100 dias depois do Ciclone Idai ter semeado a destruição na Província da Beira, o P. Abel Bandeira sj. regressou a Moçambique para ajudar os mais afectados pela devastação. Graças à generosidade de muitos paroquianos e amigos da Paróquia Jesuíta de S. Francisco Xavier de Caparica, o P. Abel entregou nos últimos dias 8 caixas de carne ao Orfanato dos Padres Somascos e também lápis, canetas, borrachas e afias às crianças dessa Instituição. Obrigada P. Abel. A missão continua! Estamos juntos!!!
domingo, 28 de julho de 2019
segunda-feira, 22 de julho de 2019
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)
Na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus,
o Sumo Pontífice destacou a passagem do Evangelho (Lc. 10, 38-42) deste domingo (XVI Domingo do tempo comum), em que
o evangelista Lucas narra a visita de Jesus à casa de Marta e Maria, irmãs de
Lázaro. “Elas acolhem-no, e Maria senta-se a seus pés para ouvi-lo. Deixa o que
estava a fazer para estar próxima de Jesus: não quer perder nenhuma das suas
palavras”, disse Francisco, acrescentando: “Tudo deve ser deixado de lado
porque, quando Ele nos vem visitar nas nossas vidas, a sua presença e a sua
palavra vêm antes de qualquer coisa. O Senhor sempre nos surpreende: quando nos
dispomos a ouvi-lo realmente, as nuvens desaparecem, as dúvidas dão lugar à
verdade, o medo à serenidade, e as várias situações da vida encontram o lugar
certo. O Senhor quando vem, ajusta sempre as coisas e também a nós.”
Na cena de Maria de Betânia aos pés de Jesus, São
Lucas mostra a atitude de oração do fiel que sabe estar na presença do Mestre
para ouvi-lo e entrar em sintonia com Ele.
“Trata-se de fazer uma pausa durante o dia, de
recolher-se no silêncio para dar lugar ao Senhor que “passa” e encontrar a
coragem de permanecer um pouco “à parte” com Ele, para depois retornar, com
mais serenidade e eficácia, para as coisas quotidianas. Louvando a atitude de
Maria, que “escolheu a melhor parte”, Jesus parece repetir a cada um de nós:
“Não se deixe levar pelos afazeres, mas antes de tudo escute a voz do Senhor, a
fim de desempenhar bem as tarefas que a vida lhe atribui”.
“Depois, há a outra irmã, Marta. São Lucas diz que
foi ela quem hospedou Jesus”, ressaltou o Papa. “Talvez Marta fosse a mais
velha das duas irmãs, não sabemos, mas certamente essa mulher tinha o carisma
da hospitalidade. De fato, enquanto Maria está ouvindo Jesus, ela está
completamente absorvida pelos muitos serviços. Por isso, Jesus lhe diz: “Marta,
Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas”. Com estas palavras, Ele
certamente não pretende condenar a atitude do serviço, mas sim a preocupação
com a qual às vezes se vive.”
Segundo o Pontífice, “nós também partilhamos a
preocupação de Santa Marta e, com o seu exemplo, nos propomos a fazer com que,
nas nossas famílias e nas nossas comunidades, se viva o sentido do acolhimento,
da fraternidade, para que cada um se possa sentir “em casa”,
especialmente os pequenos e os pobres, quando batem à porta.
“ Portanto, o Evangelho de hoje recorda-nos que
a sabedoria do coração está em saber conjugar esses dois elementos: a contemplação
e a ação. ”
“Marta e Maria indicam-nos o caminho. Se queremos
desfrutar a vida com alegria, devemos associar essas duas atitudes: por um lado,
o “estar aos pés” de Jesus para ouvi-lo, enquanto nos revela o segredo de todas
as coisas; por outro, estar atentos e prontos para a hospitalidade, quando Ele
passar e bater à nossa porta, na pessoa de um amigo que precisa de um momento
de descanso e fraternidade.”
Francisco concluiu, pedindo à Virgem Maria, “Mãe
da Igreja, que nos conceda a graça de amar e servir a Deus e aos irmãos com as
mãos de Marta e o coração de Maria, a fim de que permanecendo sempre na escuta
de Cristo, possamos ser artesãos da paz e da esperança”.
domingo, 14 de julho de 2019
ANIVERSÁRIOS 11 DE JULHO
No dia 11 de Julho a Eucaristia foi ás 19h com a Igreja cheia!
2 GRANDES MOTIVOS DE AÇÃO DE GRAÇAS:
- 21 anos de Sacerdócio do Padre Abel Bandeira, sj
e
- 34º aniversário de vida do Padre João de Brito,sj
Concelebraram também o Padre Zé Pires,sj e o Padre Gonçalo Machado, sj
O Ofertório desta Eucaristia destinou-se inteiramente a Moçambique e as pessoas foram generosas para que o Padre Abel que ainda este mês vai a Moçambique possa ajudar mais gente lá.
Foi aqui que há 21 anos o Padre Abel teve a sua 1ª Missão como Sacerdote, na altura ainda era Paróquia de Cristo Rei - Pragal.
Fez com que muita gente começasse a vir à Igreja.
Também o Padre João começou aqui em Setembro passado a sua 1ª Missão, como Pároco.
Segui-se um animado jantar convívio partilhado
E no fim 2 bolos para cantar parabéns aos dois e desejar muitas Bençãos de Deus!
terça-feira, 9 de julho de 2019
CELEBRAÇÃO DO CRISMA
No domingo 7 de julho recebemos com muita alegria o nosso Bispo D. José Ornelas de Carvalho
que veio celebrar a Eucaristia das 11h no pátio da Igreja de S. Francisco Xavier de Caparica, por esta se tornar pequena neste dia de Festa.
Concelebraram o Pároco Padre João de Brito, SJ e o Padre José Pires.
Entre jovens e adultos foram 15 os que foram crismados.
O Senhor Bispo animou-os a darem testemunho de Jesus em casa, na escola, em toda a parte e apelou para a disponibilidade para o serviço a quem se pode recorrer como ao 112...
Nesse mesmo dia foram batizados 6 pessoas, das quais 2 fizeram a 1ª Comunhão.
Louvemos a Deus por tantos dons do Espírito Santo!
domingo, 7 de julho de 2019
REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O EVANGELHO DO XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)
Como é hábito, o Sumo Pontífice reflectiu este manhã, antes da oração do Angelus, sobre o Evangelho de São Lucas (Lc. 10,1-12.17-20) deste XIV Domingo do Tempo Comum, que
apresenta Jesus enviando seus 72 discípulos, além dos 12 apóstolos, a pregar
a Boa Nova. O Papa comentou que o número 72 indica provavelmente todas as
nações, representando “a missão da Igreja de anunciar o Evangelho a todas as
pessoas”. Àqueles discípulos, lembrou ainda Francisco, Jesus disse: “A messe é
grande, mas os trabalhadores são poucos! Rezem, então, ao Senhor da messe para
que mande trabalhadores para a sua messe!”.
"Esse pedido de Jesus é sempre válido. Devemos
rezar, sempre, ao 'dono da messe', isto é, a Deus Pai, para que mande operários
para trabalhar no seu campo que é o mundo. E, cada um de nós, deve fazê-lo com
o coração aberto, com uma atitude missionária. A nossa oração não se deve limitar
somente ao que precisamos, às nossas necessidades: uma oração é realmente
cristã se também tiver uma dimensão universal."
Ao
enviar os 72 discípulos, disse o Papa, Jesus deu instruções precisas que
expressavam as características da missão. Entre elas: rezar, ir ao encontro das
pessoas e levar a paz.
“Esses imperativos mostram que a missão é baseada
na oração; que é itinerante; que requer desapego e pobreza; que leva paz e
cura, sinais da proximidade do Reino de Deus; que não é proselitismo, mas
anúncio e testemunho; e que também requer a franqueza e a liberdade evangélica
de ir embora demonstrando a responsabilidade de ter rejeitado a mensagem da
salvação, mas sem condenações e maldições. ”
Se
vivida nestes termos, sublinhou o Papa Francisco, “a missão da Igreja será
caracterizada pela alegria” de ser discípulo. E essa alegria não é uma alegria
efêmera que vem do sucesso da missão; pelo contrário, é uma alegria enraizada
na promessa de que – diz Jesus – ‘os vossos nomes estão escritos no céu’”.
“Cada um de nós pode pensar no nome que recebeu no
dia do Batismo: esse nome está “escrito no céu”, no coração de Deus Pai. E é a
alegria desse dom que faz de cada discípulo um missionário, aquele que caminha
em companhia do Senhor Jesus, que aprende com Ele a dedicar-se sem restrições aos
outros, livre de si mesmo e dos próprios bens. ”
segunda-feira, 1 de julho de 2019
PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL A FÁTIMA 2019
Realizou-se, ontem, a Peregrinação Paroquial a Fátima que, mais uma vez, registou elevada participação: cerca de 420 pessoas (8 autocarros).
A Eucaristia das 11h, no recinto, que contou com a participação da maioria dos paroquianos, foi presidida pelo Bispo de Beja: D. João Marcos. O P. João de Brito foi um dos concelebrantes principais.
À tarde, os que quiseram, participaram na Via Sacra no Caminho dos Pastorinhos.
A Via Sacra terminou na Capela do Calvário onde se fez uma breve oração a Jesus escondido no Sacrário.
Houve ainda oportunidade de fazer uma outra oração nos Valinhos, onde Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos a 19 de Agosto de 1917.
Depois da Procissão Eucarística, no recinto, todos regressaram a casa mais consolados depois de um dia cheio passado aos pés da Mãe do Céu.
sábado, 29 de junho de 2019
CONSAGRAÇÃO DA PARÓQUIA AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
No dia 28 de Junho, em toda a Igreja se celebrou a solenidade do Sagrado Coração de Jesus. A nossa paróquia uniu-se a esta celebração com uma missa celebrada às 19h, incluindo uma hora e meia anterior de adoração. No final da missa, o pároco confiou ao Sagrado Coração de Jesus, numa especial consagração, todas as pessoas da comunidade e todos os movimentos e grupos que nela se reuúnem e colaboram, bem como todas as pessoas que se encontram no seu território, especialmente os que mais necessitam.
Que Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do universo e dos nossos corações possa reinar plenamente nas nossas vidas e chegar a reinar em todo o mundo!
Colocamos de seguida o texto da consagração.
Pe. João de Brito
_____________________________________
Senhor
Jesus, Salvador e Redentor, Filho de Deus Pai e Filho de Maria de Nazaré,
verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, cujo Coração trespassado é fonte de todo o
amor trinitário, de toda a paz e toda a misericórdia, fonte divina donde
nasceram os sacramentos e a Santa Igreja, nós Vos louvamos e bendizemos, nós Vos
damos graças, nós Vos aclamamos e acolhemos como nosso Senhor e nosso Rei,
nosso Amigo e nosso Bom Pastor.
Queremos
hoje, Solenidade do vosso Sacratíssimo Coração, consagrar ao vosso amor e ao vosso
Coração, a nossa paróquia de S. Francisco Xavier, consagrando cada família, cada
pessoa, as crianças, os jovens, os casais, os adultos, os idosos, os doentes, os
mais pobres e carenciados, os que não têm fé, os baptizados e os não
baptizados. Acolhei a todos no vosso Coração e sede para todos fonte divina de
fé, de paz, de alegria, de vida, de crescimento humano, moral e espiritual.
Nós Vos
consagramos todas as estruturas da nossa paróquia, todos os movimentos, todas
as pessoas que trabalham ou ajudam, os benfeitores, as acções de formação, a
catequese, a Legião de Maria, o grupo de leitores, os acólitos, os ministros
extraordinários da comunhão, o grupo de jovens, os escuteiros, o grupo da
Sagrada Família, os membros dos grupos corais, os que se dedicam ao Centro
Juvenil e ao Centro Social Paroquial de Cristo Rei. Aceitai-me também a mim,
pároco desta paróquia, e aos sacerdotes que aqui colaboram. Abençoai as suas
vidas e os seus apostolados.
Como
paróquia queremos comprometer-nos a honrar-Vos, a venerar-Vos, a louvar-Vos, a
reparar os pecados que ferem o vosso Coração, a consolar-Vos, a fazer o vosso
Coração mais conhecido e mais amado, difundindo entre as pessoas e as famílias
o culto e a devoção ao vosso Divino Coração, ajudando as crianças e os jovens a
viverem como vossos amigos e a encontrarem em Vós consolação e graça, ajuda,
alegria e paz.
Queremos
terminar esta consagração prestando-Vos a nossa homenagem e dizendo-Vos: Honra
e glória a Vós, Sagrado Coração de Jesus. Louvores para sempre a Vós, Divino
Coração. Fazei-nos sempre fiéis a esta consagração, da qual esperamos tantas
bênçãos e graças para a nossa paróquia.
Amén.
segunda-feira, 24 de junho de 2019
REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DO XII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO C)
Lc. 9, 18-24 O evangelho deste domingo começa com a indicação de
que Jesus se encontrava a orar. Depois de rezar, Jesus começa por fazer uma
indagação aos seus discípulos sobre o que pensam os homens sobre Ele. É curioso
que para os seus contemporâneos Jesus não representa nenhuma novidade. Na
verdade, a resposta que os discípulos dão a Jesus (“uns, dizem que és João
Baptista; outros, que és Elias; e outros, que és um dos antigos profetas que
ressuscitou”), mostra que os contemporâneos de Jesus vêem-no como um homem em
continuação com o passado, como um simples homem bom e justo, um profeta. Os
contemporâneos de Jesus ainda não descobriram a verdadeira originalidade e
novidade de Jesus, ainda não descobriram em Jesus o salvador prometido.
Situação semelhante também acontece hoje. Para muitos Jesus é só um homem bom e
justo e nada mais do que isso. Muitas das opiniões que ouvimos sobre Jesus
reduzem-no a muito pouco, não captam a verdadeira identidade de Jesus.
No entanto, Jesus não se contenta só em saber o que diz a humanidade em geral sobre Ele. O Senhor quer uma resposta que comprometa cada um dos discípulos pessoalmente. Dizer o que os outros pensam de Jesus é fácil pois limitamo-nos a dizer a opinião dos outros e não nos comprometemos com a resposta dada, porque, afinal de contas, a opinião é dos outros e não minha. No entanto, o Senhor quer uma resposta que comprometa cada um dos discípulos pessoalmente. Assim sendo, depois de uma pergunta mais geral, Jesus interroga aqueles que lhe são mais íntimos, aqueles que o seguem e que compartem a vida com Ele sobre o lugar que ocupa nas suas vidas. “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Esta pergunta que Jesus fez aos seus discípulos há dois mil anos continua a fazê-la a cada um dos homens que hoje se propõe a segui-lo. Hoje como ontem, os discípulos são convidados a revelar as suas expectativas sobre Jesus, o lugar que Ele ocupa nas suas vidas. Esta é uma das perguntas essenciais do itinerário cristão, pois a resposta a esta pergunta revela se Jesus é o fundamento da nossa vida e leva-nos a um compromisso.
O discípulo que prontamente responde à pergunta do Mestre é Pedro. Pedro compromete-se ao responder que Jesus é o Messias. Ante esta resposta, Jesus ordena que os seus discípulos não revelem a sua identidade a ninguém. Na verdade, Jesus é o Messias, mas não o messias político e vitorioso que a multidão esperava. Jesus é o Messias, o enviado de Deus para a salvação do seu povo, mas pela doação da sua vida na cruz, pelo caminho do servo sofredor de Isaías (cf. Is 53).
Assim sendo, Jesus “proibiu-lhes severamente de o dizerem fosse a quem fosse e acrescentou: o filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escrivas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia”.
Do messianismo que o mestre assume resulta um estilo de vida próprio dos discípulos. Assim sendo, depois do seu primeiro anúncio da Paixão Jesus manifesta as condições necessárias para o seguirem: “Se alguém quiser seguir-me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-me”.
Infelizmente, muitos dos discípulos do Senhor crucificado continuam a ter uma imagem do messianismo de Jesus desfigurada e, consequentemente, um seguimento desfigurado. Muitos desejavam que o messianismo de Cristo fosse um messianismo de uma revolução única e exclusivamente social e política. Outros desejavam que o messianismo de Jesus fosse única e exclusivamente espiritual. Outros, por sua vez, desejavam que Cristo fosse um messias que restaurasse de novo a antiga ordem, o ‘status quo’. No entanto, Jesus não se deixa aprisionar pelos nossos esquemas e pelas nossas expectativas. Jesus, com a sua paixão, morte e ressurreição contínua a contrariar e a destruir as expectativas de triunfo e de poder de cada um dos seus discípulos.
Todos e cada um dos discípulos de Jesus de Nazaré devem confrontar a sua imagem de Jesus com o Senhor Crucificado. Cristo Crucificado tem de ser o critério hermenêutico e fundacional do pensar e do actuar dos seus discípulos. Os discípulos de Cristo são os seguidores do Senhor Crucificado e por isso, e a exemplo de Jesus, devem seguir o caminho da entrega da sua vida por amor. Do messianismo que o mestre assume resulta um estilo de vida próprio dos discípulos: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Os discípulos do Senhor Jesus, devem seguir o mesmo caminho do mestre.
Assim sendo, o discípulo tem de fazer silêncio diante da cruz de Cristo, tem de “olhar para aquele a quem trespassaram” (Jo 19, 37). Na verdade, é na cruz Cristo que se revela o verdadeiro rosto de Deus e se desmascaram todas as falsas imagens de Deus e expectativas humanas. Isto demonstra a importância que tem a contemplação da Cruz de Cristo na vida cristã. Assim, devemos pedir que o Senhor derrame sobre nós o seu espírito de piedade e de súplica para que olhemos para Aquele que foi trespassado e assim nos lamentemos e lavemos dos nossos pecados, como se afirmava na leitura da profecia de Zacarias.
Que a celebração deste domingo nos ajude a contemplar Aquele que foi trespassado. Na verdade, só olhando para a cruz de Cristo é que descobrimos quem é Jesus e qual o caminho que devemos seguir. (P. Nuno Ventura Martins - missionário passionista)
No entanto, Jesus não se contenta só em saber o que diz a humanidade em geral sobre Ele. O Senhor quer uma resposta que comprometa cada um dos discípulos pessoalmente. Dizer o que os outros pensam de Jesus é fácil pois limitamo-nos a dizer a opinião dos outros e não nos comprometemos com a resposta dada, porque, afinal de contas, a opinião é dos outros e não minha. No entanto, o Senhor quer uma resposta que comprometa cada um dos discípulos pessoalmente. Assim sendo, depois de uma pergunta mais geral, Jesus interroga aqueles que lhe são mais íntimos, aqueles que o seguem e que compartem a vida com Ele sobre o lugar que ocupa nas suas vidas. “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Esta pergunta que Jesus fez aos seus discípulos há dois mil anos continua a fazê-la a cada um dos homens que hoje se propõe a segui-lo. Hoje como ontem, os discípulos são convidados a revelar as suas expectativas sobre Jesus, o lugar que Ele ocupa nas suas vidas. Esta é uma das perguntas essenciais do itinerário cristão, pois a resposta a esta pergunta revela se Jesus é o fundamento da nossa vida e leva-nos a um compromisso.
O discípulo que prontamente responde à pergunta do Mestre é Pedro. Pedro compromete-se ao responder que Jesus é o Messias. Ante esta resposta, Jesus ordena que os seus discípulos não revelem a sua identidade a ninguém. Na verdade, Jesus é o Messias, mas não o messias político e vitorioso que a multidão esperava. Jesus é o Messias, o enviado de Deus para a salvação do seu povo, mas pela doação da sua vida na cruz, pelo caminho do servo sofredor de Isaías (cf. Is 53).
Assim sendo, Jesus “proibiu-lhes severamente de o dizerem fosse a quem fosse e acrescentou: o filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escrivas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia”.
Do messianismo que o mestre assume resulta um estilo de vida próprio dos discípulos. Assim sendo, depois do seu primeiro anúncio da Paixão Jesus manifesta as condições necessárias para o seguirem: “Se alguém quiser seguir-me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-me”.
Infelizmente, muitos dos discípulos do Senhor crucificado continuam a ter uma imagem do messianismo de Jesus desfigurada e, consequentemente, um seguimento desfigurado. Muitos desejavam que o messianismo de Cristo fosse um messianismo de uma revolução única e exclusivamente social e política. Outros desejavam que o messianismo de Jesus fosse única e exclusivamente espiritual. Outros, por sua vez, desejavam que Cristo fosse um messias que restaurasse de novo a antiga ordem, o ‘status quo’. No entanto, Jesus não se deixa aprisionar pelos nossos esquemas e pelas nossas expectativas. Jesus, com a sua paixão, morte e ressurreição contínua a contrariar e a destruir as expectativas de triunfo e de poder de cada um dos seus discípulos.
Todos e cada um dos discípulos de Jesus de Nazaré devem confrontar a sua imagem de Jesus com o Senhor Crucificado. Cristo Crucificado tem de ser o critério hermenêutico e fundacional do pensar e do actuar dos seus discípulos. Os discípulos de Cristo são os seguidores do Senhor Crucificado e por isso, e a exemplo de Jesus, devem seguir o caminho da entrega da sua vida por amor. Do messianismo que o mestre assume resulta um estilo de vida próprio dos discípulos: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Os discípulos do Senhor Jesus, devem seguir o mesmo caminho do mestre.
Assim sendo, o discípulo tem de fazer silêncio diante da cruz de Cristo, tem de “olhar para aquele a quem trespassaram” (Jo 19, 37). Na verdade, é na cruz Cristo que se revela o verdadeiro rosto de Deus e se desmascaram todas as falsas imagens de Deus e expectativas humanas. Isto demonstra a importância que tem a contemplação da Cruz de Cristo na vida cristã. Assim, devemos pedir que o Senhor derrame sobre nós o seu espírito de piedade e de súplica para que olhemos para Aquele que foi trespassado e assim nos lamentemos e lavemos dos nossos pecados, como se afirmava na leitura da profecia de Zacarias.
Que a celebração deste domingo nos ajude a contemplar Aquele que foi trespassado. Na verdade, só olhando para a cruz de Cristo é que descobrimos quem é Jesus e qual o caminho que devemos seguir. (P. Nuno Ventura Martins - missionário passionista)
domingo, 16 de junho de 2019
PROCISSÃO E JANTAR PARTILHADO EM DIA DE FESTA DA PARÓQUIA 2019
Realizou-se, ontem, a Festa-Convívio da Paróquia.
A seguir à Missa houve um jantar partilhado e claro salutar e animado convívio entre todos.
domingo, 9 de junho de 2019
PROFISSÃO DE FÉ 2019 (FOTOS)
Hoje, Domingo de Pentecostes, 20 adolescentes do 6º ano da Catequese, fizeram a sua Profissão de Fé, na Missa das 11h30.
Foi depois da homilia que os adolescentes renovaram as promessas do seu Baptismo e se comprometeram pessoalmente com Cristo
Rezamos por todos para que neles cresça e permaneça sempre o desejo de conhecer melhor Jesus, para mais o amar e seguir.
Do grupo de adolescentes que fez a Profissão de Fé, alguns deles com os seus Pais estiveram na Vigília de Pentecostes, invocando o Espírito Santo.
sexta-feira, 7 de junho de 2019
FESTA CONVÍVIO DA PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER
Festa Convívio da
Paróquia S. Francisco Xavier de Caparica
15 de junho
09h30 – Início do Torneio de
Futsal
14h30 - Jogos, Rifas e Lanche
17h15 - Procissão com Imagem do Padroeiro
18h00 - Missa ao ar livre
20h00 - Jantar (traz alguma coisa para partilhar)
A seguir convívio e muita animação, com danças e música
Vem com a tua Família!
Vai ser divertido!
Contamos com todos!
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