a comer em casa de um fariseu, chamado Simão. Diz-nos S. Lucas, que essa mulher era conhecida na cidade por ser uma "pecadora" e, por isso, rejeitada e repelida por todos. No entanto, entra na casa do fariseu e, chorando, começa a banhar-lhe os pés com as suas lágrimas, a enxugar-lhos com os cabelos, a beijá-los e a ungi-los com perfume. Todos os presentes a condenam, mas Jesus não e até elogia a sua atitude. No fim, ainda lhe PERDOA os seus muitos pecados. Diz-lhe Jesus: "Os teus pecados estão perdoados (...) A tua fé te salvou. Vai em paz." E porque não a julga, nem condena, Jesus transforma a vida daquela mulher. Jesus é Amor, é bondade e define-se pela sua misericórdia. E a sua misericórdia é maior que o nosso pecado. "Onde abundou o pecado, diz S. Paulo na sua Carta aos Romanos, superabundou a graça" e é isso, de facto, o que Jesus mostra aqui. Aprendamos com Ele a amar, a perdoar e a não condenar ninguém e sejamos pessoas de FÉ porque é ela que nos salva...

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Festa Convívio da Paróquia S. Francisco Xavier

Festa Convívio da
Paróquia S. Francisco Xavier

22 de junho


15h00
Início das Atividades
Jogos, Danças, Exibições


18h00
Missa campal

19h45
Jantar partilhado


Venham!   Divirtam-se!

 A Paróquia conta convosco!

PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL A FÁTIMA


Peregrinação Paroquial a Fátima
Domingo 30 de Junho
Participe com a sua família
Inscrição 10€

PEREGRINAÇÃO À TERRA SANTA







domingo, 9 de junho de 2013

EVANGELHO DO X DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)

 
Lc. 7, 11-17 Este domingo, no Evangelho, S. Lucas diz-nos que Jesus, ao entrar na cidade de Naim, compadece-se de uma pobre viúva que ía a sepultar o seu filho, o seu único filho, e diz-lhe: "NÃO CHORES". Depois tocando no caixão diz ao jovem morto: "Jovem, Eu te ordeno: LEVANTA-TE". O jovem levanta-se e Jesus entrega-o à mãe. Diz-nos o evangelista que todos os que assistiram começaram a dar glória a Deus e a dizer: "Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo." O povo descobre em Jesus "um grande profeta", porque Ele se debruça sobre a miséria humana e dá a paz e a alegria aos que choram.
É assim o nosso Deus. Ele compadece-se de nós e aproxima-se dos que sofrem porque os AMA (E NOS AMA) A TODOS E A TODOS QUER SALVAR. Ele é o Senhor da vida e só Ele nos pode dar o que precisamos. Confiemos, pois, no nosso Deus, que é um Deus clemente e compassivo que enxuga as nossas lágrimas e que veio ao nosso encontro, como foi ao encontro da viúva de Naim, "para que tenhamos vida e vida em abundância"...

domingo, 2 de junho de 2013

EVANGELHO DA SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO (ANO C)

 
Lc. 9, 11b-17 S. Lucas no Evangelho deste domingo, em que celebramos a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, fala-nos do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. Jesus com apenas 5 pães e 2 peixes dá de comer a uma multidão de 5000 homens. Diz-nos o evangelista que "todos comeram e ficaram saciados; e ainda se recolheram 12 cestos dos pedaços que sobraram". Pois este milagre é o anúncio e a preparação do milagre eucarístico em que Jesus se dá, Ele próprio, em alimento e isso acontece algum tempo depois, na Última Ceia. Nessa ocasião, como nos conta S.Paulo na sua Primeira Carta aos Coríntios, Jesus toma o pão, dá graças, parte-o e diz: "Isto é o meu Corpo entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim" e do mesmo modo, no fim da Ceia, toma o cálice e diz: "Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim." Desta forma, com estas palavras, Jesus transforma o pão e o vinho no seu próprio corpo e sangue e dá-se em alimento aos discípulos, como hoje se dá em alimento a nós. De facto, hoje, em cada Missa Ele continua a fazer-se presente, sempre que o sacerdote repete, ou faz memória das palavras que Ele proferiu na noite em que ía ser entregue e faz morada em nós quando o comungamos. Jesus está, portanto, amorosamente presente no Sacramento da Eucaristia, no pão e no vinho consagrados, para ser o nosso alimento espiritual, o alimento que mata a nossa fome de amor e nos dá a vida, a vida plena. É, então, isso que celebramos nesta Festa Litúrgica conhecida como a Festa do Corpo de Deus: a bondade e o amor do nosso Deus que não nos deixou sós mas que quis ficar assim, deste modo sublime e misterioso, presente no meio de nós e em nós. Bendito seja, pois, o Santíssimo e Diviníssimo Sacramento da Eucaristia...

domingo, 26 de maio de 2013

EVANGELHO DA SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE (ANO C)

Na passagem do Evangelho deste Domingo, em que celebramos a Santíssima Trindade, Jesus promete, uma vez mais, aos discípulos "o Espírito da verdade" que os "guiará para a verdade plena" e afirma que tudo o que o pai tem é seu. É desta forma singular que Jesus vai revelando a sua relação com o Pai e com o Espírito Santo e introduzindo os discípulos neste Mistério da Vida, do Amor e da Comunhão de um Deus único em 3 pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo, a que chamamos Santíssima Trindade.
A Santíssima Trindade é um Mistério da nossa fé de uma tal grandeza que, por mais sábios que sejamos, não conseguimos entender, agora, mas que, um dia, quando entrarmos na glória do Céu, entenderemos concerteza. Somos pequenos demais para entendermos a infinita grandeza do nosso Deus. Por agora, basta que saibamos que Deus, apesar de ser um só, não está sózinho. Deus é uma família, onde o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO estão numa relação, numa relação onde reina o Amor de uns pelos outros. Que bom seria que nas nossas famílias e no nosso mundo, à imagem do que acontece no seio da Trindade Santíssima, também reinasse o amor. E "o amor de Deus", como diz S. Paulo na sua Carta aos Romanos, "foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado ". Deixemo-lo reinar nos nossos corações para que se estenda às nossas relações humanas e reine neste mundo em que vivemos...

domingo, 19 de maio de 2013

EVANGELHO DO DOMINGO DE PENTECOSTES

Jo. 17, 20-26  No Evangelho, deste domingo de Pentecostes, S. João conta-nos que Jesus no próprio domingo da Ressurreição, ao aparecer aos discípulos, ao entardecer, sopra sobre eles e diz-lhes: "Recebei o Espírito Santo". Porém toda a abundância do Espírito de Deus, do "sopro de Deus" só viria sobre eles 50 dias mais tarde, no dia de Pentecostes. É nesse dia que são verdadeiramente baptizados no Espírito Santo e consagrados para a missão que Jesus lhes confiara. O Espírito Santo derramado nos seus corações, nesse dia, anima-os, fortalece-os e torna-os aptos para, daí em diante, anunciarem a ressurreição a todos os homens sem excepção. De facto, diz-nos Lucas no Livro dos Actos dos Apóstolos que, no dia de Pentecostes, depois do Espírito se manifestar sob os sinais sensíveis do vento e do fogo, os discípulos, até aí amedrontados, ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a proclamar noutras línguas "as maravilhas de Deus". O Espírito Santo, "Senhor que dá a vida" é como uma chuva que Deus faz chover nos nossos corações e nas nossas vidas (como no dia do nosso Baptismo) para podermos dar frutos: frutos de amor, alegria, paz, fé, bondade, mansidão, paciência etc. Abramo-nos, pois, a esta força e a esta presença transformadora, de Deus na nossa vida - e particularmente nos sacramentos - que é o Espírito Santo, para podermos corresponder àquilo que Jesus quer de nós...

PROFISSÃO DE FÉ - 18 de Maio de 2013

 
 
Ontem, dia 18 de Maio, na Missa antecipada do Domingo de Pentecostes, os adolescentes do 7º Catecismo celebraram a sua Profissão de Fé. Perante a comunidade, estes adolescentes afirmaram querer dar mais um passo no crescimento da sua Fé e proclamaram-na solenemente. A Comunidade cristã comprometeu-se a ajudá-los a permanecerem fiéis aos compromissos que assumiram.
Parabéns a eles, ao seu Catequista Paulo Lourenço e a toda a comunidade de S. Francisco Xavier de Caparica...

terça-feira, 14 de maio de 2013

SEMANA DA VIDA - 12 A 19 DE MAIO

Há luzes que brilham no meio das dificuldades do nosso tempo. No Ano da Fé, nos 50 Anos do Concílio Vaticano II e já sob o impulso da dádiva inestimável de Deus à sua Igreja, na pessoa do Papa Francisco, a Comissão Episcopal do Laicado e Família propõe-nos a Semana da Vida, endereçada a todos os que procuram verdadeiras razões de esperança.
O lema da Semana - Dá mais vida à tua vida! – acorda em nós a consciência de que a vida é o maior e mais precioso dos dons. Mas também desperta e mobiliza para a premente necessidade de uma nova postura: sendo a vida, hoje, tão depreciada, ameaçada e destruída, urge parar esta cultura de morte, instaurando, em seu lugar, uma sólida cultura da vida.
A Semana da Vida corresponde ao apelo do Papa João Paulo II, de uma celebração anual em defesa da vida, com o objetivo de suscitar nas consciências, nas famílias, na Igreja e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições, concentrando a atenção de modo especial na gravidade do aborto e da eutanásia. ... (EV 85) A inteligência e o coração dizem-nos que a vida é direito e responsabilidade de todos e de cada um, ninguém vivendo só por si, nem apenas para si. Cabe-nos acolher, defender e promover a vida que foi depositada em nossas mãos, a própria e a dos outros. Como valor primeiro, ela deve ser também critério fundamental, subjacente a todas as instituições humanas, privadas ou públicas. Toda a sociedade que não fundamente as suas leis no respeito total pela vida, desumaniza-se e cava a sua própria ruína. Dar mais vida à nossa vida implica abraçá-la em todas as circunstâncias, sem ceder nem aos egoísmos, nem às modas ou correntes de opinião, nem aos mercados, nem aos parlamentos. Dar mais vida à nossa vida é seguir o exemplo de Jesus, da sua entrega completa para que tenhamos a vida e a tenhamos em abundância (pensarafamilia.blogspot.com).

domingo, 12 de maio de 2013

EVANGELHO DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR (ANO C)

Lc. 24, 46-53 Hoje celebra-se a Solenidade da Ascensão do Senhor. O Evangelho conta-nos que Jesus, tendo terminado a sua peregrinação e missão, nesta terra, levou os discípulos até junto de Betânia, abençoou-os e enquanto os abençoava, foi elevado ao Céu. Jesus sobe ao céu. Precede-nos na glória como nossa Cabeça e para aí nos chama como membros do seu Corpo. Deixa, portanto, de estar visível aos nossos olhos mas continua presente e actuante no meio de nós, através do seu Espírito, que Ele promete e envia sobre nós, hoje, tal como enviou sobre os discípulos, dez dias depois da ascensão. Com a ASCENSÃO de Jesus tem início a missão da Igreja, ou seja, a missão de todos nós batizados. E a nossa missão é a de anunciar a Boa Nova do perdão e da vida divina a todos os povos. A missão que Cristo nos confia é a de sermos suas testemunhas em toda a parte e pelo nosso testemunho tornarmo-lo presente neste mundo...


domingo, 5 de maio de 2013

EVANGELHO DO VI DOMINGO DA PÁSCOA (ANO C)

Jo. 14, 23-29 No Evangelho deste VI domingo da Páscoa, Jesus, na véspera da sua morte, após a Ceia,  anuncia aos discípulos que vai partir e diz-lhes (como tb nos diz, hoje, a todos nós) que só aqueles que o amam, guardarão a sua palavra, acrescentando que só assim Ele e o Pai virão a eles e farão neles a sua morada. Isto significa que Ele "mora" no coração daqueles que vivem de acordo com aquilo que Ele nos veio ensinar. Ele está naqueles que são cristãos dentro e fora da Igreja, naqueles que "ouvem a Palavra de Deus e a põe em prática", ou seja, naqueles que vivem o mandamento novo do amor. Mas para ensinar e recordar tudo isto, Jesus promete aos discípulos, e a todos nós, o Espírito Santo, o Paráclito. Com a sua presença na nossa vida será concerteza mais fácil viver o Evangelho e permanecermos em comunhão com Deus e os irmãos, de modo a gozarmos da paz que Ele também nos deixou e nos dá: a SUA paz - uma paz autêntica que tranquiliza o nosso coração e nos dá a confiança que necessitamos para vencermos as dificuldades. Acreditemos nisto e procuremos viver como verdadeiros cristãos, que se amam, porque amam a Cristo.

domingo, 28 de abril de 2013

EVANGELHO DO V DOMINGO DA PÁSCOA (ANO C)

Jo. 13, 31-33a.34-35 No Evangelho deste domingo, no decorrer da Última Ceia, depois de lavar os pés aos discípulos e de Judas ter saído, Jesus dá-lhes (e também a nós) um mandamento novo. E o mandamento novo que ele nos dá é: "AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI". Não nos manda só amar-nos uns aos outros, mas amar como Ele nos amou. E isso significa perdoar, acolher, servir, não julgar, não condenar, rezar até pelos inimigos, dar a vida etc... Foi o que Ele fez. Foi assim que Ele viveu e é isso que Ele também nos manda, a nós, fazermos. É na medida em que nos amarmos assim, diz Jesus, que os outros conhecerão que somos seus discípulos, ou seja, que somos cristãos. O cristão está no mundo para dar testemunho de Cristo e portanto para amar à maneira de Jesus. Não é fácil. É exigente. É exigente desejar e fazer o bem aos outros, mas é um esforço que temos de fazer para sermos verdadeiramente cristãos - cristãos que vivem como Jesus nos veio ensinar. Cristãos que dão testemunho d'Aquele e daquilo em que acreditam. 

domingo, 21 de abril de 2013

EVANGELHO DO IV DOMINGO DA PÁSCOA (ANO C)

Jo. 10, 27-30 Neste IV Domingo da Páscoa, Jesus, no Evangelho, apresenta-se como PASTOR, mas não como um pastor qualquer. Apresenta-se-nos como o BOM PASTOR. Ele, o Cordeiro de Deus, é o poderoso Pastor deste pequeno e frágil rebanho, que somos nós, as suas ovelhas, o seu povo. E é Ele próprio que o diz. Ele próprio afirma que nos conhece (como nem nós próprios nos conhecemos), nos chama pelo nome e nos dá a vida. Ele cuida de nós para que nada de mal nos aconteça, para que nada nos falte. Ele, de facto, une-nos a si e com Ele une-nos ao Pai porque, como Ele próprio também afirma, Ele e o Pai são um só. Assim também nós, as suas ovelhas, participamos já da sua vida e do seu triunfo - do triunfo do ressuscitado.
Escutemos a sua voz. Sejamos ovelhas atentas e obedientes à sua voz, para não nos tresmalharmos e assim conduzidas pelo Pastor, pelo BOM
PASTOR, podermos descansar em "verdes prados", onde brotam as águas refrescantes que saciam a nossa sede e reconfortam a nossa alma...♥

quarta-feira, 17 de abril de 2013

PONTIFICADO DO PAPA FRANCISCO VAI SER CONSAGRADO A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA


O pontificado do Papa vai ser consagrado a Nossa Senhora de Fátima a 13 de Maio, no Santuário da Cova da Iria, cumprindo o pedido que Francisco dirigiu ao cardeal-patriarca de Lisboa.
“O Papa Francisco pediu expressamente a D. José Policarpo, cardeal‑patriarca de Lisboa, que participou no conclave que o elegeu, para consagrar o seu ministério pastoral, como sucessor de Pedro, a Nossa Senhora de Fátima”, refere o comunicado final da assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), revelado há dias.
Os bispos participantes numa reunião que decorreu em Fátima decidiram que a consagração vai ser feita por D. José Policarpo, também presidente da CEP, no âmbito da peregrinação internacional de 12 e 13 de Maio ao Santuário, presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, D. Orani Tempesta.
O prelado adiantou, no passado dia 11 de Abril, aos jornalistas que a consagração do pontificado compreende uma oração diante da imagem da Virgem Maria no final da principal missa da peregrinação, a celebrar na manhã de 13 de maio.
“O Papa Francisco pediu-me duas vezes que consagrasse o seu novo ministério a Nossa Senhora de Fátima. É mandato que posso cumprir no silêncio da oração. Mas seria belo que toda a Conferência Episcopal se associasse à realização deste pedido”, declarou D. José Policarpo no discurso de abertura da assembleia, no dia 8 de Abril.
O cardeal-patriarca convidou o Papa a visitar Portugal durante o encontro que Francisco teve com os membros do Colégio Cardinalício presentes no Vaticano, realizado no dia a seguir à eleição, 14 de março.
“Logo após o cumprimento final disse-lhe que nós gostaríamos muito de o receber”, referiu D. José Policarpo em conferência de imprensa que ocorreu naquela data.
Também o presidente da República convidou o Papa a visitar o país, tendo como pano de fundo o “centenário das aparições de Fátima”, em 2017.
“Como tinha pensado, disse ao Santo Padre que seria uma grande alegria para os portugueses que ele pudesse visitar Portugal”, afirmou Cavaco Silva num encontro com jornalistas realizado a 19 de março na embaixada portuguesa junto da Santa Sé, em Roma.
O bispo de Leiria-Fátima, diocese onde o santuário se localiza, convidou igualmente o Papa a visitar a Cova da Iria, através de telegrama enviado a 20 de março.
“Bispo e peregrinos da Diocese de Leiria-Fátima queremos exprimir-lhe a nossa profunda comunhão eclesial e o nosso caloroso afeto, dizer-lhe que, em Fátima, confiámos a sua Pessoa e o seu Ministério à proteção da Senhora de Fátima”, escreveu D. António Marto.
Depois de assinalar que o Santuário espera “com emoção” poder receber Francisco “como peregrino”, o prelado terminava a mensagem com uma saudação: “Desde já lhe damos as boas vindas: Bem-vindo Santo Padre Francisco!”.
A peregrinação internacional dos próximos dias 12 e 13 de maio decorre 96 anos após a primeira aparição da Virgem Maria a Lúcia e aos beatos Francisco e Jacinta, a 13 de maio de 1917.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

ESCUDO DO PAPA FRANCISCO SOFREU ALGUMAS ALTERAÇÕES

 
O escudo do Papa Francisco sofreu ligeiras modificações. A estrela, inicialmente com 5 pontas, passou a ter oito, em referência às oito bem-aventuranças. O nardo também mudou e o lema “Miserando atque eligendo” foi inserido numa faixa branca com a parte de trás em vermelho. Permanece inalterado o emblema da Companhia de Jesus, no centro do escudo.
O Papa Francisco conservou seu escudo de bispo, ao qual acrescentou os símbolos da dignidade pontifícia e a mitra colocada entre as chaves de prata e ouro, entrelaçadas com um cordão vermelho.
Na parte superior encontra-se o emblema da Companhia de Jesus: um sol radiante amarelo com as letras em vermelho ‘IHS’: “Jesus, Homem e Salvador”.
Sobre a letra H encontra-se uma cruz, em ponta, e debaixo das letras IHS, sempre dentro do sol radiante, três cravos em preto. Na parte inferior do escudo, à direita, encontra-se uma estrela e à esquerda a flor de nardo.
A estrela simboliza a Virgem Maria, mãe de Cristo e da Igreja, e a flor de nardo São José, padroeiro da Igreja universal. Na tradição espanhola, São José é representado por um ramo de nardos na mão.
Com este escudo o, o Papa quis ressaltar sua particular devoção à Virgem e a São José. A flor de nardo, no desenho anterior, poderia em princípio ser confundida com um ramo de videira. Com a modificação do desenho, passou a ser mais fiel ao que seria um ramo de nardos.
O lema do pontificado, “Miserando atque eligendo” (“Olhou para ele com misericórdia e o escolheu”), foi retirado das homilias de São Beda, o Venerável, o qual, comentando o Evangelho de Mateus, escreveu “Vidit ergo Iesus publicanum et quia miserando atque eligendo vidit, ait illi Sequere me” (Viu Jesus a um publicano e como olhou para ele com sentimentos de amor o escolheu e disse: seque-me”).

domingo, 14 de abril de 2013

EVANGELHO DO III DOMINGO DA PÁSCOA (ANO C)

 Jo. 21, 1-19 Este domingo S. João no seu Evangelho conta-nos que Jesus se manifesta pela 3ª vez aos discípulos depois de ressuscitado. Desta vez aparece-lhes junto ao Mar de Tiberíades onde eles tinham andado toda a noite à pesca sem terem conseguido apanhar qualquer peixe. Diz-lhes, da margem, para lançarem a rede para a direita do barco e imediatamente a rede se enche de peixe. A situação repetia-se e imediatamente o discípulo João reconhece o SENHOR. É, todavia, Pedro que, num repente, se lança à água para se encontrar com Ele. Quando todos chegam à praia veêm brasas acesas com peixe em cima, e pão. Jesus esperava-os para comer com eles, provando, mais uma vez, que tinha ressuscitado verdadeiramente. É esta a Boa Nova que é preciso anunciar e que o cristão deve anunciar. Ele ressuscitou, de facto, e ESTÁ VIVO e presente no meio de nós, ajudando-nos quando as coisas não nos correm bem, como ajudou os discípulos. Ele está atento quando o nosso trabalho não rende e não produz como gostávamos e desejávamos, e disposto a orientar-nos e a dizer-nos para onde devemos "lançar as redes". Nós muitas vezes é que temos dificuldade em reconhecê-lo e em perceber o que Ele nos pede para fazermos. Ele está presente "na praia", neste mundo (que é a nossa praia) - em cada um dos nossos irmãos.

foto Papa Francisco







 Foto oficial do Santo Padre Francisco,


assinada por ele.
Seria bom que estivesse em todos os lares para fazer do Papa Francisco
um membro mais da família, que se recorda e por quem se reza todos os dias,e que reza sempre por nós.

sábado, 6 de abril de 2013

EVANGELHO DO II DOMINGO DA PÁSCOA (ANO C)

 
Jo. 20, 19-31 No Evangelho deste 2º Domingo da Páscoa, Jesus, depois de morto e sepultado, rompe barreiras e aparece vivo, aos discípulos, no 1º dia da semana. A primeira coisa que lhes oferece é a PAZ quando lhes diz: «A paz esteja convosco». Depois, sopra sobre eles e diz: «Recebei o Espírito Santo", dando-lhes, logo em seguida, o poder de perdoar os pecados:"Áqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados".
Oito dias depois, Jesus volta a aparecer-lhes e a oferecer-lhes a paz. Porém, nessa ocasião, a sua atenção volta-se particularmente para Tomé, o discípulo que que quer ver para crer e diz-lhe: " Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé responde-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» e Jesus conclui: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto».
Jesus ressuscitou verdadeiramente. Jesus é o Messias, o Filho de Deus. É nisto que temos de acreditar para que acreditando, tal como diz S. João, "tenhamos a vida em seu nome".
Neste Ano da FÉ, que nós, ao contrário de Tomé, não duvidemos, mas acreditemos, verdadeiramente em Jesus - nosso Senhor e nosso Deus -  e na sua Ressurreição para que, assim, a nossa vida, vivida na esperança desta consoladora realidade e na paz que Jesus nos oferece, seja uma vida mais feliz...  

domingo, 31 de março de 2013

FELIZ PÁSCOA



Que grande alegria é para mim poder dar-vos este anúncio: Cristo ressuscitou! Queria que chegasse a cada casa, a cada família e, especialmente onde há mais sofrimento, aos hospitais, às prisões...
Sobretudo queria que chegasse a todos os corações, porque é lá que Deus quer semear esta Boa Nova: Jesus ressuscitou, há uma esperança que despertou para ti, já não estás sob o domínio do pecado, do mal! Venceu o amor, venceu a misericórdia! A misericórdia sempre vence!
Também nós, como as mulheres discípulas de Jesus que foram ao sepulcro e o encontraram vazio, nos podemos interrogar que sentido tenha este acontecimento (cf. Lc 24, 4). Que significa o fato de Jesus ter ressuscitado? Significa que o amor de Deus é mais forte que o mal e a própria morte; significa que o amor de Deus pode transformar a nossa vida, fazer florir aquelas parcelas de deserto que ainda existem no nosso coração. E isto é algo que o amor de Deus pode fazer.

Eis, portanto, o convite que dirijo a todos: acolhamos a graça da Ressurreição de Cristo! Deixemo-nos renovar pela misericórdia de Deus, deixemo-nos amar por Jesus, deixemos que a força do seu amor transforme também a nossa vida, tornando-nos instrumentos desta misericórdia, canais através dos quais Deus possa irrigar a terra, guardar a criação inteira e fazer florir a justiça e a paz.


Queridos irmãos e irmãs, a vós aqui reunidos de todos os cantos do mundo nesta Praça, coração da cristandade, e a todos vós que estais conectados através dos meios de comunicação, renovo o meu voto: Feliz Páscoa!
Levai às vossas famílias e aos vossos Países a mensagem de alegria, de esperança e de paz, que a cada ano, neste dia, se renova com vigor.
O Senhor ressuscitado, vencedor do pecado e da morte, seja o amparo para todos, especialmente para os mais frágeis e necessitados. Obrigado pela vossa presença e pelo testemunho da vossa fé.
A todos repito com afeto:
Que Cristo ressuscitado guie a todos vós e à humanidade inteira pelos caminhos de justiça, de amor e de paz.


Mensagem de Páscoa do Papa Francisco

Mensagem de Páscoa do Papa Francisco

EVANGELHO DO DOMINGO DA RESSURREIÇÃO

 
CRISTO RESSUSCITOU! ALELUIA...
Jo. 20, 1-9 Na manhã do primeiro dia da semana, Maria Madalena vai até ao sepulcro e vê a pedra retirada. Corre e vai contar a Pedro e João e também eles correm ao sepulcro. Vêm as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus enrolado à parte.
São, portanto, eles, juntamente com Madalena,as primeiras testemunhas do sepulcro vazio. Porém, dos três, só João, no seu amor intuitivo compreende os sinais da ressurreição, pois diz a passagem que ele "viu e acreditou". Que também nós acreditemos que Cristo, apesar de não o vermos, ressuscitou, está vivo e nos acompanha. Deixemo-lo acompanhar-nos e vivamos a nossa vida de cada dia, sem perder o fim superior para que fomos criados. Afeiçoemo-nos, como nos diz S. Paulo, na sua Carta aos Colossenses, às coisas do alto e não às da terra, pois é para lá que todos caminhamos. Caminhemos, pois, esperando e acreditando sempre que, tal como Cristo ressuscitou, também nós havemos de ressuscitar, um dia, para uma vida nova com Ele na glória.
 

domingo, 24 de março de 2013

EVANGELHO DE DOMINGO DE RAMOS (ANO C)

 
Lc. 22, 14-27. 31-32. 35-71; 23, 1-56 S. Lucas, neste Domingo de Ramos (que marca o início da Semana Santa), faz-nos um relato da Paixão apresentando-nos um Jesus que, apesar da sua condição divina, tal como diz S. Paulo na sua Carta aos Filipenses, “não se valeu da sua igualdade com Deus mas aniquilou-se a si próprio” obedecendo, serenamente, à vontade do Pai “até à morte e morte de cruz “. E obedece até à morte para nos provar o seu infinito amor e nos redimir dos nossos pecados, abrindo-nos as portas para uma vida nova.
Mas, neste Evangelho, S. Lucas apresenta-nos, ainda, um Rei - que é aclamado como Rei, ao entrar triunfalmente em Jerusalém e não nega ser Rei, quando é interrogado pelo governador Pilatos - mas que, ao contrário dos outros reis, não vem para dominar, mas para servir e dar a vida em resgate da humanidade.

Destaca-se, igualmente, em toda esta narração da paixão, segundo S. Lucas, a forma como Jesus aceita o sofrimento, a morte e todos os acontecimentos que a rodeiam e que nos mostram a sua infinita misericórdia para com os homens e para cada um de nós, em particular. Ele perdoa ao seu amigo Pedro, o tê-lo negado por 3 vezes – quando ele se arrepende e chora amargamente; Ele perdoa a um dos ladrões crucificados com Ele, quando este lhe pede que se lembre dele no seu Reino e perdoa-nos a todos, os nossos pecados. Por isso diz, ao ser crucificado:
“PAI, PERDOA-LHES, PORQUE  NÃO SABEM O QUE FAZEM.”

Que bom e misericordioso é, então, o nosso Deus que por amor entregou a sua vida por nós na cruz e apesar de tantas humilhações sofridas nos perdoa para nos alcançar a salvação. Saibamos reconhecer o seu grande amor por nós, pedir-lhe perdão pelos nossos pecados e amarmos e perdoarmos, também nós, os nossos irmãos…J

domingo, 17 de março de 2013

EVANGELHO DO V DOMINGO DA QUARESMA (ANO C)

Jo. 8. 1-11 Neste 5º Domingo da Quaresma, o Evangelho fala-nos de uma mulher que é surpreendida em adultério. Na lei, Moisés mandava apedrejar tais mulheres. Os fariseus apresentam-na a Jesus e querem saber o que Jesus tem a dizer sobre o assunto. Jesus escrevinha com o dedo no chão e diz-lhes apenas: “Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra”. E todos se retiram, curiosamente (ou não) começando pelos mais velhos. Ao ficar a sós com a mulher Jesus só lhe pergunta: “Ninguém te condenou?” E perante a resposta dela Jesus diz-lhe, então: “Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar.” Jesus não condena os pecadores. Ele não nos condena, nem quer a nossa morte. Para Deus, ninguém está irremediavelmente perdido. Ele não aprova o pecado, mas não nos condena, não nos castiga e não quer o nosso mal. Porquê? Porque Ele veio para libertar e salvar, não para condenar. Ele não quer a morte do homem mas que Ele viva e se salve. Por isso Ele disse à mulher adúltera – e diz-nos também a nós: “VAI E NÃO TORNES A PECAR", ou seja, muda a tua vida, transforma-te numa pessoa diferente. É assim o nosso Deus: benigno e misericordioso para com todos, tal como nós devemos ser uns para com os outros...♥
 

IGREJA POBRE E PARA OS POBRES


Papa quer uma «Igreja pobre e para os pobres»

O Papa Francisco revela como se inspirou no santo de Assis e adianta linhas de força do programa para o seu pontificado numa audiência a jornalistas

Lusa | Papa Francisco durante audiência a jornalistas, hoje
Cidade do Vaticano, 16 mar 2013 (Ecclesia) - O Papa disse hoje, em Roma, durante uma audiência a jornalistas, que deseja uma “Igreja pobre e para os pobres”, inspirada em S. Francisco de Assis.
Francisco recebeu mais de 6000 profissionais da comunicação social no primeiro ato público após ter sido eleito Papa e revelou em que circunstâncias se inspirou no santo de Assis para a escolha de um nome e de um programa para o pontificado.
Para o Papa, Francisco de Assis é “o homem da pobreza, da paz, o homem que ama e cuida o criado”
O Papa esclareceu que foram essas atitudes que o inspiraram e que confirmaram a escolha do nome no seu “coração”, quando terminou a contagem dos votos que o elegeram como Papa.
“Ah, como desejo uma Igreja pobre e para os pobres”, disse o Papa Francisco na audiência aos profissionais da comunicação social que acompanharam, durante as últimas semanas, os acontecimentos relacionados com a resignação de Bento XVI e a realização do Conclave.
O Papa quis esclarecer os jornalistas contanto “a história” da escolha do nome Francisco: “Na eleição, eu tinha junto a mim o arcebispo emérito de S. Paulo e também prefeito emérito da Congregação para o Clero, cardeal Cláudio Hummes. Um grande amigo, um grande amigo! Quando aquilo se tornava um pouco perigoso, confortava-me. E quando os votos atingiram os dois terços, ouviu-se um aplauso porque estava eleito o Papa. Ele abraçou-me e beijou-me e disse-me: não te esqueças dos pobres”.
Até ao fim do escrutínio, o Papa disse que foi pensando aquela palavra - “os pobres, os pobres” - e quando terminou a contagem de todos os votos, tinha o nome escolhido, inspirado em Francisco da Assis.


Outro gesto cheio de significado: Na noite em que foi eleito, o novo Papa ligou ao núncio apostólico em Buenos Aires para lhe pedir que comunicasse aos bispos, e estes depois aos fiéis argentinos, que não se deslocassem a Roma para a inauguração do Pontificado no próximo dia 19. Sugeriu antes que o dinheiro das viagens fosse canalizado para os pobres, em gestos de solidariedade e caridade.

quinta-feira, 14 de março de 2013

PAPA FRANCISCO


13-03-2013

Irmãos e irmãs, boa noite!
Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais foram buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.

[Recitação do Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai]

E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo… este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!

E agora quero dar a Bênção, mas antes… antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim.
[…]
Agora dar-vos-ei a Bênção, a vós e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade. [Bênção]

Irmãos e irmãs, tenho de vos deixar. Muito obrigado pelo acolhimento! Rezai por mim e até breve! Ver-nos-emos em breve: amanhã quero ir rezar aos pés de Nossa Senhora, para que guarde Roma inteira. Boa noite e bom descanso!

(tradução publicada pelo Vaticano)

14-03-2013     
Calçando sapatos pretos, não vermelhos, o Papa Francisco fez esta manhã cedo a sua primeira aparição desde que ontem à noite se anunciou aos fiéis na praça de São Pedro, em Roma, como o líder que os católicos foram buscar ao fim do mundo. Cardeal-arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, tornou-se ontem 266.º líder da Igreja Católica e o primeiro Papa oriundo da América Latina.

Às 08.00 (07.00 em Lisboa) desta manhã, o Papa Francisco chegou à basílica romana de Santa Maria Maior, a mesma onde Inácio de Loyola, o fundador da ordem dos jesuítas celebrou a sua primeira missa de Natal em 1538, e aí esteve a rezar em privado durante cerca de 20 minutos.

O Papa, sucessor de Bento XVI, que resignou a 28 de fevereiro, chegou num pequeno grupo de duas viaturas, acompanhado de várias personalidades, entre eles Georg Gänswein, o secretário particular do seu antecessor, que é igualmente prefeito da casa pontificial. Foi recebido por várias pessoas na rua, na sua maioria jornalistas e fotógrafos.

Bergoglio, que segundo esclareceu o Vaticano será conhecido apenas como Papa Francisco, entrou por uma porta lateral da basílica, depois de sair de uma viatura sem matrícula, que está reservada aos pontífices. Como prometera, o Papa Francisco foi rezar a Virgem Maria.

"Esteve cerca de 20 minutos em frente a uma imagem da Virgem, junto à qual depositou flores, muito simples. Vestia a sotaina branca, calçava sapatos pretos e não vermelhos, tinha o seu anel de cardeal e uma cruz de prata", relatou, à AFP, Giuseppe, um dos 15 seminaristas, religiosos e prelados que tiveram a oportunidade de assistir à primeira aparição do Papa argentino.

O novo Papa passou a sua primeira noite na casa de Santa Marta, onde ficam alojados os cardeais que participaram no conclave. Segundo um fotógrafo, hoje citado pela AFP, o líder católico não quis ontem deslocar-se na viatura que estava reservada para transportar o novo Papa, preferindo antes ir no minibus com os restantes cardeais.

Intelectual jesuíta, foi um dos mais ferozes opositores à decisão das autoridades argentinas de legalizar o casamento homossexual em 2010, argumentando que as "crianças precisam de ter o direito a ser criadas e educadas por um pai e uma mãe". No entanto, de acordo com o jornal britânico 'The Guardian' é um moderado.

O novo Papa é um reconhecido adepto de futebol e manifestou por diversas ocasiões ser um seguidor do San Lorenzo de Almagro, clube fundado pelo padre Lorenzo Massa em 1908, tendo celebrado mesmo a missa que assinalou os cem anos do clube.

Nasceu a 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, capital argentina, tendo sido ordenado padre a 13 de dezembro de 1969, durante os estudos na Faculdade de Teologia do colégio de São José, em São Miguel de Tucuman (norte da Argentina).

Em 1969, viajou para Espanha, onde cumpriu o seu terceiro período de preparação sacerdotal na Universidade de Alcalá de Henares, nos arredores de Madrid.

A docência desempenhou um papel muito importante na biografia de Jorge Mario Bergoglio Bergoglio, já que ensinou em vários colégios, seminários e faculdades.

Em 1972, regressou à Argentina. Entre os anos de 1980 e 1986 foi reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de São Miguel. Concluiu o doutoramento na Alemanha, e foi também confessor e diretor espiritual da Companhia de Jesus, em Córdova (Espanha).

A nomeação como bispo aconteceu a 20 de maio de 1992, quando João Paulo II lhe confiou a diocese de Auca e o tornou bispo auxiliar da diocese de Buenos Aires. Em 1997 foi nomeado arcebispo coauditor de Buenos Aires e em 1998, depois da morte do arcebispo e cardeal Quarracino, subiu a arcebispo da capital argentina.

O cardeal argentino integrava a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, do Conselho pontifício para a Família e a Comissão Pontifícia para a América Latina.

Foi presidente da conferência de bispos na Argentina, entre 08 de novembro de 2005 e 08 de novembro de 2011.

A eleição, após a histórica renúncia de Bento XVI no mês passado, foi alcançada após cinco votações, no segundo dia do conclave.

O pontificado de Bento XVI foi marcado por escândalos e o novo Papa vai encarar desafios imediatos: impor a sua autoridade à máquina burocrática e institucional do Vaticano, e tentar recuperar os fiéis que a Igreja têm vindo a perder nos últimos tempos.

Depois do escândalo da fuga de documentos confidenciais do papa, "VatiLeaks", e do relatório sobre estes acontecimentos - redigido por três cardeais e que será dado a conhecer ao novo papa -, Bento XVI anunciou, a 11 de fevereiro, e para surpresa geral, a renúncia devido à idade avançada.

Primeiro líder da Igreja Católica a renunciar desde a Idade Média, o Papa emérito Bento XVI abandonou o Vaticano a 28 de fevereiro, deixando um decreto que autorizava os cardeais a antecipar a data do conclave.

Agora, todos esperam para ver em funções o sucessor de Bento XVI. O Papa Francisco celebrará o seu primeiro Angelus no domingo e será depois oficialmente entronizado na terça-feira, dia 19 de março, com uma grande missa na Basílica de São Pedro em Roma. Este é o dia de São José e o Dia do Pai.